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Queda no preço da ração faz inflação de custos de produção do leite desacelerar e subir 0,4% em abril

Primeiro quadrimestre do ano fechou com o ICPLeite/Embrapa acumulando uma inflação de custos de 6,7%, puxada por três grupos de despesas: o grupo Minerais atingiu o patamar de 12,7%, seguido de perto pelos grupos Mão de Obra e Volumosos que apresentaram, respectivamente, 10,6% e 9,7%.

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Arquivo/OP Rural

A inflação do custo do leite foi a menor do ano em abril, de acordo com o ICPLeite/Embrapa. A queda de preços da ração concentrada desacelerou o crescimento de custos, porém a inflação da alimentação verde (volumoso) e minerais ainda continua crescendo.

De acordo com a edição de abril do Boletim ICPLeite/Embrapa, divulgada nesta sexta-feira (13), após três meses com registros de inflação recordes no custo de produção de leite, o mês de abril registrou desaceleração do crescimento dos preços dos insumos e serviços e atingiu a menor variação do ano (0,4%), com impactos de retração nas taxas acumuladas ao longo deste ano e nos últimos doze meses.

Conforme a nota, os conflitos na Ucrânia ainda repercutem no custo de produção de leite brasileiro, contudo, a taxa de inflação desacelerou e o ICPLeite/Embrapa atingiu 0,4% no último mês. “Vale lembrar que em março este índice foi de 2,7%”, informa o boletim do Centro de Inteligência do Leite.

Preços de insumos e serviços

O grupo Minerais registrou um crescimento dos preços de 5,9%, em função de componentes importados, que ainda chegaram ao mercado com preços ascendentes. E o grupo Volumosos voltou a apresentar crescimento de preços por conta da variação positiva de diferentes adubos, o que levou o grupo a atingir crescimento de custos de 3,8% no mês.

O grupo Sanidade e Reprodução teve variação de 1,9%, percentual puxado por elevação de preços do subgrupo Medicamentos. Já o grupo Energia e Combustível continuou mantendo a trajetória altista, com variação de 1,4%. Enquanto o grupo Mão-de-obra não registrou variação. E o grupo Qualidade do Leite apresentou queda de -1,1%. A menor taxa de variação do mês foi registrada com a queda de preços do subgrupo Rações, o que fez os preços do grupo Concentrado retrair os preços em -1,8% (Gráfico 1).

Gráfico 1. ICPLeite/Embrapa. Variação em abril/22, por grupos de despesa (em %). Fonte: Embrapa (2022)

O primeiro quadrimestre do ano fechou com o ICPLeite/Embrapa acumulando uma inflação de custos de 6,7%, puxada por três grupos de despesas: o grupo Minerais atingiu o patamar de 12,7%, seguido de perto pelos grupos Mão de Obra e Volumosos que apresentaram, respectivamente, 10,6% e 9,7%.

Por sua vez, o grupo Concentrado, que vinha apresentando comportamento altista, contribuiu para a redução da inflação de custos na atividade neste quadrimestre, sob impacto da queda de preços da ração, juntamente com os demais grupos (Gráfico 2).

Gráfico 2. ICPLeite/Embrapa. Variação acumulada de jan/21 a abril/22, por grupos de despesa (em %). Fonte: Embrapa (2022).

Numa comparação com abril/2021, o ICPLeite/Embrapa registrou crescimento de 22,2%. Neste período de doze meses o custo da alimentação verde, representado pelo grupo Volumosos, cresceu 59,9%, seguido de perto pelo grupo Minerais, com 51,7% de variação acumulada. Estes grupos foram os principais responsáveis pela elevada inflação acumulada em doze meses (Gráfico 3).

Gráfico 3. ICPLeite/Embrapa. Variação acumulada de abril/21 a abril/22, por grupos de despesa (em %). Fonte: Embrapa (2022).

Fonte: ICPLeite/Embrapa
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Notícias

Encontro da Aliança Láctea reforça a importância da cadeia produtiva do leite

A reunião também propôs a realização da 1ª reunião dos Conseleites do Brasil

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O encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira ocorreu, nesta sexta-feira (20/5), em formato híbrido, virtual e presencial, na sede da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante da Fenasul Expoleite. O encontro foi aberto pelo presidente da Farsul, Gedeão Pereira, que falou da importância da produção de alimentos do Brasil para o mundo. “O Brasil deve ser o maior fornecedor de alimentos nos próximos 15, 20 anos”. Ele também destacou o programa Duas Safras, lançado pela Farsul, que estimula o aumento da produção gaúcha, principalmente nas áreas cultivadas durante o inverno.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Domingos Velho Lopes, ressaltou a importância do fortalecimento das posições dos três estados do Sul. “A união do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em prol da Aliança Láctea, buscando a intersecção de propostas, a correção de assimetrias, convergem para o fortalecimento da cadeia do leite”.

Já o titular da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo Miotto, destacou a importância da atividade leiteira para a economia catarinense e as ações do Estado para fortalecer este segmento. “Nós investimos no programa de incentivo aos cereais de inverno, dobramos os recursos para compra de sementes e calcário e estamos investindo em ferrovias para o escoamento da produção”, informou.

