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Pururuca de Ideias discute inovação na suinocultura em Chapecó

Objetivo é estimular inovação em universitários e formação de equipes para o desafio do InovaPork

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Lucas Scherer/Embrapa

Estimular a inovação em universitários e a formação de equipes para o desafio do InovaPork. Este é o objetivo do Pururuca de Ideias que acontece desde a quarta-feira (20) no campus da Unochapecó em Chapecó, SC, com palestras, painéis e oficinas promovidas pela Embrapa Suínos e Aves e o HUB Agro da cidade, uma iniciativa que busca promover inovação e tecnologia na área.

No principal momento de debates de quarta, foi discutida a inovação na suinocultura. O coordenador de hackathons meetups e design jams Ivan Moraes, o diretor-fundador da Smart Demand, Marco Antônio Tavares, o professor Rodrigo Barichello e a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, contextualizaram o momento do agronegócio e as áreas com oportunidades de inovação para estudantes de administração, agronomia e engenharias. Barichello também mostrou o caso do condomínio de agroenergia criado por sua família em Tucunduva-RS com o aproveitamento de biogás proveniente do tratamento de dejetos suínos.

“Estarmos aqui nesses dias já é uma ação inovadora. Quando vemos que instituições como a Embrapa e grandes empresas de referência de mercado convergem para o entendimento que a inovação no agronegócio é fundamental para se manter em um mercado competitivo e que isso abre espaço para a participação desses jovens que muitas vezes não tem espaço, não tem chance de fazer parte desse ambiente, isso é muito importante”, diz Moraes.

Para Marco Antônio Tavares, estamos em um momento propício para inovação no agronegócio. “É importante o meio acadêmico, principalmente aqui na região, se unir aos grandes atores do setor para desenvolver soluções de inovação e transformação. Diferentemente do que era ontem, hoje a tecnologia é acessível, as redes sociais possibilitam a organização de grupos de estudo, a informação flui em tempo real e, o que é mais importante, percebeu-se que para desenvolver as soluções para agronegócio é preciso ouvir as pessoas. O conhecimento local, as pessoas que sentem os problemas sendo ouvidas. Hoje não se resolvem problemas sozinho. É necessário que juntemos pessoas, ouçamos essa juventude que é digitalizada e tem uma forma diferente de ver a solução dos problemas e com isso conseguirmos inovar e trazer mais valor para a cadeia do agronegócio. Temos clima bom, terra disponível, pessoas, tecnologia. Somos referência para o mercado internacional e não podemos ser relegados a um segundo plano mundial. Precisamos ser protagonistas”, diz.

A chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, destaca que o evento também serve como preparação para o InovaPork, um desafio de inovação organizado pelo centro de pesquisa de Concórdia e que acontece no final de maio e início de junho. “Nós queremos criar um ecossistema de pessoas criativas, com a participação e mentoria de nossa pesquisa e com os tomadores de decisão do agronegócio, as agroindústrias e empresas que vão participar do InovaPork, por isso esses encontros e a participação desses estudantes são tão importantes”, diz.

InovaPork

O desafio para inovação na suinocultura é um evento promovido pela Embrapa Suínos e Aves direcionado a universitários ou profissionais independentes de diversas áreas de conhecimento, organizados em equipes, e startups.

O InovaPork tem três etapas distintas. A primeira é a de inscrição das equipes e ideias e a homologação. A segunda é a fase de classificação, onde as ideias serão avaliadas por uma comissão julgadora, com possibilidade de seleção de até 10 equipes. Essas equipes selecionadas participam da etapa final, que será realizada na Embrapa Suínos e Aves, de 31 de maio a 2 de junho de 2019. Durante estes três dias, as equipes terão oportunidade de aprimorar suas propostas participando de uma imersão junto ao setor de pesquisa e produção, além de contar com mentoria de pesquisadores e profissionais de renome do setor produtivo. Ao final, serão classificadas as melhores soluções para a suinocultura.

A startup/equipe vencedora estará classificada para a etapa final do Pontes para Inovação (desde que cumpra o regulamento deste evento), uma parceria da Embrapa para conectar agritechs com investidores, visando permitir que estas possam ter acesso a recursos para acelerar seus negócios.

Além disso, a equipe vencedora poderá participar da AveSui EuroTier 2019, a maior feira de proteína animal da América Latina. A equipe poderá participar dos seminários e do espaço Digital Farming. O evento ocorrerá de 23 a 25 de julho de 2019, em Medianeira-PR.

