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Rabobank passa a ver safra de soja 17/18 em linha com recorde do ano passado

Em fevereiro, a instituição estimava 111 milhões de toneladas, e sua revisão para cima se segue à realizada por outras consultorias e agentes do mercado, incluindo a Conab

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A safra de soja 2017/18 do Brasil, cuja colheita caminha para a reta final, deve atingir 114 milhões de toneladas, em linha com recorde do ano passado, projetou nesta quinta-feira o Rabobank em relatório. Em fevereiro, a instituição estimava 111 milhões de toneladas, e sua revisão para cima se segue à realizada por outras consultorias e agentes do mercado, incluindo a própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A temporada deste ano começou levantando preocupações no mercado, dada uma forte estiagem na fase de plantio, mas depois as condições climáticas melhoraram e, com o início da colheita, passaram a ser reportadas produtividades acima das esperadas no país, o maior exportador mundial da oleaginosa. Os bons resultados da produção no Brasil, no entanto, contrastam com as expectativas para a Argentina, onde a pior estiagem em 30 anos nas regiões produtoras de soja deve resultar na menor safra dos últimos seis anos no país, segundo o Rabobank.

O banco prevê que o país, terceiro maior produtor de soja em grão e líder nos embarques de farelo e óleo, produzirá 46 milhões de toneladas na safra 2017/18, “com viés para ser reduzida para um patamar próximo de 40 milhões de toneladas, caso as chuvas sigam escassas durante o mês de março”. O Rabobank lembrou que esse é o fundamento por trás dos preços da soja em alta na Bolsa de Chicago, os quais, por sua vez, têm impulsionado as vendas no Brasil.

Milho

O banco projetou ainda que o Brasil produzirá 25 milhões de toneladas de milho primeira safra, o menor volume em 20 anos, resultado de um plantio pequeno em meio a preços considerados pouco atrativos. Como consequência, a instituição disse que as apostas estão na segunda safra, a “safrinha”.

“O cenário-base do Rabobank aponta para uma área de 11,7 milhões de hectares destinada ao milho segunda safra, leve redução em comparação ao ciclo anterior em função de problemas pontuais de atraso de ciclo e colheita da soja, cultura que antecede a safrinha. Assim, assumindo a linha de tendência da produtividade, a produção nacional é estimada em 60,5 milhões de toneladas”, destacou o banco.

Portanto, a expectativa é de uma produção total de milho de 85,5 milhões de toneladas na safra 2017/18. “Dada a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, as exportações devem seguir em patamares próximos de 30 milhões de toneladas em 2018. Além disso, a demanda interna também tem viés altista”, afirmou o Rabobank. “Nesse cenário, a perspectiva é de pressão sobre os estoques nacionais, dando sustentação aos preços locais”, concluiu o Rabobank, esperando preços médios de 33 a 35 reais por saca nesta safra, ante 30 reais no ano anterior.

Fonte: Reuters

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Notícias Mercado

Poder de compra do suinocultor frente a insumos de alimentação sobe pelo 5º mês

Preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta

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Arquivo/OP Rural

Os preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta. Apesar disso, cálculos do Cepea mostram que o poder de compra do produtor do estado de São Paulo se mantém em elevação.

Segundo pesquisadores, esse movimento de avanço no poder de compra, inclusive, vem sendo observado há cinco meses e está atrelado à escalada de preços do suíno. A forte valorização do animal vivo no mercado independente, por sua vez, se deve à oferta reduzida de animais para abate e às aquecidas exportações da proteína nos últimos meses.

Na parcial de setembro, o preço médio do suíno negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) já subiu quase 10%.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado Interno

Preços da arroba de boi e de carne se aproximam em setembro

Valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne

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Divulgação/AENPr

Os valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne (carcaça casada, no atacado da Grande São Paulo). Diante disso, dados do Cepea mostram que, depois de a carcaça casada de boi registrar vantagem de 3,6 Reais/arroba sobre o boi gordo em agosto, essa diferença diminuiu para apenas 54 centavos de Real/arroba em setembro.

Ao longo deste ano, a maior vantagem da carne sobre o boi, de 12 Reais/arroba, foi observada em abril. Já em julho, a arroba do boi gordo foi negociada acima da carcaça casada, em 4,17 Reais – esse, ressalta-se, foi o único momento em 2020 em que o boi mostrou vantagem sobre a carne.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo Cepea

Competitividade da carne de frango cresce pelo 4º mês seguido

Diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses

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Arquivo/OP Rural

A diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses. Em setembro, dados do Cepea mostram que a diferença observada foi recorde, quando consideradas as séries mensais.

Esse contexto garante elevada competitividade à carne de frango frente às substitutas e, consequentemente, maior liquidez no mercado doméstico.

A demanda internacional também está aquecida, o que vem resultando em altas generalizadas nos preços dos produtos avícolas.

Fonte: Cepea
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