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QUALIDADE PRODUTIVA – Cinquenta propriedades rurais recebem o Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista
Premiação foi entregue pela Cooperativa Central Aurora Alimentos, Sebrae/SC e parceiros

- Evento reuniu produtores rurais e empregados das cooperativas filiadas
- A família Werlang da Cooperitaipu ficou com o primeiro lugar neste ano
- O segundo lugar ficou com a família Vincenzi da Cooperitaipu
- Família Weiss, da Cooper A1, ficou com a terceira colocação
- Cooperitaipu, Cooper A1 e Copérdia foram as cooperativas que se destacaram
- Entidades parceiras também foram homenageadas
- Equipe do Sebrae-SC também recebeu homenagem
- Equipe de coordenadores do Encadeamento Produtivo nas cooperativas filiadas também foram agraciados
- Equipe de educadores do programa receberam homenagem
- Presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, parabenizou os vencedores e destacou a qualidade da produção catarinense
- Enio Albérto Parmeggiani, gerente regional oeste do Sebrae-SC falou da importância do programa para o desenvolvimento das empresas rurais
- Prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, prestigiou a premiação
- Público prestigiou a entrega dos prêmios
Em 2017 a família do produtor rural Silvenio José Werlang, associado à Cooperitaipu, alcançou o segundo lugar no Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – Troféu Aury Luiz Bodanese e isso serviu de estímulo para que neste ano, na 7ª edição, a família Werlang garantisse o prêmio máximo. “É uma grande conquista, estamos muito felizes e realizados. Isso demonstra que a cooperativa reconhece o trabalho desenvolvido. Serve de motivação para que continuemos a implantar melhorias trazendo informações e tecnologias e aplicando na propriedade. Realmente colhemos os frutos e o resultado desse programa foi muito positivo”, afirmou Werlang que produz suínos, leite e feno e viu a propriedade dar um salto desde que iniciou no Encadeamento Produtivo.
Em segundo lugar foi premiada a família Vincenzi do empresário rural Márcio Antônio Vincenzi da Cooperitaipu e, em terceiro lugar, a família Weiss dos empresários rurais Marcos e Claissa Weiss da Cooper A1. Além do troféu Aury Luiz Bodanese, os vencedores receberam um valor em dinheiro. O primeiro lugar levou para casa R$ 10 mil, o segundo R$ 5 mil e o terceiro R$ 2,5 mil.
A entrega do prêmio, realizada pela Cooperativa Central Aurora Alimentos, Sebrae/SC, Excelência SC, Fundação Aury Luiz Bodanese e Projeto Encadeamento Produtivo, ocorreu no último fim de semana, em Chapecó e reconheceu os empresários rurais que obtiveram o melhor desempenho em sua cooperativa, adotando práticas que melhoram a qualidade de vida e a renda da empresa rural, aumentando a produtividade e reduzindo custos, sempre respeitando a natureza.
Esta edição contou com 316 propriedades rurais, das quais foram selecionadas e visitadas 100 e, destas, 50 foram premiadas. Três propriedades receberam prêmio como Destaques. Foram premiados produtores rurais da Cooper A1, Cooperalfa, Auri Verde, Caslo, Copérdia, Cooperitaipu, Coolacer e Coopervil.
Para a escolha dos premiados foram avaliados critérios como: liderança, estratégia, relacionamento com consumidores, com o meio ambiente, com colaboradores da propriedade e com os demais empresários rurais na prática do cooperativismo, informações e conhecimento, execução e acompanhamento das atividades diárias, além de resultados e ganhos da propriedade.
Também foram agraciados os coordenadores e educadores que repassaram seus ensinamentos e conhecimentos do programa Encadeamento Produtivo aos produtores rurais. Os parceiros também receberam homenagem: Sebrae/SC, Senar/SC, Sescoop, Sicoob e Sicredi.
