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Projetos premiados no Agrinho celebram a união entre o campo e a cidade

Três iniciativas vencedoras destacaram as tradições do campo, a memória dos paióis coloniais e o uso consciente da energia.

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Fotos: Sistema Faep

A 30ª edição do Programa Agrinho reuniu histórias inspiradoras de professores e estudantes do Paraná em torno do tema “Festejando a conexão campo e cidade”. A cerimônia de premiação destacou iniciativas que uniram criatividade, engajamento e aprendizado. Na categoria Experiência Pedagógica, três projetos foram premiados por reconhecer o tema em ações práticas e transformadoras. Cada docente recebeu um carro zero quilômetro como prêmio.

O primeiro lugar foi conquistado pela professora Angrenni Simone da Silveira Assunção, da Escola Municipal do Campo Professor Waldomiro Antonio de Souza, de União da Vitória, na região Sudeste do Paraná. O projeto desenvolvido por ela promoveu a valorização das profissões, culturas e saberes do campo, incentivando o protagonismo estudantil e o uso de tecnologias para aproximar os alunos do campo e da cidade.

Angrenni Assunção ao lado do presidente interino, Ágide Eduardo Meneguette, e a esposa, Hemily

“Esse prêmio é um reconhecimento por tantos anos de dedicação à educação e um incentivo aos demais professores para que participem do Agrinho. A palavra é gratidão. Quero agradecer a todos que, diretamente ou indiretamente, me ajudaram nesse projeto e, principalmente, aos meus alunos, que são os protagonistas de tudo”, comemorou a professora.

Em segundo lugar, a professora Taiza Colere Tanajura Klembá, do Colégio Estadual Prefeito João Maria de Barros, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), conduziu um trabalho de valorização do patrimônio cultural rural, destacando os paióis coloniais como símbolos da identidade local e da agricultura familiar. Esta foi a segunda vez que a docente conquistou o automóvel, a primeira vez tinha ocorrido em 2018.

“Quero dizer que se você se dedicar e trabalhar pelo Agrinho, você pode ser premiada novamente. Sou muito grata ao Sistema Faep e ao Agrinho, uma iniciativa que vai muito além de qualquer prêmio”, celebrou.

A professora Jaqueline Costa da Silva Soares, do CMEI Santa Paula, de Peabiru, no Noroeste, ficou em terceiro lugar com o projeto que transformou a curiosidade das crianças sobre eletricidade em uma experiência educativa envolvendo energia sustentável e consumo consciente de forma coletiva com as famílias dos alunos e a comunidade.

“Estar aqui é a realização de um sonho. Participo do Agrinho desde 2023 e sempre acompanho a repercussão dos projetos campeões, mas nunca pensei que fosse estar entre as premiadas. É um reconhecimento ao nosso esforço cotidiano em prol da educação”, comemorou Jaqueline.

Confira o resumo de cada projeto

1º lugar – Angrenni Simone da Silveira Assunção
Escola Municipal do Campo Professor Waldomiro Antonio de Souza
União da Vitória
Projeto: “Raízes e horizontes: conectando saberes do campo à cidade”

O projeto resgatou o vínculo dos alunos do 5º ano com o campo, valorizando a identidade rural local por meio de atividades interdisciplinares e uso de tecnologias. A proposta nasceu da percepção de que muitos estudantes, embora vivam no meio rural, estavam se afastando das práticas e tradições do campo, influenciados pela dinâmica urbana. A iniciativa envolveu teatro, música, podcasts, blog, cinema itinerante, palestras e visitas técnicas, além de ações de sustentabilidade e cidadania, como um requerimento encaminhado à Câmara de Vereadores solicitando melhorias para a comunidade. Com mais de 500 pessoas impactadas, o projeto fortaleceu o sentimento de pertencimento e o reconhecimento do campo como base cultural e econômica da sociedade.

