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Qualidade do leite em foco

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O crescimento da bacia leiteira no oeste catarinense motivou a realização do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, nesta semana, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes em Chapecó. O evento foi promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas de Santa Catarina com o apoio de entidades como  UDESC, Epagri, Cidasc e das principais indústrias da Região Sul – Coopercentral Aurora Alimentos, Piracanjuba, BRF, Cooperalfa, Tirol, Tirolez, entre outras empresas. O evento integrou as atividades da Semana Sebrae/SC da Ciência e Tecnologia. 
O encontro técnico reuniu profissionais das principais empresas de processamento de leite e derivados da região sul e oportunizou debater temas como capacitação técnica de produtores, qualificação de mão de obra, inovação tecnológica, gestão da atividade leiteira, melhoramento genético de bovinos de leite, segurança alimentar e estratégias para minimizar os efeitos negativos do período de transição de vacas leiteiras, melhorando a qualidade e a produtividade. Os temas foram abordados por especialistas e pesquisadores nas áreas de nutrição, sanidade e gestão.
O presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, João Batista Lancini, destacou que a proposta do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de  Leite foi oferecer conteúdos e palestrantes que representem a vanguarda da produção de proteína animal para discutir as tendências do setor e como prevenir gargalos."A programação foi elaborada com base nas demandas pesquisadas entre os principais profissioanais de agroindústrias e cooperativas. Buscamos palestrantes nos maiores e mais avançados centros de pesquisa do setor. O SBSBL vem se consolidando no calendário de eventos dos profissionais que estão em busca de conhecimento e novas práticas ".
Na primeira tarde foi realizado um painel sobre “Qualidade do Leite”; na sequência foram  apresentados temas como o “Gerenciamento da Atividade Leiteira”, “Melhoramento genético de bovinos de leite”, “Higiene Zootécnica em Bovinocultura Leiteira” e “Estratégias para minimizar os efeitos negativos do período de transição de vacas leiteiras”.
O secretário de Agricultura de Cordilheira Alta e produtor de leite, Claudio João Possa, destacou que o evento é fundamental para ampliar o conhecimento sobre legislação e para reforçar a importância e o dever da produção de leite de qualidade.  “O mercado está cada vez mais exigente e, nós produtores, devemos nos manter atualizados para investir em inovações que garantam um produto de excelência”.
Além de exercer o cargo público, Possa trabalha em sua propriedade familiar de pequeno porte, situada em Cordilheira Alta. “Estamos investindo em tecnologia, melhoramento genético, alimentação balanceada e conforto animal para aumentar a produtividade das vacas e, consequentemente, a renda da família. Com o sistema convencional, produzimos em média, sete mil litros por mês. Nossa intenção, com os investimentos, é triplicar a produção em dois anos”, concluiu. 
O coordenador de qualidade da Coopercentral Aurora Alimentos, Alexandre Henrique Strassburger, salientou que o simpósio é importante porque tem foco para a qualidade e o combate a fraudes. “A indústria deve estar preparada com equipamentos e subsídios para fazer o máximo de análises, visando garantir a segurança alimentar do consumidor”. 
Segundo Strassburger, pensar em qualidade é fundamental porque trata-se de uma matéria-prima que está na mesa de toda a população. “Nós, da Coopercentral Aurora e cooperativas filiadas, temos grande preocupação com a sustentabilidade do produtor. É essencial que o produtor desenvolva matéria-prima de alta qualidade e baixo custo para que possa permanecer na atividade e no campo”.  
Strassburger explicou ainda que o leite de qualidade é um produto que não contém  resíduos químicos, com carga bacteriana reduzida, baixa contagem de células somáticas e alto teor de sólidos (gordura e proteína). “É esta a matéria-prima que a indústria busca e, por isso, a Aurora vem trabalhando forte na qualidade do leite por meio do Programa Aurora de Qualidade do Leite (PAQL). Nosso foco é o treinamento do produtor, do transportador e dos técnicos filiados nos padrões da IN62”, explicou. 
Atualmente, a linha de produção de leite longa vida da Aurora, situada em Pinhalzinho, processa até 280.000 litros/dia para produzir desnatado, semidesnatado ou integral. Essa linha emprega equipamentos avançados que incluem um ultrapasteurizador, duas máquinas de envase, dois acumuladores de linha, dois embaladores automáticos e um  termoencolhedor de filme.
Nesse setor foi ampliada a capacidade de estocagem, com incremento de 3.000 toneladas. Assim, a capacidade total da unidade subiu para 7.000 toneladas. Este armazenamento está estruturado em sistema drive in com seis posições verticais. Atualmente, 57 pessoas trabalham nesse setor.
 
