Conectado com

Notícias

Quebra de safra e preços baixos limitam rentabilidade na temporada 2023/24

Problemas climáticos impactaram as produtividades de soja, milho e trigo em diferentes regiões do País.

Publicado em

em

Foto: Eduardo Monteiro

A safra 2023/24 foi desafiadora para produtores brasileiros de grãos. Os problemas climáticos impactaram as produtividades de soja, milho e trigo em diferentes regiões do País. Embora o custo de produção tenha recuado, a quebra de safra e os baixos patamares de preços, como observado na temporada passada, levaram a receita bruta a ficar aquém do esperado.

Soja

Fotos: Divulgação

A semeadura da oleaginosa na região Sul foi marcada, inicialmente, por excesso de chuva e, depois, entre novembro e dezembro, pela má distribuição das precipitações. No Centro-Oeste, a falta de constância das chuvas em outubro, quando as atividades se intensificaram, levou ao replantio em muitas localidades. Além desses fatores, as altas temperaturas também prejudicaram o desempenho das lavouras, incluindo parte da região do Paraná, no decorrer do ciclo de produção (novembro e dezembro).

Durante a colheita (em janeiro), as chuvas que atingiram o Centro-Oeste atrapalharam a movimentação das máquinas no campo. No Rio Grande do Sul, as fortes precipitações no período aumentaram a pressão de ataque de ferrugem nas lavouras de soja, cenário agravado entre o final de abril e início de maio, quando muitas áreas ficaram debaixo d´agua e impossibilitadas de serem colhidas.

Trigo

Tanto o plantio como a colheita de trigo da safra 2023/24 foram prejudicados pelas chuvas. As lavouras vinham se desenvolvendo bem até a fase de frutificação, mas as precipitações entre o final de setembro e início de outubro no Sul do País diminuíram a produção, com muitos grãos colhidos tendo a qualidade depreciada na classificação durante a entrega no armazém. Diante disso, o resultado econômico do trigo colhido em 2023 foi baixo para produtores sulistas.

Milho

Foto: Embrapa

As duas principais temporadas de cultivo de milho no Brasil registraram problema com alta temperatura, ataque de pragas e falta de chuva. No Sul do País, as principais regiões produtoras de milho-verão enfrentaram ataque de cigarrinha, o que causou o enfezamento. Além disso, o excesso de chuvas em outubro e novembro prejudicou a polinização das plantas, e o veranico no início do ano dificultou o enchimento do grão. No Norte e Nordeste, as precipitações mal distribuídas e as temperaturas elevadas afetaram significativamente a produção do cereal.

A decisão do plantio de milho de segunda safra refletiu os diferentes cenários de condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras de soja nos principais polos produtores do Brasil. Em muitas áreas, o clima quente e seco antecipou o ciclo da oleaginosa, adiantando também a semeadura do milho de segunda safra. Além disso, registrou-se excesso de chuva no início do plantio da soja no Sul e no Centro-Oeste, chuvas mal distribuídas durante e depois do plantio, obrigando o replantio de muitas áreas em outubro e novembro. Vale ressaltar que alguns produtores que tinham no cronograma o plantio de algodão após o da soja nem replantaram a oleaginosa e nem prepararam as áreas para o cultivo da fibra, visto que a germinação da soja foi ruim. Além disso, áreas do extremo sul do Brasil enfrentaram excesso de chuvas durante a colheita, em especial nas áreas mais tardias, de abril e maio.

As áreas de segunda safra de milho tiveram germinações e crescimentos em boas condições nos primeiros meses de 2024, mas a falta de chuvas e as altas temperaturas restringiram o desenvolvimento em abril/24, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso e no sudoeste de Goiás, a distribuição de chuva foi melhor, garantindo produção acima do esperado.

