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Qualyagro e o Agronegócio em Foco

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*Guilherme Augusto Vieira[1]                             

Prezado Leitor, primeiramente gostaria de agradecer as várias manifestações de apoio e questionamento manifestados pelos amigos e leitores do Jornal Presente Rural, nas quais serve de estímulo para tocar este grande projeto, apesar do stress.

O tema a ser abordado nesta semana será o varejo agropecuário e a sua nova realidade, no qual tentarei fazer uma reflexão sobre a sua evolução e as prováveis causas da expansão deste mercado.

O varejo agropecuário apresentou uma evolução fantástica nos últimos vinte anos evoluindo de uma loja de produtos agropecuários, de aspecto disforme, onde comercializava todos os tipos de produtos ( desde botas a ração de cães) dividindo-se em revenda agropecuária (destinada a comercialização de produtos direcionados a produtores agrícolas e pecuários) e os Pet Shops , segmento direcionado ao comércio de produtos para animais de estimação.

Comecei a interessar-me pelo tema quando lecionava na Faculdade de Agronegócios e o Coordenador da Extensão apresentou-me os representantes da Associação de Atacadistas de Produtos Agropecuários da Bahia que nos solicitaram a elaboração de um treinamento na área de gestão para o segmento. Durante a reunião, o coordenador de extensão ponderou vários aspectos enfatizando que eu iria coordenar este projeto.

A princípio refutei a idéia solicitando um prazo para estudo do segmento e do mercado. Após um breve estudo, aceitei o desafio e elaboramos o Programa de Treinamento direcionado as revendas agropecuárias e pet shops. Fizemos uma palestra motivacional junto aos interessados e para nossa surpresa vieram mais de 40 (quarenta) pessoas, foi um sucesso. Infelizmente o projeto  não foi adiante porque o Coordenador foi aprovado em concurso público e deixou a coordenação de extensão.

Entretanto o projeto não “morreu”. Visitei o maior evento do segmento de Revendas promovido pela Revista Agro Revenda[2] e também a Feira de Pet Shops em São Paulo.

Quanto a realização dos cursos, já estava em curso o desenvolvimento da parceria entre a nossa Empresa a Qualyagro e o conceituado Instituto Qualittas, e no fechamento da parceria foi colocado o Projeto Revenda Agropecuária e Pet Shop. Imediatamente a idéia foi aceita e desenvolvemos o programa na plataforma de ensino a distância. Foram realizadas diversas parcerias com grandes empresas de insumos agropecuários e já treinamos mais de 100 (cem) estabelecimentos do segmento, principalmente na modalidade EAD.Para o ano de 2013 reformulamos o projeto e iremos oferecer na modalidade presencial para vários locais.   

Quais foram os motivos pelos quais me encantei pelo segmento?

Primeiro: sempre achei interessante a antiga loja de produtos agropecuários, com todo o seu aparato e também o pet shop, um interessante modelo de varejo.

Segundo e definitivo motivo: o econômico, a se destacar:

Quanto a importância econômica do segmento de revendas agropecuárias, conforme dados da Revista Agro Revenda (2010)[3], estima-se a existência de cerca de 8,5 mil pontos de venda rurais (Revendas Agropecuárias) que movimentam em torno de R$ 30 bilhões na comercialização dos insumos agropecuários e produtos que abastecem as propriedades brasileiras.

De acordo com a Anfalpet [4], há no Brasil 31 milhões de cães, 15 milhões de gatos e um volume de produção de 1,8 milhões de toneladas de alimentos, com faturamento de US$ 3,07 bilhões. O setor pet movimenta cerca de 18 bilhões de dólares em produtos e serviços.

Estudos realizados em 2005 pelo Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP) – demonstrou que só no Estado de São Paulo existem aproximadamente mais de cinco mil lojas e oito mil em todo o país. Atualmente, estimativas das indústrias apontam que o Brasil possui aproximadamente 30 mil pontos de vendas comercializando produtos pets (incluindo revendas agropecuárias, clínicas, consultórios veterinários, supermercados).

