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Queda de preços é igual a queda na rentabilidade?

Com o maior recuo no preço do milho comparado ao boi gordo, o pecuarista viu seu poder de compra aumentar 1,5 pontos em praticamente 3 meses.

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Foto: Everton Queiroz

Volátil. “Característica ou particularidade de volúvel, inconstante. Que não é sólido, fixo nem permanente”. Essa é a definição que o dicionário Aurélio traz para o movimento do mercado atual, mas se existisse um dicionário de mercado do boi gordo a definição dessa palavra seria mais ou menos assim: Característica de comportamento de preços que traduz em um mercado sem referência, não sabemos se é bom ou ruim, se vamos ter lucratividade ou prejuízo, impossível de fazer planejamentos.

Começando pelo boi gordo, os preços recuaram na casa de R$ 37 por @ quando comparamos a média do mês de março com os primeiros 15 dias de junho no indicador Cepea. A notícia do fim do embargo da China nas últimas semanas de março trouxe ao mercado um alívio, e a pressão por alta nos preços manteve o boi gordo bem-posicionado até meados de abril. Já no mês de maio, a pressão dos frigoríficos por queda nos preços por conta do maior volume de animais ofertados ao abate por conta do final das chuvas e início do frio trouxe o boi gordo para baixo recuando 7,7MoM no mês, e o movimento aparentemente segue nos primeiros 15 dias de junho fechando com um recuo de 7,22%MoM. Olhando para o mercado futuro, o mercado não espera uma reação muito forte nos próximos 10 dias, visto que a média dos contratos para o mês estão em R$ 249,90/@.

Passando para as compras, o movimento no preço do milho foi ainda mais acentuado, como ilustrado no gráfico abaixo:

Os primeiros 15 dias de junho já apresentaram um recuo de 7,21%MoM e 36,98%YoY. Esse derretimento nos preços se deu à safra recorde que tivemos, 16,1% maior do que em 2022, em conjunto com as exportações fracas. Segundo os dados da Abiove, no mês de abril o prêmio para as exportações estava em -58,52 USD por tonelada de milho em Paranaguá.
Dessa forma entendemos que o mercado apresentou um movimento de queda em todos os lados, principalmente no balizador de faturamento no maior custo do confinamento. Agora, olhando para a somatória dos dois cenários, o gráfico e a tabela abaixo ilustram a relação de troca nos primeiros 15 dias de junho, principalmente o comportamento da curva nos últimos meses.

Com o maior recuo no preço do milho comparado ao boi gordo, o pecuarista viu seu poder de compra aumentar 1,5 pontos em praticamente 3 meses. Dessa forma, todo o cenário que estávamos desenhando de que 2023 seria um ano para o confinamento apresentar prejuízos agora é completamente oposto, a rentabilidade da operação se tornou extremamente atingível se o pecuarista tiver um bom manejo desses animais e aproveitar a queda nos custos para adotar tecnologias que permitam maximizar os índices zootécnicos, lembrando que esse boi magro não deve significar um estoque barato.

Fonte: Por Gabriel Porcel Zylberlicht, diretor de Operações da Nutricorp

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Bovinocultura de corte dispara e rompe os R$ 200 bilhões em 2025

Resultado representa um avanço nominal de R$ 35,4 bilhões sobre os R$ 169,97 bilhões registrados em 2024, crescimento de 20,8% em apenas um ano, um dos maiores incrementos absolutos entre todas as cadeias agropecuárias analisadas.

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Foto: Shutterstock

O ano de 2025 marca um movimento decisivo para a bovinocultura de corte brasileira. Segundo dados atualizados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor rompeu a barreira inédita dos R$ 200 bilhões, atingindo R$ 205,38 bilhões. O resultado representa um avanço nominal de R$ 35,4 bilhões sobre os R$ 169,97 bilhões registrados em 2024, crescimento de 20,8% em apenas um ano, um dos maiores incrementos absolutos entre todas as cadeias agropecuárias analisadas.

A força desse movimento fica ainda mais evidente quando se observa a participação da bovinocultura dentro do VBP total do país. Em 2024, o setor respondia por 13,41% do faturamento do agro. Em 2025, esse índice salta para 14,54%, ampliando sua relevância econômica e consolidando a atividade como a segunda mais importante do Brasil, atrás somente da soja. O avanço ocorre mesmo em um cenário de custos operacionais elevados, ajustes climáticos regionais e volatilidade no mercado internacional de carnes, o que demonstra resiliência produtiva e boa adaptação das propriedades e frigoríficos ao novo ciclo de preços.

No ranking estadual, Mato Grosso se mantém como o grande polo nacional da pecuária de corte, alcançando R$ 37,96 bilhões em 2025. São Paulo mantém a segunda posição, com R$ 24,82 bilhões, seguido por Mato Grosso do Sul, que assumiu a terceira posição e registrou R$ 20,49 bilhões. Goiás e Minas Gerais aparecem logo na sequência, reforçando a dominância do Centro-Oeste e do Sudeste tanto em volume produzido quanto em estratégia de industrialização e exportação.

Essas regiões seguem concentrando investimentos em confinamento, manejo de pastagens, integração agricultura-pecuária e genética de alto desempenho, fatores que ajudam a explicar a expansão do VBP.