As cooperativas com melhor desempenho também foram premiadas com base nos critérios de média da pontuação das cinco propriedades visitadas, relação entre a quantidade de inscritas e a quantidade de cooperados. Destacara-se a Copérdia, Cooperitaipu e Cooper A1.
20 ANOS DE BONS FRUTOS
Os produtores premiados participam do programa “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”. Em 2018, o programa completou 20 anos e é reconhecido como um dos maiores instrumentos de qualificação no campo. O programa contabiliza mais de 1.500 grupos, 24 mil propriedades beneficiadas e 42 mil participantes. A iniciativa é promovida pela Cooperativa Central Aurora Alimentos e suas cooperativas filiadas e conta com o apoio do Sebrae/SC, Senar/SC, Sescoop, Prefeituras, Sicoob e Sicredi.
O objetivo é tornar o pequeno produtor rural em empresário, além de promover a melhoria contínua da qualidade, aumento da produtividade e tecnologia de produção. O programa é realizado em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná. Fazem parte os Programas de Olho na Qualidade, Qualidade Total Rural e Times de Excelência.
Em comemoração aos 20 anos do Encadeamento Produtivo a Aurora Alimentos lançou durante a entrega do prêmio o livro “Qualificação e trabalho: a soma que transforma o campo”. A publicação relata a história do programa e traz depoimentos de personagens importantes desta trajetória, além de mostrar a realidade de 18 famílias que participaram e tiveram suas empresas rurais transformadas.
O presidente da Aurora Alimentos Mário Lanznaster destacou que o agronegócio passa por evoluções constantes. Segundo ele, o programa Encadeamento Produtivo, por meio dos técnicos de campo, está orientando os produtores a melhorarem cada vez mais tanto em produção como em produtividade, tudo isso com alto nível de qualidade, respeitando a legislação ambiental e contribuindo com a sanidade animal do Estado que é uma das melhores do País. “Somos produtores de alimentos que abastecem o mundo e por isso buscamos, todos os dias, melhorar e aprimorar a produção catarinense. Prova desse árduo trabalho são os excelentes resultados obtidos nas propriedades premiadas”, complementou.
Para o prefeito de Chapecó Luciano Buligon “é uma honra ter no município a matriz da maior cooperativa de alimentos do Brasil. A Aurora Alimentos demonstra a pujança do agronegócio e a força que o setor tem na economia tanto de Chapecó, como de Santa Catarina e do Brasil. Essa premiação demonstra o nível elevado de qualidade da produção catarinense e muito nos orgulha em fazer parte dessa história”.
Segundo o gerente regional oeste do Sebrae/SC Enio Albérto Parmeggiani, a iniciativa vem transferindo para o campo a oportunidade de os produtores melhorararem a gestão, os processos e a produção, tornando as propriedades não apenas em empreendimentos rurais, mas consolidando a região e elevando o nível de competitividade nas cadeias de proteína animal.
PARCERIA DE SUCESSO
O Programa “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite” conta com as parcerias, em Santa Catarina, do Senar/SC, Sescoop/SC, Sicoob, Fundação Aury Luiz Bodanese, Cooperalfa, Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1 e Coopervil. A iniciativa é destinada às micro e pequenas empresas rurais e urbanas da cadeia produtiva do agronegócio. O programa está no Rio Grande do Sul com os parceiros Sebrae/RS, Cooperalfa, Cooper A1, Copérdia e Sicredi/RS. No Paraná, é desenvolvido com o Sebrae/PR, Copérdia e Cooperalfa e, no Mato Grosso do Sul, é realizado juntamente com o Sebrae/MS e Cooasgo.

