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PUCPR, Lar e Sescoop celebram formatura pioneira em Gestão Integrada de Agronegócios
Cerimônia em Medianeira marca a conquista de 23 graduados em projeto pioneiro que une excelência acadêmica e realidade do cooperativismo agroindustrial.

O Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), foi palco de uma noite histórica no dia 15 de agosto: a formatura da primeira turma do curso de Gestão Integrada de Agronegócios (modalidade EAD), realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com a Lar Cooperativa Agroindustrial e com apoio do Sescoop/PR.
Com 23 graduados entre funcionários e associados da Lar, a cerimônia marcou a consolidação de um projeto inovador, que uniu a tradição acadêmica da PUCPR, reconhecida pela excelência em ensino superior, com a realidade do cooperativismo agroindustrial. O formato foi pioneiro no Brasil, pensado para preparar profissionais capazes de atuar em toda a cadeia do agronegócio integrado.
A solenidade foi conduzida pelo diretor-presidente da Lar Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, e pelo diretor do Campus Toledo da PUCPR, Ricardo Lopes, presidentes da mesa de honra da noite.
Educação como estratégia no cooperativismo
A Lar Cooperativa, que há décadas investe na formação de pessoas por meio de dias de campo, fóruns, assistência técnica e da própria Lar Universidade Corporativa com cursos desde nível médio a pós-graduação, reforça sua vocação de cooperativa educadora. Ao lado da PUCPR, construiu um curso rigoroso, que exigiu dedicação acadêmica no mesmo padrão de exigência da universidade, aliado a uma aplicação prática no campo e nas unidades da cooperativa.
Durante três anos, os graduados estudaram desde avicultura, suinocultura, bovinocultura e agricultura até gestão, custos, logística, biossegurança, sustentabilidade e tecnologia. Muitos conciliando as demandas do curso com turnos de trabalho, rotinas de produção e responsabilidades familiares, o que tornou a conquista ainda mais significativa.
Uma celebração com simbolismo
A solenidade reuniu familiares, amigos, lideranças e professores para celebrar o esforço coletivo que tornou possível esta conquista. Um dos momentos mais marcantes foi o juramento profissional, conduzido pela graduada Rosane Aparecida Ghelere Sostisso, reafirmando valores éticos, compromisso social e responsabilidade com o desenvolvimento humano e científico.
Em seguida, os oradores da turma, André Luiz Périco e Susi Ana Nardi, falaram em nome dos formandos, representando respectivamente os associados e os funcionários da cooperativa. O conteúdo das falas emocionou o público ao destacar que a conquista não foi apenas individual, mas fruto de cooperação, apoio familiar e confiança da cooperativa.
Outro momento de forte simbolismo foi a homenagem às docentes da PUCPR: a professora Keli Daiane Cristina Libardi Ramella e a tutora Maria Fernanda Lopes de Freitas, reconhecidas pelos graduados pelo empenho e dedicação durante o curso.
Encerramento em clima de gratidão

Ao final da noite, os graduados entregaram rosas às suas famílias, gesto de reconhecimento pelo apoio recebido ao longo da jornada, e celebraram com a tradicional jogada dos capelos e um brinde coletivo, marcando a entrada definitiva desses 23 profissionais em uma nova etapa de suas trajetórias.
Impacto para o futuro
Com essa primeira turma formada, Lar, PUCPR e Sescoop deixam um legado que vai além dos diplomas entregues. O curso de Gestão Integrada de Agronegócios representa profissionalização no campo, maior integração entre produtores e cooperativa, e competitividade para todo o território, transformando conhecimento em prática e prática em desenvolvimento.
O diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, destacou em sua fala que investir em pessoas é a estratégia mais segura para o futuro do agronegócio. “Educação não é custo, é vantagem competitiva com propósito. Formar profissionais preparados significa fortalecer toda a cadeia, do campo à indústria, e ao mesmo tempo melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Mais do que uma cerimônia, a noite de 15 de agosto foi a celebração de um compromisso coletivo de aplicar o aprendizado com responsabilidade e consciência, em benefício da cooperativa, do território e da sociedade.
Autoridades presentes
Compuseram a mesa de honra da solenidade o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e o diretor do Campus Toledo da PUCPR, Ricardo Lopes, condutores da cerimônia; o 1º vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Matia; o 2º vice-presidente da Lar, Urbano Inácio Frey; o prefeito de Medianeira, Antonio França; o presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Berta; o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski; o superintendente administrativo e financeiro da Lar, Clédio Roberto Marschall, representando as demais superintendências e a Lar Universidade; e o coordenador do curso de GIA da PUCPR, professor Matheus de Lima Goedert.
Também prestigiaram a celebração secretários municipais, superintendentes e gerentes da Lar Cooperativa, professores da PUCPR, produtores e lideranças regionais, reforçando a relevância institucional da formatura.

