Suínos Sanidade do rebanho
PSA e PSC poderiam causar US$ 10 bilhões em prejuízos à suinocultura brasileira, avalia Embrapa
Somente um programa robusto de biosseguridade é que pode evitar a entrada dessa e de outras doenças na grande área produtiva do Brasil.

Manter as granjas protegidas de patógenos que afetam a sanidade dos rebanhos é de suma importância para a manutenção do desenvolvimento da suinocultura de forma sustentável e lucrativa no Brasil. Neste contexto, a biosseguridade tem papel fundamental na proteção de planteis, granjas e propriedades rurais, uma vez que evita a entrada e a disseminação de agentes infecciosos.
De acordo com a médica-veterinária e virologista da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava, somente a Peste Suína Africana e a Peste Suína Clássica poderiam causar um prejuízo de US$ 10 bilhões caso as doenças fossem detectadas na suinocultura industrial brasileira. Ela destacou alguns aspectos práticos que trazem ameaças reais para a atividade, enaltecendo que a contribuição de todos os elos da cadeia é primordial para manter o atual status sanitário brasileiro.

Médica-veterinária e virologista da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava: “Ao flexibilizarmos algum ponto da biosseguridade vamos abrir brecha para que algum vírus circule e possa entrar dentro do plantel” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Segundo a profissional, várias doenças ameaçaram a produção mundial de suínos nas últimas duas décadas, exigindo dos produtores a adoção de medidas de biosseguridade para controle, erradicação e proteção de seus rebanhos. A maioria das enfermidades foi causada por vírus, entre eles alguns zoonóticos, como a gripe suína em 2009, provocada pelo vírus da Influenza A – o H1N1 – doença respiratória transmissível entre humanos e animais. “Nos últimos 20 anos aconteceram pelos menos 20 introduções de vírus de humanos para suínos, por isso é fundamental possuir um plano de vacinação para o subtipo correto”, reforçou Danielle, ampliando: “Os vírus que circulam no Brasil de Influenza são diferentes do restante que circula no mundo, ou seja, vacinas de outros países não vão funcionar para os vírus brasileiros”, esclareceu.
Danielle ressalta que a adoção de algumas medidas como cerca periférica de isolamento, controle do tráfego de veículos no perímetro da granja e a troca de roupa e calçados antes de entrar em uma unidade produtiva contribui para manter a saúde dos animais e mitigar riscos de contaminação e disseminação de agentes infecciosos.
Impacto econômico
Segundo a virologista, o impacto econômico de doenças como a Peste Suína Africana e a Peste Suína Clássica no sistema de produção por si só já justifica a adoção de medidas de biosseguridade.

