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Queijo da Frimesa de Marechal Cândido Rondon é o melhor do Paraná

Vencedor concorreu com outros 476 queijos avaliados de 107 produtores e laticínios, distribuídos em 76 municípios. A premiação da 2ª edição do Queijos do Paraná foi realizada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

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Fotos: Geraldo Bubniak

O melhor queijo do Paraná é de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, com o bicampeão parmesão, da Frimesa. Ele foi escolhido pelo júri da 2ª edição do Prêmio Queijos do Paraná, que definiu os vencedores do concurso na última sexta-feira (30), após um dia inteiro de julgamentos no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Foram 477 queijos avaliados de 107 produtores e laticínios de 76 municípios, recorde da premiação e superando os 290 participantes da edição passada.

O secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, participou da cerimônia e destacou que o prêmio serve como reconhecimento aos produtos paranaenses. “Somos um grande produtor de leite no Brasil, temos alta qualidade, bom desempenho na produção primária, altos e baixos como qualquer atividade, mas é um setor que evoluiu fantasticamente nos últimos anos. Estamos qualificando a matéria-prima, o que dá conforto para indústrias de qualquer tamanho”, ressaltou.

“Evoluímos na condição intrínseca do queijo, na sua qualidade, mas também na capacidade competitiva, o que é muito importante. Agora, abrimos novos horizontes com o reconhecimento internacional do Brasil inteiro como área livre de febre aftosa, o que nos dá um passaporte de ousadia para chegar mais longe”, lembrou Ortigara, sobre o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal como país livre da doença, algo que o Paraná já havia conquistado em 2021.

Ao todo, 65 queijos foram certificados, sendo que 10 deles receberam a premiação máxima, de super ouro. A cidade de Palmeira, nos Campos Gerais, foi a grande vencedora com três produtos entre os melhores do Estado, sendo dois da Cooperativa Witmarsum e um do Atelié Lötschental. Marechal Cândido Rondon teve dois entre os melhores. Além do parmesão da Frimesa, o Queijo da Mota, de Rosane Borosky, foi premiado. Figuram na lista ainda Cantagalo, Chopinzinho, Diamante d’Oeste, Ivaiporã e Palotina. Confira a lista dos nomes aqui .

O diretor-presidente interino do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), Diniz Dias Doliveira, explicou que o órgão trabalha na ponta, auxiliando o produtor a ter um produto com cada vez mais qualidade. “O IDR é o braço do Estado na propriedade rural, desde os pequenos, passando pelos médios e grandes produtores, onde nós atuamos na produção da matéria-prima, na condição de chegar a um produto de qualidade. Temos mais de 300 agroindústrias em que atuamos no Estado, com mais de 120 técnicos. Esse é um trabalho muito significativo para a questão da economia dos pequenos e para a evolução de outras cadeias, como a do agroturismo”, reforçou.

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que o grande volume de inscrições desta edição demonstra que a produção paranaense tem buscado a excelência e a abertura de novos mercados. “Mostra que cada vez mais o Paraná e a produção queijeira do Estado estão muito fortes. No ano passado tivemos cerca de 220 queijos inscritos e nessa edição foram 515, então é a pujança e a potência do queijo dentro do nosso Estado. Isso é muito bom porque agrega valor aos produtores. Os que foram premiados no ano anterior conseguiram inserir seus produtos em mercados aos quais eles não tinham acesso”, disse.

Para o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta, o prêmio é uma celebração da produção local e do trabalho de empreendedores rurais, além de ser uma amostra da união de esforços entre instituições comprometidas com o desenvolvimento do agronegócio paranaense. “No Sebrae, temos atuado diretamente na qualificação das queijarias, com foco em gestão, melhoria de processos, conformidade com as legislações, adoção de boas práticas de produção, design de rótulos e marcas”, destacou.