Rentabilidade

Em linhas gerais, os resultados econômicos mostram que a redução dos valores de fertilizantes e defensivos agrícolas ajudaram a diminuir o custo de produção da safra 2023/24. Por outro lado, a queda de produtividade e os baixos patamares de preços da soja, do milho e do trigo anularam o efeito positivo sobre a rentabilidade operacional líquida.

O custo de produção da soja na temporada 2023/24, por exemplo, caiu 13,1% em relação à 2022/23, mas a quebra de safra e a desvalorização da oleaginosa frente à safra passada resultaram na receita liquida operacional negativa de 28,7%.

O milho fecha o segundo ano com saldo negativo, mas ainda com melhor desempenho frente à temporada 2022/23. Para o milho verão, os custos dos fertilizantes e defensivos agrícolas caíram respectivos 48,4% e 3,3% na safra 2023/24 em relação à anterior, o que, por sua vez, proporcionou uma redução de 23,9% no custo de produção no mesmo período. A receita bruta, porém, não foi suficiente para cobrir o custo operacional efetivo, diante da quebra de safra e da manutenção dos baixos níveis de preço do milho.

Para o milho de segunda safra, o custo de produção na temporada 2023/24 caiu 12,5% sobre o ciclo anterior, refletindo a desvalorização dos custos com fertilizantes e defensivos agrícolas. Embora o efeito sobre a receita liquida operacional apresente aumento de 68,7% frente à safra passada, o valor nominal da receita liquida operacional ainda ficou negativo. Dentre as regiões pesquisadas, a de Mato Grosso do Sul foi a que amargou a pior receita líquida operacional na temporada 2023/24, visto que as principais áreas produtoras do sul do estado foram afetadas pela forte estiagem e, consequentemente, tiveram quebra de safra.

O custo de produção do trigo na safra 2023 diminuiu 15,1% frente ao ano anterior, pressionado sobretudo pelo recuo nos preços dos fertilizantes. A receita bruta caiu com mais intensidade que o custo, resultado da forte quebra da produtividade e da baixa do preço por conta da qualidade do cereal. Assim, o efeito negativo sobre a receita liquida operacional foi de 316,3% em relação à safra de 2022.

Fonte: Assessoria Cepea

Notícias

36ª Reunião Anual do CBNA debate aplicações da Inteligência Artificial na nutrição animal, em São Paulo

Especialistas de vários países discutem eficiência, interpretação de dados e tomada de decisão durante o encontro realizado de 12 a 14 de maio

Publicado em

em

A Inteligência Artificial, cada vez mais presente nas decisões do agro, será tema de um painel durante a 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada entre os dias 12 e 14 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O debate, marcado para o dia 14 de maio, a partir das 14h, vai discutir como o uso de dados e algoritmos já impacta a nutrição de aves, suínos e bovinos.

Coordenado pelo zootecnista gerente Técnico da Orffa para as Américas e membro da diretoria do CBNA, Flavio Longo, o painel propõe uma discussão sobre a aplicação prática da Inteligência Artificial na nutrição animal, com foco em eficiência produtiva, interpretação de dados e tomada de decisão. A abertura traz uma introdução ao tema, abordando o potencial da tecnologia e os desafios para sua adoção no setor.

“A inteligência artificial deixou de ser uma tendência distante e passou a fazer parte da rotina da nutrição animal. A proposta do painel é apresentar aplicações práticas, discutir limites e ajudar o profissional a utilizar melhor os dados disponíveis para decisões mais assertivas”, afirma Longo.

Programação
A programação reúne especialistas com atuação em empresas globais e áreas ligadas à ciência de dados. O médico-veterinário e gerente Global de Ciência de Dados e Análises da Alltech, Luiz Victor Carvalho, vai debater como a Inteligência Artificial tem sido utilizada para aumentar a eficiência, ajustar estratégias nutricionais e apoiar decisões técnicas em sistemas produtivos.