Bacia leiteira catarinense
Santa Catarina é hoje o quinto  produtor nacional, o Estado gera 2,2 bilhões de litros/ano. Dentro de um modelo de produção famíliar, praticamente, todos os 190.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais. O oeste catarinense responde por 73% da produção com cerca de 50.000 estabelecimentos rurais.
 Enquanto a média nacional de crescimento das bacias leiteiras tradicionais nos últimos dez anos foi de 4,4%,  o oeste expandiu entre 8% e 15% o volume produzido. Hoje os estados de Minas Gerais e Goiás estão perdendo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul a posição de grandes produtores de matéria-prima láctea. Atualmente, o sul representa 33% da produção nacional de lácteos.
Semana da Ciência e Tecnologia
Além do Sebrae/SC, estiveram envolvidos nas ações da Semana da Ciência e Tecnologia na cidade polo do oeste,  as seguintes entidades e instituições: Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Associação Polo Tecnológico do Oeste (Deatec), Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Uruguai (Simovale), Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica da Unochapecó, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Chapecó (Simec), Inmetro SC, Prefeitura Municipal de Chapecó, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Sicoob Maxicrédito, Multi Centro Chapecó, Fundação Científica e Tecnológica em Energias Renováveis (FCTER), Instituto SAGA, Núcleo dos Veterinários do Oeste (Nucleovet), Unoesc, UFFS e Sindicato do  Comércio Varejista da Região de Chapecó (Sicom). 
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece em todo o País desde 2004 e é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com o apoio do Sebrae. Em Santa Catarina, o Sebrae/SC disponibilizou, gratuitamente, 34 clínicas tecnológicas, quatro showrooms tecnológicos e 51 seminários sobre diversos temas, como saúde, segurança, design, produtividade, sustentabilidade e inovação. As ações aconteceram em 40 cidades.

Fonte: MB Comunicação

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Faturamento da pecuária de leite aumenta 4,9% em 2025

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária de leite deve alcançar R$ 71,5 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 4,9% em relação aos R$ 68,1 bilhões registrados em 2024, o que demonstra recuperação gradual do setor.

Embora o avanço não seja tão expressivo, o aumento contínuo reflete um ambiente de preços mais equilibrado ao produtor, melhora no custo de produção após anos de forte pressão e ajustes nos sistemas de manejo e nutrição. A evolução nominal também ajuda a recompor margens que ficaram reduzidas em 2022 e 2023.

No ranking estadual, Minas Gerais segue como o maior produtor de leite do país, com VBP projetado de R$ 18,26 bilhões em 2025, acima dos R$ 17,83 bilhões registrados no ano anterior. O Paraná vem na segunda posição, com forte incremento para R$ 11,51 bilhões, impulsionado por sistemas intensivos, cooperativismo estruturado e maior eficiência produtiva. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás completam o grupo dos principais estados da atividade.

O histórico mostra uma curva de crescimento moderado, porém consistente: de R$ 53,7 bilhões em 2018 para mais de R$ 71 bilhões em 2025, uma alta sustentada por modernização, genética, mecanização e aumento da tecnificação das propriedades, especialmente entre cooperativas e bacias leiteiras consolidadas, mas é importante destacar que essa evolução ocorre em valores correntes, sem considerar a inflação acumulada no período, o que significa que parte do avanço reflete variações de preço, e não exclusivamente aumento de produção.

Com uma expansão de 4,9% e resultados mais equilibrados entre regiões, a cadeia do leite segue avançando em direção a maior estabilidade e competitividade, reforçando seu papel social e econômico no agronegócio brasileiro.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Adapar endurece regras e restringe trânsito de bovinos e búfalos com brucelose e tuberculose no Paraná

Nova portaria proíbe a movimentação de animais vivos de propriedades com focos confirmados, permitindo apenas o envio para abate imediato até a conclusão total do saneamento sanitário.

