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PSA abre os olhos da China para mudança radical na suinocultura

Essas empresas estão inclinadas a produzir produtos cada vez mais elaborados, com um forte apelo visual nas embalagens, refletindo o esforço da China em agregar valor e sofisticação aos seus produtos suínos.

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Foto: Shutterstock

A China é o maior produtor e consumidor de carne suína do mundo, e a suinocultura é um componente crucial para garantir a segurança alimentar de sua população de 1,4 bilhão de pessoas. Mais de 50% da produção mundial de carne suína vem do país, o que torna a suinocultura chinesa um pilar estratégico para sua economia. Entretanto, a imagem de uma produção suína moderna e eficiente contrasta com uma realidade cheia de extremos. Enquanto algumas fazendas na China têm adotado tecnologias de ponta e práticas de alta eficiência, muitas outras ainda operam de maneira bastante tradicional, ou até rudimentar.

Com uma área territorial que ocupa a quarta posição global, quase 1 milhão de km2 maior que o Brasil, a China apresenta realidades regionais muito diferentes. É um país de extremos e isso se reflete também na suinocultura. Everton Gubert, CEO da Agriness, foi até lá para compreender melhor o modelo chinês de produção. Ele conversou com produtores, veterinários, nutricionistas e gestores, e percebeu que a suinocultura chinesa está em plena transformação, especialmente desde a chegada da Peste Suína Africana (PSA) em 2018. Em entrevista exclusiva ao jornal O Presente Rural, Gubert conta que a doença foi um divisor de águas e tem mudado profundamente o cenário da produção suína no país.

Durante sua viagem, Everton visitou instalações do Tianpeng Group e da Qingliang Foods, onde observou escritórios modernos e fazendas verticais em desenvolvimento. Essas empresas estão inclinadas a produzir produtos cada vez mais elaborados, com um forte apelo visual nas embalagens, refletindo o esforço da China em agregar valor e sofisticação aos seus produtos suínos.

Concentração e transformação da produção

Fotos: Divulgação/Everton Gubert

Preocupado em manter a segurança sanitária e evitar qualquer risco de contaminação na suinocultura brasileira, Gubert decidiu não entrar em nenhuma propriedade ou granja, mesmo cumprindo os protocolos sanitários, mas acompanhou a realidade do setor por meio de diálogos e entrevistas com diversos profissionais envolvidos na suinocultura chinesa e também mídias especializadas. Foi assim que ele conheceu as disparidades do setor: de um lado, grandes produtores com instalações de alta tecnologia e práticas avançadas; de outro, pequenos produtores que operam em condições bem mais modestas, muitas vezes com sistemas de produção de subsistência. Essa dualidade demonstra o enorme desafio que a China enfrenta ao tentar modernizar e padronizar sua produção. Gubert se concentrou nas granjas tecnificadas.

Nos últimos anos, explica Gubert, a PSA gerou um movimento de concentração da produção em grandes grupos e uma busca por maior tecnificação e biosseguridade. Pequenos produtores, que não têm condições de cumprir as exigências sanitárias necessárias, estão deixando a atividade. “A PSA transformou totalmente o cenário. Pequenos produtores estão saindo da atividade, e há um movimento forte de concentração de produção”, observa Everton. Além disso, a China está investindo cada vez mais em tecnologias para alcançar maior eficiência e sustentabilidade, mas o caminho ainda é longo. Muitos produtores sequer registram dados básicos de sua produção, o que dificulta a gestão eficiente.

“A suinocultura Chinesa é gigante. Eles são praticamente 20 vezes maiores que a suinocultura brasileira e ainda possuem uma discrepância grande quanto ao uso de tecnologia. Há muitas granjas quem mal anotam as informações, muitas que anotam os dados ao menos em fichas, muitas que já têm consciência da importância de digitalizar os dados e utilizar um sistema de gestão e algumas granjas supermodernas que utilizam fortemente tecnologias de monitoramento, automação e IoT para gerir melhor a sua estrutura. Mas uma coisa é certa: as granjas chinesas estão cada vez mais se modernizando, com um foco crescente em sanidade, sustentabilidade e eficiência e produtividade”.