“Isso ajuda a agregar valor aos produtos, fortalece o posicionamento dos pequenos negócios no mercado e contribui para uma mudança de percepção, tanto por parte do consumidor, que passa a reconhecer a qualidade do que é feito aqui, quanto dos próprios produtores, que enxergam mais claramente o potencial e a força do seu trabalho”, acrescentou Tioqueta.

Concurso

Participaram do concurso produtores que fabricam queijo a partir do leite de diferentes espécies. Ao todo, 21 categorias foram disputadas pelos participantes, sendo 14 com foco em queijos a partir do leite de vaca, duas categorias de leite de ovelha, duas de cabra e duas de búfala, além de uma voltada a queijos autorais aromatizados.

Nesta sexta-feira, os produtos habilitados foram avaliados simultaneamente por jurados formados dentro do próprio Prêmio Queijos do Paraná. Foram 27 mesas com três julgadores cada para avaliar os 477 queijos concorrentes, levando em consideração aspectos como textura, odor, sabor, elasticidade, aspecto externo e interno e aplicabilidade para o fim ao qual ele é produzido. Ao todo, foram mais de 40 itens avaliados.

Foram atribuídas notas a cada um dos concorrentes, sendo que aqueles que tiveram pontuação igual ou superior a 18 (de um total possível de 20) receberam medalha de ouro. Os que fizeram entre 16 e 17 pontos ganharam medalha de prata. Por fim, os que marcaram entre 14 e 15 pontos levaram o bronze.

Dos 515 queijos inscritos, 477 foram avaliados, sendo que 15 receberam medalha de ouro, 20 a de prata e outros 30 receberam medalha de bronze. A diferença entre inscritos e avaliados se dá pois alguns produtores não conseguiram entregar o produto a tempo da premiação.

Em uma segunda etapa, os produtos condecorados com a medalha de ouro passaram por uma nova avaliação, com dez deles premiados também com a medalha super ouro. Na fase final, os dez escolhidos foram submetidos a um novo julgamento, com cada um deles defendido por um jurado. Após todo o escrutínio, o queijo da Frimesa de Marechal Cândido Rondon obteve a melhor nota, eleito como o melhor do Paraná.

“Na primeira edição do concurso nós ganhamos como melhor queijo e agora somos bicampeões. Ficamos também entre os 5 melhores do concurso de excelência em muçarela, então nós levamos esses prêmios com muito orgulho para casa, pois é sinônimo de qualidade, de reconhecimento do nosso produto”, afirmou a engenheira de alimentos da Frimesa, Marina Massari.

“A gente tem como diferencial o cuidado, desde a indústria, o contato com o produtor, todo o nosso processo é acompanhado no detalhe, então temos muito carinho pelo que fazemos”, complementa Dora Wunsch, gestora de food service da cooperativa. “O diferencial é o amor pelo nosso produto.”

Além de reconhecer os melhores produtos lácteos, o Prêmio Queijos do Paraná ajuda a melhorar a qualidade da produção paranaense, uma vez que cada participante recebe uma ficha técnica do seu produto concorrente, com indicações dos pontos que podem ser melhorados.

Premiação

Na 2º edição do Prêmio Queijos do Paraná, além de certificados que agregam valor aos produtos, ajudando a conquistar novos mercados, também foram entregues equipamentos aos produtores premiados.

Os classificados na categoria bronze receberam um termômetro e um pHmetro. Aqueles que conquistaram a categoria prata ganharam um lava-botas. Já para a categoria ouro, o prêmio é um curso de análise sensorial. Para os vencedores da categoria super ouro, a premiação é uma viagem técnica (nacional ou internacional) para o produtor.

Melhor muçarela para pizza

Novidade nesta edição, o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza foi realizado na última quinta-feira (29), com o resultado divulgado nesta sexta. Foram eleitos e premiados as melhores muçarelas para pizza, a partir de características como derretimento, elasticidade e fatiabilidade. Os produtos também foram julgados a partir de critérios sensoriais.