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Armazenamento correto garante qualidade e previne perdas de produtos pecuários
Boas práticas são essenciais para a produtividade da fazenda e envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço.

Na pecuária, o bom desempenho do rebanho está ligado a fatores como alimentação, controle de doenças e parasitas, cuidado com o bem-estar animal e monitoramento constante do gado. Além desses critérios, as boas práticas no armazenamento de produtos destinados aos animais também devem ser consideradas essenciais, uma vez que previnem perdas e garantem a produtividade da fazenda.
As boas práticas visam garantir a qualidade, segurança e valor dos produtos, prevenindo contaminações e perdas. Os procedimentos envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço, e variam conforme o tipo de produto (ração, suplementos, medicamentos). “Esses princípios mantêm a boa qualidade desses itens, evitando, além das perdas ligadas ao seu valor financeiro, chance de contaminar outros artigos ou provocar doenças no rebanho”, explica o zootecnista Bruno Marson.
Antes de armazenar os produtos, é importante observar qual tipo de espaço ele deve ser guardado. Rações e suplementos precisam ser armazenados em locais secos e arejados, preferencialmente em suas embalagens originais ou em recipientes herméticos, sobre paletes e afastados das paredes para evitar umidade e acesso de pragas. “No caso de medicamentos e vacinas veterinárias é preciso seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto à temperatura, uma vez que muitos desses produtos requerem refrigeração e condições de armazenamento em local seguro e separado de outros produtos químicos”, destaca Marson.
No caso de defensivos agrícolas e químicos, o armazenamento deve ser feito em local isolado, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de perigo. A legislação brasileira dispõe sobre o sistema de armazenagem dos produtos agropecuários, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fornece cartilhas de boas práticas para serviços de alimentação que são relevantes para produtos de origem animal.
Princípios fundamentais
Marson enfatiza que a higiene rigorosa é essencial, por isso é necessário manter as instalações, equipamentos e utensílios sempre limpos e sanitizados, e que a higiene pessoal dos colaboradores também é crucial. Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, bem ventilados e protegidos da luz solar direta, umidade, insetos, roedores e outros animais.
No caso da temperatura, seu controle é vital, especialmente para insumos como vacinas e medicamentos. Câmaras frias e refrigeradores devem ser usados conforme as especificações do fabricante. “As embalagens devem proteger o produto da umidade e de contaminações externas. No caso de rações e grãos a granel, deve-se prevenir o ataque de pragas através de iscas, evitar acesso livre ao material e bloquear possíveis abrigos”, orienta.
Outra dica de Marson é organizar os produtos de forma a permitir a fácil inspeção e limpeza e implementar a rotação de estoque (primeiro a entrar, primeiro a sair – PEPS) para garantir que os produtos mais antigos sejam usados antes de vencerem. Além disso, implementar um plano eficaz para a gestão de resíduos e controle de pragas para evitar a infestação das instalações. “Seguindo essas orientações, os produtos ficarão bem armazenados, garantindo assim a produtividade do rebanho e a rentabilidade da fazenda”, menciona Marson.
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Sobretaxas dos Estados Unidos derrubam exportações brasileiras em vários setores
Estudo mostra que apenas seis dos 21 segmentos conseguiram compensar, em outros mercados, a queda nas vendas ao mercado americano.

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tiveram impacto amplo e negativo sobre as exportações do país. Um estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostra que apenas seis dos 21 setores exportadores conseguiram compensar, em outros mercados, as perdas registradas nas vendas ao mercado americano.
Entre agosto e novembro de 2025, todos os setores analisados venderam menos para os Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2024. A queda somada alcançou US$ 1,5 bilhão. Em praticamente todos os segmentos, a retração das exportações para os EUA foi mais intensa do que a variação das vendas globais, o que evidencia o peso do mercado americano para a pauta exportadora brasileira.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR
A tentativa de redirecionar exportações para outros países não foi suficiente para a maioria dos setores. Em 15 dos 21 segmentos avaliados, o crescimento das vendas ao restante do mundo não conseguiu compensar as perdas nos Estados Unidos. Juntas, essas áreas acumularam redução de US$ 1,2 bilhão.
Os impactos mais expressivos foram registrados nos setores de alimentos, como mel e pescados, além de plástico e borracha, madeira, metais e material de transporte. Apenas seis setores conseguiram equilibrar as perdas com vendas em outros mercados: produtos vegetais; gorduras e óleos; químicos; pedras preciosas; máquinas e aparelhos elétricos; e máquinas e instrumentos mecânicos.
Mesmo nesses casos, a compensação foi limitada. O estudo aponta que, muitas vezes, os produtos exportados para outros destinos não são os mesmos que tradicionalmente têm os Estados Unidos como principal mercado. Isso indica que a substituição do mercado americano ocorre de forma incompleta, tanto em valor quanto em perfil de produtos.
No setor de máquinas e aparelhos elétricos, por exemplo, as exportações para os Estados Unidos recuaram US$ 104,5 milhões no período analisado. Já as vendas para outros mercados cresceram US$ 650 milhões. Apesar do saldo positivo, itens específicos de maior valor agregado, como transformadores e geradores, também tiveram desempenho fraco fora dos EUA. As exportações de transformadores caíram tanto para o mercado americano quanto para o restante do mundo, enquanto os geradores registraram queda acentuada nos EUA e avanço modesto nos demais destinos.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
O levantamento reforça que o mercado dos Estados Unidos segue difícil de substituir. Além do volume, o país importa produtos mais diversificados e com maior valor agregado, o que limita a capacidade de redirecionamento das exportações brasileiras no curto prazo.
Para a Amcham, os dados mostram que a diversificação de mercados ajuda, mas não resolve. A entidade avalia que, para grande parte da indústria brasileira, as perdas provocadas pelas sobretaxas não podem ser plenamente revertidas sem avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
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Preços dos grãos terminam 2025 sob pressão e incerteza no mercado
Soja, milho e trigo enfrentaram um ano de ajustes ao longo da cadeia global.

