Conectado com

Empresas

Quais problemas a contaminação fúngica nas rações pode causar aos animais?

Como a contaminação fúngica pode afetar a saúde dos animais e o que fazer para garantir que matérias-primas e rações não sofram com a interferência de fungos.

Publicado em

em

Divulgação BTA Aditivos

A qualidade dos alimentos fornecidos é um fator determinante para a saúde dos animais, sejam eles de produção ou de companhia. Por este motivo, as fábricas de alimentos para estes segmentos estão cada vez mais atentas à qualidade durante todo o processo, desde o recebimento e armazenamento das matérias-primas, estendendo-se até a produção propriamente dita.

O controle da qualidade das matérias-primas destinadas ao processo é de extrema importância, seja para o status sanitário do animal ou para o seu desempenho zootécnico. Matérias-primas de origem vegetal, a exemplo de grãos e cereais, devem receber uma atenção especial, devido ao risco de apresentarem contaminação fúngica, quando expostos a altos índices de umidade e atividade de água. Confira a seguir porque as matérias-primas necessitam de cuidados e o que pode ser feito para evitar que fungos e micotoxinas prejudiquem a saúde dos animais.

A influência do fungo na qualidade dos grãos

Fungos são microrganismos multicelulares e filamentosos que, associados a condições climáticas como alta umidade e temperatura, podem contaminar os grãos de duas maneiras:

  1. Fungos de lavoura ou colheita: Contaminam o grão ainda no campo, durante sua fase de enchimento ou maturação, quando o amido (substrato) está disponível como fonte de energia;
  2. Fungos de armazenamento: Se desenvolvem em silos e armazéns e são a principal fonte de contaminação para o produto acabado.

Atualmente, existem diversas espécies fúngicas que podem acometer os grãos e, consequentemente, as rações, mas as de maior impacto na produção são: Aspergillus, Penicillium e Fusarium, mais comumente encontradas e consideradas as maiores produtoras de micotoxinas.

Malefícios da micotoxinas nos animais

Micotoxinas são metabólitos secundários produzidos pelos fungos, com potencial para causar efeitos agudos ou subagudos na saúde dos animais. Isso pode ocorrer de acordo com a quantidade da ingestão de alimentos contaminados, além da espécie e fase de vida em que o animal se encontra. Dentre as micotoxinas mais comuns, destacam-se:

  • Aflatoxina
  • Ocratoxina
  • Zearalenona
  • Fumonisina
  • Tricotecenos

A contaminação dos alimentos por micotoxinas acarreta diversos danos a sua qualidade, dentre eles, a redução dos nutrientes disponíveis na dieta, o que afeta diretamente o equilíbrio nutricional da ração. Além disso, pode ocasionar alteração nas suas características organolépticas, como sabor, cor e odor.

Nos animais de produção os efeitos podem influenciar e atingir negativamente os índices de desempenho dos animais, como:

  • Ganho de peso
  • Ingestão de ração
  • Conversão alimentar
  • Índice de eficiência produtiva
  • Índice de eficiência reprodutiva

Além disso, é possível destacar outros efeitos deletérios que as micotoxinas podem causar nos animais, dentre eles:

Antifúngico para matérias-primas e produto acabado

Por este motivo, é imprescindível que as empresas estabeleçam medidas e critérios de controle, para evitar a contaminação fúngica em grãos, cereais e principalmente, no produto acabado. No caso de grãos e cereais, é fundamental que sejam estabelecidos e respeitados padrões de umidade e atividade de água, tanto no recebimento quanto na estocagem destes.

Já para produtos acabados, além de se estabelecer e respeitar padrões de umidade e atividade de água de acordo com a espécie, o uso de um aditivo antifúngico conservante é fundamental para a garantia da qualidade e shelf-life do produto.

O antifúngico é um aditivo conservante indicado para evitar ou diminuir o desenvolvimento fúngico e, consequentemente, a produção de micotoxinas em matérias-primas e produtos acabados suscetíveis à contaminação durante o seu período de armazenamento. Os princípios ativos mais utilizados são: ácido propiônico, propionato de cálcio, ácido cítrico e ácido sórbico. Estes podem ser utilizados de maneira individual ou em forma de misturas, com a associação de dois ou mais princípios ativos (blends), possibilitando uma melhor sinergia entre os compostos.

