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Raça bovina 100% paranaense ganha reconhecimento federal

Desenvolvida pelo Iapar, a Purunã é resultado de 30 anos de pesquisas e melhoramento genético, através de cruzamento entre as raças Charolês, Caracu, Aberdeen Angus e Canchim

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceu oficialmente na quarta-feira (26) a primeira raça bovina totalmente paranaense. É a Purunã, desenvolvida pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), órgão estadual de pesquisa agropecuária. O governador Beto Richa presidiu o evento, realizado no Palácio Iguaçu, em Curitiba. 

O superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Alexandre Orio Bastos, entregou ao governador a portaria que reconhece a raça e dá autonomia aos criadores para expansão do rebanho no País. A Associação de Criadores de Gado Purunã (ACP) recebeu credenciamento para fazer o controle genealógico da nova raça. 

Richa destacou a excelência do trabalho realizado pelo Iapar e prestou homenagens a equipe responsável pelo desenvolvimento da raça bovina. “A certificação e o reconhecimento oficial consagram o Iapar. Recebemos o instituto em uma situação crítica. Hoje é um dos orgulhos do Estado”, disse Richa na solenidade que teve a exposição de animais e degustação de carne. 

Richa destacou o estímulo dado aos órgãos estaduais de pesquisa. Ele lembrou que a reformulação do Iapar envolveu a contratação de 250 profissionais. Richa também citou o caso do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que recebeu novos investimentos do Estado e hoje produz medicamentos e vacinas para exportação. 

O nome da nova raça se refere à Serra do Purunã, onde fica a Fazenda Modelo do Iapar, local onde todo o trabalho foi desenvolvido. “A partir de agora, o criador que decidir pelo Purunã terá a certeza de contar com um material de origem pura”, garantiu o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. 

A Purunã é resultado de mais de 30 anos de trabalho, que começou com o experimento genético. As duas últimas décadas foram para consolidação e disseminação da nova raça. “É uma raça adaptada para qualquer tipo de criador. Mesmo os que não possuem grande aporte tecnológico podem obter bons resultados”, o presidente do Iapar, Florindo Dalberto. 

O Iapar estima que 3 mil a 4 mil animais estão sendo criados. Desde 2008, o instituto vem ofertando touros, mas sua atuação ainda é limitada no mercado, segundo o zootecnista e pesquisador José Luiz Moletta, um dos criadores da nova raça. 

A partir de agora a Associação de Criadores de Gado Purunã irá gerir a raça. Segundo o presidente da entidade, Piotre Laginski, com a entrega do registro oficial aumenta a perspectiva de parcerias para disponibilizar a genética no mercado. Hoje, existem embriões e sêmen em laboratórios, prontos para serem comercializados. 

A perspectiva é que em quatro anos pelo menos 10 mil matrizes de gado Purunã já estejam registradas. Atualmente, existem exemplares em Patos de Minas (MG) e em São Paulo. Criadores da Bahia estão dispostos a fazer parceria para avaliação da genética no estado. “Agora a Purunã ganha o mundo”, disse Laginski.  

Características da Purunã aumentam valor agregado 

O superintendente regional do Ministério da Agricultura, Alexandre Bastos, ressaltou que as principais características do Purunã – maior produtividade e melhoria na qualidade da carne – aumentam o valor agregado do produto. 

“Com a raça Purunã, o Brasil pode avançar na sua posição de liderança no mercado mundial. A raça abre uma nova possibilidade, pois sua carne de qualidade pode atender mercados mais exigentes”, disse. “O investimento em pesquisa e tecnologia na pecuária fortalece a cadeia produtiva da carne no Brasil, que é o principal exportador de proteína animal do mundo”, concluiu. 

Fonte: AEN/Pr

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Estoques globais redesenham as perspectivas para o milho

Oferta elevada limita ganhos nas cotações, enquanto exportações e clima seguem no foco do mercado.