Representando o Paraná, o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, elogiou a cadeia produtiva, que “apesar das agruras, do sufoco e do clima”, continua produzindo.  “Nós precisamos de um plano de safra ousado e conseguir a redução de custos. A concessão de ferrovias que lançamos vai ser alternativa para esta redução”, avaliou.

O coordenador geral da Aliança Láctea, Airton Spies, destacou que o objetivo da Aliança pode ser resumido em uma única palavra: colocar leite no navio, ou seja, aumentar a exportação e a competitividade internacional. Segundo ele, o Brasil é autossuficiente na produção de leite – produz 25 bilhões de litros por ano – sendo que a região Sul responde por 40% do leite industrializado. Segundo dados do IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019, o que corresponde a 33,4% do total produzido no país.

Novo índice
Na ocasião, a assessoria econômica da Farsul apresentou um novo índice de cálculo – Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (IILC)– que tem por objetivo levantar os preços dos insumos que afetam os custos da produção leiteira. O índice deve estar disponível ainda no primeiro semestre deste ano e, a partir do segundo semestre, será apresentado um relatório mensal. Entre os insumos incluídos no cálculo estão milho e soja, silagem, adubação, suplementos minerais, energia elétrica e combustíveis.

A reunião também propôs a realização da 1ª reunião dos Conseleites do Brasil, com uma possível data a ser confirmada no mês de agosto.

Lançamento do novo site
Durante o evento foi apresentado ainda o novo site da Aliança, que pode ser acessado neste endereço: https://www.sistemafaep.org.br/alianca-lactea/
A próxima reunião da Aliança Láctea será no Paraná.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária de corte

Palestrantes desfazem mitos e mostram o lado inovador do agronegócio durante Acricorte

Segundo dia da programação do Acricorte 2022 reuniu um time de palestrantes renomados. Durante o evento, os participantes puderam conferir palestras com os principais nomes ligados à pecuária, que abordaram assuntos inerentes à bovinocultura de corte, economia, mercado, tecnologia, inovação, comunicação, sustentabilidade e saúde.

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Fotos: Jefferson Eduardo

O segundo dia da programação do Acricorte 2022 reuniu um time de palestrantes renomados. O destaque ficou por conta da relações públicas e influencer agro, Camila Telles, que lotou o auditório do Cenarium Rural, em Cuiabá (MS).

Famosa por seus vídeos no Instagram combatendo as inverdades que são ditas sobre o agronegócio brasileiro, Camila engajou a plateia com seu conteúdo voltado à comunicação. “Tudo começou com uma paródia, em 2019, que ganhou proporções gigantescas. E foi o ponto de virada na minha carreira, quando descobri o meu propósito: usar a minha experiência na área de relações públicas e marketing, juntamente com o fato de eu ser filha de produtores, para comunicar o que muitos veem, mas poucos conhecem, sobre o agro do nosso país”, disse.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu na carreira da influencer, que foi eleita, ano passado, como uma das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio pela revista Forbes. “Parece que o meu sucesso começou ontem, mas não é verdade. Desde a minha adolescência eu faço palestras, defendo o setor junto ao público ‘não agro’. E uma das primeiras entidades que acreditou no meu projeto foi a Acrimat. Portanto, o recado que eu quero deixar, na Acricorte, é: sejam agentes da verdade sobre o nosso agro, usem as ferramentas que vocês tiverem para comunicar. Só assim conseguiremos chegar aos diferentes tipos de públicos e desmitificar coisas como, ‘nós não plantamos e nem comemos veneno; ‘a solução para os problemas ambientais não está em parar de comer carne’; ‘o agronegócio não é o vilão do País’. Pelo contrário, somos geradores de emprego, renda e desenvolvimento social e precisamos ter orgulho disso”, ressaltou Camila.

Uma das estratégias que a embaixadora do agro usa é a comunicação com jovens. “Eles têm o desafio de continuar o legado dos pais, precisamos capacita-los para isso, despertar o sentimento de orgulho e pertencimento ao nosso setor, precisamos engaja-los”, frisou. Neste contexto, a influencer destacou algumas iniciativas que estão sendo realizadas por outras pessoas, como o projeto ‘De olho no material escolar’, também presente na Acricorte.

Na opinião da pecuarista Izabele Figueiredo, de 34 anos, segunda geração da fazenda Capão de Angico, localizada em Poconé, o Acricorte trouxe um conteúdo enriquecedor para os produtores. “Ainda mais pra mim, que estou começando a participar mais de perto dos negócios. Foi muito bom vir num evento como esse. Saio daqui levando um pouquinho de cada palestra, de cada informação, para dentro dos negócios”, frisou a jovem.

Além da comunicação, o segundo dia de palestras trouxe novamente para o centro o tema da inovação, com o mentor de startups, diretor de inovação e autor de livros, Allan Costa. Segundo o especialista, muitos acham que inovação só diz respeito à tecnologia. “Quem inova não é a tecnologia, mas sim as pessoas. Por isso, precisamos ter uma mentalidade aberta e atenta às transformações e a mudança de comportamento no mundo”, disse o palestrante.

