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Quarentena em cidade de MT poderia afetar escoamento da safra de soja

Canarana é a segunda cidade do coração agrícola do Brasil

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Arquivo/OP Rural

O município de Canarana (MT) publicou decreto que suspende o escoamento de grãos para fora da cidade, uma medida para conter a disseminação do coronavírus mas que poderia interromper o fluxo de mercadorias e operações de tradings globais que atuam no região. A determinação, de 22 de março, impede a movimentação de grãos por armazéns da cidade mato-grossense, no estado que é o maior produtor brasileiro de soja e milho.

Canarana é a segunda cidade do coração agrícola do Brasil a promover medidas restritivas contra o coronavírus que poderiam afetar tradings internacionais, seguindo o exemplo de Rondonópolis, também em Mato Grosso, cujo decreto ameaça fechar instalações de processamento de soja.

Em um termo de compromisso visto pela Reuters, o prefeito de Canarana, Fábio de Faria, negocia um período de dez dias para que as companhias se adaptem à determinação. O documento contempla empresas como Cargill, Louis Dreyfus e Cofco.

Por telefone, Faria disse à Reuters que os termos do acordo foram propostos pelas próprias tradings, uma vez que seus armazéns estão cheios e é necessário espaço para que se receba e estoque os cerca de 10% ainda não colhidos da safra de soja na área.

Segundo informações do termo de compromisso, ainda não assinado, a Louis Dreyfus poderia escoar cerca de 15 mil toneladas de Canarana, a Cofco 5 mil toneladas e a Cargil 3 mil toneladas.

Canarana está finalizando a colheita de soja, e cerca de 2 mil caminhões devem chegar à cidade para transportar a produção, disse o prefeito.

O decreto visa proteger todos os envolvidos no comércio agrícola de contaminação pelo vírus, e dez dias devem ser suficientes para que a maior parte da safra possa deixar a cidade, acrescentou Faria. “Eles (empresas de trading) me disseram que escoando os volumes (atualmente nos armazéns), não tem tanta pressa de tirar o que restou de lá”, disse o prefeito. Segundo ele, o acordo será assinado após a avaliação dos advogados das tradings.

As companhias envolvidas não responderam de imediato a pedidos por comentários. Já a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) afirmou que, por decreto presidencial, “insumos para alimentação e combustíveis são produtos essenciais e, portanto, precisam continuar sendo movimentados, armazenados e produzidos”. Segundo a Abiove, todos os seus associados estão operando normalmente.

Um produtor local disse à Reuters na terça-feira (24) que armazéns da região estão recebendo grãos normalmente, apesar do decreto municipal. Ele pediu para não ser identificado, pois negociações do setor com o prefeito a respeito do decreto ocorrerão na quarta-feira. O produtor afirmou ainda que se os embarques pararem, o lobby agrícola local poderá recorrer à Justiça.

Os produtores estão preocupados por terem vendido grãos nos mercados futuros. Os produtos precisam ser movimentados entre as áreas de plantio e os armazéns pelas tradings antes do embarque para exportação. “Se eles não carregarem, eles não vão querer nos pagar… Pelo ponto de vista comercial, não tem como deixar os navios parados”, disse o produtor.

Fonte: Reuters
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Notícias Agricultura

Submissão de trabalhos para Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão vai até 15 de abril

Em sua nona edição, o ConBAP traz como tema “Agricultura de Precisão na era digital” e vai ocorrer de 18 a 20 de agosto

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Divulgação

Os estudantes e pesquisadores interessados em apresentar seus trabalhos durante o ConBAP 2020 – Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão têm até o dia 15 de abril para submeter o material no site do evento. Em sua nona edição, o ConBAP traz como tema “Agricultura de Precisão na era digital” e vai ocorrer de 18 a 20 de agosto, em Campinas (SP), no Expo Dom Pedro.

Além da submissão, no site estão disponíveis as inscrições para congressistas e para seis minicursos, além de uma prévia da programação que vai contar com tópicos como: a transformação digital e a agricultura de precisão; conectividade, inteligência artificial; automação e agtechs inovadoras em agricultura de precisão.

De acordo com o presidente da AsBraAP, José Paulo Molin, o ConBAP a programação envolve palestras, minicursos e painéis técnicos, além de atividades científicas, apresentadas pelos mais renomados profissionais da área. “Paralelamente, há uma área de exposição de produtos e serviços, considerada a principal vitrine para relacionamentos com profissionais e usuários da AP. Também contamos com a Sala do Mercado, onde empresas podem se apresentar ao público presente”, explica.

O Congresso é promovido pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão – (AsBraAP), a cada dois anos, e reúne cerca de 800 participantes, entre profissionais da área, pesquisadores, professores, produtores rurais, estudantes, empresas e usuários das diferentes técnicas de agricultura de precisão e digital.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Com escalas de abate mais curtas, preços do boi gordo se recuperam

Mercado físico de boi gordo teve uma semana de recuperação após as perdas expressivas da semana anterior

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo teve uma semana de recuperação após as perdas expressivas da semana anterior. “O mercado tentou operar de forma normal em meio ao caos provocado pela pandemia de coronavírus”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os frigoríficos viram suas escalas de abate ficarem mais curtas, o que exigiu uma postura mais agressiva na compra de gado. ” Mas ainda há grande dúvida em relação ao comportamento da demanda de carne bovina no curto e no médio prazo, tanto no que se refere às vendas domésticas como nas exportações”, assinalou.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 26 de março:

  • São Paulo (Capital) – R$ 195 a arroba, contra R$ 180 a arroba em 19 de março, subindo 8%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 180 a arroba, ante R$ 175 a arroba (4,5%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 188 a arroba, contra R$ 178 a arroba (5,5%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 184 a arroba, ante R$ 177 a arroba (3,9%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 171 a arroba, ante R$ 178 a arroba (-3,9%).

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 385,7 milhões em março (15 dias úteis), com média diária de US$ 25,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 87,3 mil toneladas, com média diária de 5,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.417,70.

Na comparação com fevereiro, houve baixa de 6,4% no valor médio diário da exportação, perda de 5,3% na quantidade média diária exportada e queda de 1,2% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 10,8% no valor médio diário, queda de 6,7% na quantidade média diária e recuo de 18,8% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado Interno

Preços do trigo podem ceder com maior importação

Mercado brasileiro de trigo segue observando com atenção a flutuação cambial

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue observando com atenção a flutuação cambial. Com o dólar agora mais próximo da faixa de cinco reais, e até abaixo desta linha durante o dia, a importação de trigo pela indústria brasileira fica um pouco mais facilitada, ao mesmo tempo em que o cereal doméstico perde competitividade e abra-se espaço para queda nos preços, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

Com este cenário, a preocupação é cada vez maior com a disponibilidade do produto, seja no âmbito doméstico, ou no Mercosul, já que grande parte do volume disponível já está registrado para comercialização.

“No mercado interno a procura pelo trigo tem crescido gradualmente, mas os negócios ainda são restritos, limitados principalmente pelo pouco volume disponível para comercialização, com a maior parte dos produtores negociando as culturas de verão”, assinalou Pinheiro.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,498 milhões de toneladas, 63% acima das 2,145 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019.

A área cultivada deve ficar em 1,079 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2018, alta de 5%. A produtividade média é estimada em 3.241 quilos por hectare, acima dos 2.209 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Fonte: Agência Safras
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