Foto: Divulgação
Para mensurar a importância sanitária, ela diz que é primordial que a cadeia produtiva – da granja à agroindústria – busque responder as seguintes perguntas: Quanto custa o impacto de uma doença na granja? Quanto custa cada dia não produtivo? Quanto custa o leitão que não nasceu? Quanto vale a mortalidade? Quanto custa uma grama perdida na conversão alimentar? “Essas são algumas perguntas a se fazer para mensurar o prejuízo econômico que o setor poderá ter em caso da entrada de uma doença no plantel, porque, por exemplo, em relação a conversão alimentar, um grama parece pouco, mas em uma granja que entrega cinco mil terminados significa um montante considerável”, pontua Danielle.
Conforme a virologista, levando em consideração apenas o número de leitões desmamados por ano em zonas livres, se houvesse a entrada da Peste Suína Africana (PSA) em território brasileiro o impacto econômico na cadeia produtiva seria bilionário, superando a casa de U$S 5,5 bilhões. E no caso da Peste Suína Clássica (PSC), levando em conta que 99% da produção de suínos no Brasil é em zona livre, a entrada desse vírus causaria um prejuízo entre U$S 1,3 a U$S 4,5 bilhões.
“Ao flexibilizarmos algum ponto da biosseguridade vamos abrir brecha para que algum vírus circule e possa entrar dentro do plantel, seja através do contato com javalis, alimentação contaminada com o vírus da PSA ou PSC, carcaça de animais mortos ou outros animais asselvajados”, elenca Danielle.
Biosseguridade interna
Conforme Danielle, quando se trata de biosseguridade nas granjas, ela considera dois atores muito importantes e que merecem atenção redobrada: suínos e pessoas. “É uma cadeia que está envolvida na produção de animais, então se um elo da corrente se perder deixamos a granja suscetível a vários agentes infecciosos. Quando isso acontece ou vamos introduzir animais infectados dentro do plantel ou eventualmente levar esse agente para o rebanho”, menciona.
A médica-veterinária afirma que existe uma íntima associação entre a biosseguridade interna e a biosseguridade externa, enfatizando que as granjas que possuem um número maior de leitões desmamados e uma menor rotatividade de pessoas conseguem cumprir com melhor eficácia as medidas de biosseguridade.
A biosseguridade interna está relacionada à prevenção para evitar a multiplicação e disseminação de agentes no rebanho, afim de minimizar a propagação de doenças e diminuir a pressão de infecções dentro do sistema de produção. Dentre as medidas que devem ser adotadas estão banho e troca de roupas e calçados para entrada no perímetro interno da granja; controle do fluxo de veículos, sendo que os caminhões usados para transporte de suínos e de ração devem possuir identificação própria e serem usados exclusivamente para este fim. Aqueles que adentraram a área interna da cerca de isolamento precisam passar pelo sistema de desinfecção; possuir um programa auditável de prevenção e controle de vetores e pragas, como roedores, insetos e pássaros; limpeza e desinfecção deve ser realizada logo após a saída do rebanho, higienizando toda a instalação e equipamentos usados para manejo dos animais, especialmente o piso, os comedouros e os bebedouros. Ao término da limpeza, a granja deve ser mantida fechada para evitar a entrada de pessoas e animais; o vazio sanitário deve durar por um período de cinco a sete dias para que seja eficiente; e deve-se adotar um protocolo de vacinação levando em consideração problemas sanitários que ocorreram em lotes anteriores ou na região em que a granja está instalada.
Biosseguridade externa
A biosseguridade externa, cita a profissional, engloba a proteção do rebanho contra a entrada de agentes infecciosos, contribuindo desta forma para a redução de doenças endêmicas, além de ter o papel de impedir que doenças exóticas adentrem às granjas.
Entre as medidas a serem tomadas estão delimitação da área interna da unidade de produção com a instalação de uma cerca periférica de isolamento, com afastamento mínimo de cinco metros da granja, impedindo desta forma o acesso de pessoas e animais no entorno da propriedade; embarcadouro e desembarcadouro instalado próximo a cerca de isolamento e com portão, para que possa ser mantido sempre fechado; barreira sanitária instalada na entrada da granja, abrangendo vestiário sanitário, câmara de desinfecção e sistema de desinfecção de veículos; a instalação do silo de ração recomenda-se que seja na área interna e próximo a cerca de isolamento, permitindo fácil acesso para abastecimento pela área externa. Em caso de a ração não ser estocada em silo, orienta-se que o produto esteja bem embalado e seja armazenado em local arejado; a granja deve possuir composteira para destinação de suínos mortos, restos placentários e sobras de ração; o sistema de tratamento de dejetos deve ser cercado para evitar o acesso de pessoas e animais e deve ser feito em área fora da cerca de isolamento.
Como posso melhorar a minha granja?
De acordo com a profissional, dentro do plano de biosseguridade há medidas de curto e longo prazos, que precisam ser adotadas, mas sua aplicação está associada ao tempo que leva e ao investimento. “O que se pode fazer de imediato é melhorar a higiene, o manejo, o fluxo de pessoas na granja, etc. Essas ações vão exigir apenas a reorganização do sistema de trabalho”, destaca Danielle.
Já medidas a longo prazo estão associadas as instalações das granjas, como construção de um arco de desinfecção e melhorias nas vias de acesso à propriedade. E ainda há medidas de monitoramento contínuo, relacionadas principalmente as pessoas, ou seja, atreladas à responsabilidade de cada funcionário dentro e fora da granja.
A profissional destaca que os produtores precisam proteger as granjas todos os dias e não apenas hoje ou em determinadas situações em que há visitação à granja. “É importante lembrar que a granja não é shopping center, realmente é preciso prezar pelas medidas de biosseguridade, evitar o fluxo de pessoas todos os dias e o tempo inteiro na área de isolamento da granja” enfatiza a virologista.
Capacitação constante
A profissional destaca que é fundamental que os veterinários, produtores de suínos e controladores de javalis participem constantemente de treinamento, a fim de que possam reconhecer os sintomas da PSC e de outras enfermidades. “Conhecer as características da doença é primordial, porque diferentes agentes, vírus ou bactérias podem causar doenças semelhantes; identificar fatores de risco, adequar o sistema de vigilância, fazer quarentena, capacitar os laboratórios de diagnóstico para atender as demandas rápidas, possuir um plano de contingência, bem como garantir apoio legal e recursos aos produtores são medidas importantes para garantir a biosseguridade nas granjas”, detalha Danielle.
Conforme a virologista, sempre existe um momento e espaço para melhorias dentro da granja, no entanto o excesso de medidas pode levar os produtores a negligenciar etapas importantes do processo. “É importante que todos os elos da cadeia produtiva estejam comprometidos em manter o status sanitário invejável que o país possui. Cada um tem sua participação e contribuição, por isso é imprescindível não negligenciar nenhuma etapa”, salienta Danielle.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Comércio global e segurança alimentar pautam abertura do SBSS 2026
Palestra de Marcos Jank vai analisar como a reorganização do cenário internacional afeta mercados, exportações e a competitividade da suinocultura brasileira.

As transformações no cenário econômico e político mundial e seus reflexos sobre a cadeia produtiva da carne suína estarão em destaque na palestra de abertura do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). No dia 11 de agosto, às 18h30, o professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia suinícola.

Professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC)
Reconhecido como um dos maiores especialistas brasileiros em agronegócio global, Jank abordará como as mudanças geopolíticas, as relações comerciais internacionais, a segurança alimentar e os novos mercados influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira, oferecendo aos participantes uma visão estratégica sobre o futuro do setor.
Professor sênior de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank coordena o centro Insper Agro Global e possui uma trajetória consolidada nas áreas de economia, comércio internacional e agronegócio. Além da atuação acadêmica, é escritor, conselheiro de empresas e palestrante, sendo uma das principais referências brasileiras na análise dos mercados globais de alimentos e das cadeias do agronegócio.

Foto: O Presente Rural
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a palestra de abertura foi escolhida para ampliar o olhar dos participantes sobre os desafios que ultrapassam os limites da produção dentro das granjas. “O SBSS busca oferecer uma programação que combine conhecimento técnico e visão estratégica. Iniciar o evento discutindo a nova geopolítica dos alimentos é proporcionar aos congressistas uma compreensão mais ampla do cenário internacional e dos fatores que influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira”.
O presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, ressalta que compreender o ambiente global tornou-se uma necessidade para todos os profissionais da cadeia produtiva. “A suinocultura está inserida em um mercado conectado. Questões relacionadas ao comércio internacional, às exigências sanitárias, à sustentabilidade e à segurança alimentar impactam diretamente o setor. A presença do professor Marcos Jank agrega uma visão estratégica que complementa toda a programação técnica do Simpósio”.
SBSS

Foto: Andressa Kroth/UQ Eventos
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programção geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