O mercado global de commodities encerrou 2025 marcado por preços pressionados, oferta elevada em várias cadeias e forte influência de fatores externos. Para 2026, o cenário segue condicionado a decisões políticas, tensões comerciais, clima e ajustes entre oferta e demanda, aponta a análise da Hedgepoint Global Markets.
No plano internacional, as políticas tarifárias dos Estados Unidos continuam no radar, com potencial para alterar fluxos comerciais, especialmente na relação com a China. A disputa entre as duas potências segue como um dos principais focos de atenção dos mercados. Em países emergentes, eleições também devem influenciar o ambiente econômico. No Brasil, o processo eleitoral previsto para outubro tende a aumentar a volatilidade ao longo do ano.
Na política monetária, a expectativa é de um período de maior equilíbrio. Após cortes de juros em 2025, bancos centrais como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu se aproximam de uma fase de estabilização. No Brasil, há espaço para redução da taxa Selic ao longo de 2026, desde que as expectativas de inflação permaneçam controladas, com projeção de encerrar o ano em torno de 12%.
Esse pano de fundo macroeconômico e geopolítico se soma aos desafios específicos de cada mercado agrícola, especialmente ligados ao clima, à produção e ao consumo.
Complexo soja
O mercado de soja viveu em 2025 um cenário de forças opostas. A safra recorde da América do Sul contrastou com a redução de área nos Estados Unidos. A guerra comercial reduziu a demanda pela soja americana, ao mesmo tempo em que o crescimento do esmagamento e a perspectiva de maior uso de biocombustíveis ajudaram a sustentar o mercado. Uma trégua nas tensões entre EUA e China deu algum fôlego aos preços no fim do ano.
Em 2026, quatro pontos concentram as atenções. O primeiro é o volume de compras da China de soja norte-americana, após o compromisso de aquisição de pelo menos 25 milhões de toneladas. O segundo envolve o biodiesel nos Estados Unidos, cujas definições adiadas em 2025 devem impactar óleos vegetais e farelo no próximo ano. O terceiro fator é o clima na América do Sul, com incertezas sobre o potencial produtivo de Brasil e Argentina. Por fim, a decisão sobre a área de plantio nos EUA para a safra 26/27 dependerá do comportamento dos preços, com possibilidade de migração de área do milho para a soja.
Milho e trigo
No milho, 2025 foi marcado por produção recorde nos Estados Unidos, resultado da combinação entre aumento de área e condições climáticas favoráveis. As exportações surpreenderam positivamente, sustentadas pela competitividade dos preços. No trigo, grandes produtores também ampliaram a oferta, levando a produção global a níveis elevados.
Para 2026, o clima na América do Sul será determinante. Brasil e Argentina podem elevar a produção se as condições forem favoráveis, embora o fenômeno La Niña traga riscos, especialmente para a safra argentina. No Brasil, atrasos no plantio da soja podem comprometer o calendário do milho safrinha, elevando a exposição a riscos climáticos. Ainda assim, há tendência de aumento de área, impulsionada pela demanda crescente por etanol de milho, com novas plantas previstas para entrar em operação.
Nos Estados Unidos, a definição da área entre milho e soja dependerá da relação de preços no primeiro trimestre de 2026. Apesar da possibilidade de redução de área do milho, a demanda aquecida pode limitar cortes mais significativos. No trigo, as atenções se voltam ao clima no desenvolvimento da safra de inverno do Hemisfério Norte, em um contexto de transição do La Niña para condições neutras ao longo do primeiro semestre.