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Esmagamento de soja nos EUA aumenta para 71 milhões de toneladas
Alta na demanda por farelo sustenta mercado, mas maior oferta global limita ganhos.

Os Estados Unidos devem ampliar o esmagamento de soja nos próximos anos, impulsionados pelas novas regras para biocombustíveis publicadas no fim de março. As medidas elevam os mandatos e estimulam a produção de diesel renovável, o que aumenta a demanda por derivados como farelo e óleo.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a produção de diesel de biomassa nos EUA pode chegar a 5,5 bilhões de galões em 2026, ante 3,35 bilhões no ano anterior. Para 2027, a estimativa sobe para 5,9 bilhões de galões. As regras mantiveram integralmente os incentivos para matérias-primas importadas até o fim de 2027, o que deve sustentar as importações para a produção de biocombustíveis.

Foto: Shutterstock
O impacto já aparece nas projeções oficiais. No relatório de abril do USDA, o esmagamento de soja nos EUA foi estimado em 71 milhões de toneladas, alta de 1 milhão de toneladas frente ao levantamento anterior. A demanda por farelo também avançou, chegando a 39,2 milhões de toneladas, com aumento de 725 mil toneladas.
Além do cenário nos EUA, fatores externos também influenciam o mercado. A greve dos caminhoneiros na Argentina pode dar suporte aos preços no curto prazo, dependendo da duração do movimento.
Por outro lado, a expectativa é de maior oferta global nas próximas semanas. Com o avanço da colheita e do esmagamento na Argentina a partir de meados de maio, o país deve ampliar a competitividade do óleo de soja, o que tende a pressionar os prêmios brasileiros.
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Fórum de Biogás e Biometano confirma próxima edição para 2027 em Santa Catarina
Chapecó receberá o evento após crescimento de 14,3% no número de plantas no estado.

O 9º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB) será realizado entre os dias 27 e 29 de abril de 2027, em Chapecó (SC). O anúncio foi feito no encerramento da 8ª edição do evento, realizada na última semana em Foz do Iguaçu (PR), pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.
A edição de 2026 reuniu mais de 900 participantes ao longo de três dias de programação, entre 14 e 16 de abril. O evento contou com cerca de 50 horas de atividades e a participação de 65 painelistas, que abordaram temas como políticas públicas, mercado e produção de biogás. No espaço de negócios, 62 empresas e organizações apresentaram soluções voltadas à cadeia produtiva.

8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano em Foz do Iguaçu (PR), de 14 a 16 de abril –
Foto: Welligton Sauer/Divulgação FSBBB
Além das palestras, o Fórum promoveu premiações, apresentações de startups e visitas técnicas a sete unidades produtoras de biogás e biometano em municípios do Oeste do Paraná. O encontro também teve participação internacional, com representantes de 16 países e de 19 estados brasileiros.
Durante o evento, o Centro Internacional de Energias Renováveis apresentou a edição 2025 do Panorama do Biogás, que aponta crescimento do setor no Brasil. O país soma 1.803 plantas em operação, alta de 5% em relação ao ano anterior, com aumento de 6% no volume produzido. A produção está presente em 617 municípios.
A geração de energia elétrica segue como principal destino do biogás, concentrando 62% do volume. Já o segmento de biometano também avança, com aumento de cerca de 11% no número de plantas dedicadas a essa produção.
Na Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão entre os estados com maior número de unidades. Santa Catarina, que sediará a próxima edição do Fórum, registrou crescimento de 14,3% em 2025, passando de 138 para 161 plantas em operação.
O FSBBB é realizado pelo CIBiogás, pela Embrapa Suínos e Aves e pela Universidade de Caxias do Sul, com organização da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera). O evento ocorre de forma itinerante na Região Sul.
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Assentamentos rurais reúnem 1,1 milhão de famílias e mostram desafios econômicos
Dados oficiais indicam renda média reduzida e baixa participação em algumas atividades.

O número de famílias homologadas em assentamentos no país chegou a 1,1 milhão, segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ainda assim, a realidade dessas pessoas contrasta com um dos propósitos da Reforma Agrária: promover justiça social e cidadania.
De acordo com o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 86% dos municípios com assentamentos a renda média mensal das famílias assentadas é inferior a um salário mínimo. Na época da pesquisa, os rendimentos correspondiam a apenas 53% do mínimo vigente, o equivalente a cerca de R$ 453,56.
O levantamento também mostra que a produção dos assentamentos ainda tem participação reduzida entre as principais atividades rurais. No caso do leite, por exemplo, dos mais de 30 bilhões de litros produzidos no Brasil, 64,2% vieram da agricultura familiar. Já os assentados responderam por apenas 2,8% desse total.