A biossegurança foi um dos temas mais abordados durante as conversas de Everton com os profissionais chineses. A PSA deixou claro para os produtores que a biosseguridade não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade para garantir a continuidade da produção. “Os chineses estão cada vez mais conscientes da importância da biossegurança. Eles estão implementando controle rigoroso de acesso, protocolos de quarentena e desinfecção das instalações. Isso mostra que a sanidade está se tornando uma prioridade, e é uma mudança cultural significativa”, comenta Everton.

Baixa eficiência

Na questão da eficiência, a realidade chinesa ainda é desafiadora. Gubert conta que grande parte das granjas na China continua operando com baixa produtividade, com índices que variam entre 18 e 20 desmamados por fêmea ao ano. A maioria das granjas ainda trabalha em sistemas de ciclo completo. A Peste Suína Africana impôs uma maior conscientização sobre a importância de medidas de biosseguridade, mas a falta de tecnologias de gestão ainda é uma barreira para alcançar melhores resultados.

“Na China existe uma diferença muito grande entre as granjas super tecnificadas e as mais antigas. Vejo que no Brasil essa diferença é muito menor. Em virtude de sermos um país exportador e que precisamos seguir normas rigorosas para exportar, organizado pela agroindústria, temos uma suinocultura mais profissional, tecnificada e muito mais produtiva em relação a eles. A questão zootécnica de produtividade é onde reside a grande diferença. A média brasileira é de 30,05 desmamados/fêmea/ano (DFA), enquanto que na China esse índice não passa de 20. Em termos de gestão eu comparo a China com o Brasil de 2001, quando eu comecei a trabalhar no setor. Apesar de serem super avançados tecnologicamente na maioria dos setores, na suinocultura a transformação digital está no início, salvo as granjas mais modernas construídas de 2020 pra cá”, explica, ampliando: “A baixa produtividade está relacionada especialmente com falta de conhecimento de gestão para conduzir melhor as granjas. O que me chamou a atenção foi a falta de eficiência”, pondera.

Genética

A genética é outro aspecto importante. Everton explica que a China a predominância de uma mescla entre genéticas chinesas e de outras regiões do mundo, como Estados Unidos e Europa. Entretanto, os resultados ainda são inconsistentes, e a média de produtividade fica abaixo do que é observado no Brasil. “O que ainda prevalece é o uso e desenvolvimento de linhagens locais adaptadas às condições chinesas. Há também a combinação de genética importada e local que visa melhorar a eficiência zootécnica, com foco em crescimento rápido, resistência a doenças e qualidade da carne”, aponta Gubert.

Sustentabilidade e bem-estar animal

Quando o assunto é sustentabilidade, o CEO da Agriness comenta que a China tem feito avanços, mas ainda existem muitos desafios. Algumas granjas mais modernas estão adotando tecnologias como biodigestores para transformar dejetos em energia e placas solares para geração de eletricidade, como aqui no Brasil. Everton explica que observou que há um crescente esforço para reduzir a pegada de carbono e tratar os resíduos de forma mais sustentável, mas essas práticas ainda são limitadas a uma pequena parcela dos produtores.

“A preocupação com a sustentabilidade é cada vez mais presente na China. As granjas chinesas estão investindo em tecnologias para tratamento de resíduos, como biodigestores, que transformam resíduos em energia, uso de geração de energia através de placas solares e há um esforço crescente para reduzir a pegada de carbono através de práticas como a reciclagem de nutrientes e a eficiência energética”, menciona. “O governo chinês tem estabelecido metas ambiciosas para a redução de emissões, e isso está começando a impactar o setor suinícola. No entanto, a adoção dessas práticas está restrita às granjas mais tecnificadas”, afirma Everton.