2º lugar – Taiza Colere Tanajura Klembá
Colégio Estadual Prefeito João Maria de Barros
Campina Grande do Sul
Projeto: “Festas, comida e família: paiol cheio é uma alegria”

Taiza Klembá conduziu um trabalho de valorização do patrimônio cultural rural

Com foco na valorização dos paióis coloniais, o projeto uniu educação patrimonial, ciência e tecnologia para resgatar a história e o valor cultural dessas estruturas como símbolo da conexão entre gerações e territórios, fortalecendo a agricultura familiar e a memória local. Desenvolvido pelo Clube de Ciências, com alunos do 6º ao 9º ano, o trabalho envolveu pesquisas, entrevistas com moradores, aulas de campo, produção de maquetes e uso de impressão 3D, resultando no mapeamento de 18 paióis ainda existentes na região, registrados em fotos, desenhos e relatos orais. A iniciativa estimulou o protagonismo juvenil, o diálogo intergeracional e o orgulho pela herança rural, resultando em exposições, feiras e ações de preservação que reforçaram a identidade local, a integração entre escola e comunidade e o papel da cultura na construção de uma sociedade sustentável e conectada.

3º lugar – Jaqueline Costa da Silva Soares
CMEI Santa Paula
Peabiru
Projeto: “Energia sustentável – Atitude consciente para um mundo diferente!”

Jaqueline Costa da Silva Soares, de Peabiru, ficou em terceiro lugar

A partir de uma visita a um parquinho público, quando os alunos da Educação Infantil se depararam com interruptores expostos em um painel elétrico, surgiu a curiosidade que deu origem a um amplo aprendizado sobre energia e sustentabilidade. A professora desenvolveu atividades interdisciplinares baseadas na metodologia ação-reflexão-ação, reunindo experimentos, brincadeiras, desenhos, jogos e pesquisas sobre o uso responsável da energia limpa no campo e na cidade. Famílias, comunidade escolar, empresários e poder público participaram ativamente, formando uma rede de colaboração em torno do tema. Famílias, comunidade escolar, empresários e poder público se envolveram ativamente, formando uma rede de colaboração em torno do tema. O projeto também abordou os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, mostrando que a consciência ambiental pode nascer desde cedo e gerar transformações duradouras.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Armazenamento correto garante qualidade e previne perdas de produtos pecuários

Boas práticas são essenciais para a produtividade da fazenda e envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço.

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Grãos e rações devem ficar sobre paletes com distanciamento da parede para evitar surgimento de roedores – Foto: Divulgação/Connan

Na pecuária, o bom desempenho do rebanho está ligado a fatores como alimentação, controle de doenças e parasitas, cuidado com o bem-estar animal e monitoramento constante do gado. Além desses critérios, as boas práticas no armazenamento de produtos destinados aos animais também devem ser consideradas essenciais, uma vez que previnem perdas e garantem a produtividade da fazenda.

As boas práticas visam garantir a qualidade, segurança e valor dos produtos, prevenindo contaminações e perdas. Os procedimentos envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço, e variam conforme o tipo de produto (ração, suplementos, medicamentos). “Esses princípios mantêm a boa qualidade desses itens, evitando, além das perdas ligadas ao seu valor financeiro, chance de contaminar outros artigos ou provocar doenças no rebanho”, explica o zootecnista Bruno Marson.

Antes de armazenar os produtos, é importante observar qual tipo de espaço ele deve ser guardado. Rações e suplementos precisam ser armazenados em locais secos e arejados, preferencialmente em suas embalagens originais ou em recipientes herméticos, sobre paletes e afastados das paredes para evitar umidade e acesso de pragas. “No caso de medicamentos e vacinas veterinárias é preciso seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto à temperatura, uma vez que muitos desses produtos requerem refrigeração e condições de armazenamento em local seguro e separado de outros produtos químicos”, destaca Marson.

No caso de defensivos agrícolas e químicos, o armazenamento deve ser feito em local isolado, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de perigo. A legislação brasileira dispõe sobre o sistema de armazenagem dos produtos agropecuários, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fornece cartilhas de boas práticas para serviços de alimentação que são relevantes para produtos de origem animal.

