Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Quer lucrar com o trigo? Antes de plantar, triticultor precisa saber que mercado vai atender

Saber sobre qual mercado aquela cultivar atende e a adaptabilidade do trigo para determinada região faz toda a diferença nos resultados finais da produção e na lucratividade

Publicado em

em

A informação pode parecer óbvia, mas ainda existe produtor que peca quando o assunto é planejamento da safra. Seja quanto à cultivar que está plantando, tempo, ou, até mesmo, ao parceiro para quem está entregando a produção, erros podem ser determinantes para o triticultor. Este último item é importante que seja observado pelo produtor que escolhe o trigo como cultivo de inverno. Saber qual o mercado é atendido pelo parceiro para quem o produtor entrega o grão ao final da safra faz toda a diferença, principalmente quando o assunto é a lucratividade final.

A cultura de inverno ainda gera dúvidas ao produtor rural na hora da escolha do que ele vai semear, por isso é necessário que busque respostas com equipes técnicas. Será que existe uma farinha certa para atender a demanda e desempenho que o mercado busca? A resposta está no planejamento da safra. Conforme a supervisora de Qualidade Industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi, o primeiro passo é conhecer a realidade do moinho da região antes da semeadura do grão. O segundo é escolher uma cultivar aprovada pelos moinhos pela qualidade industrial. E o terceiro é fazer o dever de casa: cuidar bem da lavoura. Seguindo esses passos, é possível aumentar a rentabilidade e obter maior desempenho no mercado.

Para onde vai meu trigo?

“O produtor precisa conhecer o mercado que ele está inserido, saber qual moinho ou cerealista que ele entrega para comercializar o grão, e saber qual o tipo de farinha que esse moinho produz, se é para panificação, biscoito, saber qual o principal mercado”, informa Meneguzzi. A profissional comenta que o principal mercado do trigo brasileiro é a panificação, já que 56% do que é moído no Brasil é destinado para este segmento. Outros 15% são destinados para fabricação de massas; 10% para produção de biscoito; 10% para uso doméstico e 9% para outros fins. “O produtor deve estar atento para qual uso final o grão será comercializado. Uma das principais ferramentas para melhorar a rentabilidade de quem investe no trigo é conhecer a indicação de cada cultivar”, diz.

Kênia comenta que o que é orientado ao triticultor é para ele pensar no mercado que visa atender e assim escolher a cultivar, já que todas são diferentes umas das outras. “Mas isso não quer dizer que se perde em qualidade, pois cada produto tem necessidade de uma reologia diferente de farinha para ser produzido. A dica é conhecer o mercado regional em que o produtor está inserido e isso deve acontecer antes da escolha da cultivar”, afirma. Outro ponto que o triticultor deve estar atento é quanto ao clima, já que a cultivar também precisa de adaptação. “Para isso há também as cultivares para regiões mais frias, e agora também para regiões que são mais quentes”, explica.

Mas tem que ser resistente

A profissional ressalta que todo o processo inicia pela escolha da cultivar, que, além de atender o mercado, precisa ser resistente a uma doença clássica e a germinação na espiga. “Duas resistências são extremamente importantes na hora da escolha da cultivar, que é a germinação na espiga e a questão da giberela”, diz. Kênia esclarece que é importante estar atento a estas questões, pois se uma cultivar é resistente a giberela, por exemplo, ela vai ter menos micotoxinas (don). “Estas são duas resistências que o produtor deve estar atento, além de prestar atenção no mercado que ele vai comercializar o grão”, reitera.

Alcançar uma boa produção para atender a este mercado depende, essencialmente, do planejamento da safra. “O triticultor não precisa pensar nisso com um ano de antecedência, mas acredito que se eu começar a planejar minha safra antes, pensar qual é a determinada cultivar que eu vou semear, qual resistência essa cultivar vai oferecer, melhor será para a produção”, afirma.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2018.

Fonte: O Presente Rural

Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

Publicado em

em

Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

Publicado em

em

Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Publicado em

em

Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.