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Qual o impacto e a importância do uso da tecnologia no agronegócio?

Falar sobre o agro é abrir margem para as mais diversas oportunidades e recursos que podem ser aplicados no setor.

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Foto: Arquivo/OP Rural

O agronegócio é pop, mas ele também é, sobretudo, tecnologia. Afinal, nos últimos anos, vimos crescer gradativamente a presença de recursos tecnológicos nas atividades agrícolas, reforçando a sua importância para o desempenho do segmento. Por sua vez, mais do que enfatizar esse aspecto, é fundamental compreender a fundo quais os impactos e necessidade do uso da tecnologia no dia a dia das atividades desempenhadas.

Não há como negar a participação ativa que o agronegócio possui na economia brasileira. Só no primeiro trimestre deste ano, o setor saltou 21,6%, em relação aos três últimos meses de 2022 – consolidando o melhor resultado em 26 anos. E, como reflexo desse avanço, acabou impulsionando o PIB que, no mesmo período, cresceu 1,9%.

Tendo em vista a magnitude do agronegócio, é importante destacar a relevância da tecnologia para que o segmento venha mantendo o seu desempenho promissor. Engana-se quem pensa que a sua presença se restringe apenas a maquinários e sistemas de acompanhamento de produção – que, embora sejam peças fundamentais para seu crescimento, o uso de recursos tecnológicos também é essencial para os aspectos de gestão, contribuindo, como exemplo, para guiar o melhor caminho para tomadas de decisão de forma rápida e precisa.

Até porque, mesmo o agronegócio despontando sua relevância na economia, ainda assim, trata-se de um setor que possui suas particularidades. Não à toa, atualmente, vemos um processo de reestruturação tecnológica em que a maioria dos negócios que foram criados em núcleo familiar e com a sucessão das novas gerações, vem buscando cada vez mais aderir métodos embasados na inovação para simplificar e agilizar os processos, garantindo assim uma performance ainda mais eficiente.

Mas, apesar da tecnologia no agro ser uma realidade, nem todas as empresas estão de fato preparadas para utilizá-la. Esse, sem dúvidas, segue como um dos principais desafios a serem superados no setor, uma vez que de nada adianta investir em diversas ferramentas e soluções, sem saber como aplicá-las corretamente de forma estratégica, se tornando um impeditivo para o seu crescimento.

Contudo, para este problema especificamente, há uma solução. Centralizar as informações em um único software, como um ERP, sempre será o caminho mais simples e assertivo para uma gestão eficiente. Através do uso de uma única ferramenta gerencial para as atividades do campo, ganhos como redução de custos e tempo, agilidade, maior dinâmica dos processos, indicadores com total precisão acerca da performance produtiva e a automatização, despontam como benefícios extremamente promissores para o setor.

Obviamente, para que esses ganhos sejam obtidos de forma correta, é preciso contar com o apoio de profissionais experientes na área. E, diferentemente do que se diz por aí, a tecnologia não irá substituir a mão de obra humana, mas sim abrir oportunidades. Afinal, além de impulsionar o cenário econômico, o agronegócio também vem fortificando a sua demanda por profissionais.

Como prova disso, de acordo com o estudo da Agência Alemã de Cooperação Internacional, nos próximos dois anos, o agronegócio deve gerar no Brasil 178 mil novas vagas voltadas para aqueles que dominem as tecnologias digitais. Porém, haveria apenas 32,5 mil profissionais para essas vagas, resultando em um gap de 82%.

Esse é mais um fator que confirma que o agronegócio segue sendo um setor que irá manter o seu alto ritmo de crescimento e oportunidades. Além disso, não podemos deixar de falar da incorporação de cada vez mais tendências nas atividades de campo, desde drones, rede 5G, telemetria, captação de imagens, dentre tantos outros recursos.

Certamente, o cenário empolga. Mas, como falamos, não basta ter a tecnologia, sem saber como usá-la de forma estratégica. Por isso, para se obter exímio desempenho, é fundamental que, durante a jornada rumo a transformação digital, as empresas tenham a presença de uma consultoria especializada no ramo, com a máxima experiência nas dores sentidas pelo segmento e que compreenda as complexidades existentes, orientando no melhor caminho rumo a unificação entre tecnologia e gestão eficiente.

Falar sobre o agro é abrir margem para as mais diversas oportunidades e recursos que podem ser aplicados no setor. No entanto, o seu sucesso dependerá de passos, decisões e conhecimentos que devem ser adquiridos desde já. Devemos aproveitar o máximo crescimento do agronegócio brasileiro e tomar medidas que alavanquem ainda mais o seu potencial. E, para isso, a tecnologia sempre terá sua importância.

 

Fonte: Por Maykell Pereira, diretor de operações da Auma Tecnologia e Rogério Capucho, co-Ceo da SPS Group.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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