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Protagonistas das carnes discutem geopolítica, valor agregado, qualidade do produto e inovação

Durante seminário da Mercoagro, especialistas destacaram impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia e tensões no Oriente Médio sobre insumos e exportações.

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Fotos: Shutterstock

O Senai/SC reuniu especialistas e lideranças da cadeia de proteínas no 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, realizado em Chapecó (SC) em março. Com programação paralela à Mercoagro 2026 – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne –, o encontro debateu inovação, tecnologia e tendências que influenciam a competitividade do setor em um ambiente de mudanças no mercado global.

O coordenador geral da Mercoagro, Nadir José Cervellin, destacou a relevância da pesquisa estar ligada a indústria e que a feira possui três pilares: negócios, relacionamento e conhecimento. “Quando a pesquisa caminha junto com a indústria, ela vira resultado, vira competitividade e vira solução aplicada no dia a dia das empresas. A Mercoagro nasceu com esse propósito e segue fiel a ele. Por isso, trabalhamos para que a feira seja um ambiente completo: um espaço para gerar negócios, fortalecer conexões e, principalmente, compartilhar conhecimento que prepara o setor para os próximos desafios”, afirmou.

O diretor-regional do Senai e diretor de Gestão de Mercado, Fabrizio Pereira, abordou a pujança do setor de alimentos na região oeste de Santa Catarina e os serviços que a Fiesc oferece para fortalecer a indústria. “Para se ter uma ideia, cerca de 33% de tudo o que é produzido no estado acontece nesse eixo que vai de Joaçaba até a fronteira. É algo realmente expressivo. Mesmo diante dos desafios logísticos que a região enfrenta há anos, a força, a competência e a qualidade das pessoas fazem toda a diferença”.

Geopolítica no mercado de carnes

Foto: Alessandra Favretto/MB Comunicação

Para abrir o cronograma de palestras, o diretor executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima, apresentou os impactos da geopolítica no mercado de carnes. Para dimensionar a relevância do setor, ele apresentou alguns números: embora o estado tenha pouco mais de 1% do território nacional, lidera a produção e exportação de carne suína no Brasil e ocupa a segunda posição na produção de frango, atrás apenas do Paraná. Junto com Paraná e Rio Grande do Sul, Santa Catarina concentra 75% da produção nacional de frango e 85% da produção de suínos, evidenciando a força da região Sul nesse segmento.

Jorge pontuou a dimensão da cadeia produtiva no estado de Santa Catarina. “As grandes agroindústrias empregam cerca de 60 mil pessoas diretamente, mas, considerando toda a cadeia, desde pequenos abatedouros até serviços indiretos, o número chega a 124 mil empregos. Além disso, esses postos diretos geram aproximadamente 480 mil empregos indiretos, envolvendo atividades como transporte, logística e fornecimento de insumos”.

Para ilustrar a dimensão logística do setor, Lima destacou que uma única planta produtiva com capacidade para 200 mil aves ou 5 mil suínos por dia pode gerar uma movimentação diária de cerca de 5.240 viagens de caminhões. “A complexidade logística também se reflete no trabalho de campo, pois cada motorista percorre, em média, 3 mil quilômetros por mês, e o setor conta com cerca de 1.200 profissionais nessa função. No transporte internacional, são movimentados cerca de 90 mil contêineres por ano uma média de 344 por dia com aproximadamente 167 caminhões circulando diariamente entre o Oeste e os portos do litoral. Esse volume gera custos expressivos. O transporte de cargas representa uma despesa anual de cerca de R$ 3 bilhões, enquanto os custos portuários somam aproximadamente R$ 50 milhões”.

De acordo com Lima, os conflitos geopolíticos internacionais têm impacto direto sobre o setor. Ele citou, principalmente, a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, como o conflito envolvendo o Irã. Antes de abordar os efeitos de mercado, ressaltou que qualquer conflito bélico representa uma tragédia humana embora, inevitavelmente, também traga consequências econômicas. “Santa Catarina exporta para mais de 150 destinos, com mercados relevantes como Japão, China, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Reino Unido e países europeus. Essa ampla presença internacional faz com que o setor seja altamente sensível a mudanças geopolíticas. No caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, o impacto foi imediato, especialmente no custo dos insumos. A Ucrânia é um dos maiores produtores de milho do mundo, e, com o início do conflito, o preço do grão disparou, chegando a cerca de R$ 113 por saca em Chapecó. Atualmente, o valor se estabilizou em torno de R$ 67, com variações recentes influenciadas por novos conflitos”, concluiu.

Alto valor agregado

O pesquisador da AgResearch Ltd, Dr. Mustafa Farouk, veio da Nova Zelândia para o seminário e palestrou sobre o desenvolvimento de produtos cárneos com alto valor agregado. Ao abordar a geração de valor na indústria da carne, Farouk destacou três pontos centrais. O primeiro é que, independentemente do perfil do consumidor há uma pergunta essencial que orienta as escolhas de consumo: “como aquele alimento impacta sua saúde física e mental ao longo da vida?”.