O uso racional da água também é uma questão relevante. Algumas granjas adotaram tecnologias para reduzir o desperdício, como bebedouros automáticos e sistemas de monitoramento para detectar vazamentos, mas muitas instalações continuam sem práticas consistentes de reaproveitamento. Essa disparidade é uma grande diferença em relação ao Brasil, onde as preocupações ambientais e a busca por uma produção mais sustentável têm se tornado prioridade, especialmente devido às exigências do mercado internacional.

Everton também apontou as diferenças em termos de instalações e bem-estar animal. Enquanto algumas granjas chinesas têm instalações modernas, como por exemplo baias coletivas, que atendem aos padrões de conforto e sanidade, muitas outras estão operando com estruturas ultrapassadas, que não oferecem condições adequadas aos animais. “Há uma grande diferença entre as estruturas das granjas. Algumas são modernas, enquanto outras são extremamente precárias”, comenta. O bem-estar animal está começando a ganhar espaço, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que isso se torne um padrão na suinocultura chinesa.

Processamento e distribuição da carne suína

O processamento e a distribuição da carne suína também apresentam uma grande disparidade. Existem instalações modernas, que seguem padrões elevados de qualidade e industrialização, e outras que operam de forma muito básica, com pouca ou nenhuma tecnologia envolvida. Muitas empresas chinesas estão apostando na verticalização, controlando todas as etapas do processo produtivo, desde a criação até a industrialização da carne. “A tendência é que a produção se concentre cada vez mais em grandes grupos, que estão investindo em modernização e integração”, observa Everton.

Comparação com a suinocultura brasileira

Em comparação com o Brasil, Everton destaca que a suinocultura brasileira é muito mais profissional e tecnificada. “No Brasil, temos uma suinocultura organizada, com um nível elevado de gestão e produtividade. A média brasileira é de 30,05 desmamados por fêmea ao ano, enquanto na China esse número não passa de 20”, afirma. A modernização e a exigência de padrões internacionais de qualidade colocam o Brasil em uma posição de destaque, enquanto a China ainda enfrenta desafios significativos para atingir o mesmo nível de eficiência.

Apesar disso, Everton acredita que o potencial de crescimento da suinocultura chinesa é enorme. A concentração da produção em grandes grupos, a modernização das instalações e a adoção de novas tecnologias são sinais de que a China está caminhando para um modelo mais eficiente. “A China é um país dinâmico, e o governo tem um papel decisivo nas mudanças. Se houver uma decisão estratégica para transformar a suinocultura, eles têm capacidade para isso”, diz Everton.

Tendências disruptivas

Everton observa ainda que a China está apostando em algumas tendências disruptivas que, embora ainda incipientes, podem se tornar elementos fundamentais na transformação do setor. Uma dessas tendências são as granjas verticais, uma abordagem bastante diferente do modelo tradicional, que visa otimizar o uso do espaço em áreas urbanas e periurbanas. “Eles têm testado as granjas verticais, mas ainda é uma incógnita se esse modelo será viável em larga escala. Pode ser uma tentativa de resolver o problema da PSA, mas não sabemos se vai se sustentar”, diz Everton.

“O máximo de tecnologia que eu vi foi o expressivo uso de automação, visão computacional, robôs para limpeza de dejetos, utilização de sensores e monitoramento por câmara de praticamente todos os pontos das granjas. Sistemas automatizados de alimentação são comuns, permitindo a distribuição precisa de ração em horários programados ou conforme a demanda dos animais, mas nada tão diferente do que usamos nas granjas mais modernas do Brasil”.

Impacto da urbanização do consumo da carne suína

Outro ponto levantado por Everton foi a urbanização acelerada da China e como isso tem impactado o consumo de carne suína. A migração da população rural para as cidades, combinada com o aumento da renda per capita, tem levado a mudanças nos hábitos alimentares. “A urbanização está mudando o perfil do consumo. Há um aumento na demanda por produtos prontos e de conveniência, e as empresas estão investindo em cortes mais elaborados e produtos de maior valor agregado”, observa. Esse movimento também abre oportunidades para a industrialização e a verticalização da produção, o que pode levar a um setor mais organizado.