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Foto: Shutterstock

O mercado de milho deve permanecer influenciado, no curto prazo, pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pelas perspectivas de uma produção elevada nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores tendem a manter pressão sobre as cotações, enquanto o comportamento das exportações seguirá sendo um dos principais indicadores acompanhados pelo setor.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural

No cenário internacional, a expectativa é de uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, o que mantém o balanço global de oferta e demanda em uma situação considerada confortável. Apesar disso, a consultoria aponta que a menor produção dos Estados Unidos em relação ao ciclo anterior deve contribuir para uma redução dos estoques globais ao longo da safra 2026/27.

Para o mercado brasileiro, a principal atenção está voltada ao avanço da colheita da segunda safra e aos rendimentos das lavouras, especialmente diante dos relatos de perdas provocadas pela seca em áreas do Centro-Sul. O volume final da produção será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

As exportações também seguem no radar. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho somaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Egito, Vietnã e Malásia, impulsionados pela demanda dos países asiáticos.

Foto: Divulgação

Mesmo com o bom desempenho recente, a Consultoria Agro Itaú BBA projeta desaceleração das exportações brasileiras ao longo da safra 2025/26, em razão da maior participação da Argentina no mercado internacional. A estimativa é que o Brasil exporte 40 milhões de toneladas de milho, abaixo das 41,6 milhões de toneladas embarcadas na safra 2024/25.

Outro fator acompanhado pelo mercado é a confirmação do fenômeno El Niño. Segundo a consultoria, a possibilidade de um evento de forte intensidade acende um alerta para a segunda safra de 2027, já que anos com esse padrão climático costumam registrar redução da produção nas principais regiões produtoras do país.

Apesar da pressão de curto prazo provocada pela ampla oferta e pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas, a expectativa de redução dos estoques mundiais pode dar sustentação aos preços em um horizonte mais longo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Formação internacional reúne executivos de cooperativas do Paraná para discutir liderança e os desafios do agro global

Programa promovido pelo Sescoop passou por Brasil e México, reuniu representantes de 23 cooperativas paranaenses e abordou gestão, geopolítica, tecnologia e estratégias para o futuro do cooperativismo.

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Foto: Divulgação

Representantes de 23 cooperativas paranaenses participaram de uma formação internacional voltada ao desenvolvimento de lideranças e à gestão do cooperativismo, em uma programação realizada em São Paulo, Guadalajara e Cidade do México. Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o programa reuniu 30 executivos indicados pelas cooperativas, além de representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e do Sescoop Paraná, para discutir temas como comércio internacional, inovação, geopolítica, governança e os desafios do agronegócio contemporâneo.

Coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi: “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro” – Foto: Divulgação

Entre os participantes estiveram o gerente de Recursos Humanos da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, e o coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi. “Aprimorar e agregar novos conhecimentos à formação profissional é uma grande oportunidade, principalmente em uma época de mudanças em que antigas e novas habilidades são determinantes no exercício da liderança”, afirma Aguinel.

Para Rizzardi, a programação reforçou o compromisso das instituições com o desenvolvimento do cooperativismo. “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro”, comenta.

Imersão no México

Entre os dias 25 e 29 de maio, os participantes participaram de uma imersão no Ipade Business School, na Cidade do México. Segundo Aguinel, um dos principais aprendizados foi compreender a aplicação do método de casos, modelo de ensino baseado na análise e discussão de situações reais enfrentadas por empresas. “Cada participante analisa múltiplas perspectivas e, por meio do contraste de experiências, critérios e julgamentos, desenvolve uma maneira melhor de liderar”, explica.

Durante essa etapa, foram discutidos temas como agricultura de precisão e inovação no campo mexicano, avaliação de iniciativas de negócios, direção comercial, o ecossistema digital desenvolvido pela Bayer para o setor agrícola mexicano e o processo de expansão do Grupo Britt na América Latina.