O segundo ponto é o potencial ainda não totalmente explorado da carcaça. Segundo o pesquisador, seja na carne bovina, suína ou de outras espécies, ainda há espaço para extrair mais valor a partir de cada animal e ampliar o aproveitamento de seus componentes. Já o terceiro aspecto aponta para uma mudança de lógica: não é mais possível agregar valor apenas aumentando a produção ou aproveitando ao máximo a matéria prima. O verdadeiro ganho, daqui para frente, está em compreender melhor o consumidor e suas demandas. “O valor não está mais em produzir mais, mas em produzir melhor para quem vai consumir”, resumiu.

Para Farouk, o desafio está na forma de apresentar os produtos ao consumidor. Cortes como fígado, coração e rins enfrentam resistência quando oferecidos de forma tradicional. “No entanto, quando incorporados a novos formatos como produtos processados ou combinados com outros ingredientes, podem ganhar aceitação e abrir novas oportunidades de mercado. Não se trata apenas do que temos, mas de como entregamos isso ao consumidor”.

Qualidade da carne

O professor Dr. Márcio Duarte, da University of Guelph e da Universidade Federal de Viçosa, discutiu a influência da suplementação na qualidade da carne, relacionando manejo, nutrição e atributos finais do produto. Ao abordar os fatores que determinam a qualidade da carne, o palestrante explicou que é essencial compreender a diferença entre músculo e carne. “A carne, como produto final, é resultado da transformação do tecido muscular, e são as células presentes nesse tecido que determinam atributos como maciez, suculência e valor agregado”.

Duarte defendeu a necessidade de compreender toda a dinâmica de crescimento, desde a concepção até o abate. Um animal abatido aos 21 meses, por exemplo, já carrega influências de todo o seu desenvolvimento, iniciado ainda no período gestacional. “A qualidade da carne não se constrói apenas no final do processo, mas ao longo de toda a vida do animal”, sintetizou.

O palestrante explicou que, ainda no útero materno, ocorre a formação dos principais tecidos que darão origem à carne. Esses tecidos têm uma origem comum, a partir de um conjunto limitado de células, cuja maior capacidade de multiplicação está concentrada nas fases iniciais do desenvolvimento. Após os primeiros meses de vida, especialmente depois dos sete meses, essa capacidade de proliferação celular diminui significativamente. Isso significa que o animal passa a ter um “estoque” limitado de células capazes de formar gordura intramuscular, o marmoreio.

Na prática, isso explica por que estratégias focadas apenas na terminação nem sempre funcionam. “Você pode oferecer uma dieta rica em energia, mas se o animal não desenvolveu essas células antes, ele simplesmente não terá capacidade de formar o tecido que gera valor”, reiterou Duarte. Diante disso, o caminho apontado é antecipar as estratégias nutricionais e de manejo, atuar desde as fases iniciais, e até mesmo durante a gestação, para estimular o desenvolvimento dessas estruturas.

Alimentos processados

O representante da Corbion, Msc. João Yunes, apresentou tendências de ingredientes naturais e sustentáveis em alimentos processados. Yunes frisou que no Brasil já produzimos a partir da fermentação natural produtos que se mantém na temperatura ambiente, isso, mesmo que acompanhe gerações é inovação. No entanto, para indústria é preciso pensar como manter alimentos fermentados para as prateleiras do mundo inteiro. Ao aprofundar o tema da conservação, o palestrante destacou que a deterioração de produtos cárneos ocorre, basicamente, por dois caminhos: biológico e químico.

Ao falar sobre inovação, ele ressaltou que o primeiro limite é regulatório. “Não adianta desenvolver uma solução se ela não é permitida pela legislação”, pontuou e ressaltou que as regras variam entre países, mas seguem diretrizes semelhantes no mundo todo.

Entre os principais conservantes utilizados na indústria de carnes, destacam-se os ácidos orgânicos e seus derivados, responsáveis por grande parte das aplicações. O ácido lático, por exemplo, origina o lactato, amplamente utilizado no Brasil, especialmente em produtos armazenados em temperatura ambiente. Já o ácido acético dá origem aos acetatos, que atuam de forma complementar, especialmente no controle de microrganismos como a Listeria. Outros compostos incluem os propionatos, com ação antifúngica, e os sorbatos, que também têm aplicação na conservação de alimentos, dependendo da legislação local.

Segundo Yunes, o sucesso na conservação está na combinação adequada desses compostos. “Os conservantes atuam de forma sinérgica. Quando combinamos corretamente, conseguimos aumentar o shelf life e garantir a segurança alimentar”, explicou.

