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Prova de Eficiência Alimentar Angus é realizada pela primeira vez com animais entre 9 e 12 meses

Avaliação inédita em Bagé busca identificar reprodutores mais eficientes e reduzir custos, ampliando a base genética da raça.

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Foto: Róger Nobre

Pela primeira vez, Embrapa Pecuária Sul e Associação Brasileira de Angus e Ultrablack estão realizando a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) com animais entre 9 e 12 meses. Nas edições anteriores, as avaliações eram desenvolvidas com animais de cerca de 18 meses. Esta edição especial da PEA ocorre em Bagé, na sede da Embrapa Pecuária Sul, até dezembro.

A prova consiste na mensuração do consumo alimentar residual (CAR) e ganho de peso residual (GPR) de bovinos de corte em confinamento, a fim de comparar e identificar, dentro do mesmo sistema de produção, reprodutores com menor consumo alimentar e crescimento mais acelerado.

Foto: Shutterstock

Conforme o analista da Embrapa Pecuária Sul, Álvaro Moraes, a eficiência alimentar é uma característica que pode ser medida do desmame até os dois anos de idade. “Avaliar animais mais jovens permite ter uma homogeneidade melhor dos lotes, ou seja, animais em crescimento não possuem disparidade significativa em relação aos sistemas produtivos das propriedades”, destaca o analista. “O protocolo é o mesmo dos animais adultos, a única diferença é que os animais jovens estão muito parecidos na curva de crescimento, o que beneficia a avaliação desses animais”, completa a assistente de fomento da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, Carolina Silveira.

Moraes também ressalta que a iniciativa deve ser ampliada nos próximos anos, devido ao custo para a avaliação ser menor. Com isso, os produtores poderão enviar um número maior de animais para serem avaliados, ampliando a população de referência da raça para essa característica.

Durante a PEA, são utilizados dois parâmetros de aferição de eficiência alimentar, o CAR e o GPR. O CAR é uma característica definida como a diferença entre o consumo de alimento observado e o estimado em função do peso metabólico (PM) e do ganho médio diário (GMD). Portanto, os animais mais eficientes consomem menos alimentos que o estimado, apresentando valores negativos de CAR. O GPR é uma medida que permite comparar o GMD de animais em diferentes níveis de consumo, ou seja, leva em consideração a diferença entre o GMD observado e o estimado com base no consumo de matéria seca (CMS) e o peso metabólico (PM). Assim, animais que ganham peso acima do calculado são os desejados, com valores de GPR positivos.

Os indivíduos mais eficientes são aqueles com CAR negativo e GPR positivo. Para o cálculo do índice de classificação final (ICF) dos animais participantes da PEA leva-se em consideração 50% para cada característica. De acordo com os valores de ICF, os reprodutores são divididos e classificados em três grupos:  Elite = animais com ICF maior que a média +1 desvio padrão; Superior = animais com ICF entre a média e 1 desvio padrão; Comercial = animais com ICF menor que a média.

Os dados de consumo individual são coletados por meio de cochos eletrônicos. Estes equipamentos possuem comedouros que ficam apoiados sobre células de carga e em conjunto com sensores e coletores inteligentes, possibilitando o registro eletrônico do alimento consumido por cada animal. Cada bovino participante da prova recebe um brinco eletrônico que permite a leitura no comedouro cada vez que se alimenta, gerando os dados de consumo pela diferença entre a quantidade de alimento abastecida no cocho e o que foi consumido em cada visita pelos indivíduos. As informações coletadas são correlacionadas com as pesagens realizadas durante a prova. Estas são feitas diariamente por balanças anexadas aos bebedouros, dessa forma, cada vez que o animal for ingerir água, ele terá o peso registrado. Os materiais das pesagens diárias servem para o cálculo do GPR. A PEA tem duração máxima de 91 dias, sendo 21 dias para adaptação à nova dieta e grupo de manejo, mais 70 dias de avaliação.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul

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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025

Brasil embarca 3,5 milhões de toneladas, amplia receita para US$ 18 bilhões e fortalece presença em mais de 170 mercados, com liderança da China e avanço expressivo em destinos estratégicos.

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Foto: Shutterstock

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm o Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).

Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e a maturidade do setor. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.

Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e do setor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável ao avanço em mercados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.

Dezembro

No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia(11,9 mil toneladas).

Fonte: Assessoria ABIEC
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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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