Suínos Deficiência de Ferro
Quais os impactos da anemia no desenvolvimento dos leitões?
Distúrbio afeta o desenvolvimento dos neonatos causando atraso no desenvolvimento e no ganho de peso dos animais.

A anemia ferropriva é o distúrbio mais comum no período pós-natal sendo responsável pela queda no desempenho dos leitões. O ferro é um elemento fundamental para o desenvolvimento do sistema imune dos suínos, sendo responsável por estimular o crescimento e maturação das células imunes, por isso, a deficiência do mineral impacta os animais deixando-os mais propensos a doenças, como pneumonia, influenza e distúrbios gastrointestinais.
Pesquisas indicam que 40% dos leitões apresentam deficiência de ferro ao nascer. Os neonatos são mais susceptíveis ao desenvolvimento do quadro, pois nascem com baixas reservas de ferro (50 mg), que podem se esgotar no terceiro dia pós-nascimento.
Outros fatores, como a baixa transferência de ferro da mãe aos leitões através da placenta, o baixo nível de ferro no leite das fêmeas suínas e a rápida curva de crescimento após o nascimento podem contribuir para o surgimento do quadro na leitegada.

É importante compreender que os leitões têm uma necessidade entre 7-16 mg de ferro/dia para que apresentem uma curva de crescimento adequada, mas o colostro e o leite da matriz não oferecem a quantidade necessária para o desenvolvimento dos animais. Portanto, é preciso suprir as necessidades nutricionais de ferro em leitões durante os primeiros dias de vida. É comum que as maternidades implementem em sua rotina práticas de controle como a aplicação de ferro dextrano nos primeiros dias de vida.
“A anemia ferropriva pode levar a uma maior predisposição a infecções e menor desempenho zootécnico. Além disso, uma leitegada afetada pelo problema pode apresentar uma taxa de mortalidade elevada ou ainda ter um alto índice de animais subanêmicos e que terão perda de desempenho”, detalha a gerente de produtos da Unidade de Suínos da Ceva, Marina Moreno.
Em casos de deficiência de ferro, os animais apresentam sinais clássicos, entre os mais comuns estão: mucosas ocular e bucal pálidas e pele branca rugosa e áspera. Além disso, podem ter falta de apetite, dificuldade respiratória e diarreia.
Para evitar os impactos do distúrbio é necessária a suplementação adequada dos animais. Há dois métodos básicos de administração de ferro: 1) via oral na forma de pó, pasta, líquido ou comprimido, e 2) via parenteral por injeção intramuscular de medicamento à base de ferro. A maior parte do ferro administrado por via oral não é absorvida, sendo simplesmente eliminada nas fezes. O ferro absorvido a partir do intestino é transportado na forma de transferrina para a medula óssea, os músculos, o fígado e o baço para produzir hemoglobina e mioglobina ou para ser armazenado na forma de ferritina e hemossiderina.
Estudos demostram que a suplementação adequada, especialmente a feita por via injetável, pode auxiliar no tratamento da anemia ferropriva, ajudar na redução da incidência de diarreias, refugagem, e mortalidade, além de contribuir para o ganho de peso dos animais.

Suínos
Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026
Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.
Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30 às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.
Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.
Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.
A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.
Suínos
Suinocultura enfrenta queda nas cotações em importantes estados produtores
Dados mostram retrações diárias e mensais, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta leve avanço no acumulado do mês.

Os preços do suíno vivo registraram variações negativas na maioria dos estados acompanhados pelo indicador do CEPEA, ligado à Esalq, conforme dados divulgados em 13 de fevereiro.
Em Minas Gerais, o valor do animal posto foi cotado a R$ 6,76 por quilo, com recuo diário de 0,29% e queda acumulada de 4,52% no mês. No Paraná, o preço do suíno a retirar ficou em R$ 6,65/kg, com retração de 0,30% no dia e de 2,06% no comparativo mensal.
No Rio Grande do Sul, o indicador apresentou leve alta no acumulado do mês, com valorização de 0,59%, alcançando R$ 6,80/kg, apesar da pequena queda diária de 0,15%. Já em Santa Catarina, o valor registrado foi de R$ 6,59/kg, com baixa de 0,60% no dia e retração de 1,79% no mês.
Em São Paulo, o suíno posto foi negociado a R$ 6,92/kg, apresentando redução diária de 0,57% e queda mensal de 2,40%.
Suínos
Exportações sustentam desempenho da suinocultura brasileira no início de 2026
Embarques crescem mais de 14% e ajudam a equilibrar o setor, conforme análise da Consultoria Agro Itaú BBA, mesmo diante do aumento da oferta interna.

O início de 2026 registrou queda significativa nos preços do suíno, reflexo da expansão da produção observada ao longo do ano anterior. Mesmo com a pressão no mercado interno, o setor manteve resultados positivos, sustentado pelo bom desempenho das exportações e pelo controle nos custos de produção, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.
As cotações do animal vivo em São Paulo apresentaram forte recuo no começo do ano, passando de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro, queda de 23% no período. Com o ajuste, os preços retornaram a níveis próximos aos registrados no início de 2024 e ficaram abaixo do observado no começo do ano passado, quando o mercado apresentou maior firmeza nas cotações, com valorização a partir de fevereiro.
O avanço da produção de carne suína ao longo de 2025 foi impulsionado pelas margens favoráveis da atividade. A expectativa é de que esse ritmo tenha sido mantido no primeiro mês de 2026, embora os dados oficiais de abate ainda não tenham sido divulgados.
No mercado externo, o setor iniciou o ano com desempenho positivo. Os embarques de carne suína in natura somaram 100 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos, destacaram-se Filipinas e Japão, responsáveis por 31% e 13% das exportações brasileiras no mês, respectivamente.
Mesmo com os custos de produção sob controle, a queda de 5% no preço do animal na comparação entre janeiro e dezembro resultou na redução do spread da atividade, que passou de 26% para 21%. Ainda assim, o resultado por cabeça terminada permaneceu em nível considerado satisfatório, com média de R$ 206.
No comércio internacional, o spread das exportações também apresentou recuo, influenciado pela redução de 0,8% no preço da carne suína in natura e pela valorização cambial. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após registrar 42% no mês anterior.



