Empresas Biossegurança
Protegendo nossos rebanhos para sustentar a cadeia de suprimentos
Em alguns casos, surtos de doenças zoonóticas podem afetar a cadeia de suprimentos e, consequentemente, reduzir a disponibilidade de alimentos para os consumidores

Artigo escrito por Algis Martinez, DVM, Diplomado na Faculdade Americana de Veterinários de Aves (ACPV) Serviços Veterinários Globais, Cobb-Vantress, Inc.
A proteção da saúde animal é de suma importância para a economia e o suprimento de alimentos de qualquer país. Animais em bom estado de saúde é um requisito importante para um país participar dos mercados globais de proteínas. Existem uma série de doenças animais emergentes e reemergentes que são motivo de preocupação e que podem afetar a adequação do suprimento de alimentos para uma crescente população mundial e têm implicações enormes no comércio global. Infelizmente, as doenças zoonóticas, incluindo a gripe aviária, continuam ressurgindo em algumas áreas específicas do mundo, causando alta morbidade e mortalidade em aves. Em alguns casos, surtos de doenças zoonóticas podem afetar a cadeia de suprimentos e, consequentemente, reduzir a disponibilidade de alimentos para os consumidores.
Algumas indústrias, mais do que outras, ainda enfrentam problemas com doenças como a doença de Newcastle (ND), a doença infecciosa da bolsa (IBD), bronquite infecciosa (IBV) e laringotraqueíte infecciosa (ILT). Além dos custos arcados diretamente pelos produtores de proteínas, são incorridos custos adicionais em nível global quando há uma interrupção na disponibilidade internacional de carne de aves, ovos e / ou pintinhos.
Na Cobb, estamos comprometidos em produzir e fornecer um suprimento seguro e protegido de matrizes de aves para nossos clientes em todo o mundo. Os componentes de nossos programas de biossegurança foram certificados por agências independentes, incluindo o Plano Nacional de Melhoramento Avícola (NPIP, sob os auspícios da USDA nos EUA); o Plano de Saúde Avícola do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (DEFRA no Reino Unido); a Autoridade de Segurança de Alimentos e Produtos de Consumo (Holanda); e o Programa Nacional de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (PNSA do MAPA no Brasil). Essas organizações realizam auditorias e monitoramentos regulares dos programas de saúde de nossas operações de criação de aves.
Testes regulares são a chave para um programa de biossegurança que protege nossa cadeia de suprimentos contra surtos de doenças há décadas. Um excelente exemplo é a nossa participação no programa de limpeza da gripe aviária do Plano Nacional de Melhoria das Aves (NPIP). Temos a certificação por sermos livres de Gripe Aviária neste plano nacional e todos os rebanhos são testados contra gripe aviária a cada 3 semanas. Como participante certificado, este programa permite que a Cobb atenda aos requisitos de importação contra a gripe aviária para a maioria de nossos parceiros comerciais.
Como uma empresa global que produz material genético para clientes em todo o mundo, trabalhamos duro para evitar interrupções em nossa cadeia de suprimentos. A Cobb possui instalações de produção com pedigree, linhagens de bisavô, avós e incubatórios estrategicamente localizados em todo o mundo. Utilizamos uma rede de mais de 60 distribuidores para enviar nossos produtos. Além disso, temos o compartimento de nossas operações no Brasil, Reino Unido e EUA, seguindo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Essas medidas ajudam a garantir a segurança e a disponibilidade de nossos produtos em caso de doenças, surtos e outras possíveis interrupções em nossa cadeia de suprimentos, desde que haja um acordo bilateral em que o país receptor reconheça os compartimentos certificados no país exportador.
Programas rigorosos de biossegurança são a base de nossa estratégia de gerenciamento de riscos. Nossos protocolos de biossegurança excedem os requisitos da maioria dos programas governamentais, portanto, os agentes importadores têm um alto grau de confiança em nossos produtos. A excepcional biossegurança nos permite distribuir matrizes para mais de 120 países.
Uma parte importante da cadeia de suprimentos é o processo de exportação. Um planejamento cuidadoso e a documentação são fundamentais para fornecer um produto de qualidade a clientes internacionais sem atrasos. Nossa equipe de especialistas em exportação segue protocolos rigorosos de biossegurança e trabalha com cuidado para atender aos requisitos exclusivos de cada país, incluindo documentação especial e / ou testes adicionais. Para tornar o processo de exportação mais eficiente, fomos pioneiros no uso de um sistema eletrônico de certificação sanitária para aves de um dia de vida em coordenação com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Cobb serviu como a primeira empresa piloto desse modelo no Canadá e na Guatemala. Desde então, o programa se expandiu para incluir a maioria dos países do mundo e utiliza processamento parcial ou totalmente eletrônico.
Houve um reconhecimento crescente da importância de práticas estritas de biossegurança e incentivamos todos os produtores a se concentrarem na construção e manutenção de uma cultura de biossegurança. O treinamento dos membros da equipe da granja e do incubatório é uma parte fundamental da construção da cultura de biossegurança, considerando que os trabalhadores são conhecidos como a fonte mais comum de transmissão de doenças. Os motoristas de entrega de pintinhos também aderem aos nossos protocolos de biossegurança, permitindo a entrega de produtos aos clientes em nossos mercados domésticos, portanto não há preocupações em termos de doenças. Também existe uma política de tolerância zero para todos os membros da equipe para impedir o contato direto ou a interação com aves de fora da instalação de produção. Esse é de longe um dos princípios mais importantes da biossegurança.
Neste mundo integrado e dependente, um rigoroso programa de biossegurança é essencial para evitar desastres econômicos e da cadeia de suprimentos decorrentes de doenças animais. Ao perceber os perigos e riscos de doenças avícolas em sistemas comerciais de produção de aves, os avicultores têm trabalhado para entender a relação custo-benefício da implementação e manutenção de um programa eficaz de biossegurança.

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Condenações no abatedouro impactam rentabilidade da avicultura
Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro.

Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro. Já entre as causas patológicas mais frequentes estão a artrite, a pododermatite e a ascite, afecções de origem multifatorial que afetam o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e os resultados econômicos da atividade.
No caso da artrite, as lesões articulares podem levar à condenação parcial ou total das carcaças durante a inspeção post mortem. A pododermatite, por sua vez, compromete a qualidade das patas, subproduto de alto valor comercial, enquanto a ascite está associada a distúrbios metabólicos relacionados ao rápido crescimento das aves, resultando em condenações e perdas adicionais no abate.
Além dos impactos sanitários, as condenações representam prejuízos econômicos relevantes para o setor. Estimativas indicam que as perdas podem variar entre 0,5% e 2% da produção total, a depender da frequência e da gravidade das lesões.
Segundo Brunna Garcia, nutricionista da Agroceres Multimix, as principais causas de condenação de carcaças estão diretamente relacionadas a falhas de manejo e a condições ambientais inadequadas ao longo da criação, o que reforça a importância de uma abordagem integrada de prevenção.
“A redução dessas ocorrências não está associada apenas ao bem-estar animal, mas também à viabilidade econômica dos sistemas produtivos”, afirma.
A análise completa sobre as causas das condenações e estratégias de prevenção está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix. Acesse já, clicando aqui.
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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.



