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Suínos e Peixes – Maio

Notícias Em 2019

Quantidade de carne suína exportada em fevereiro é recorde para o mês

Resultado esteve atrelado à elevação da demanda por parte de países asiáticos, em decorrência dos casos de Peste Suína Africana

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Após o forte recuo das exportações brasileiras de carne suína entre dezembro e janeiro, os embarques aumentaram com força em fevereiro. Segundo a Secex, no último mês, o volume embarcado somou 53,3 mil toneladas, 14% maior do que o registrado em janeiro, 27% acima do que a embarcado em fev./18 e um recorde para o período, considerando a série histórica da Secex.

De acordo agentes consultados pelo Cepea, esse resultado esteve atrelado à elevação da demanda por parte de países asiáticos, em decorrência dos casos de Peste Suína Africana (PSA). Os surtos da doença, que vêm sendo observados desde agosto do ano passado, principalmente em rebanhos chineses, reduziram a oferta local de produtos de origem suinícola. Consequentemente, a necessidade de importação da China e de outros países afetados tem aumentado.

No Brasil, além do bom desempenho das exportações neste início de março, a menor oferta interna de animais para abate também tem contribuído para as valorizações do suíno vivo e da carne no mercado doméstico. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo se valorizou 3,1% entre 6 e 13 de março, fechando a R$ 4,15/kg nessa quarta-feira (13). Quanto à carne, o valor da carcaça especial negociada na Grande São Paulo subiu 2,8% na mesma comparação, a R$ 6,35/kg nessa quarta.

Fonte: Cepea
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Notícias Suinocultura

Preço do milho sobe, mas média ainda favorece relação de troca

Poder de compra de suinocultores de São Paulo e do Oeste de Santa Catarina frente ao milho aumentou em maio

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Segundo levantamento do Cepea, o poder de compra de suinocultores de São Paulo e do Oeste de Santa Catarina frente ao milho aumentou em maio. Pesquisas do Cepea apontam que os preços do cereal até têm subido com certa força no mercado brasileiro nos últimos dias, mas a média da parcial de maio (até o dia 22) ainda está inferior à de abril e à do mesmo mês de 2018.

Esse cenário, atrelado à firmeza nos valores de venda do animal vivo, tem favorecido a relação de troca de suíno pelo cereal. Quanto ao farelo, no Estado de São Paulo, a relação de troca deste mês está melhor que a verificada em abril. Já no Oeste de Santa Catarina, as recentes desvalorizações do suíno têm desfavorecido a troca do animal pelo insumo.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo Ministra

Plano Safra 2019/20 ampliará foco em pequenos e médios produtores

Ministra disse em comissão da Câmara que pequenos e médios produtores terão mais recursos no novo Plano Safra, que está em negociação com a equipe econômica

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Guilherme Martimon/Mapa

Em audiência na quarta-feira (22) na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou que os pequenos e médios produtores brasileiros, que são a maioria dos agricultores, terão mais recursos à disposição no Plano Safra 2019/2020, que será anunciado no dia 12 de junho, na comparação com este ano.

A ministra disse é decisão do governo Jair Bolsonaro dar prioridade aos produtores que tomam até R$ 500 mil por ano de crédito agrícola, o que representa 96% dos mais de 5 milhões de agricultores brasileiros. “Vamos democratizar mais o crédito”, anunciou a ministra aos deputados. “Vamos pôr mais recursos para os pequenos e médios produtores. Os grandes terão de pagar um pouco mais (de juros), mas para esses estamos tentando modernizar um pouco mais as ferramentas de financiamento”.

Tereza Cristina disse que, apesar as dificuldades orçamentárias, o próximo Plano Safra terá, no mínimo, os mesmos R$ 220 bilhões destinados no ano agrícola 2018/2019. Para a subvenção ao crédito agrícola, o governo vai destinar, segundo ela, em torno de R$ 10 bilhões a R$ 10,5 bilhões, o que confirma o esforço para manter os valores atuais.

O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), também destinado aos pequenos produtores, terá mais que os R$ 30 bilhões que recebeu no atual Plano Safra. Ela elogiou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe pela atenção ao Ministério da Agricultura nas negociações do Plano Safra, e disse que todos os pleitos do Mapa estão sendo atendidos.

