Avicultura
Qualidade e sanidade da cama de aviário
Má qualidade de cama e manejo inadequado podem ser causas de doenças infectocontagiosas, gerar aumento dos custos de produção, condenações de carcaças, entre outros problemas
Artigo escrito por Evilásio Pontes de Melo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Vetscience
A cama de aviário tem uma série de funções importantes, tais como ser altamente absorvente, favorecendo a retenção da água das excretas; diluir as excretas, reduzindo o contato das aves com esta fonte de contaminação; isolar as aves, especialmente quando jovens, do frio induzido pelo piso; proteger as aves do contato com uma superfície dura e desconfortável. Por isto, a escolha de um material adequado para a cama é fundamental.
Uma má qualidade de cama e um manejo inadequado podem ser as causas da emergência de doenças infectocontagiosas, como também gerar aumento dos custos de produção devido ao aumento de refugos, condenações de carcaças, necessidades de tratamentos terapêuticos, baixo desempenho zootécnico e aumento de riscos para veiculação de patógenos para o consumidor. A presença de bactérias na cama é inevitável, embora a ocorrência de espécies bacterianas possa ser ligeiramente diferente quando se analisa caso a caso, gerando camas com uma grande variedade de organismos e com uma concentração alta de bactérias viáveis. A umidade está entre os fatores mais importantes sobre a qualidade da cama. Os fatores que afetam a umidade da cama são temperatura, ventilação, bebedouros, nebulizadores e sistemas de resfriamento evaporativo mal regulados, excesso de sal na dieta.
Cuidados com a cama
Com o aumento do número de aves/m2, o consumo de água aumenta e a deterioração da cama pode ser antecipada, quando sua altura convencional é mantida. Assim, para lotes criados no inverno a cama deve ter 10 ou mais cm de espessura por causa da alta umidade. Para o verão, a espessura deve ser de pelo menos 15cm quando as densidades são de 14 ou mais aves/m2.
A reutilização da cama não pode ser feita sem levar em consideração a presença de bactérias oriundas do lote anterior. A substituição sumária da cama a cada lote teria um grande impacto sobre o ambiente natural e no custo de produção. Há, portanto, a necessidade de esforços por parte da avicultura organizada para reduzir os impactos negativos da reutilização da cama, sem, porém, aumentar demasiadamente os custos de produção e a utilização de madeira, como aconteceria com a substituição da cama a cada lote.
Além da carga microbiológica, a cama reutilizada pode liberar produtos químicos, como a amônia, que são potencialmente nocivos às aves. Os tratamentos mais utilizados no Brasil são a fermentação e a adição de cal hidratada na cama. A fermentação da cama dentro do galpão é utilizada como uma forma de permitir que bactérias termófilas inativem os patógenos, sobretudo as Enterobactérias. A cama fica amontoada durante o período de vazio da instalação, em torno de 10 a 12 dias.
Entre os problemas decorrentes da presença de bactérias em altas concentrações podem surgir contaminações ao ambiente natural, infecções nos frangos e maior contaminação do trato digestório por bactérias indesejáveis, resultando em maior contaminação dos produtos oriundos do abatedouro. A presença frequente de patógenos na cama, especialmente da família das Enterobactérias como (Salmonellas spp, Escherichia coli) e bactérias zoonóticas (Salmonellas spp, E. Coli e Campilobacter spp) como em geral, é o que gera preocupações com respeito a possíveis problemas causados no lote de frangos e eventualmente na saúde do consumidor.
É importante considerar que a fermentação da cama não destrói substâncias químicas como inseticidas, herbicidas, antibióticos e quimioterápicos, micotoxinas e toxina botulínica, portanto quando da suspeita de intoxicações, a cama deve ser descartada. Na reutilização de cama devemos considerar que o intervalo entre lotes deva ser superior a 10 dias, ideal 14 dias.
Reutilização da cama
Outro importante fator envolvido na disseminação de Salmonella spp. e Clostridium spp. é a cama do aviário, que vem a ser uma cobertura de aproximadamente 5 cm, disposta sobre o piso do galpão, feita a partir de materiais como raspas ou serragem de pinho, eucalipto, madeira de lei, casca de arroz, bagaço de cana, sabugo de milho ou palha. A cama de aviário pode ser renovada a cada ciclo de produção ou reutilizada entre quatro e seis lotes de frangos, quando cada lote fica alojado por aproximadamente 45 dias, assim, de modo geral, a densidade situa-se entre 12 e 15 aves por m2 de aviário.
Para diminuir os custos de produção e o impacto ambiental, um manejo comumente utilizado nas criações de frangos é a reutilização da cama por um período variável de cinco até seis lotes consecutivos. No entanto, o grande problema em relação ao período ou número de lotes de reutilização está mais relacionado ao aspecto sanitário, não sendo recomendável reutilizar a cama quando o lote anterior passou por algum desafio sanitário relevante. Nos casos em que o aviário não passou por um período de desafio sanitário, a reutilização da cama poderá ser realizada desde que o seu tratamento seja adequado a fim de diminuir a população bacteriana presente, inclusive de possíveis bactérias patogênicas.