Na sequência, o Head de Consultoria Digital e Soluções da DSM, Aaron Cowieson, aborda o uso da IA na interpretação de resultados, tema relevante diante do crescimento do volume de dados gerados por análises nutricionais, zootécnicas e laboratoriais.O painel também traz exemplos de uso da tecnologia em análises avançadas.

O zootecnista Luis Romero, CEO da Biofractal, de Portugal, discute a aplicação da IA na interpretação de análises de expressão gênica, relacionando informações moleculares ao desempenho de frangos de corte frente a diferentes desafios produtivos.Já a Analista de Dados da Sapiens, Mariana Nascimento, vai discutir Aplicações da IA na análise do microbioma, relacionando diferentes estratégias nutricionais ao desempenho animal.

Logo depois, haverá uma mesa redonda para discussões do tema entre palestrantes e público. A programação será encerrada com a premiação dos melhores trabalhos científicos apresentados durante a Reunião Anual do CBNA, reforçando a integração entre pesquisa, inovação tecnológica e aplicação prática na nutrição animal.

Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14.

A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.

Serviço:
36ª Reunião Anual do CBNA
Data: de 12 a 14 de maio de 2026
Local: Distrito Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP.
Informações: www.reuniaoanual.cbna.com.br
Telefone/What’sApp: (19) 3232.7518
E-mail: cbna@cbna.com.br

 

O zootecnista gerente Técnico da Orffa para as Américas e membro da diretoria do CBNA, Flavio Longo. “A inteligência artificial deixou de ser uma tendência distante e passou a fazer parte da rotina da nutrição animal. A proposta do painel é apresentar aplicações práticas, discutir limites e ajudar o profissional a utilizar melhor os dados disponíveis para decisões mais assertivas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias

Produtor que visita Show Rural há 38 anos triplicou produtividade de soja

Ademir Fontana atribui a tecnologia e a inovação na evolução da produtividade da sua lavoura.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Show Rural

Há 38 anos, o agricultor Ademir Fontana repete um compromisso que se tornou parte da sua rotina no campo. Ao lado da esposa, ele pausa as atividades da propriedade rural, em Corbélia, para visitar o parque que, desde 1989, abriga um dos maiores eventos técnicos do agronegócio mundial. Para ele, o Show Rural Coopavel vai muito além de uma feira. “A disseminação de tecnologias e inovações é a base desse evento e é indispensável para que o produtor consiga produzir mais, com qualidade, sustentabilidade e conectado às novas tendências”, afirma.

Quando começou a frequentar o evento, ainda nos tempos em que o Show Rural era um simples dia de campo, a produtividade da soja em sua propriedade girava em torno de 30 sacas por hectare. Hoje, o número chega a 100 sacas. Segundo Ademir, essa evolução é resultado direto do acesso contínuo à informação e às tecnologias apresentadas ao longo dos anos. “Todos os anos conheço novas variedades, cultivares e práticas que fazem diferença no dia a dia da lavoura. Grande parte do que aplico aprendi aqui”, destaca.

A expectativa pela próxima edição já faz parte do calendário pessoal do produtor. Ademir conta que fevereiro é um mês reservado para o evento. “Deixo outros compromissos de lado para vir ao Show Rural, ver as novidades e absorver conhecimentos que depois aplico na propriedade”, relata.

Cooperado da Coopavel desde 1990, ele faz questão de compartilhar a experiência com outros produtores. Ademir relembra que foi no Show Rural que conheceu inovações como os transgênicos, o tratamento de sementes e novas tecnologias em defensivos agrícolas. “Vale muito a pena participar. É um evento que surpreende e entrega ao produtor ferramentas reais para evoluir no campo”, ressalta.

Fonte: O Presente Rural com Show Rural
Continue Lendo

Notícias

Manifesto Ambição Regional vislumbra novo salto de desenvolvimento ao Oeste

Documento une lideranças e setores produtivos para posicionar o Oeste do Paraná como referência global em inovação e tecnologias aplicadas à cadeia de proteínas.