Como se nota, os números evidenciam a sua importância no contexto do agronegócio.

Estes dois estabelecimentos do varejo agropecuário apresentam públicos distintos, principalmente nos médios e grandes centros urbanos, a saber:

Revendas Agropecuárias: A grande maioria dos produtores rurais compra os medicamentos veterinários e insumo (sal mineral, sementes, vacinas) baseado no preço.

Os fazendeiros também obedecem a outros ‘critérios’ para a compra de seus insumos:

– Quando o peão avisa que o insumo está acabando ou acabou;

-Por impulso quando o balconista da loja agropecuária lhe informa que chegou um produto novo e que ‘é um tiro’ para acabar com as doenças dos animais; 

-Propaganda em rádios, jornais, TVs e palestras técnicas;

-Pela marca que está familiarizado ou indicado por um amigo.

Já o público que freqüenta os Pet Shops tem necessidades a satisfazer com relação a saúde e ao bem-estar dos seus animais. E, por extensão, tem necessidades pessoais relacionadas à convivência com seus animais  e apresentam as seguintes características:

-Pessoas idosas: busca nos seus animais uma companhia;

– Pessoas solitárias, homens e mulheres separadas. Geralmente são pessoas bem sucedidas, capitalizadas e tem nos animais “pets” um companheiro.

– Casais jovens e que não tem filhos;

-Casais que possuem um único filho e tem o “amigão” como segundo filho.

Várias são as causas que podem explicar a expansão deste fabuloso mercado. Irei destacar em separado visando um melhor entendimento do leitor:

Revendas Agropecuárias: 

A sua ampliação mercadológica deveu-se a grande evolução do agronegócio brasileiro, principalmente evidenciado nos números das produções agrícolas e pecuárias. Com o advento do aumento da produção e produtividade agropecuária, o mercado passou a demandar produtos diferenciados e conseqüentemente as Revendas tiveram que acompanhar esta tendência.

Outro fator interessante é a crescente onda de profissionalização do produtor rural brasileiro que exige um melhor tratamento por parte das empresas fornecedoras de produtos, entre elas as Revendas.

Pet Shops :

São muitos os fatores que podem explicar o avanço do mercado pet no Brasil. Entretanto vale destacar a “ humanização dos cães e gatos”, onde os animais deixaram a condição de animais de companhia passando a se caracterizarem como animais de estimação.

Os animais “pets” passaram a fazer parte da família e de olho neste segmento de mercado, as empresas passaram oferecer diversos tipos de produtos e serviços não só para satisfazerem os animais e sim dos donos de animais.

Ao verificar os números e o desenvolvimento do varejo agropecuário, observa-se que o mercado pet e a Revenda Agropecuária tem se mostrado muito promissor no Brasil. O crescimento desse mercado tem proporcionado o desenvolvimento de empresas nacionais fornecedoras dos mais diversos produtos e também atraído empresas multinacionais, que tem interesse na profissionalização desse mercado, com destaque nas áreas de nutrição animal e produtos veterinários. 

Este assunto é tão estimulante que merecerá uma segunda parte.

Até uma próxima oportunidade.

[1] Médico Veterinário, Doutorando em História das Ciências Agrárias UFBA/UEFS, Secretário Executivo da Associação Baiana de Avicultura, Professor do Curso de Veterinária da UNIME/Professor do Instituto Qualittas & Qualyagro.Contato:guilherme@farmacianafazenda.com.br

[2]   Revista Agrorevenda editada atualmente pelo Grupo Publique. Maiores detalhes, sugiro visitar o Portal: http://agrorevenda.com.br/

[3]Sugiro ao aluno visitar o site : www.agrorevenda.com.br 

[4]Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Pequen

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Fórum ABMRA de Comunicação leva dados sobre o produtor rural para a Show Rural Coopavel

Evento em Cascavel apresenta recortes nacionais e do Paraná da Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural

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Foto: Ricardo Ribeiro

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realiza no dia 11 de fevereiro o Fórum ABMRA de Comunicação, encontro que coloca em pauta dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além das transformações da comunicação no agronegócio, em um cenário cada vez mais impactado pelo avanço da Inteligência Artificial. O evento será das 14 às 16 horas, no Auditório Principal – Térreo do prédio Paraná Cooperativa, durante o Show Rural Coopavel. 