Princípios fundamentais

Marson enfatiza que a higiene rigorosa é essencial, por isso é necessário manter as instalações, equipamentos e utensílios sempre limpos e sanitizados, e que a higiene pessoal dos colaboradores também é crucial. Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, bem ventilados e protegidos da luz solar direta, umidade, insetos, roedores e outros animais.

No caso da temperatura, seu controle é vital, especialmente para insumos como vacinas e medicamentos. Câmaras frias e refrigeradores devem ser usados conforme as especificações do fabricante. “As embalagens devem proteger o produto da umidade e de contaminações externas. No caso de rações e grãos a granel, deve-se prevenir o ataque de pragas através de iscas, evitar acesso livre ao material e bloquear possíveis abrigos”, orienta.

Outra dica de Marson é organizar os produtos de forma a permitir a fácil inspeção e limpeza e implementar a rotação de estoque (primeiro a entrar, primeiro a sair – PEPS) para garantir que os produtos mais antigos sejam usados antes de vencerem. Além disso, implementar um plano eficaz para a gestão de resíduos e controle de pragas para evitar a infestação das instalações. “Seguindo essas orientações, os produtos ficarão bem armazenados, garantindo assim a produtividade do rebanho e a rentabilidade da fazenda”, menciona Marson.

Fonte: Assessoria Connan
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Sobretaxas dos Estados Unidos derrubam exportações brasileiras em vários setores

Estudo mostra que apenas seis dos 21 segmentos conseguiram compensar, em outros mercados, a queda nas vendas ao mercado americano.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tiveram impacto amplo e negativo sobre as exportações do país. Um estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostra que apenas seis dos 21 setores exportadores conseguiram compensar, em outros mercados, as perdas registradas nas vendas ao mercado americano.

Entre agosto e novembro de 2025, todos os setores analisados venderam menos para os Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2024. A queda somada alcançou US$ 1,5 bilhão. Em praticamente todos os segmentos, a retração das exportações para os EUA foi mais intensa do que a variação das vendas globais, o que evidencia o peso do mercado americano para a pauta exportadora brasileira.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

A tentativa de redirecionar exportações para outros países não foi suficiente para a maioria dos setores. Em 15 dos 21 segmentos avaliados, o crescimento das vendas ao restante do mundo não conseguiu compensar as perdas nos Estados Unidos. Juntas, essas áreas acumularam redução de US$ 1,2 bilhão.

Os impactos mais expressivos foram registrados nos setores de alimentos, como mel e pescados, além de plástico e borracha, madeira, metais e material de transporte. Apenas seis setores conseguiram equilibrar as perdas com vendas em outros mercados: produtos vegetais; gorduras e óleos; químicos; pedras preciosas; máquinas e aparelhos elétricos; e máquinas e instrumentos mecânicos.

Mesmo nesses casos, a compensação foi limitada. O estudo aponta que, muitas vezes, os produtos exportados para outros destinos não são os mesmos que tradicionalmente têm os Estados Unidos como principal mercado. Isso indica que a substituição do mercado americano ocorre de forma incompleta, tanto em valor quanto em perfil de produtos.

No setor de máquinas e aparelhos elétricos, por exemplo, as exportações para os Estados Unidos recuaram US$ 104,5 milhões no período analisado. Já as vendas para outros mercados cresceram US$ 650 milhões. Apesar do saldo positivo, itens específicos de maior valor agregado, como transformadores e geradores, também tiveram desempenho fraco fora dos EUA. As exportações de transformadores caíram tanto para o mercado americano quanto para o restante do mundo, enquanto os geradores registraram queda acentuada nos EUA e avanço modesto nos demais destinos.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O levantamento reforça que o mercado dos Estados Unidos segue difícil de substituir. Além do volume, o país importa produtos mais diversificados e com maior valor agregado, o que limita a capacidade de redirecionamento das exportações brasileiras no curto prazo.