Deputado Zé Silva: “O governo tem uma responsabilidade muito grande para garantir que a Reforma Agrária seja uma política pública técnica e não ideológica, e que além da terra tenha assistência técnica de qualidade, tenha infraestrutura produtiva, infraestrutura de saúde, energia, estrada de qualidade”
Além da realidade de subsistência, o Brasil ainda enfrenta dificuldade para assentar famílias acampadas. Segundo o Incra, 166,8 mil famílias estavam nessa condição em 2025.
Diante desse quadro, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende que a Reforma Agrária seja conduzida como política pública técnica, sem viés ideológico e com foco em oferecer condições reais de melhoria de vida aos assentados. O integrante da bancada, deputado Zé Silva (União-MG), destacou esse entendimento.
“O governo tem uma responsabilidade muito grande para garantir que a Reforma Agrária seja uma política pública técnica e não ideológica, e que além da terra tenha assistência técnica de qualidade, tenha infraestrutura produtiva, infraestrutura de saúde, energia, estrada de qualidade”, afirmou.
Projeto aperfeiçoa regras da Reforma Agrária
Nesse contexto, a FPA também apoia uma proposta que pode dar mais eficiência à seleção de famílias para a Reforma Agrária. O Projeto de Lei 3.768/2021 altera a data-limite para regularização de lotes ocupados em assentamentos criados pelo Incra.
Além disso, a proposta obriga o governo federal a elaborar planejamento financeiro para as etapas posteriores à criação de novos assentamentos, com o objetivo de assegurar a viabilidade do programa.

Autor do projeto e coordenador político da FPA, deputado Zé Vitor: “Propomos a parceria entre o Incra e o município para a execução do processo de seleção dos beneficiários, por considerarmos que as secretarias municipais que lidam com os inscritos têm condições de colaborar para tornar o processo de seleção mais justo e eficiente”
Outro ponto prevê que municípios, estados e a própria União ofereçam condições mínimas de infraestrutura, como abastecimento de água, estradas e energia elétrica. Para isso, o município também deverá ser consultado antes da instalação de um novo assentamento.
“Propomos a parceria entre o Incra e o município para a execução do processo de seleção dos beneficiários, por considerarmos que as secretarias municipais que lidam com os inscritos têm condições de colaborar para tornar o processo de seleção mais justo e eficiente”, enfatizou o autor do projeto e coordenador político da FPA, deputado Zé Vitor (PL-MG).
Atualmente, a proposição tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O relator é o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR).
Pacote anti-invasão reúne propostas contra ocupações ilegais
Além da proposta que aperfeiçoa a regulamentação da Reforma Agrária, outros dois projetos integram o pacote anti-invasão da FPA e restringem a atuação de movimentos ligados a ocupações ilegais.
Um deles é o Projeto 1.373/2023, de autoria do ex-deputado Lázaro Botelho e do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que impede invasores de terra de acessar programas públicos.
A matéria prevê que essas pessoas não possam participar da Reforma Agrária e, caso já integrem o programa, sejam excluídas e percam a posse do lote eventualmente ocupado. Também ficam impedidas, por dois anos após o fim da invasão, de acessar crédito subsidiado, benefícios fiscais, programas de assistência social e de participar de licitações ou contratações com o poder público.
Outro dispositivo do texto, que tramita atualmente na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, estabelece prazos para a emissão de títulos. A proposta determina que a titulação provisória ocorra em até dez anos, e a definitiva em até cinco anos após a provisória.
Na mesma linha, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 939/2025 restringe a atuação de grupos ligados a invasões. A pauta susta um decreto presidencial de 2025 que criou o Plano Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos. Na avaliação da bancada, o ato ampliou o amparo estatal a organizações militantes envolvidas em ocupações de propriedades privadas e contribuiu para a instrumentalização da política fundiária.
A matéria é de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, e do coordenador Institucional da frente, deputado Alceu Moreira (MDB-RS). Na justificativa, os autores apontam ainda que o decreto ameaça pessoas e a segurança jurídica dos produtores rurais.

Deputado José Rocha: “Todos nós precisamos de alimento na mesa”
“Na prática, trata-se de deturpar o papel constitucional do Estado, permitindo que a regularização fundiária, que deveria ser política técnica, impessoal, baseada em critérios legais, seja utilizada como mecanismo de suposta “proteção” a grupos que podem se autodeclarar defensores de direitos humanos, ainda que envolvidos em invasões ou ocupações ilegais”, comentaram. Apresentada no final do ano passado, a proposta aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Para o integrante da bancada, deputado José Rocha (União-BA), os projetos caminham no sentido de ampliar a segurança jurídica e enfrentar as ocupações ilegais. “Todos nós precisamos de alimento na mesa. Quem produz esse alimento é o produtor rural, é o cara que está trabalhando, com custos altos, e conseguiu adquirir a sua terra, e aí de uma hora para outra se vê atropelado por invasões, invasões que são políticas, ideológicas, descabidas e sem nenhum sentido”, destacou.