Pecuária e mudanças climáticas

A sustentabilidade também foi amplamente debatida e cada um dos palestrantes presentes no evento pontuou algo sobre esse tema, vital nos dias atuais para a atividade agropecuária. O ex-secretário de Clima e de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente e pecuarista, Eduardo Lunardelli, trouxe um panorama sobre como andam os acordos internacionais voltados às mudanças climáticas, iniciativas em prol do pagamento por serviços ambientais, mercado de carbono e como o pecuária pode aproveitar as oportunidades dentro desse assunto.

“Infelizmente, esse tema se tornou algo mais para confundir a cabeça do produtor e transitar interesses econômicos do que efetivamente defender a sustentabilidade. Por isso, é importante disseminar informação e conhecimento sobre como a nossa agropecuária tem sido imbatível no quesito de mitigação dos gases de efeito estufa e contribuído muito na pauta das mudanças climáticas”, afirmou Lunardelli.

O presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, reforçou que somente com mobilização os produtores de Mato Grosso conseguirão fazer justiça e mostrar a grande produção de alimentos sustentável que é praticada aqui. Penido fez um resumo de como andam as ações do Imac em prol da rastreabilidade, uma pauta acompanhada de perto pelos mercados consumidores, em especial o europeu e o chinês. “Já temos 85% dos abates realizados no estado rastreados, mas o desafio agora é implementar algo no indireto, ou seja, no criador de bezerro”, disse.

Pecuária 10.0

Já o professor e doutor, Marcos Fava Neves, um dos especialistas mais renomados na área de planejamento e estratégias empresariais para o agronegócio, apresentou ao público o que ele chama de Pecuária 10.0. Uma lista de 10 pontos principais que o produtor deve ficar atento: 1) mercado global, demanda e consumo; 2) diferenciação do produto; 3) iniciativas ambientais; 4) gestão; 5) tecnologia; 6) imagem; 7) substitutos, como os produtos à base de plantas; 8) coordenação, que envolve desde a governação da propriedade, rastreabilidade e a participação em associações; 9) social e por último o item 10) resultados, ou seja, lucro e rentabilidade do negócio.

Carne não é vilã da saúde

Na área da saúde, o cardiologista e doutor Iran Castro, desmistificou a informação de que a carne é um dos vilões da saúde do coração. Com um currículo extenso na área, com publicações e diversos títulos, o especialista enfatizou que a carne traz muito mais benefícios à saúde do que malefícios. “A carne auxilia no aumento da massa muscular e no desenvolvimento do cérebro. Há inúmeros fatores que influenciam e podem levar ao desenvolvimento de doenças coronárias, colocar a responsabilidade disso somente na carne é errado. O que faz mal à saúde é ter uma alimentação com excessos, como o consumo de sal exagerado”, explicou doutor Iran.

Palestras

Durante o Acricorte, os participantes puderam conferir palestras com os principais nomes ligados à pecuária, que abordaram assuntos inerentes à bovinocultura de corte, economia, mercado, tecnologia, inovação, comunicação, sustentabilidade e saúde.

Os palestrantes presentes em 2022 foram: Arthur Igreja, Sérgio Pflanzer, Evaristo Miranda, José Vasconcelos, Wagner Pires, Marcos Fava, Camila Telles, Allan Costa, Eduardo Lunardelli, Iran Castro e Caio Penido.

Fonte: Assessoria
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Notícias Em junho

ABPA promove curso sobre Uso Sustentável da Água

Iniciativa faz parte do Programa ABPA de Incentivo às Práticas Sustentáveis, e abordará questões teóricas e práticas sobre uso eficiente de água, estresse hídrico, reuso e reciclagem, além do gerenciamento dos recursos hídricos.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) vai realizar em 09 de junho um curso on-line sobre o Uso Sustentável da Água pelas Agroindústrias.

O curso faz parte do Programa ABPA de Incentivo às Práticas Sustentáveis, e abordará questões teóricas e práticas sobre uso eficiente de água, estresse hídrico, reuso e reciclagem, além do gerenciamento dos recursos hídricos.

Destinado às agroindústrias de aves e de suínos associadas à ABPA, o curso será ministrado pela engenheira ambiental Clarissa Menezes, diretora da Flos Ambiental.

“A água está no centro do desenvolvimento sustentável e é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico, ecossistemas saudáveis ​​e para a própria sobrevivência humana. É importante lembrar que a água é um recurso finito e insubstituível fundamental para todos e só é um bem renovável se bem gerida. Sob este propósito, trabalharemos com questões relevantes para a gestão no âmbito das agroindústrias, reforçando a visão das indústrias sobre a gestão deste recurso”, avalia a diretora técnica da ABPA, Sula Alves.

As vagas são limitadas (apenas 30 vagas) e será oferecida uma por empresa. As inscrições serão realizadas pelo e-mail tecnico@abpa-br.org até o dia 25 de maio.

Fonte: ABPA
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ANPARIO 2021

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