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Foto: SEAB

Para combater a brucelose e a tuberculose bovina, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou uma nova portaria que discorre sobre a movimentação desses animais. O documento determina a restrição ao trânsito de bovinos e búfalos oriundos de propriedades que tenham casos confirmados no Estado. Essas são doenças infecciosas que afetam o gado e são um risco também à saúde pública.

Portaria n° 013/2026 estabelece que as propriedades classificadas dentro desses critérios não podem movimentar seus animais, exceto para abate imediato, até a conclusão total do saneamento. “Portanto, não é permitido vender, doar ou transferir animais vivos dessas propriedades mesmo com exames negativos”, explica a chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas.

Foto: Pedro Guerreiro

Ela destaca que a conclusão do saneamento ocorre somente após o cumprimento integral dos trâmites sanitários, incluindo exames negativos de todos os animais elegíveis.

Segundo ela, essa restrição é necessária para evitar que produtores tenham seu rebanho contaminado pela aquisição de animais, quando os testes usuais não foram capazes de detectar a brucelose e a tuberculose.

“Um dos grandes desafios dessas doenças é que elas são muitas vezes silenciosas, ou seja, o animal pode estar infectado sem apresentar sinais visíveis. Nosso objetivo é reforçar a vigilância, prevenção e controle da brucelose e da tuberculose, protegendo a saúde pública e visando à erradicação dessas doenças”, afirma.

Marta observa que é importante considerar que, nos testes, existe a possibilidade de resultados falso-negativos, especialmente em fases iniciais da doença. Também podem ocorrer falhas na execução dos exames, influenciadas por fatores como manejo, contenção, estresse animal ou condições técnicas. “Diante desses riscos, a adoção de maior rigor no controle do trânsito de animais é uma medida preventiva e necessária para evitar a propagação silenciosa das doenças”, ressalta.

Além de manter ações de educação sanitária, com orientação a produtores rurais e profissionais que atuam no programa, a Adapar investirá na rastreabilidade dos animais, por meio da identificação individual. Esses critérios se afinam às normas instituídas em 2020 no Estado, por meio da Portaria n° 157 e, de lá para cá vêm evoluindo no combate a esses males.

Prevenção

Foto: Gisele Rosso

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mantém uma atuação contínua e estratégica no campo da sanidade e qualidade das práticas agropecuárias no Estado. Entre as diversas ações realizadas em 2025, destacou-se o trabalho de prevenção, controle e combate à brucelose e à tuberculose bovina.

Essas doenças têm grande relevância para as cadeias produtivas do Estado, especialmente para a pecuária leiteira, a segunda maior do País. A Adapar atuou de forma prioritária em relação a elas, reforçando o compromisso do Paraná com a segurança sanitária, a sustentabilidade e a competitividade do setor agropecuário. As ações de prevenção e controle das enfermidades são conduzidas pela Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de Saúde Animal (Desa).

O diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, destaca a importância dessas iniciativas para evitar problemas sanitários e garantir a saúde dos rebanhos no Estado. “A Adapar vem fazendo um excelente trabalho focado em ações preventivas e de educação sanitária, em áreas prioritárias com maior risco ou maior incidência das doenças, conseguindo assim melhores resultados, trazendo segurança para o consumo dos alimentos e para a saúde da população”, pondera.

Segundo dados da DIBT, houve uma queda de 17% do número de ocorrência de focos de brucelose bovina no Paraná em 2025 na comparação a 2024. Em relação ao número de focos de tuberculose bovina, foi registrado aumento de 4,5%, indicando maior detecção da doença e planejamento de novas ações para controle.

O chefe do Desa, Rafael Gonçalves Dias, explica que a redução no número de focos representa um avanço importante para erradicar as doenças, mas as ações devem ser contínuas.

“Durante o ano de 2024 foi registrado um alto volume de focos, e, embora em 2025 as ações de vigilância, novas ferramentas para o diagnóstico, educação sanitária e fiscalização tenham contribuído para a diminuição dos casos, a brucelose e a tuberculose continuam ocorrendo em diversas regiões do Estado, o que exige atenção e trabalho contínuo em relação ao controle das duas doenças” afirma.

Fonte: AEN-PR
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Nutrição estratégica impulsiona produtividade do rebanho com sistemas de Terminação e Recria Intensiva a Pasto

Modelos de TIP e RIP combinam tecnologia nutricional, eficiência econômica e atendem às exigências de sustentabilidade do mercado.