O consumo de carne suína, que tradicionalmente sempre foi elevado na China, passou por uma fase de retração durante os anos mais críticos da PSA. Com a necessidade de dizimar grande parte do rebanho, houve escassez de oferta e aumento dos preços, o que forçou muitos consumidores a migrar para outras fontes de proteína, como peixes e frutos do mar. “O governo incentivou o consumo de outras proteínas durante a crise da PSA, como peixes e frutos do mar, mas agora o consumo de carne suína está estabilizado”, diz Everton.

Uso de antibióticos e vacinas

A questão do uso de antibióticos e vacinas também foi abordada durante as conversas de Everton com os profissionais chineses. Embora haja um esforço crescente para utilizar vacinas e reduzir o uso de antibióticos, ainda existem desafios consideráveis. “O uso de antibióticos continua sendo uma questão delicada na China. Embora existam regulamentações, a implementação varia bastante entre as granjas”, comenta Everton. Ele destaca que a prevenção, com foco em biosseguridade e vacinação, está se tornando mais comum, mas o avanço é desigual.

O papel do governo na transformação do setor

O modelo de produção suína na China está em constante mudança, e a tendência é que o setor se torne cada vez mais concentrado e tecnificado. No entanto, como Everton ressaltou, o ritmo dessa transformação depende muito do apoio governamental e da capacidade dos grandes grupos de investimento de liderarem esse processo. “O governo chinês tem um papel crucial na transformação do setor. Se houver apoio, a modernização pode ocorrer muito rapidamente, especialmente com os grandes grupos. Mas os pequenos produtores têm cada vez menos espaço nessa nova realidade”, diz Everton.

Lições para o Brasil

Para o Brasil, menciona Gubert, a experiência chinesa traz importantes lições sobre os desafios na suinocultura, mas uma em especial: “Sanidade, sanidade e sanidade. O preço a ser pago se algumas doenças entrarem em nosso país pode ser catastrófico. Haja vista o quanto os chineses estão sofrendo com a sanidade deles. Creio que estamos fazendo um belo trabalho em todas essas áreas com profissionais e empresas, cada uma do seu setor, produzindo um avanço ininterrupto da nossa suinocultura desde 2001, quando entrei no mercado. Creio que as principais lições aprendidas foram produzidas mais no campo das diferenças culturais, políticas que há entre Brasil e China. Como a China vive um modelo político socialista casado com um modelo econômico capitalista, o governo é um grande parceiro dos empreendedores e trabalha para facilitar o desenvolvimento dos negócios. O governo é dinâmico e rápido. Faz acontecer. Pelo lado da força de trabalho, a mentalidade do chinês é de que ele precisa vencer na vida utilizando o estudo e o trabalho como os grandes pilares para a prosperidade. Isso faz com que o chinês tenha muita vontade de trabalhar, aprender e crescer profissionalmente. Há um aspecto de meritocracia muito estabelecido na sociedade e cada um deles quer se destacar entre uma população gigante com 1,4 bilhão de pessoas”.

A transformação da suinocultura chinesa

A China, com seu dinamismo e capacidade de adaptação, certamente continuará sendo uma protagonista no cenário da suinocultura global. As mudanças em curso no país representam tanto desafios quanto oportunidades para o Brasil e para o mundo. A transformação da suinocultura chinesa mostra que, apesar dos obstáculos, há espaço para avanços significativos quando há disposição para investir, inovar e aprender. Para o Brasil, acompanhar de perto essa evolução pode ser um passo essencial para garantir um futuro ainda mais sólido e promissor para o setor suinícola.

O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Tenha uma boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa

Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

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Foto: O Presente Rural

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”

Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.

Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.

Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock

Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.

Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.

Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN

Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.

Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.

De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.

Cooperativas impulsionam melhorias contínuas

O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.

Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.

Mercado exige planejamento e controle da oferta

Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.

Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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