Foram premiados queijos das cidades de Alto Piquiri, Coronel Vivida, Icaraíma, Marechal Cândido Rondon e Ponta Grossa. No total, 37 inscritos de 28 municípios foram habilitados a participar do concurso. Os jurados avaliaram um concorrente por vez. Cada queijo foi ralado, fatiado e utilizado no preparo da pizza, seguindo os mesmos protocolos.

Atividades

A programação do Prêmio Queijos do Paraná também incluiu uma série de atividades voltadas a especialistas e público em geral, com palestras e minicursos com grandes nomes da gastronomia nacional, como o chef Rui Morshel e a chef Manu Buffara. Entre os temas abordados estiveram desde aspectos técnicos do setor lácteo até inovações queijeiras, passando por empreendedorismo e estratégias de divulgação.

Manu Buffara apresentou um pouco de sua trajetória para um auditório cheio de espectadores nesta sexta-feira. “Tentei montar um menu, com uma entrada, prato principal, sobremesa, até chegar no café, então eu conto um pouquinho da minha história, do Paraná, da cidade de Curitiba e o que isso tem a ver com o meu restaurante, o Manu, e com todos os projetos que tenho na cidade”, contou.

Em 2024, a chef participou do concurso Melhor Merenda do Paraná, ministrando uma aula para as merendeiras dos colégios estaduais e com as melhores receitas de merenda escolar em um livro, assinado por ela. “A alimentação é o elo que liga e conecta tudo. Quando falamos da merenda, de um prêmio de queijos, das hortas urbanas, nós estamos dentro da casa das famílias, então esse incentivo que o Governo do Estado tem feito dentro da alimentação, da gastronomia, é fundamental”, complementou.

Representatividade

Foto: Ricardo Ribeiro

O Paraná tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil com 14% de participação, atrás apenas de Minas Gerais, com 27%, e à frente do Rio Grande do Sul, que aparece em terceiro lugar, com 11%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, foram produzidos cerca de 4,4 bilhões de litros de leite, com Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 11,3 bilhões, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A última Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgada pelo IBGE em março, mostra que foram produzidos no Paraná 3,9 bilhões de litros de leite em 2024, sendo que somente no 4º trimestre foram 1,08 bilhão de litros captados no Estado.

São produzidos, em média, 13 milhões de litros por dia, dos quais 6 milhões são direcionados à fabricação de queijos de vários tipos. Além da força econômica da atividade, o leite tem um papel econômico e social importante, uma vez que está presente nos 399 municípios do Estado. A principal produtora no Estado é a cidade de Castro, nos Campos Gerais, reconhecida como “capital nacional do leite”, com 468 milhões de litros produzidos em 2023.

Segundo o presidente do Prêmio Queijos do Paraná, Ronei Volpi, a premiação contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva de leite e do queijo no Estado. “O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil e metade do que é produzido vai para a produção de queijo. Nosso objetivo é valorizar, reconhecer os produtos paranaenses e aproximar o campo da cidade”, afirmou. “É uma vitrine que nós tínhamos que melhorar. Nós temos excelentes produtos paranaenses, mas nem sempre conhecidos do grande público consumidor. Com o prêmio isso tem mudado.”

Parceria

Foto: Ricardo Ribeiro

Em sua segunda edição, o Prêmio Queijos do Paraná é uma parceria entre IDR-Paraná, Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Paraná (Sebrae-PR), Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-PR) e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite-PR).

Presenças

Participaram do evento de premiação o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins; o senador Sérgio Moro; o deputado estadual Anibelli Neto; a prefeita de Rio Branco do Sul, Karime Fayad; o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Alexandre Leal dos Santos; o representante do Sindileite-PR, Wilson Thiesen; e demais autoridades.

Fonte: AEN-PR

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo

Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

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Foto: Coopavel

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.

O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.

Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.

Visita técnica

A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.

A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.

Referência

O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.

Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).

Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027

Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

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Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.

O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu

A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.

O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar

A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.

Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.

Fonte: Assessoria Adapar
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026

Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock

Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.

“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.

Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.

“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.

Fonte: Agência IBGE
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