Saiba mais sobre o InovaPork no site do evento (inovapork.com.br) e acompanhe o perfil da Embrapa Suínos e Aves no Facebook.

O Pururuca de Ideias continua nesta quinta-feira (21), das 13h30 às 22h30, no plenário do Bloco R da Unochapecó.

Programação

13h30 – 14h: Resumo dia anterior e apresentação desafios

14h – 14h30: Formação das equipes

14h30 – 14h50: Entendendo problema, dor e cliente

14h50 – 15h: Apresentação clientes e mentores

15h – 16h30: Empatizar

16h30 – 17h30: Definir

17h30 – 18h30: Intervalo

18h30 – 19h30: Ideação

19h30 – 20h30: Prototipação suja nível extremamente suja

20h30 – 22h: Apresentações

22h – 22h30: Relatos, experiências, percepções

Fonte: Embrapa Suínos e Aves

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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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Embrapa recebe missões de 14 países interessadas em pecuária sustentável brasileira

Delegações internacionais visitaram centro de pesquisa em São Carlos em 2025 para conhecer tecnologias de baixo carbono, como recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta.

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Visitantes internacionais no sistema integrado com árvores - Foto: Gisele Rosso

A produção pecuária sustentável e a mitigação dos impactos ambientais foram foco de 19 missões internacionais à Embrapa Pecuária Sudeste em 2025. No total, foram 55 visitantes estrangeiros de 14 países, dos cinco continentes.

As missões de organizações internacionais, principalmente da Europa (37,5%) e da África (25%), visitaram o centro de pesquisa para conhecer as inovações brasileiras no setor agropecuário.

De acordo com o articulador internacional, Alberto Bernardi, as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Pecuária Sudeste, apresentadas durante as visitas das delegações internacionais, contribuem para mostrar que o setor pecuário pode fazer parte da solução climática ao melhorar o desempenho em harmonia com o meio ambiente, com uso de tecnologias sustentáveis, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a recuperação de pastagens e a pecuária de precisão. “A recuperação de pastagens degradadas é, talvez, o elemento mais estratégico, pois não só pode reverter a degradação ambiental (um dos principais emissores de gases de efeito estufa (GEE), como transformar essas áreas em eficientes reservatórios de carbono”, explica Bernardi.

O interesse dos visitantes internacionais concentrou-se em linhas de pesquisa voltadas à otimização e à redução do impacto ambiental da atividade pecuária. Os principais temas buscados incluíram eficiência, baixo carbono na produção de carne e leite, Pecuária de Precisão e recuperação de pastagens.

Para o pesquisador Sérgio Medeiros, as visitas são oportunidades para celebrar parcerias em projetos de pesquisa estratégica para o país, principalmente na área de mudanças climáticas, atualmente uma prioridade global.

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste também participaram de missões a países estrangeiros, realizando visitas técnicas e participando de eventos técnico-científicos na Argentina, Áustria, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Paraguai, Quênia e Uruguai.

Os países que estiveram representados nas missões ao centro de pesquisa de São Carlos foram França, Itália, Reino Unido, Rússia, Suécia, Egito, Gana, Marrocos, Zimbábue, China, Japão, Colômbia, Estados Unidos e Austrália.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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ASBRAM empossa nova diretoria em fevereiro e projeta ciclo positivo para pecuária até 2028

Entidade que reúne a indústria de suplementos minerais aposta em continuidade de gestão, vê cenário favorável para o setor e alerta para desafios como juros elevados e reforma tributária.

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Fotos: Divulgação/ASBRAM

Manter as sucessões programadas das diretorias para fomentar um trabalho mais próximo com todos os parceiros de negócios, preparar-se ainda mais para atender os clientes no ciclo virtuoso da Pecuária até 2028 e comemorar a coesão e o entrosamento entre as equipes das cem corporações que compõem o quadro da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Esse foi o objetivo cumprido pelos executivos e profissionais das empresas do segmento nesta passagem de ano, ratificado durante a última reunião promovida pela entidade no fim de 2025.

O encontro marcou a eleição dos novos membros do Conselho de Administração da Associação para o biênio 2026 – 2027. O executivo Rodrigo Miguel assume a presidência no lugar de Fernando Cardoso Penteado Neto, com Leonardo Matsuda como vice-presidente. Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A nova diretoria toma posse no próximo dia 25 de fevereiro. “Confio demais na pecuária brasileira. Basta ver o que conseguimos fazer em 2025, quase empatando nossas vendas com 2024, que teve um segundo semestre histórico. Tenho certeza de que em 2026 não vai ser diferente. E tenho orgulho em apontar a ASBRAM como uma entidade sadia financeiramente e estruturada para permanecer atuando forte”, analisou Fernando Penteado.