A evolução histórica também revela uma trajetória consistente. De 2018 a 2025, o VBP da bovinocultura salta de R$ 128,7 bilhões para mais de R$ 205 bilhões. É uma alta nominal expressiva, mas é importante destacar que esses valores são correntes e não consideram a inflação acumulada no período. Isso significa que parte da elevação do indicador decorre de variações nos preços recebidos pelos produtores, e não exclusivamente do aumento da produção física. Ainda assim, o crescimento registrado em 2025 supera de longe apenas um reajuste inflacionário, indicando expansão concreta do setor.

Outro ponto relevante é que o salto no faturamento coincide com um período de recomposição da demanda global por carne bovina, avanços logísticos e sanitários, ampliação de mercados internacionais e melhora na eficiência produtiva. Ao mesmo tempo, estratégias de intensificação, aumento da produtividade por hectare, genética superior e gestão alimentar mais precisa têm elevado a competitividade do rebanho nacional.

Com preços firmes, exportações recuperadas e sistemas produtivos mais tecnificados, a bovinocultura de corte termina 2025 fortalecida e com papel ainda mais central no agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Países árabes ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne bovina

Argélia, Egito e Emirados Árabes Unidos registraram fortes altas nas importações em 2025, em um ano recorde para o Brasil, que embarcou 3,5 milhões de toneladas e alcançou receita de US$ 18,03 bilhões.

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Fotos: Shutterstock

Pelo menos três países árabes, a Argélia, o Egito e os Emirados Árabes Unidos, registraram aumentos expressivos nas importações de carne bovina do Brasil no ano passado em relação aos volumes de 2024, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Abiec informou que a Argélia importou um volume 292,6% maior, enquanto as compras do Egito subiram 222,5% e as dos Emirados Árabes Unidos avançaram 176,1%.

O Brasil conseguiu no ano passado o seu maior volume de exportação de carne bovina, embarcando 3,50 milhões de toneladas, que significaram alta de 20,9% em relação a 2024. A receita gerada foi de US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais.  Os dados incluem carne in natura, industrializadas, miúdos e outros.

No total a carne bovina brasileira foi fornecida a mais de 170 países em 2025. A China foi o principal destino, respondendo por 48% do volume total exportado pelo Brasil, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, os outros maiores mercados, por ordem decrescente, foram Estados Unidos, Chile, União Europeia, Rússia e México.

Fonte: ANBA
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Bovinos / Grãos / Máquinas No Oeste do Paraná

Pecuária do Show Rural amplia genética e aposta em inovação para elevar produtividade

Coopavel leva novas raças, expositores inéditos e soluções tecnológicas em nutrição animal ao 38º Show Rural, em Cascavel (PR).

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Foto: Coopavel

A área de Pecuária da Coopavel prepara uma programação especial e repleta de novidades para o 38º Show Rural, que será desenvolvido de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Reconhecido como um dos maiores eventos técnicos do agronegócio mundial, o Show Rural é uma vitrine para inovação, tecnologia e aprimoramento contínuo de setores estratégicos da cadeia produtiva da agropecuária.

Entre os destaques da área pecuária deste ano estarão a ampliação e a diversificação dos animais de exposição, com a inclusão de novas raças, reforçando o foco no melhoramento genético. Uma das novidades será a apresentação da raça Braford, além da participação inédita da Fazenda Basso Pancotte, de Soledade, interior do Rio Grande do Sul, que trará ao evento três raças de alto padrão genético – Braford, Angus e Brangus. A propriedade é reconhecida nacionalmente por premiações em eventos como a Expointer, o que agrega ainda mais qualidade técnica à exposição durante o Show Rural.

Segundo a coordenadora de Pecuária da Coopavel, a zootecnista Josiane Mangoni, a finalidade é oferecer ao produtor rural acesso direto às mais recentes evoluções do setor. “O Show Rural é uma grande oportunidade de mostrar a capacidade genética, os avanços em melhoramento e tudo o que há de mais atual para o desenvolvimento da pecuária. Teremos novos expositores e raças, ampliando o conhecimento e as possibilidades para quem atua na atividade”.

Mais produtividade

Outro ponto de grande relevância será o Pavilhão Tecnológico da Pecuária, que trará uma série de inovações voltadas à nutrição animal, com destaque para novas rações Coopavel, fórmulas e produtos de alta tecnologia. As soluções apresentadas vão ter como foco o aumento da produtividade, especialmente em propriedades leiteiras, além da melhoria do manejo e da eficiência no dia a dia das fazendas. “Vamos apresentar produtos que chegam para facilitar a vida do pecuarista, melhorar o manejo, otimizar resultados e acompanhar a evolução da pecuária moderna. São soluções pensadas para tornar a atividade mais eficiente, sustentável e rentável”, ressalta Josiane Mangoni.

Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural Coopavel espera receber, em cinco dias de visitação, entre 360 mil e 400 mil pessoas do Brasil e exterior. São produtores rurais, pecuaristas, filhos e mulheres de produtores, técnicos, acadêmicos, diretores e equipes das maiores empresas nacionais e internacionais do agro. O acesso ao parque é gratuito, bem como a utilização de qualquer das 22 mil vagas do estacionamento.

Fonte: Assessoria Coopavel
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