Além das atividades na capital mexicana, o grupo esteve em Guadalajara, uma das principais cidades do país. A programação incluiu encontro com representantes da

Foto: Divulgação

Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Consumo Animal do México (Anfaca), visita às instalações da Bayer e uma reunião com a adida agrícola brasileira no México, a médica-veterinária Luna Lisboa Alves.

Etapa brasileira discutiu comércio internacional e geopolítica

Antes da programação no México, os executivos participaram de dois dias de atividades no ISE Business School, em São Paulo.

Nessa etapa foram debatidos temas como desafios do comércio internacional, tendências macroeconômicas, cadeias agroalimentares, decisões de investimento, impactos da política sobre os investimentos e tendências geopolíticas.

A programação também foi estruturada sobre quatro pilares considerados estratégicos para a gestão das cooperativas: área comercial, ambiente político, política de empresas (governança) e análise de decisões.

Tecnologia precisa gerar resultado para o produtor

Segundo a Coopavel, a experiência internacional permitiu compreender aspectos considerados fundamentais para o cooperativismo e o agronegócio contemporâneo. Entre eles, a necessidade de aproximar estratégia e execução, eliminando a separação entre planejar e agir.

Outro ponto destacado foi que o desenvolvimento tecnológico deve estar alinhado à realidade econômica do produtor rural. Conforme as discussões promovidas durante o programa, a adoção de tecnologias sofisticadas só faz sentido quando há viabilidade econômica para quem está no campo.

Também foram ressaltadas a importância da mudança de mentalidade nas organizações, da integração da cadeia produtiva e do uso de dados e tecnologias com propósito.

Formação amplia visão estratégica

Mesmo com formação acadêmica em liderança, cultura organizacional, preparação para expansão e estruturação de equipes estratégicas, Aguinel afirma que participar de uma imersão internacional desse nível amplia significativamente a capacidade de gestão.

Segundo ele, entre os principais ganhos estão a ampliação da visão estratégica, o amadurecimento na tomada de decisões, uma compreensão mais abrangente do mercado e a construção de uma rede de relacionamentos voltada ao desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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El Niño aumenta incertezas para o clima no segundo semestre

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, fenômeno já está estabelecido e pode ganhar intensidade até o fim do ano, enquanto Brasil e EUA mantêm perspectivas favoráveis para as safras.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A confirmação do fenômeno El Niño amplia as incertezas para o clima no segundo semestre de 2026, embora as condições atuais ainda sejam favoráveis para as principais culturas agrícolas no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a atenção do mercado está voltada para a intensidade que o fenômeno poderá atingir e seus impactos regionais nos próximos meses.

Foto: Roberto Zito

No Brasil, a consolidação da estação seca deve favorecer o avanço da colheita de milho e algodão entre junho e julho. Por outro lado, o período encerra a possibilidade de recuperação das lavouras de segunda safra mais tardias em Goiás, Minas Gerais e na região do MAPITO.

Nos Estados Unidos, a previsão para o início de junho indica temperaturas acima da média no Meio-Oeste, com possibilidade de irregularidade nas chuvas. Ainda assim, os mapas climáticos para o trimestre entre junho e agosto apontam condições predominantemente favoráveis no cinturão produtor de grãos, mantendo a expectativa de uma safra cheia.

Foto: Divulgação/Freepik

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para confirmar as projeções de produção divulgadas pelo USDA para soja, milho e algodão. Apesar do bom desenvolvimento das lavouras até o momento, o desempenho da safra continuará dependente das condições climáticas durante o verão norte-americano.

Foto: Gilson Abreu

A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou, em sua atualização mais recente, que o El Niño já está estabelecido. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico e sua ocorrência já era esperada pelos meteorologistas.

De acordo com a NOAA, há 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro, com potencial para figurar entre os eventos mais intensos registrados desde 1950. Apesar desse cenário, ainda não é possível afirmar se o fenômeno evoluirá para um “super El Niño”, classificação atribuída apenas aos episódios de maior intensidade, como os registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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