Foto: Albari Rosa

Organizado pela ABMRA, o Fórum abordará temas centrais para o relacionamento entre marcas e produtores, como as mudanças no perfil do agricultor brasileiro, os canais de comunicação mais relevantes no campo, os desafios enfrentados no dia a dia das propriedades e as oportunidades que a comunicação pode gerar para o setor. Também estarão no centro do debate os riscos e as possibilidades do uso da Inteligência Artificial aplicada ao marketing e à comunicação. 

Grande parte do conteúdo apresentado será baseada nos dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, lançada em dezembro de 2025 e considerada o mais amplo estudo sobre o perfil e o comportamento do produtor rural no Brasil. A edição mais recente reúne informações coletadas em 3.100 entrevistas presenciais, realizadas em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas. A pesquisa foi operacionalizada pela S&P Global, uma das maiores autoridades mundiais em dados e inteligência de mercado. 

A programação do Fórum também contará com a participação de Rodrigo Neves, presidente da Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid) e uma das principais lideranças em projetos e treinamentos baseados em Inteligência Artificial, que irá contribuir com uma visão prática sobre a aplicação da tecnologia no contexto da comunicação e dos negócios. 

Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, a presença da entidade na Show Rural Coopavel reforça o compromisso com a disseminação de

Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

conteúdo qualificado e com a promoção das boas práticas de marketing no agronegócio. “A ABMRA participa ativamente da Show Rural Coopavel ao levar uma visão atualizada sobre as boas práticas da comunicação, como o uso do mix de comunicação e as oportunidades e desafios que a Inteligência Artificial traz para o marketing”, afirma. 

Durante o encontro, os participantes terão acesso a recortes nacionais e regionais da pesquisa, com foco específico no perfil do produtor rural paranaense. Serão apresentados dados sobre idade média, escolaridade, desafios do dia a dia, expectativas para o futuro, hábitos de informação, consumo de mídia, uso de redes sociais para fins profissionais, adoção de tecnologias, conectividade no campo, gestão da propriedade, fontes de financiamento, comercialização da produção, percepção sobre mudanças climáticas e a participação da mulher no agronegócio. “A mais recente Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural traça uma radiografia bastante relevante do comportamento do agricultor e do pecuarista, especialmente ao evidenciar o equilíbrio entre a adoção de tecnologias e a manutenção de práticas analógicas. Esse conjunto de informações é fundamental para orientar estratégias de comunicação, marketing e negócios mais eficientes e verdadeiramente conectadas à realidade do campo”, pontua Nicodemos. 

A edição do Fórum ABMRA de Comunicação no Paraná conta com o apoio institucional da Show Rural Coopavel e com parcerias estratégicas de entidades representativas do setor, como Associação dos Jornalistas do Paraná (AJAP), Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP), Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid), Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), Conselho de Normas Padrão (CENP), Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro Paraná), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e Shop Brasil. 

Fonte: Assessoria ABMRA
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Copagril celebra crescimento, resultados de R$ 2,5 bilhões e engajamento dos cooperados

Assembleia Geral Ordinária reuniu mais de oito mil associados, aprovou balanço de 2025, distribuição de sobras e apresentou Relatório Anual digital, reforçando transparência e sustentabilidade.

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Fotos: Divulgação/Copagril

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizou, na tarde desta sexta-feira (30), a Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo expressivo número de produtores cooperados no Salão Social da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR). A assembleia é considerada um dos principais momentos de transparência, prestação de contas e tomada de decisões da cooperativa.

Durante a AGO, o diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, apresentou o relatório de gestão contendo o balanço do exercício 2025, detalhando os principais resultados, as ações estratégicas e os avanços alcançados ao longo do último ano.