Inteligência artificial

O professor Dr. João Dorea, da University of Wisconsin, abordou o emprego de inteligência artificial na prevenção da qualidade da carne. O foco do trabalho está em integrar dados para tornar a tomada de decisão mais precisa e menos subjetiva. “A ideia é usar inteligência artificial para monitorar o animal e combinar essas informações com outros dados, gerando uma gestão mais eficiente”, explicou. Inicialmente aplicadas dentro das fazendas, agora essas tecnologias começam a avançar também para a indústria, sendo utilizadas no monitoramento de processos após a saída da porteira.

O uso de câmeras, por exemplo, permite acompanhar o comportamento dos animais em larga escala, analisar aspectos como movimentação, postura e possíveis problemas de locomoção. Sistemas de visão computacional conseguem identificar padrões, como a curvatura da coluna ou o posicionamento das articulações o que indica precocemente alterações na saúde do animal. Essas mesmas tecnologias podem ser aplicadas na indústria para avaliar carcaças e contribuir para análises de qualidade da carne.

Dorea explicou a inteligência artificial que desenvolveu para solucionar um desafio prático da indústria da carne: a falta de padronização dos cortes, especialmente em animais mestiços. Utilizando ultrassom, imagens 3D e modelos computacionais, a equipe conseguiu prever ainda no animal vivo características como área e formato do ribeye, corte bastante valorizado comercialmente. Segundo ele, os resultados mostraram que a tecnologia consegue identificar padrões que análises biométricas tradicionais, como peso e comprimento do animal, não conseguem captar com a mesma precisão.

A pesquisa avançou também para a predição da maciez da carne a partir de imagens simples, inclusive feitas com câmera de celular. Em parceria com outros pesquisadores, foi desenvolvido um modelo capaz de estimar esse atributo, que normalmente é difícil de ser percebido até por especialistas apenas pela aparência do bife. Para o pesquisador, esse tipo de ferramenta pode trazer ganhos tanto para a indústria, ao aumentar a previsibilidade e a padronização dos produtos, quanto para o consumidor, que poderá fazer escolhas mais conscientes com base em informações mais confiáveis sobre a qualidade da carne.

Tendências, desafios e perspectivas

O seminário foi encerrado com o painel “Tendências, desafios e perspectivas para o futuro da indústria da carne”, que reuniu o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o gerente executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima, o diretor vice-presidente de Agro e Qualidade da MBRF, Fabio Duarte Stumpf, e o coordenador geral da Mercoagro, Nadir José Cervelin. A discussão abordou os caminhos para manter a competitividade do setor diante de um mercado global mais exigente, com destaque para inovação aplicada, qualidade e eficiência ao longo da cadeia produtiva, além da importância de integrar pesquisa e indústria para transformar conhecimento em resultados e oportunidades de negócios.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

A granja adoece antes de parecer doente

Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta.

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Foto: Shutterstock

Na avicultura, o prejuízo raramente começa no dia em que o problema fica evidente. Antes da mortalidade subir, da conversão alimentar piorar, da produção de ovos cair ou do frigorífico registrar mais condenações, a granja costuma emitir sinais menores. Às vezes estão no consumo de água, na resposta vacinal, na cama, na ambiência, no comportamento das aves, na uniformidade do lote ou em alterações discretas de desempenho. Quem espera o problema aparecer por completo, normalmente já chegou tarde.

Essa lógica é especialmente verdadeira quando se fala em sanidade. Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta. A avicultura intensiva trabalha com alta densidade, ciclos curtos, margens pressionadas e forte dependência de regularidade. Nesse sistema, prevenir não é discurso técnico: é condição econômica.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

A laringotraqueíte infecciosa é um exemplo claro de como a granja pode adoecer antes de parecer doente. A circulação do agente, a movimentação de pessoas, falhas nos protocolos de acesso, risco de disseminação entre propriedades e demora na resposta sanitária podem transformar um problema localizado em ameaça regional. Quando os sinais clínicos ficam evidentes, o vírus pode já ter encontrado caminhos para avançar.

Por isso, biosseguridade não pode ser tratada como checklist de auditoria. Ela precisa ser rotina de produção. Controle de acesso, vazio sanitário, limpeza, desinfecção, qualidade da água, manejo de cama, vacinação, diagnóstico laboratorial, rastreabilidade e treinamento das equipes são partes de uma mesma engrenagem. Nenhum desses pontos funciona isoladamente quando o restante da operação falha.

A avicultura brasileira construiu competitividade porque aprendeu a produzir com método. Mas o método precisa ser atualizado todos os dias, dentro da granja, antes que a planilha mostre a perda. O futuro sanitário da atividade dependerá menos da capacidade de apagar incêndios e mais da disciplina para identificar riscos quando eles ainda parecem pequenos.

A granja avisa. A questão é se a cadeia está preparada para ouvir antes que o problema vire prejuízo.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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