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Qualidade do Brahman brasileiro impressiona jurado internacional da 18ª ExpoBrahman

Evento teve faturamento de quase R$1 milhão e encerrou o calendário de exposições da raça.

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Jurado PJ Budler afirmou que a raça Brahman mudou a cara da pecuária mundial de carne e as exposições têm refletido essa realidade

Um dos grandes conhecedores da raça Brahman no mundo, o jurado internacional PJ Budler esteve no Brasil para atuar na 18ª Exposição Internacional da Raça Brahman, em Uberaba/MG, e ficou impressionado com os rumos da seleção do rebanho brasileiro. “Os animais que competiram na ExpoBrahman têm qualidade para vencer em exposições de qualquer país do mundo. São bovinos de muita beleza racial e de morfologia apropriada para a raça, cuja genética está sendo utilizada ao redor da América Latina e promovendo o melhoramento dos rebanhos desses países.”, diz PJ Budler, que já atuou em exposições de dezenas de países e descende de uma família de criadores do Sul da África e atualmente reside no Texas.

Pela primeira vez no Brasil, o jurado atuou entre os dias 13 e 15 de outubro nas duas competições da ExpoBrahman: Julgamento de Pista e Brahman a Campo (cuja finalidade é identificar os melhores exemplares criados a campo, com foco no desempenho na pecuária extensiva de corte). Concorreram 190 animais de 12 criatórios. “O jurado precisa avaliar os animais com base em critérios que valorizem bovinos produtivos e funcionais, assegurando ao mercado que os exemplares vencedores nas exposições também são extremamente eficientes”, explica PJ Budler.

No julgamento Brahman a Campo, o expositor Alexandre Ferreira, do criatório Brahman Vitória, em Araçatuba/SP, conquistou os dois Grandes Campeonatos e os títulos de Melhor Criador e Melhor Expositor. A Grande Campeã foi MS Vitoria 7130 e o Grande Campeão foi MR Vitoria.

Já no julgamento de pista, a Grande Campeã foi Cabr Lady Anabel 3179/2, do expositor Paulo de Castro Marques, da Casa Branca Agropastoril, no município de Silvanópolis/MG. O Grande Campeão foi MR Jupiter Assu 1172, do expositor Edgar Silva Ramos, Brahman Assu, Rio das Flores/RJ. O Melhor Expositor foi Clodoaldo Sérgio Bendilatti, da Fazenda Terra Verde, em Marília/SP. O Melhor Criador foi Alexandre C. Ferreira.

Para o jurado PJ Budler, a raça Brahman mudou a cara da pecuária mundial de carne e as exposições têm refletido essa realidade. “Em regiões tropicais e subtropicais, como na Ásia, norte da Austrália, região central e sul da África e alguns países da América Latina, onde predominavam rebanhos com baixa produção, a genética Brahman imprimiu mais carne e produtividade”, acredita Budler.

Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil, Gustavo Rodrigues, a seleção da raça no Brasil também caminha nesta direção. “Ter o reconhecimento de um profundo conhecedor de Brahman no mundo, como Budler, de que os criadores brasileiros estão na direção certa é um incentivo para continuarmos a investir no melhoramento genético da raça”, destaca Rodrigues.

Fotos: Divulgação/Brahman

Leilão e degustação de carne

A 18ª ExpoBrahman também teve venda de genética. O Leilão Joias do Brahman, ocorrido em 13 de outubro, comercializou fêmeas, embriões e reprodutores da raça, fechando com uma movimentação financeira de R$ 836 mil. Já o Leilão de Sêmen, ocorrido no dia 14 de outubro, ofertou material genético de importantes touros do Brasil e de outros países doados por associados. As vendas durante o pregão somaram R$ 124 mil.

Outro destaque da ExpoBrahman foi o “Churrasco Brahman”, comandado por Paulo Guimarães, médico-veterinário, criador e proprietário do restaurante Matturado, em Goiânia (GO), onde a paixão pelo Brahman está presente até no cardápio. Vários pratos levam o nome de reprodutores da raça. “Uma carne marmorizada, saborosa e de extrema qualidade. É isso que a raça Brahman precisa mostrar ao mercado”, destaca Guimarães. A carne utilizada no evento é de uma novilha Brahman e foi doada pelo criador Alexandre Ferreira.

