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Qualidade de ovos com suplementação de minerais orgânicos em poedeiras comerciais

O setor de produção de ovos para consumo tem uma perda considerável do produto ao longo de todo o processo, desde a coleta dos ovos nos galpões até a entrega nos estabelecimentos de vendas, esse problema está relacionado a quebras e trincas da casca. Quanto mais velha a ave pior é a absorção e aproveitamento de nutrientes pelo trato gastrointestinal, além disto, o peso do ovo aumenta, porém, a deposição de cálcio não, ou seja, há produção de ovos maiores com cascas mais finas, e assim a qualidade do mesmo tanto interna quanto externa é menor.
A nutrição adequada ao longo do desenvolvimento e ciclo de postura é essencial para que se atenda todas as exigências de acordo com a fase de vida da ave, sendo que, a suplementação de microminerais tem ganhado especial atenção entre pesquisadores e produtores. Os microminerais são elementos essenciais em vários processos bioquímicos fundamentais ao crescimento, desenvolvimento, formação óssea e produção e, portanto, relacionam-se de forma direta ou indireta com a formação e qualidade de ovos.
O manganês e o zinco são cofatores de metaloenzimas envolvidas na síntese de mucopolissacarídeos e carbonato que compõem a matriz orgânica da casca, sendo fundamentais para a formação da mesma. O cobre está envolvido no metabolismo do ferro e oxigênio, síntese de colágeno e elastina, é integrante de proteínas do sangue, importante na formação de ossos, desenvolvimento e coloração de penas. Apesar de seu papel na formação da casca ainda não estar completamente definido, a deficiência de cobre resulta em alterações no tamanho, forma e textura da casca e alta incidência de ovos de casca fina. O ferro é constituinte de hemoglobina e mioglobina envolvidas na oxidação, redução e transporte de elétrons, indispensável aos processos vitais do organismo.
Para melhorar sua disponibilidade biológica, os microminerais têm sido associados a compostos orgânicos como aminoácidos (metionina, glicina) que dão maior estabilidade e solubilidade à molécula facilitando, assim, sua absorção pelo organismo e proporcionando melhorias na vida útil da ave.
Junqueira (2008) relatou que os microminerais orgânicos podem alcançar taxas de absorção acima de 90% enquanto microminerais inorgânicos possuem taxa de absorção em média de 10 a 18 % nos animais.
Carvalho et al. (2016) observou aumento no percentual de matéria mineral em albúmen, gema e casca, indicando que a inclusão de microminerais de fonte orgânica as dietas das poedeiras favoreceu a deposição mineral nesses componentes dos ovos, mesmo quando o nível de inclusão foi de 70% de micromineral orgânico e nada de micromineral inorgânico, o que aponta para maior biodisponibilidade dos microminerais de fonte orgânica em relação à fonte inorgânica. Isso possivelmente ocorreu porque os microminerais orgânicos se utilizam de vias de absorção das moléculas orgânicas às quais estão ligados, favorecendo sua absorção por evitar a competição dos microminerais pelo mesmo transportador, tornando-os mais prontamente transportáveis e absorvíveis para utilização pelo organismo mesmo em níveis de suplementação inferiores aos comumente praticados em granjas comerciais.
Citado por Saldanha (2008), Lundeen (2001) demonstraram melhora da qualidade da casca com dietas suplementadas com manganês e zinco quelatados, comparadas com dietas suplementadas com a forma inorgânica.
Uma vez que a suplementação com minerais orgânicos na nutrição de poedeiras é cada dia mais evidenciada para melhora da qualidade do ovo, com destaque a casca, foi que a VLN Feed desenvolveu uma mistura com glicinatos (minerais quelatados com glicina), com zinco, manganês e cobre, chamado VLN MINER. Um produto que contem em sua composição minerais orgânicos de alta biodisponibilidade permitindo o melhor equilíbrio da dieta, rentabilidade da atividade por meio de ovos mais uniformes e casca mais resistente, sem desgaste da ave.
Jane Gonçalves – Gerente técnica da VLN Feed
Literatura consultada
Carvalho, L.S.S. et al. Qualidade de ovos e desempenho produtivo de poedeira em segundo ciclo de postura alimentada com microminerais quelatados e aminoácidos. Ciência Animal Brasileira (GO), v.17 (4), p.491-500 (out-dez), 2016.
Junqueira, O.M. Nutrição animal – Quelatos na alimentação animal – Boletim técnico, 2008. Capturado em 11 fev. 2014. Online. Disponível em: http://www.pedrovet.com.br/trabalhosC/QuelatosnaAlimentacao
Saldanha, E.S.P.B. Efeito de minerais orgânicos no desempenho, qualidade de ovos e qualidade óssea de poedeiras semi-pesadas no segundo ciclo de produção. 20080. 90 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, Botucatu, 2008.

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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