A abundante microbiota da cama de aviário tem como principal origem a excreta das aves, incluindo bactérias do grupo das Enterobactérias e outras bactérias com potencial zoonótico. A exposição das aves a bactérias indesejáveis através do contato contínuo com a cama contribui para a maior contaminação do trato digestivo e, mesmo quando não causam problemas sanitários a estas, podem contaminar as carcaças pela abertura acidental do inglúvio ou dos intestinos por ocasião do abate, o que caracteriza sua implicação em segurança dos alimentos, caso o produto seja contaminado.
Amônia
No verão, o uso de nebulizadores para arrefecimento da temperatura do ar no interior do galpão pode, quando mal regulado, molhar a cama e causar seu empastamento. No inverno, na tentativa de manter mais alta a temperatura, é comum diminuir muito a ventilação, o que leva ao excesso de umidade e de amônia no interior do galpão.
O gás amônia é incolor e irrita as mucosas não sendo percebido pelo olfato humano em níveis menores que 20 ppm. Sua origem está na decomposição do ácido úrico presente nas excretas das aves e de acordo com o protocolo de boas práticas de criação elaborado pela União Brasileira de Avicultura níveis de 25 ppm são o máximo permitido, sendo que níveis acima ocasionam perdas de peso médio de 90 g. por ave durante as sete semanas de alojamento.
Concentrações de amônia no ar acima de 60 ppm tornam as aves mais suscetíveis a doenças respiratórias, aumentam os riscos de infecções secundárias e afetam os processos fisiológicos de trocas gasosas. O gás ainda causa estresse aos frangos, o que leva à perda de peso e pode acometer a morte das aves. Um valor considerado acima do recomendado, que deve ser inferior a 20 ppm.
pH
Outro fator importante que também regula a volatização da amônia é o pH, que é minimizada com pH abaixo de 7,0. O pH é um indicador de elétrons dissociáveis podendo ser, até certo ponto, manipulado. O pH da cama pode variar desde o levemente ácido (pH 6,0) até francamente alcalino (pH 9,0). O pH da cama pode ser elevado ou reduzido a níveis que dificultam a multiplicação de bactérias. Essa variação da uma capacidade de multiplicação da maioria das bactérias de interesse na produção de frangos de corte, incluindo patógenos como Salmonellas e Campylobacter. No manejo da cama de frango, a diminuição do pH é mais utilizada como método de redução do impacto bacteriano, uma vez que também reduz a volatilização da amônia.
Insetos
Os insetos também são um grande problema para a produção de frangos de corte, uma vez que são vetores de doenças e muitas vezes afetam o desempenho das aves. Certamente o Alphitobius diaperinus, conhecido como cascudinho, é atualmente um dos grandes problemas da avicultura mundial, sendo também conhecido como praga secundária de derivados de grãos armazenados. Adaptou-se muito bem às condições dos aviários, onde se alimenta de ração, fezes e de animais mortos. Este inseto desempenha um papel importante na transmissão de numerosos agentes patogênicos, como vírus, fungos, protozoários e helmintos. Além disso, o besouro pode servir como fonte de infecção para Campylobacter spp., Escherichia coli, Salmonella spp. e várias outras bactérias.
O A. diaperinus causa prejuízos na criação de frangos de corte e perdas na condição sanitária da avicultura em todo o mundo. O contato direto do inseto com a cama dos aviários, assim como o hábito desse de se alimentar de aves moribundas e mortas, o faz um veiculador de diversos patógenos aviários. O A. diaperinus causa desvio alimentar com diminuição no desempenho, devido ao comportamento das aves de ciscar principalmente na fase inicial, fazendo com que substituam a ração balanceada por estágios larvais e adultos de A. diaperinus presentes na cama.
Para o controle do A. diaperinus, o habitat deve ser transformado em impróprio à sua proliferação. Práticas como estocar sobra de ração fora do local de criação, limpezas regulares dos silos de ração, retirada imediata de aves mortas, bem como adotar um manejo sanitário de controle desses insetos nos intervalos entre lotes são algumas estratégias e artifícios para minimizar e/ou controlar a ocorrência desses insetos nos aviários.
Considerações finais
Os avicultores e as empresas integradoras devem estar sempre atentos ao mercado consumidor, adequando sua produção às exigências e adaptando-se aos métodos de controle nacionais e internacionais. As condições de sanidade e bem-estar animal devem ser priorizadas para que se tenha um produto de excelente qualidade. Dessa forma, qualquer investimento realizado para manter a qualidade ambiental gera ao produtor bons resultados.
Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Avicultura
SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura
Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.
Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.
Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.
A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio
De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.
Avicultura
Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023
Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock
No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.
Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.
Avicultura
Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março
Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav
De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.
A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.
Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação
granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.