 

Fonte: Ascom

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Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e alcançam 194 milhões de hectares no Brasil

Área tratada cresce 28% em um ano, bionematicidas avançam 60% e inoculantes já estão presentes em 77 milhões de hectares, puxados por soja, milho e cana

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Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais de R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior. No mesmo período, a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024. Os números, divulgados pela CropLife Brasil, indicam expansão acelerada do uso de soluções biológicas no manejo agrícola, especialmente dentro de estratégias de manejo integrado de pragas.

Para Renato Gomides, gerente executivo da entidade, o crescimento está associado tanto a fatores conjunturais quanto estruturais enfrentados pelo produtor rural. “Quem acompanha a agricultura, sabe que o produtor enfrenta vários desafios como variabilidade de preço de commodities, de preço de produtos ou taxas de juros elevadas, que são desafios conjunturais da situação econômica e setorial do país. E existem desafios estruturais na produção, ligados à crescente pressão por soluções mais sustentáveis no campo. E os bioinsumos surgem exatamente nesse cenário, como uma tecnologia viável e integrada, para alcançar uma produção mais sustentável”, afirmou.

O crescimento do insumo biológico no campo está atrelado a um conjunto de fatores, como a profissionalização e expansão da indústria, a necessidade de combate a pragas resistentes pelo manejo integrado de insumos químicos e biológicos, a busca por soluções sustentáveis para a lavoura e a maior adoção do produto (em repetidas aplicações ou misturas).

Segmentos

A CropLife Brasil monitora quatro segmentos no mercado de bioinsumos: biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em 2025, a distribuição da área tratada entre esses segmentos foi concentrada principalmente em inoculantes, que representaram 40% do total, seguidos por bioinseticidas (24%), bionematicidas (23%) e biofungicidas (13%).

Os inoculantes, compostos por bactérias fixadoras de nitrogênio, foram aplicados em 77 milhões de hectares no ano passado, o que evidencia a crescente adoção dessa tecnologia na transição da agricultura brasileira para modelos de baixa emissão de carbono.

O desempenho entre 2024 e 2025 mostra um avanço mais expressivo dos bionematicidas, que ampliaram sua área de uso em 16 milhões de hectares, um salto de cerca de 60% ano a ano. Esse crescimento sinaliza a consolidação dos bionematicidas como um componente relevante das práticas de manejo sustentável no país. “Os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam cada vez mais uma realidade no campo, é o que reflete a confiança do produtor rural no uso dessa tecnologia. Se observarmos o crescimento do triênio (2022-2024), nós já víamos um aumento na ordem de 15% ao ano. Já em 2025, houve um crescimento de 28% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 194 milhões de hectares. O principal destaque que temos são os bionematicidas, que tiveram aumento de 60% em área tratada, adicionando 16 milhões de hectares no ano. Esse avanço mostra como a adoção vem sendo acelerada, principalmente em culturas de larga escala”, destacou a diretora de bioinsumos da entidade, Amália Borsari.

Já com relação ao valor de mercado do insumo biológico em 2025, o movimento de crescimento é igualmente relevante, com alternância dos destaques. A ordem dos segmentos fica em bioinseticidas (35%), bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%).

O segmento dos biofungicidas (microrganismos como bactérias e fungos) foi o que mais cresceu em valor (41%), atingindo R$ 1,4 bilhão. A tecnologia vem sendo utilizada no controle de doenças complexas como o mofo branco e a ferrugem.

Desempenho culturas agrícolas e estados

Entre os cultivos, a soja (62%), o milho (22%) e a cana (10%) são as culturas mais consolidadas no uso de bioinsumos. Além delas, o conjunto de outras culturas como algodão, café, citrus e hortifruti (HF) somam, aproximadamente, 6%.