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Foto: Pixabay

A intensificação da pecuária a pasto vem ganhando tração no Brasil ao combinar aumento de produtividade, melhora da eficiência econômica e avanços em sustentabilidade. Nesse movimento, os sistemas de Terminação Intensiva a Pasto (TIP) e Recria Intensiva a Pasto (RIP) deixaram de ser práticas pontuais e passaram a ocupar espaço crescente nas fazendas, impulsionados pela busca por carne de qualidade e por sistemas produtivos mais previsíveis.

A lógica desses modelos está no uso mais eficiente das pastagens, associado à suplementação nutricional planejada para cada fase do ciclo produtivo. O resultado é a elevação consistente do desempenho animal, mesmo em cenários climáticos adversos. “TIP e RIP são estratégias que ajudam o produtor a extrair o máximo potencial das pastagens, corrigindo deficiências nutricionais e garantindo desempenho superior mesmo em condições climáticas desafiadoras”, afirma a zootecnista Mariana Lisboa.

Foto: Fabiano Bastos

Embora complementares, os dois sistemas atuam em momentos distintos da produção. A TIP é aplicada na fase final de engorda e busca acelerar o ganho de peso e melhorar o acabamento de carcaça em menos tempo. Já a RIP atua na recria, etapa decisiva para o desenvolvimento estrutural do animal. Ao encurtar esse período, a recria intensiva antecipa a entrada do gado na terminação e eleva a eficiência do sistema como um todo.

Os ganhos produtivos em relação ao manejo extensivo tradicional são expressivos. Em sistemas convencionais, o ganho médio diário costuma variar entre 400 e 600 gramas. Na recria intensiva, esse indicador pode ultrapassar 900 gramas, enquanto na terminação intensiva os ganhos chegam a variar entre 1,2 kg e 1,6 kg por animal ao dia. “A suplementação adequada reduz os efeitos da sazonalidade e minimiza perdas nos períodos de seca ou de transição climática. A nutrição estratégica é o pilar desses sistemas. Sem ela, o potencial produtivo do TIP e do RIP fica comprometido”, ressalta Mariana.

Do ponto de vista econômico, a redução do ciclo produtivo é um dos principais atrativos. Com animais prontos mais cedo, o produtor aumenta o giro do rebanho ao longo do ano, amplia a produção por hectare e dilui custos fixos ligados à sanidade, à mão de obra e ao manejo. O efeito final é uma melhora na margem da arroba e maior competitividade frente a outros sistemas de produção.

A intensificação a pasto também dialoga com as exigências crescentes do mercado por práticas sustentáveis. Ao elevar a produtividade sem expansão de área, os sistemas TIP e RIP contribuem para o uso mais racional do solo e para a redução da pressão por abertura de novas áreas. Além disso, ciclos produtivos mais curtos estão associados a menores emissões de metano por quilo de carne produzido. “Hoje, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito de mercado, e os sistemas TIP e RIP atendem plenamente a essa demanda”, afirma a zootecnista.

Foto: Arnaldo Alves

A adoção dos sistemas exige, no entanto, condições mínimas de infraestrutura e manejo. Pastagens bem formadas, piquetes adequadamente divididos e acesso à água são requisitos básicos. O TIP é mais indicado para lotes uniformes e próximos do abate, enquanto o RIP se encaixa melhor em propriedades focadas na recria de bezerros.

Em ambos os casos, o sucesso depende de suplementação ajustada a cada fase e de mão de obra capacitada para evitar falhas operacionais. “Na recria, os suplementos proteicos estimulam o crescimento estrutural e garantem ganho de peso com bom custo-benefício. Já na terminação, a suplementação energética, associada a minerais e aditivos, acelera o ganho de peso e promove uniformidade no acabamento da carcaça”, explica Mariana.

Com suporte técnico adequado, os resultados podem incluir ganhos médios diários superiores a 1 kg, carcaças bem acabadas e lotes mais homogêneos, características valorizadas pela indústria frigorífica. Na prática, há registros de redução do ciclo produtivo em até 30%, o que se traduz em retorno mais rápido do capital investido.

Para produtores interessados em migrar para o modelo, a recomendação é começar de forma gradual, com bom planejamento da área, lotes menores e acompanhamento técnico próximo. “O TIP e o RIP representam um marco na evolução da pecuária brasileira”, resume Mariana.

Fonte: O Presente Rural com Axia Agro
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