Publicado em

em

Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

Em uma solenidade realizada na quarta-feira (11), durante o Iguassu Valley Show, no Show Rural Coopavel, líderes dos mais diversos setores assinaram o Manifesto Ambição Regional, documento que reafirma a vocação empreendedora do Oeste do Paraná e projeta um novo ciclo de  desenvolvimento para a região. A iniciativa estabelece uma estratégia ampla e estruturada com o objetivo de transformar o Oeste em referência mundial em inovação e tecnologias agregadas à cadeia de proteínas.

Com liderança do Programa Oeste em Desenvolvimento, o manifesto nasce a partir das potencialidades já consolidadas no território e da convicção coletiva de que é

Governador em exercício, Darci Piana: “Juntos, vamos fazer ainda mais e colocar o Estado em uma prateleira de desenvolvimento ainda mais alta” – Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria

possível avançar ainda mais. A proposta busca integrar diferentes setores produtivos e organizados, fortalecendo um ambiente propício à inovação, à competitividade e à geração de oportunidades.

Durante o ato, o vice-presidente do POD, Clédio Marshall, foi o responsável pela leitura do documento e destacou seu caráter mobilizador. Segundo ele, o manifesto “nasce daquilo que já somos e da convicção de que podemos ir além”, sintetizando a visão de futuro construída de forma colaborativa.

Legado
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, ressaltou que o movimento representa um passo decisivo para o Oeste, mas fez questão de lembrar o legado construído ao longo de décadas. Para ele, é essencial reconhecer os visionários que transformaram a região em referência mundial na produção de proteínas de frango, suínos, peixes e bovinos.

Já o presidente do POD, Alci Rotta Júnior, agradeceu o empenho de líderes e instituições envolvidas e enfatizou o impacto que o manifesto poderá gerar. Ele destacou que o trabalho conjunto e o talento regional têm potencial para promover um salto significativo no desenvolvimento econômico e social do Oeste.

Diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta – Foto: Ari Dias/AEN

Apoio irrestrito
O superintendente do Sebrae, Vitor Tioquetta, reforçou o apoio da entidade à iniciativa. Segundo ele, o Sebrae participa do projeto desde o início, confia em suas estratégias e resultados e se coloca à disposição para contribuir em tudo o que for necessário para que os objetivos traçados sejam alcançados.

O prefeito de Cascavel, Renato Silva, parabenizou os responsáveis pela construção do documento e lembrou que os empreendimentos ligados à cadeia de proteínas são motivo de orgulho para o município e para toda a região, evidenciando a capacidade local de inovar e crescer de forma sustentável.

Por sua vez, o governador em exercício Darci Piana apresentou números que demonstram a força do Paraná no cenário global de produção de alimentos. “O Paraná é o supermercado do mundo. Juntos, vamos fazer ainda mais e colocar o Estado em uma prateleira de desenvolvimento ainda mais alta”, afirmou Piana.

Pontos do documento
O documento estabelece pontos considerados importantes para impulsionar a região a um novo patamar de desenvolvimento:

Presidente do POD, Alci Rotta Junior – Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria

  • Transformar o Oeste do Paraná em referência mundial em inovação e tecnologias voltadas à cadeia de proteínas;
  • Valorizar as competências já existentes, utilizando a força do agronegócio como alicerce para avanços tecnológicos;
  • Integrar setores produtivos, lideranças e instituições em torno de uma estratégia comum e de longo prazo;
  • Estimular o empreendedorismo e a competitividade regional, ampliando a geração de emprego e renda;
  • Projetar o território como um ambiente favorável a investimentos, pesquisa e desenvolvimento.

Com bases firmes no cooperativismo, na capacidade empresarial e na articulação institucional, o Manifesto Ambição Regional consolida uma visão compartilhada: a de que o Oeste não apenas acompanhará as transformações globais, mas será protagonista delas.

Fonte: Assessoria Show Rural
Continue Lendo