No decorrer da assembleia foi apresentado aos associados um vídeo de retrospectiva, reunindo os principais trabalhos, projetos e eventos realizados pela Copagril em 2025. O material proporcionou uma visão integrada das ações desenvolvidas pela cooperativa, reforçando a evolução institucional e o compromisso com o desenvolvimento dos cooperados e das comunidades onde atua.

Crescimento do quadro social e resultados financeiros

O último exercício foi marcado por crescimento expressivo do quadro social. A cooperativa alcançou a marca de 8.009 associados, representando um incremento de 16,6%, resultado que evidencia a confiança dos produtores no modelo cooperativista e na condução da gestão.

No exercício de 2025, a Copagril registrou faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões. Após a apresentação, o balanço foi aprovado por aclamação pelos associados presentes. Em seguida, foi deliberado favoravelmente sobre a distribuição de sobras do exercício. “Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, destacou Podkowa.

O diretor vice-presidente da Copagril, Cesar Luiz Petri, ressaltou a importância do engajamento dos cooperados no crescimento da cooperativa. “Os resultados que foram apresentados são fruto de um trabalho coletivo, construído com responsabilidade, participação ativa dos associados e decisões estratégicas alinhadas às necessidades do produtor rural”, afirmou Petri.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Já o diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, enfatizou o papel da governança e da organização institucional. “A AGO demonstra, mais uma vez, a solidez do nosso modelo cooperativista, baseado na transparência, no planejamento e no respeito às decisões tomadas de forma democrática”, pontuou Griep.

O CEO da Copagril, Daniel Engels, destacou a consistência da gestão e as oportunidades futuras. “Os números comprovam a capacidade da Copagril de crescer de forma sustentável, investindo em inovação, eficiência operacional e diversificação dos negócios, sempre com foco na competitividade do cooperado”, declarou Daniel.

Relatório Anual em formato digital

Neste ano, a AGO trouxe uma novidade importante: o Relatório Anual passou a ser disponibilizado exclusivamente em formato digital, no site da Cooperativa. A iniciativa reforça o comprometimento da Copagril com a sustentabilidade e a modernização dos processos, proporcionando mais agilidade no acesso às informações, ampliando a transparência e contribuindo para a redução do uso de papel.

O documento reúne dados, resultados e informações estratégicas que permitem ao cooperado acompanhar, de forma clara e detalhada, a atuação da cooperativa ao longo do último exercício, fortalecendo a tomada de decisão consciente e participativa.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Copagril, foi realizada a eleição e posse do Conselho Fiscal para a Gestão 2026. O colegiado, responsável por acompanhar a execução financeira e contábil da cooperativa, será composto pelos membros efetivos José Rosenberger, Hari Normélio Krepsky e Luis Miguel Fülber. Os suplentes eleitos foram Mauro Vanroo, Antonio Francisco da Silva e Roseli Ines Vogel Pazdiora.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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Preços dos ovos caem e registram menor média de janeiro em seis anos

Levantamento do Cepea aponta quedas de até 27% em relação ao ano passado, influenciadas por excesso de oferta e demanda enfraquecida no início de 2026.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As médias de preços dos ovos registraram em janeiro o menor patamar para o período desde 2020, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Até quarta-feira (28), as cotações estavam até 17% abaixo das registradas em dezembro de 2025 e até 27% inferiores às de janeiro de 2025, considerando valores reais deflacionados pelo IGP-DI de dezembro de 2025.

Foto: Divulgação

Na região de Bastos (SP), a cotação média do ovo branco tipo extra, a retirar (FOB) na granja, ficou em R$ 105,57 por caixa com 30 dúzias, recuo real de 12% em relação ao mês anterior e de 24,8% no comparativo anual.

O ovo vermelho negociado na mesma praça apresentou preço médio de R$ 118,76 por caixa, queda de 11% frente a dezembro de 2025 e de 27,3% em relação a janeiro de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, essas quedas refletem a combinação de excesso de oferta e menor demanda típica do início do ano, cenário que mantém os preços pressionados em diversas regiões produtoras.

Fonte: O Presente Rural
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