“Chego muito otimista e com energia para atuarmos em nome de nossas empresas, do nosso mercado e para atender cada vez melhor e mais de perto os pecuaristas de todos os estados produtores brasileiros”, acrescentou o novo presidente, que mandou sua mensagem pela web, direto da Holanda.

Foram quase 90 pessoas presentes no encontro realizado na Capital paulista e outras 200 acompanhando pela internet, atentos a quatro palestras, aos debates e à apresentação dos números de comercialização de suplementos minerais no Brasil neste ano. “Estamos muitos felizes, as palestras foram ótimas, todos os convidados muito entrosados e felizes. Nesta casa, todos se dão bem. Todos conversam e eu até pareço a mãe deles. 2025 não foi um período fácil. Teve tarifaço dos EUA, impostos, insegurança, mas fizemos um ano com um resultado positivo face ao que passamos. Também porque a base de comparação, principalmente com o segundo semestre do ano passado, que foi ‘fora da curva’. Trabalhei muito tempo com fertilizantes e sonhava com a soja na ponta das exportações. E conseguimos. E agora é a carne bovina, liderando o mundo em produção e exportação. Estamos no caminho certo, ajudando o Brasil a consolidar-se como o maior fornecedor e embarcador da nossa proteína no planeta”, comentou Beth Chagas.

O encontro destacou a dimensão ambiental do agro brasileiro, com a preservação de 66% da vegetação original do país e a economia de 164 milhões de hectares cultivados, resultado do avanço da produtividade agrícola, além de quase 400 milhões de hectares destinados à pecuária. A adoção de práticas como agricultura de baixo carbono, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, uso de bioinsumos e recuperação de áreas degradadas tem sustentado esse desempenho.

Com esse modelo, o Brasil alcançou a quarta posição mundial em produção e exportações agropecuárias e responde por cerca de metade do superávit da balança comercial, próximo de US$ 150 bilhões. “O país consolida sua presença como uma potência agroambiental tropical, com clima, terras, água e recursos humanos para avançar ainda mais. Esses resultados também se traduziram em alimentos mais baratos para os brasileiros”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo José Otávio Menten.

Cenário favorável

O encontro da ASBRAM traçou um cenário favorável para a pecuária, com expectativa de bons preços para o boi gordo e consumo interno estável, mesmo diante de uma desaceleração da economia nos próximos anos.

Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, da Fundação Getúlio Vargas, o ambiente positivo convive com desafios estruturais que exigem atenção dos produtores, como a reposição do rebanho, a incerteza política, os custos de produção, os preços de venda e a gestão do caixa das propriedades.

Para Serigati, 2025 passou sem grandes impactos econômicos internos, e 2026 deve registrar crescimento mais moderado, ainda em terreno positivo. A inflação, afirma, tende a seguir em queda, impulsionada principalmente pelos alimentos, enquanto o principal fator de risco permanece sendo a trajetória dos gastos públicos do governo federal.

Fatores que pressionam o setor

A trajetória dos gastos públicos também pressiona a pecuária por meio da manutenção de juros elevados, usados como instrumento de controle da inflação.

Esse cenário tem levado produtores a vender vacas mesmo com a valorização dos bezerros, a racionalizar o uso da nutrição e a comprometer parte das margens para honrar financiamentos oficiais contratados em 2024, sem acesso a novas linhas de crédito. “O agro segue batendo recordes no mercado interno e externo e ajudando a conter os preços nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relevantes que precisam ser equacionados. Por isso, 2026 deve exigir foco total na gestão do negócio. Considerando o desempenho de 2025, será um bom resultado se o segmento de suplementos minerais encerrar o ano com vendas em torno de 2,5 milhões de toneladas”, avaliou Serigati.

Outro ponto de atenção destacado no encontro foi a nova legislação tributária, que entra em fase de transição e testes a partir de janeiro. “A reforma é uma realidade, e produtores rurais precisarão estruturar e capacitar equipes para escolher as melhores alternativas em cada fazenda, sistema produtivo e modalidade de comercialização. As mudanças atingem todas as empresas, em um ambiente cada vez mais digital, que transfere ao contribuinte a responsabilidade pelo correto recolhimento dos tributos”, afirmou o advogado e contador Lincoln Diones Martins.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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