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Quais são as tendências que vão atingir a indústria brasileira nos próximos anos? 

Rede de Observatórios do Sistema Indústria mapeou as macrotendências globais que podem afetar a indústria brasileira até 2040.

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Fotos: Jonathan Campos

Compreender os movimentos globais que vão impactar a organização dos fluxos produtivos e o consumo nas próximas décadas é crucial para auxiliar o setor produtivo na formulação de planejamentos e estratégias a médio e longo prazo. Neste contexto, a Rede de Observatórios do Sistema Indústria mapeou e analisou as principais macrotendências que devem afetar a indústria brasileira até 2040 e sugeriu ações de como os setores poderão se organizar para aproveitar as oportunidades e se defender das ameaças geradas.

Para identificar essas tendências em nível global foi feito um levantamento exploratório em publicações e artigos científicos, nacionais e internacionais, bem como consultas a ferramentas de inteligência artificial. Em seguida, os conteúdos foram estruturados em uma matriz e foram feitas oficinas colaborativas com especialistas para análises mais complexas.

Foto: Ari Dias

Esse processo analítico identificou 14 macrotendências com potencial de impacto em toda a indústria nacional. Elas abrangem aspectos diversos, como mudanças nos padrões de consumo, novas tecnologias de produção, questões ambientais e transformações sociais.

“As análises geradas por este tipo de estudo permitem que organizações identifiquem oportunidades emergentes, antecipem riscos e alinhem suas estratégias a cenários de transformação, aumentando a resiliência e a capacidade de adaptação em contextos de incerteza”, explica o responsável pelo núcleo de prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, Marcello Pio.

O gerente do Observatório da Federação de Indústrias do Paraná (Fiep), Sidarta Ruthes, explica também que o intuito do levantamento é induzir posicionamentos mais ativos das indústrias frente às tendências globais. “O estudo é capaz de influenciar planejamentos estratégicos e processos de criação de novos produtos e serviços para a indústria brasileira sair na frente”.

O que vai impactar o setor produtivo até 2040  

  • Cadeias multidimensionais:

Cadeias multidimensionais são redes complexas de produção, distribuição e consumo que abrangem várias geografias, setores, produtos e serviços. Podem envolver uma variedade de atores, incluindo fornecedores, fabricantes, distribuidores, varejistas e consumidores.

  • Consumo singular:

Refere-se à crescente demanda dos consumidores por produtos e serviços personalizados que atendam às suas necessidades e preferências individuais.

  • Cultura do bem-estar:

Está relacionada à crescente preocupação da população com o bem-estar e a qualidade de vida, envolvendo saúde física, mental, emocional e social. Cuidados com a alimentação, prática de atividades físicas e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são aspectos relevantes dessa macrotendência.

  • Desigualdades socioeconômicas:

Diz respeito à disparidade na distribuição de recursos e oportunidades entre diferentes grupos sociais e econômicos, incluindo desigualdades de renda, gênero, raça, riqueza, educação, saúde e oportunidades de emprego.

  • Educação ubíqua

Educação ubíqua envolve uma abordagem na qual a educação pode ocorrer a qualquer hora e em qualquer lugar, centrada nas necessidades e nos interesses dos indivíduos.

  • Escassez de recursos

Essa tendência alerta para a diminuição da disponibilidade de recursos naturais, como água, materiais orgânicos, minerais e energia, essenciais para atender às necessidades humanas.

  • Instabilidade geopolítica

Foto: Ari Dias

Trata-se de conflitos, tensões ou incertezas entre nações que podem afetar a estabilidade política e econômica global. Essa macrotendência está diretamente relacionada a tensões comerciais, conflitos armados e ao surgimento de movimentos extremistas, nacionalistas e fundamentalistas.

  • Mudanças climáticas

Um dos grandes desafios atuais é entender como lidar com as alterações de longo prazo nos

padrões climáticos, incluindo temperatura, umidade e pluviosidade. Essas transformações resultam em desequilíbrios ambientais e riscos à vida humana, animal e vegetal, além do aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como inundações, ondas de calor, secas, tempestades tropicais e nevascas.

  • Reconhecimento de diversidade

Essa tendência enfatiza a crescente valorização das diferenças individuais e coletivas, incluindo gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, habilidades físicas e mentais, religião e cultura.

  • Transformações epidemiológicas

As mudanças nos padrões de doenças e condições de saúde que afetam as populações ao longo do tempo também tem impacto em todo setor produtivo. Devido ao avanço da medicina e das condições sanitárias da população, observa-se a diminuição de doenças infecciosas e parasitárias, mas também um aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus, câncer e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, também é necessário levar em conta o risco de surgimento de novas doenças, como a Covid-19.

  • Transformações no mundo do trabalho

Mudanças no mundo do trabalho estão remodelando a maneira como as empresas operam e gerenciam seus talentos. Trata-se tanto de mudanças no perfil dos trabalhadores como também nos impactos das novas tecnologias na produtividade e expectativas dos colaboradores.

  • Transição demográfica

Aqui são consideradas as mudanças significativas na estrutura etária e na composição da população.

  • Transição tecnológica e digital

A integração e incorporação de novas tecnologias digitais e de automação está impulsionando a inovação, aumentando a eficiência e criando oportunidades de negócios.

  • Transição verde

Transição verde refere-se ao movimento global em direção ao crescimento sustentável por meio de soluções de baixo carbono. Envolve a adoção de estratégias que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos e preservem a biodiversidade.

Análise setorial

Com o objetivo de auxiliar setores e indústrias a analisar as grandes transformações globais e seus impactos nos negócios foi criada a matriz analítica de macrotendências (MAM), que permite analisar o cenário do setor em específico e auxilia a enxergar novas possibilidades e definir estratégias.

Para definir quais setores industriais seriam analisados foi feita uma seleção por meio de um índice composto de diversos indicadores, tendo em vista as seguintes dimensões de análise: empresas e empregos, arrecadação tributária, produção, produtividade, pesquisa e desenvolvimento, comércio internacional. Ao todo, dez setores foram mapeados e analisados, tendo como base as 14 macrotendências e como elas poderiam afetar cada mercado e forma de produção.

Confira as tendências específicas para cada setor:  

1.    Alimentos e Bebidas 

2.    Construção 

3.    Energia 

4.    Máquinas e Equipamentos 

5.    Metalurgia e Produtos de Metal 

6.    Minerais Metálicos  

7.    Produtos Químicos 

8.    Tecnologia da Informação e Comunicação 

9.    Transporte, Armazenagem e Correio 

10. Veículos, Embarcações e Aeronaves 

Fonte: Assessoria Sistema Indústria

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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