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Queijo argentino é o grande campeão do concurso internacional da Expoqueijo Brasil

Competição julgou neste ano 1300 queijos de quatro continentes.

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Foto: Divulgação

Um queijo Toscano de casca tratada produzido na região da Patagônia, na Argentina, foi o grande campeão do Concurso Internacional de Queijos Artesanais da Expoqueijo Brasil 2023, principal premiação do setor na América Latina. Esta foi a primeira vez que um queijo produzido nas Américas conseguiu o título de Super Ouro, conquistado pelos italianos nas últimas duas edições. “É uma notícia maravilhosa para toda a América Latina. Estou muito emocionado. Nosso queijo tem uma inspiração na Suíça, mas com o terroir da Argentina, da Patagônia. Agora vamos fazer todos conhecerem os queijos da Argentina”, conta o produtor Maurício Couly.

A competição julgou neste ano 1300 queijos de quatro continentes. Após a análise sensorial de mais de 200 jurados, que foi a base para a premiação por categorias, os 20 queijos com as maiores notas foram novamente avaliados por um comitê de especialistas, que contou com algumas das maiores autoridades do assunto no mundo. Para a mestre queijeira, Iris Parizotto, comissária do evento, a vitória de um queijo argentino na competição é um marco para as Américas. “A Europa tem queijos incríveis, mas esta conquista é importante para que o mundo conheça as particularidades e a tradição dos queijos produzidos nas Américas. Em tempos em que a homogeneização dos queijos industriais acelera a produção, nós temos um slow motion da produção artesanal, essa paciência que o produtor rural americano traz, como forma de resistência. Que agora o mundo se encante!”, diz.

A organizadora do evento, Maricell Hussein, revela que a disputa final foi acirrada, com destaque para as notas altíssimas dos queijos italianos e brasileiros. “Ficamos emocionados porque vemos o crescimento da participação da América Latina e também da Europa na competição, o que mostra que cada vez mais o produtor sério, que se dedica; confia e aposta no concurso internacional da Expoqueijo Brasil. Tenho certeza de que teremos uma disputa ainda maior no ano que vem”, aposta.

Premiações

Além do prêmio principal, a Expoqueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards – entregou neste sábado (26) premiações “Ouro”, “Prata” e “Bronze” nas mais de 50 categorias estabelecidas no concurso.

O queijo amanteigado do produtor Isandrey Iazedo, de Parintins, conquistou um “Ouro”. Um momento de emoção para a comitiva do Amazonas. “A gente fica emocionado porque a gente lembra toda a dificuldade de produzir no Amazonas e participar pela primeira vez de um concurso internacional. Foram quase doze horas de lancha, um voo e muita estrada para chegar até aqui e que bom que valeu a pena”, comemora.

O produtor Sillas Vicente Barbosa Júnior, de Livramento, no Mato Grosso, conquistou dois “Ouros” e um “Bronze” com os queijos inscritos no concurso. “Para um produtor isso significa o reconhecimento de todos os estudos, de testes que a gente faz dentro da nossa queijaria, buscando sempre desenvolver sabor, qualidade e textura para dar uma experiência diferente para quem está saboreando esse produto”, ressalta.

A lista completa dos vencedores pode ser conferida no site oficial do evento.

Made in Brazil

Além do recorde de inscrições, com mais de 400 produtores participantes, o Concurso Internacional de Queijos Artesanais da Expoqueijo Brasil deste ano também foi um marco na organização. Este foi o primeiro concurso internacional de queijo genuinamente brasileiro.

O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT) assumiu a curadoria da competição e desenvolveu a metodologia que permitiu ao corpo de jurados dar notas a atributos sensoriais dos queijos inscritos no concurso. Foram avaliados o aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. “Para cada quesito há um peso, o que nos permitiu chegar a uma nota final”, explica o chefe-geral do instituto, Sebastião Tavares de Rezende.

Para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, os números e as conquistas do evento consolidam o estado e o país como referências no segmento. “Mostramos que é um evento sério, que vale a pena participar. Hoje a Expoqueijo Brasil se tornou o maior evento de queijos da América Latina e nós queremos mais”, disse.

ExpoQueijo Brasil

Principal evento do segmento no país, a ExpoQueijo Brasil 2023 – Araxá International Cheese Awards tem reconhecimento e participação dos principais países produtores, atraindo a atenção da comunidade internacional, de especialistas e da imprensa. O encontro conta com uma grande estrutura montada no pátio principal e nos luxuosos salões do Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais.

 

Fonte: Assessoria

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo

Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

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Fotos: Vinicius Fonseca

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.

Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.

No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra  2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.

A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda  uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.

Espaço necessário para debate  e atualização

“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.

O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.

Fonte: Assessoria Sinditrigo-PR
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares

Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

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Fotos: Mauricio Sena/Ascom SDR

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha

Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.

A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.

O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.

A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.

O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Ascom SDR
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados

Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.

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Fotos: Divulgação/Fenagra

A Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) será realizada de 12 a 14 de maio, das 11 horas às 19 horas, no Distrito Anhembi, reunindo empresas, especialistas e lideranças da agroindústria feed & food.

Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.

Além da feira de negócios, a programação inclui nove congressos e cerca de 200 palestrantes. Os eventos técnicos são promovidos por entidades como a ABRA, CBNA, SBOG e UBRABIO.

No dia 12 de maio, será realizado o 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA. A programação inclui debates sobre novas aplicações de farinhas de origem animal, estudos de tendências para o setor e pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biofertilizantes. Também será discutida a descarbonização das indústrias e estratégias para redução de emissões.

Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.

Já no dia 14 de maio, o Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, organizado pela SBOG, abordará temas como tecnologias sustentáveis, uso de solventes alternativos, segurança química e inovação na produção de óleos vegetais.

A programação inclui ainda eventos do CBNA, como o Congresso CBNA PET, o Workshop sobre Nutrição de Cães e Gatos e a Reunião Anual voltada à nutrição de aves, suínos e bovinos.

A Fenagra reúne representantes de diferentes segmentos da agroindústria com foco na geração de negócios, atualização técnica e apresentação de novas tecnologias.

Fonte: Assessoria Fenagra
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