A ministra também confirmou que haverá R$ 1 bilhão para o seguro rural, mais que o dobro dos R$ 440 milhões deste ano, e afirmou esperar que, com menos riscos nas operações, os bancos privados possam oferecer mais crédito agrícola a juros menores, contribuindo para melhorar o financiamento para o agronegócio brasileiro, que responde por quase 50% das exportações e 21,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Tereza Cristina também anunciou aos deputados que, na segunda-feira (27), se reunirá com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para discutir novos mecanismos financeiros que tornem possível aumentar os recursos para o crédito agrícola no país. No início de sua exposição, a ministra lembrou que o crédito rural é insuficiente no Brasil, e muito concentrado na mão de poucos produtores.

O número de contratos vem caindo ano a ano, tanto para custeio quanto para investimentos. Dos mais de 5 milhões de produtores, 89,2% têm propriedades de até 100 hectares e só 1% tem mais de 1 mil hectares. Com isso, 92% dos estabelecimentos rurais geram apenas 15% do valor produzido no campo brasileiro e os 8% restantes produzem 85% do valor.

“O grande desafio é fazer com que esses 92% (dos estabelecimentos) possam produzir mais. Olha o que nós podemos crescer com a agricultura no nosso país. Essa é que tem de ser a nossa grande preocupação, pôr essas pessoas na produção, criando renda para o país e dando dignidade para essas famílias”, disse a ministra.

A ministra afirmou que a grande prioridade do ministério será melhorar a assistência técnica oferecida aos pequenos produtores, que ela considera fundamental para que eles possam gerar mais renda e melhorar a produção. Segundo ela, a assistência técnica inexiste em muitos estados, porque os governos estaduais usam as verbas repassadas pela União para pagar gasolina e outras despesas de custeio, e a verba nunca chega a quem precisa no campo.

Fonte: MAPA
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Notícias Segundo Tereza Cristina

PSA pode ampliar venda de carne suína para China

Tereza Cristina ressaltou que, para produtores brasileiros terem sucesso na empreitada, será fundamental que país tenha credibilidade

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A peste suína africana representará uma janela de oportunidades para a exportação de carne suína brasileira aos países asiáticos, em especial para a China. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (22) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),Tereza Cristina, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

A ministra acaba de retornar de uma viagem à Ásia, onde visitou Japão, Vietnã, Indonésia e China. “Hoje, por causa da peste africana, os chineses precisam importar muita carne suína”, disse. “E a quantidade que eles [chineses] precisam de carne suína, o mundo inteiro, junto, não tem condições de suprir”, acrescentou. “Se tivermos juízo e cumprirmos o que está no protocolo, teremos muito mercado”.

Tereza Cristina ressaltou que, para os produtores brasileiros terem sucesso na empreitada, será fundamental que o país tenha credibilidade, oferecendo produtos que cumpram todos os requisitos exigidos pela China.

A peste suína africana é uma doença altamente contagiosa que, apesar de não acometer seres humanos, se dissemina rapidamente entre os animais. De acordo com a Embrapa, o vírus foi detectado em setembro de 2018 em suínos na China e na Romênia. A doença foi também detectada em javalis, na Bélgica.

Segundo a ministra, outros países asiáticos estão passando pelo mesmo problema. No entanto, a dimensão ainda não está clara, porque até o momento os governos não divulgaram de forma clara a gravidade da situação.

A ministra já havia dito que a peste africana afetará as vendas de soja para os chineses, uma vez que o alimento é usado como ração, mas que, por outro lado, poderia representar oportunidades para a exportação de carne de porco. “Imagina 200 milhões de animais a menos consumindo soja”, disse, durante a audiência.

No primeiro trimestre de 2019, as vendas de soja triturada do Brasil para China (US$ 4,75 bilhões) corresponderam a 9% do valor arrecadado com o total de exportações (US$ 52,6 bilhões). No período, de cada US$ 100 que o país captou com a venda do produto em todo o mundo, US$ 77,48 vieram da China.

Fonte: Agência Brasil
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