Conectado com

Suínos

Queda no preço do suíno vivo e alta dos insumos diminuem poder de compra do suinocultor

Pressão do vivo está atrelada às vendas lentas e à oferta elevada de animais para abate, cenário que vem sendo observado desde dezembro do ano passado. 

Publicado em

em

Foto: Shuttertock

Levantamentos do Cepea mostram que o poder de compra de suinocultores paulistas vem diminuindo frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja).

Isso porque, enquanto os preços do suíno vivo apresentam fortes quedas neste início de 2025, os do milho e do farelo de soja registram altas.

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão do vivo está atrelada às vendas lentas e à oferta elevada de animais para abate, cenário que vem sendo observado desde dezembro do ano passado.

Fonte: Assessoria Cepea

Suínos

Produção de carne suína deve crescer em 2026 com apoio do mercado externo

Embora alguns mercados apresentem desafios específicos, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

A suinocultura brasileira inicia 2026 com preços internos em acomodação, movimento considerado típico para o período, mas com margens ainda sustentadas pelos custos favoráveis da ração. O cenário aponta para crescimento da produção e das exportações, embora alguns mercados apresentem desafios específicos, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

No mercado doméstico, a expectativa é de ajuste nos preços do suíno vivo no início do ano. Mesmo assim, a diferença entre os valores de venda do animal e os custos de engorda permanece confortável, o que deve garantir a manutenção das margens da atividade ao longo dos primeiros meses de 2026.

Os custos de produção seguem em patamar favorável, apoiados pelo bom desenvolvimento da safra de grãos na América do Sul. O milho de verão apresenta desempenho positivo na Região Sul, enquanto a safra de milho safrinha, apesar de ainda ter pontos em definição, tem perspectiva geral de boa produção.

Para 2026, a projeção é de crescimento de 2% na produção brasileira de carne suína e de aumento de 5% nas exportações. Caso esse cenário se confirme, haverá espaço para um leve avanço do consumo doméstico. Com a produção dos Estados Unidos praticamente estagnada e a oferta europeia em retração, o Brasil tende a se beneficiar de uma possível ampliação das importações em mercados como Japão, Filipinas, Vietnã e outros países, incluindo destinos da América do Sul.

O cenário é mais desafiador em relação à China. Apesar de ter sido o segundo principal destino da carne suína in natura brasileira em 2025, o país enfrenta um ambiente menos favorável em 2026, principalmente em razão do excesso de oferta no mercado interno.

Outro ponto de atenção é o México, sexto maior destino da carne suína brasileira. Em 2025, o país importou cerca de 77 mil toneladas, mas o potencial de crescimento ficou mais limitado após a definição de uma cota de importação de 51 mil toneladas para países que não possuem acordo de livre comércio.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Suínos

Preços do suíno vivo recuam nos principais estados em janeiro

Indicador CEPEA/ESALQ mostra quedas diárias e mensais em todas as praças acompanhadas em 19 de janeiro, com maior retração em São Paulo e Santa Catarina.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os preços do suíno vivo apresentaram novas quedas nos principais estados produtores do país em 19 de janeiro de 2026, conforme o Indicador do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ.

Em São Paulo, na modalidade posto, o valor médio foi de R$ 8,15 por quilo, registrando a maior retração diária entre as praças acompanhadas, com recuo de 5,12%. No acumulado do mês, a desvalorização chega a 8,53%. Em Minas Gerais, também na modalidade posto, o preço ficou em R$ 7,96/kg, com baixa diária de 2,45% e queda mensal de 5,58%.

No Paraná, o suíno vivo a retirar foi cotado a R$ 7,79/kg, após recuo de 3,95% no dia e de 5,80% no comparativo mensal. No Rio Grande do Sul, o valor chegou a R$ 7,85/kg, com diminuição diária de 1,88% e variação negativa de 5,42% no mês.

Santa Catarina apresentou cotação de R$ 7,74/kg, também a retirar, com queda de 2,40% no dia e a maior retração mensal entre os estados analisados, de 7,31%.

De acordo com o Cepea, o movimento de baixa reflete o cenário de pressão sobre os preços do suíno vivo, observado desde o início do mês, com perdas acumuladas em todas as regiões monitoradas.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Suínos

Suinocultura encerra o ano com margens positivas

Conjunto de resultados fez de 2025 um dos anos mais positivos para a suinocultura brasileira, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

Os preços do suíno vivo fecharam o ano em patamar estável, enquanto abates, produção, exportações e consumo alcançaram níveis recordes. O conjunto de resultados fez de 2025 um dos anos mais positivos para a suinocultura brasileira, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

No mercado interno, o suíno vivo encerrou o ano cotado em torno de R$ 8,90 por quilo no estado de São Paulo, referência nacional. A estabilidade marcou praticamente todo o quarto trimestre. Mesmo com o aumento do volume abatido, o mercado seguiu equilibrado, sustentado pela demanda externa aquecida e por um período mais favorável ao consumo no mercado doméstico. A firmeza nos preços das demais proteínas também contribuiu para esse cenário.

Foto: Ari Dias/AEN

Nas exportações, após um desempenho mais moderado em novembro, quando os embarques somaram 92 mil toneladas, dezembro apresentou forte reação, com 118,6 mil toneladas exportadas, alta de 25,6% na comparação com dezembro de 2024. Com isso, o quarto trimestre fechou com crescimento de 5,8% frente ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, as exportações de carne suína avançaram 12% em relação a 2024, atingindo volume recorde de 1,5 milhão de toneladas.

Do lado da oferta, os abates no quarto trimestre cresceram cerca de 3%, com dezembro em nível semelhante ao do ano anterior. No total de 2025, a alta estimada é de 3,5%. O maior peso das carcaças impulsionou a produção de carne suína, que cresceu 4,7% e alcançou um novo recorde próximo de 5,6 milhões de toneladas.

Esse volume permitiu que o consumo doméstico também atingisse o maior nível da série histórica, com aproximadamente 4,1 milhões de toneladas absorvidas pelos consumidores brasileiros ao longo do ano.

Com margens médias de produção em torno de 25% em 2025, o maior nível registrado em cerca de 20 anos, o desempenho do setor confirma 2025 como um dos melhores anos da história da suinocultura no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.