Mato Grosso é o estado que mais utiliza bioinsumos, puxado pelo cultivo da soja, que adota inoculantes em 90% da área da cultura. Em seguida, São Paulo e Goiás assumem os segundo e terceiro maiores mercados de bioinsumos, com 17% e 14% de área tratada pela tecnologia, respectivamente. O desempenho do estado paulista é impulsionado pelo cultivo da cana e pelos cítricos.

A região de Matopiba, que envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, crescente cinturão de produção de grãos, representa 11%. “O cenário para os defensivos biológicos é promissor, evidencia o panorama de 2025. O produtor já compreende a importância da tecnologia, que complementa as práticas adotadas na proteção de cultivares”, salienta Gomides.

Fonte: Assessoria CropLife Brasil
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Faesc solicita redução temporária do ICMS do diesel para aliviar custos no campo em Santa Catarina

Pedido, com apoio da CNA, relaciona alta do petróleo à pressão sobre colheita e plantio da segunda safra e mira o principal insumo logístico da produção agropecuária.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

A guerra no Oriente Médio desestabilizou as cadeias de suprimento de petróleo provocando forte alta de preços dos seus derivados, situação que também afeta a agricultura brasileira. Para aliviar os efeitos para o produtor rural catarinense, em expediente enviado ao governador Jorginho Mello, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) reivindicou, com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a redução dos tributos estaduais sobre o diesel.

Presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, justificou que a solicitação decorre dos recentes aumentos nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional – Foto Divulgação/Imagem e Arte

No documento, o presidente José Zeferino Pedrozo pede a adoção de medida emergencial para a redução imediata e temporária das alíquotas do Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre a importação, produção, distribuição e comercialização de óleo diesel no Estado. Ele argumenta que, atualmente, os tributos estaduais adicionam valor significativo do diesel comercializado e entre os diversos tributos incidentes sobre o combustível, destaca-se o ICMS.

Pedrozo justifica que a solicitação decorre dos recentes aumentos nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, considerando os impactos sobre a economia nacional, sobretudo em um período sensível ao setor agropecuário, marcado pela colheita e o plantio da segunda safra. “Os efeitos desse cenário sobre os custos de produção e a atividade econômica nacional geram grande preocupação”, relata o dirigente.

A redução temporária das alíquotas do imposto estadual contribuirá para mitigar os efeitos do aumento dos combustíveis sobre toda a economia nacional, com reflexos diretos na redução dos custos de produção agropecuária, na moderação dos preços dos alimentos ao consumidor e na diminuição das pressões inflacionárias. Além disso, a medida poderá proporcionar um ambiente macroeconômico mais estável, contribuindo para a trajetória de redução da taxa básica de juros (Selic).

Foto: Shutterstock

Na avaliação da Faesc, a redução tributária será compensada pelo aumento da produção nacional de petróleo e de seus derivados, bem como pela ampliação da atividade econômica e da arrecadação decorrente desse dinamismo.

Reivindicação semelhante também foi encaminhada ao Governo Federal, com vistas à avaliação de medidas relativas ao PIS/Pasep e Cofins, também incidentes sobre o diesel.

O presidente da Faesc espera apoio do Estado e vai contribuir com propostas que auxiliem na redução dos custos logísticos e produtivos associados aos recentes conflitos geopolíticos, que impactam a economia brasileira.

Fonte: Assessoria Faesc
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Paraná quer regularizar 123 propriedades rurais com programa fundiário

Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com o Programa Justiça no Bairro do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), pretende legalizar pelo menos 123 propriedades rurais em 2026.

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Foto: Ari Dias/AEN

O Instituto Água e Terra (IAT) prevê consolidar o programa “Meu Pedaço de Chão”, uma parceria do órgão ambiental com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), com a regularização de pelo menos 123 propriedades rurais em 2026. O número é 260% superior ao realizado no ano passado, quando foram legalizados 34 imóveis em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba – outros 87 processos estão em trâmite no município, com expectativa de conclusão até dezembro.

O trabalho nesta etapa ficará concentrado em Piên, na região Sul do Paraná. O IAT já iniciou a fase de estudo em 266 lotes, com meta para regularizar pelo menos metade deles ainda neste ano. Paralelamente, em Doutor Ulysses, na Região Metropolitana de Curitiba, o órgão começa neste semestre o cadastramento das pessoas que serão beneficiadas.