A linha de antifúngicos Fungtech (versão pó) e Fungtech 55 (versão líquida), tem na sua composição ácido propiônico e ácido sórbico, que possuem efeito sinérgico e alta atividade antifúngica, propiciando ação de contato imediato. Além disso, possuem poder residual, com liberação gradual, propiciando uma maior segurança e qualidade para as matérias-primas e rações tratadas. Com isso, os compostos fazem com que os produtos permaneçam protegidos por mais tempo, controlando efetivamente os possíveis contaminantes fúngicos que possam estar ali presentes e assim, evitar os efeitos deletérios que estes podem causar aos animais.

 

Fonte: Daiane Ribeiro - Médica Veterinária especialista em Tecnologia da Produção de Ração Animal e Consultora Técnica na BTA Aditivos.
Continue Lendo

Empresas

Agroceres  Multimix  apresenta a agCare, divisão de produtos de especialidades

Nova estrutura reúne pesquisa, validação científica e desenvolvimento de produtos de alta performance.

Publicado em

em

Divisão agCare foi apresentada a jornalistas em evento em Itatiba (SP), no início de março

A Agroceres Multimix apresenta a agCare, nova divisão dedicada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos de especialidade para a nutrição animal.

Estruturada sobre ciência, método e comprovação, a divisão agCare é resultado de uma estratégia voltada a transformar conhecimento técnico em especialidades capazes de responder às demandas reais do campo.

Segundo Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, a criação da divisão consolida uma visão já presente na empresa. “A agCare nasce com o propósito de ampliar a fronteira tecnológica do setor, oferecendo ao mercado produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”.

“Divisão agCare entrega produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”, resume Ricardo Ribeiral

Trata-se de um movimento estratégico, completa o diretor: “Desta forma, reforçamos nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo, entregando produtos com alto rigor científico e foco em performance”.

Base científica e validação técnica. Toda especialidade desenvolvida pela divisão agCare segue um rito de desenvolvimento. “O rigor científico é o principal pilar que garante a confiabilidade do produto e o resultado no campo”, garante Ricardo Ribeiral.

Cada produto parte de uma investigação aprofundada, passa por validações criteriosas e é sustentado por uma estrutura analítica e de pesquisa preparada para garantir precisão, confiabilidade e performance.

Apenas produtos que demonstram consistência estatística e biológica, com segurança e aplicáveis no campo, avançam até a etapa de comercialização.

Para isso, a divisão mantém parcerias técnicas e científicas com instituições de referência, como Esalq-USP, UFV, Unesp, UFMG e Kansas State University, além de Conselhos Técnicos que contribuem não apenas para validações, mas também para a compreensão aprofundada de mecanismos, respostas e limites de uso dos produtos.

Nos últimos cinco anos a Agroceres Multimix investiu mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. No período, foram conduzidos 274 estudos, sendo mais da metade direcionado para especialidades da divisão agCare. Esse modelo já se reflete em um portfólio robusto de produtos disponíveis no mercado.

A divisão agCare reforça um posicionamento que a empresa vem consolidando ao longo de décadas. A Agroceres Multimix é uma empresa brasileira que construiu, ao longo de 50 anos, uma base sólida de pesquisa, geração de conhecimento técnico científico e desenvolvimento de produtos diferenciados, contribuindo para a evolução do agronegócio nacional.

Acesse o canal da Agroceres Multimix no YouTube e confira alguns momentos do evento que marcou esse lançamento, clique aqui confira.

Fonte: Assessoria Agroceres  Multimix
Continue Lendo

Empresas Conhecimento técnico

Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo

Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

Publicado em

em

Divulgação / Fotos: Aviagen

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.

A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.

Aviagen oferece suporte prático no manejo

Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.

O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.

Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.

Impulsionando resultados por meio da colaboração

Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.

O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.

Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Empresas

Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

Publicado em

em

Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.

Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.

Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.

Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.

Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.

Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.

Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.

O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.

Fonte: Assessoria ASES
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.