Para a Amcham, os dados mostram que a diversificação de mercados ajuda, mas não resolve. A entidade avalia que, para grande parte da indústria brasileira, as perdas provocadas pelas sobretaxas não podem ser plenamente revertidas sem avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: O Presente Rural com informações Amcham
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Preços dos grãos terminam 2025 sob pressão e incerteza no mercado

Soja, milho e trigo enfrentaram um ano de ajustes ao longo da cadeia global.

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Foto: Shutterstock

O mercado global de commodities encerrou 2025 marcado por preços pressionados, oferta elevada em várias cadeias e forte influência de fatores externos. Para 2026, o cenário segue condicionado a decisões políticas, tensões comerciais, clima e ajustes entre oferta e demanda, aponta a análise da Hedgepoint Global Markets.

No plano internacional, as políticas tarifárias dos Estados Unidos continuam no radar, com potencial para alterar fluxos comerciais, especialmente na relação com a China. A disputa entre as duas potências segue como um dos principais focos de atenção dos mercados. Em países emergentes, eleições também devem influenciar o ambiente econômico. No Brasil, o processo eleitoral previsto para outubro tende a aumentar a volatilidade ao longo do ano.

Na política monetária, a expectativa é de um período de maior equilíbrio. Após cortes de juros em 2025, bancos centrais como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu se aproximam de uma fase de estabilização. No Brasil, há espaço para redução da taxa Selic ao longo de 2026, desde que as expectativas de inflação permaneçam controladas, com projeção de encerrar o ano em torno de 12%.

Esse pano de fundo macroeconômico e geopolítico se soma aos desafios específicos de cada mercado agrícola, especialmente ligados ao clima, à produção e ao consumo.

Complexo soja

O mercado de soja viveu em 2025 um cenário de forças opostas. A safra recorde da América do Sul contrastou com a redução de área nos Estados Unidos. A guerra comercial reduziu a demanda pela soja americana, ao mesmo tempo em que o crescimento do esmagamento e a perspectiva de maior uso de biocombustíveis ajudaram a sustentar o mercado. Uma trégua nas tensões entre EUA e China deu algum fôlego aos preços no fim do ano.

Em 2026, quatro pontos concentram as atenções. O primeiro é o volume de compras da China de soja norte-americana, após o compromisso de aquisição de pelo menos 25 milhões de toneladas. O segundo envolve o biodiesel nos Estados Unidos, cujas definições adiadas em 2025 devem impactar óleos vegetais e farelo no próximo ano. O terceiro fator é o clima na América do Sul, com incertezas sobre o potencial produtivo de Brasil e Argentina. Por fim, a decisão sobre a área de plantio nos EUA para a safra 26/27 dependerá do comportamento dos preços, com possibilidade de migração de área do milho para a soja.

Milho e trigo

No milho, 2025 foi marcado por produção recorde nos Estados Unidos, resultado da combinação entre aumento de área e condições climáticas favoráveis. As exportações surpreenderam positivamente, sustentadas pela competitividade dos preços. No trigo, grandes produtores também ampliaram a oferta, levando a produção global a níveis elevados.

Para 2026, o clima na América do Sul será determinante. Brasil e Argentina podem elevar a produção se as condições forem favoráveis, embora o fenômeno La Niña traga riscos, especialmente para a safra argentina. No Brasil, atrasos no plantio da soja podem comprometer o calendário do milho safrinha, elevando a exposição a riscos climáticos. Ainda assim, há tendência de aumento de área, impulsionada pela demanda crescente por etanol de milho, com novas plantas previstas para entrar em operação.

Nos Estados Unidos, a definição da área entre milho e soja dependerá da relação de preços no primeiro trimestre de 2026. Apesar da possibilidade de redução de área do milho, a demanda aquecida pode limitar cortes mais significativos. No trigo, as atenções se voltam ao clima no desenvolvimento da safra de inverno do Hemisfério Norte, em um contexto de transição do La Niña para condições neutras ao longo do primeiro semestre.

Fonte: O Presente Rural
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