Foto: Alessandro Vieira/Arquivo SEDEST

Lançado em 2023, o “Meu Pedaço de Chão” é uma vertente do programa Justiça no Bairro e tem como objetivo legitimar, por meio da posse, terrenos sem registro localizados no Estado. Pela proposta, técnicos do Instituto vão a campo cadastrar os beneficiários e georreferenciar as áreas nos moldes da legislação federal, com a elaboração do mapa e do memorial descritivo do imóvel a ser regularizado, estabelecendo os limites da propriedade.

O passo seguinte é a confecção de ações judiciais que tramitam via Justiça no Bairro, programa do TJ-PR, para a declaração de propriedade e posterior registro do imóvel no cartório competente. O modelo adotado é o de usucapião, forma de adquirir a propriedade de um bem móvel ou imóvel através da posse contínua.

Confirmado todos os requisitos estabelecidos pela Justiça, a titulação, então, é entregue gratuitamente às famílias, concedendo oficialmente o direito da posse sobre a área. O apoio jurídico é coordenado pelo TJ-PR durante todo o processo. O prazo de conclusão é estimado em 60 dias, conforme a documentação necessária.

“O objetivo principal desse projeto é dar aos pequenos produtores a possibilidade de resolver esse passivo fundiário, diminuindo as desigualdades regionais em todo o Estado”, afirma o diretor de Gestão Territorial do IAT, Amílcar Cavalcante.

Com base no Cadastro Ambiental Rural (CAR), estima-se que o Paraná possui hoje aproximadamente 530 mil imóveis rurais. Desse total, levantamentos do Estado calculam que cerca de 20% apresentam ocupantes que não possuem o imóvel em seus nomes. O problema se concentra especialmente na RMC, Litoral e regiões Centro-Sul e Campos Gerais.

“Esse é um trabalho do Governo do Estado que tem um lado social muito forte. Garantir o documento da terra, que muitas vezes é o único patrimônio que a pessoa conquistou durante toda a vida, é sempre um sonho”, acrescenta o diretor.

Como funciona

Para participar, o município deve se cadastrar no programa por meio do IAT. As prefeituras ajudam na triagem das famílias beneficiadas e na coleta da documentação. A proposta prioriza cidades que já possuem georreferenciamento prévio e foca em cidadãos da agricultura familiar.

A ação de usucapião exige a comprovação da posse da terra, como a apresentação de contas de luz pagas pelo cidadão, cadastro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Paraná (Incra) ou até depoimentos da vizinhança, além da apresentação de documentos pessoais e de renda que indiquem a renda familiar de até três salários mínimos.

“A usucapião normalmente é demorada porque a pessoa tem de convencer o juiz de que realmente é detentora daquele direito, daquela área. Mas, ajuizada no Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná do TJPR, o Projudi, pelo nosso programa, todas as questões legais já são cumpridas e a documentação refinada, há casos em que a sentença saiu em até 60 dias”, diz Cavalcante.

Tecnologia

Para garantir a agilidade e evitar que o produtor rural precise se deslocar até o Fórum, o programa incorporou novas tecnologias. As entrevistas com testemunhas e confrontantes, por exemplo, são feitas na própria propriedade, utilizando aparelhos celulares.

Os servidores gravam as respostas em vídeo, baseados em um roteiro de perguntas elaborado previamente pelo juiz do caso. O material é anexado ao processo, evitando a marcação de audiências presenciais. Para o futuro, o IAT já estuda o uso de antenas Starlink para garantir conexão de internet nas áreas mais remotas e permitir o envio dos dados em tempo real para os sistemas da Justiça.

Segundo a assistente técnica do IAT, Eunice Salles, a iniciativa foca também em melhorar a realidade econômica das regiões com os menores Índices de Desenvolvimento Humano do Paraná. “Sem documento de terra, eles não conseguem acessar linhas de crédito rural, crédito bancário, programas de apoio governamental e incentivos para melhorar a produção”, explica.

Fonte: AEN-PR
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