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Proposta de Zoneamento Socioeconômico preocupa setor produtivo de MT

Presidente do Fórum Agro MT e da Acrismat, Itamar Canossa, aponta que a nova proposta pode reduzir em 35% área agricultável com uso de tecnologia

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O Fórum Agro MT, entidade criada em 2014 para representar política e estrategicamente os interesses da agropecuária, se reuniu na última semana com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prefeitos e lideranças de vários municípios para discutir a proposta do novo Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso (ZSEE-MT). Atualmente em fase de consulta pública no site da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), a proposta causa preocupação principalmente para o setor produtivo do Estado.

Durante o encontro, os representantes das entidades debateram as propostas e diretrizes técnicas sobre a ZSEE-MT e solicitaram a suspensão da consulta pública, uma vez que a proposta não atende a alguns requisitos legais.

Segundo o presidente do Fórum Agro MT e também da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, o texto atualmente pode reduzir em até 35% a área agricultável no Estado com uso de tecnologia.

“Dos atuais 40 milhões de hectares de área agricultável com uso de tecnologia, com a  nova proposta esse total pode ser reduzido para 26 milhões de hectares. De acordo com a proposta de ZSEE-MT essa diferença de 14 milhões de hectares será transformada em áreas de agricultura familiar, preservação ou de reserva ambiental, impedindo a implantação de tecnologia na produção”, explica.

Segundo as entidades, essa mudança causará um impacto gigantesco na economia do Estado e na vida de milhares de pessoas que trabalham direta e indiretamente com o agronegócio em Mato Grosso.

“Imagina o impacto que isso pode causar na região do Vale do Araguaia, por exemplo, impedir que produtores que há gerações plantam, criam e produzem tenham que mudar a forma de seus negócios por conta do novo zoneamento. Sem contar na queda drástica na arrecadação do Estado, já que a quantidade da produção deverá diminuir se isso realmente acontecer”.

O Fórum Agro MT é composto pela Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Ampa (Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão), Aprosmat (Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso) e Famato (Federação de Agricultura do Estado de Mato Grosso).

Fonte: Assessoria
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Notícias Abastecimento

Abramilho alerta para quebra de produção em SC devido à praga da cigarrinha e seca

Produtor que plantou, com a expectativa de uma colheita em torno de 250 sacas por hectare, vai colher 50, 60

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Arquivo/OP Rural

As lavouras de milho no Sul do País, especialmente no Paraná e sobretudo em Santa Catarina, estão, uma vez mais, sendo amplamente castigadas pela seca, bem como pela praga da cigarrinha, alerta a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).

O inseto é vetor de doenças, provocadas por vírus e bactérias, que ao contaminarem a planta, prejudicam o desenvolvimento, acarretando em má formação, menos espigas e consequentemente menor produtividade e quebra na produção.

De acordo com informações colhidas pela Abramilho junto a produtores associados no Estado, de uma estimativa inicial de produção em torno de 2,7 milhões de toneladas, a safra 2020/21 catarinense de milho deve chegar, no máximo, a 1,5 milhão. “O produtor que plantou para colher 250 sacas por hectare, vai colher 50, 60”, diz Cesario Ramalho da Silva, presidente institucional da entidade.

Estima-se que o estado terá que importar cerca de cinco milhões de toneladas de milho para o abastecimento interno. “Isso também levará ao aumento nos custos de produção das agroindústrias”, alerta. Santa Catarina é relevante polo produtor de proteína animal, principalmente suínos e frangos de corte, sendo grande consumidor do grão sob a forma de ração animal.

O dirigente acentua, ainda, que muitos produtores venderam antecipadamente a safra e que, pelas perdas de produção, terão dificuldades para honrar os compromissos de entrega. “Diante do crítico cenário da temporada atual, muitos produtores de milho já manifestaram interesse em trocar de cultura no próximo ciclo.”

Fonte: Assessoria
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Notícias Responsabilidade social

Inscrições para Selo Mais Integridade 2021/22 estão abertas a partir de hoje

Prêmio reconhece empresas e cooperativas do agro que adotam práticas de integridade, responsabilidade social, ambiental e ética

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Divulgação/MAPA

A partir desta terça-feira (02), empresas e cooperativas do agronegócio podem se inscrever no Selo Mais Integridade 2021/22. O prazo termina no dia 4 de junho de 2021. Em sua quarta edição, o Selo reconhece organizações do agro que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade, ética e comprometimento de impedir fraudes, suborno e corrupção.

As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço: https://sistemas.agricultura.gov.br/agroform/index.php/183221?lang=pt-BR. A cerimônia de premiação está prevista para janeiro de 2022.

Na última edição, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) premiou 19 empresas, sendo que quatro delas receberam a certificação pela segunda vez e oito, pela terceira vez. A premiação foi entregue pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

Para conquistar o Selo Mais Integridade, a empresa ou cooperativa precisa comprovar que tem um programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos,  promove ações com ênfase na responsabilidade social e ambiental e  treinamentos para melhoria corporativa, Além disso, é preciso estar em dia com as obrigações trabalhistas, não ter multas relacionadas ao tema nos últimos dois anos, não ter casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais nos últimos 24 meses.

Toda a documentação é analisada pelo Comitê Gestor do Selo, instituído pela Portaria nº 599, de 16/04/2018. Após a análise e homologação do resultado, a lista com as vencedoras é publicada no Diário Oficial da União, até o dia 31 de dezembro de 2021.

O Mapa é pioneiro entre os ministérios na implementação de um selo setorial alinhado ao Programa de Fomento à Integridade da Controladoria-Geral da União.

Fonte: MAPA
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Notícias Conab

Progresso de Safra inova com dados sobre estágios das principais culturas

Objetivo da proposta é ampliar o acesso às informações coletadas no campo, permitindo o aumento da transparência das atividades realizadas, com confiabilidade para o setor

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Os agricultores e agentes do setor poderão acompanhar os estágios de crescimento e desenvolvimento das lavouras do país. Agora, além dos percentuais de plantio e colheita, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passa a informar a fenologia das plantas. A nova informação está publicada desde segunda-feira (1º), no boletim do Progresso de Safra, divulgado no site da Conab a partir das 18h.

A iniciativa consolida os dados levantados pela Companhia em todo o país, além de trazer um retrato mais próximo das fases de crescimento e desenvolvimento encontrados nas lavouras das principais culturas cultivadas. Outro objetivo da proposta é ampliar o acesso às informações coletadas no campo, permitindo o aumento da transparência das atividades realizadas, com confiabilidade para o setor.

“Este produto permite uma previsibilidade do andamento da safra, e com isso um planejamento das ações futuras necessárias, tornando-se uma importante ferramenta para auxiliar tanto os atores públicos como privados, seja na formulação das políticas agrícolas e de abastecimento, ou para subsidiar as tomadas de decisão”, destaca o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes. “Uma empresa, por exemplo, que negocia grãos em todo o país, poderá fazer o planejamento da comercialização, inclusive logístico, tanto atual como futuro, ao conhecer os percentuais plantados e colhidos e a fenologia das culturas plantadas, a partir das informações publicadas pela Companhia”.

O primeiro levantamento do Progresso de Safra foi publicado em novembro do ano passado. O documento traz o andamento dos cultivos e permite que o setor tenha dados atualizados com agilidade. Atualmente, a publicação traz indicações sobre milho, soja, arroz e algodão. Também serão disponibilizados no site da Conab outros produtos, como feijão e trigo, de acordo com o calendário de plantio destas culturas.

Fonte: Conab
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CONBRASUL/ASGAV

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