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Projeto Marca Agro Brasil objetiva tornar o agronegócio uma paixão do brasileiro

Iniciativa busca fortalecer a imagem do agronegócio nacional, construindo uma identidade de comunicação junto aos diversos setores da sociedade.

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Foto: Divulgação

Com o objetivo de posicionar e fortalecer a imagem do agronegócio nacional, construindo uma identidade de comunicação junto aos diversos setores da sociedade, o Movimento Todos a Uma Só Voz, com a curadoria e mentoria da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (Abmra), está desenvolvendo o projeto inédito “Marca Agro Brasil”. Em fase de planejamento, o início da implantação do projeto está previsto para o primeiro semestre de 2023.

A estratégia e o planejamento do projeto partem de um diagnóstico gerado pela pesquisa “Percepções Sobre o Agro. O Que Pensa o Brasileiro”, também idealizada pelo Movimento. A pesquisa envolveu uma amostra nacional com 4.215 pessoas que representam todos os estratos e perfis da sociedade brasileira. O questionário foi aplicado em 2022.

O resultado da pesquisa forneceu alguns insights. Sabe-se, por exemplo, por meio da coleta das informações obtidas, que “7 a cada 10 brasileiros têm uma atitude positiva em relação ao Agro”. Por outro lado, a pesquisa também trouxe sinais de alertas: 51% dos entrevistados, com idade entre 15 e 29 anos, são propensos a boicotarem o Agro – um universo representado por 47 milhões de pessoas.

“Os jovens de hoje serão os consumidores e líderes do amanhã. Neste sentido, é necessário um projeto consistente que posicione corretamente o Agro”, avalia o idealizador e mentor do Movimento, Ricardo Nicodemos.

Para Nicodemos, o brasileiro ainda não conhece as conquistas e o quanto o Agro torna melhor a vida de todos. “Precisamos contar essa história. É por meio desta premissa que surge a necessidade da construção da Marca Agro Brasil”, afirma.

Visão multidisciplinar de Conselhos

Além dos dados da pesquisa, as estratégias do planejamento do projeto “Marca Agro Brasil” passam por uma visão multidisciplinar de aproximadamente 95 profissionais especializados, divididos em dez Conselhos, que atuam no setor e em outros segmentos, como comunicação, pesquisa, indústrias, associações e varejo.

Nicodemos explica que a iniciativa contemplará ações e campanhas que aproximem, por intermédio do conhecimento, a população do agronegócio, a fim de despertar o reconhecimento dos brasileiros pelos produtores e pelo setor.

“É uma visão de longo prazo inspirada no próprio campo, em que há culturas, como a maçã ou a uva, por exemplo, que podem demorar até três anos para serem colhidas”, explica.

Eixos estratégicos

Para guiar as abordagens no decorrer do projeto, foram listados diversos eixos estratégicos – uma compilação de temas e frentes de trabalho considerados relevantes, que serão esmiuçados e transformados em uma “biblioteca” de conteúdos. Entre as sugestões temáticas estão a valorização do produtor rural, empregabilidade, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sustentabilidade, defensivos agrícolas, entre outros. Nesta fase, os Conselhos estão trabalhando na definição de seis eixos estratégicos que serão as bases de todas as ações.

“Levaremos informações baseadas na ciência e em fatos, por meio de diferentes formatos, considerando os tipos de público – crianças, jovens e adultos – e os meios utilizados, como atividades escolares, redes sociais, entre outros. Mostraremos para os brasileiros que o Agro é feito de pessoas e famílias que estão no campo, trabalhando para prover tudo o que alimenta as nossas famílias, aqui na cidade grande”, finaliza Nicodemos.

Sobre o Todos a Uma Só Voz

Lançado oficialmente em fevereiro de 2021, conta com a ajuda de diversas associações, empresas e profissionais que trabalham unidos em prol de gerar e disseminar conhecimentos de boa qualidade e estimular a empatia da população urbana pelo campo e pelos produtores e produtoras.

O Movimento tem o apoio institucional da Esalq/USP, Fundação Dom Cabral, Abag, Abagrp, ABCC, Abiarroz, Abiec, Abisolo, Abitrigo, Abmra, ABPA, Abrafrutas, Abraleite, Abrasel, Agritech – Ufla, Agroligadas, Agroline, Agroreset, AIPC, Ama Brasil, Anda, Andav, Aprosoja-RO, Asbram, Capitalismo Consciente, Cecafé, CESB, Cia de Estágio, Cicarne, Congresso das Mulheres, Croplife, De olho no material escolar, Fenep, IBA, Ibrahort, Liga do Agro, Mulheres do Brasil – Comitê Agronegócios, Pecege, SAE Brasil, Sindan, Sindirações, SistemaOCB, SNA e Yami. Conta ainda com o apoio comercial das empresas Attuale Comunicação, Coelho&Morello, Companhia de Estágios, Lamarca, RCom Eventos, RV Mondel, TrahLahLah.

Fonte: Ascom Abmra

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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