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Projeto “Facta na Estrada” promove eventos em três regiões do Brasil em 2024
A entidade também anuncia novidades no formato da Conferência Facta, que passa a ser bienal.

Com o objetivo de “rodar” o Brasil e apoiar o desenvolvimento da ciência avícola brasileira, em 2024, o calendário de eventos da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) destaca a criação do projeto “Facta na Estrada” e apresenta novidades no formato da Conferência. Percorrendo três regiões do País, a iniciativa vai destacar temáticas desde sanidade, manejo, produção, qualidade intestinal, ambiência, atualização científica, pesquisa, mercado e doenças imunossupressoras.
O diretor-presidente da entidade, Ariel Mendes, explica que o projeto foi pensado e estruturado para aproximar e atualizar os produtores, técnicos e profissionais do meio avícola nacional sobre os principais assuntos que estão presentes no dia a dia da produção.
“Como o Brasil é um país com dimensões continentais, as realidades observadas nas diferentes regiões podem interferir nas práticas adotadas para a produção avícola como um todo. Diante disso, as orientações e a difusão do conhecimento devem estar em consonância com as questões locais. Além disso, ao colocar o ‘pé na estrada’ a FACTA busca estar mais próxima dos produtores, empresários, pesquisadores e dos estudantes, os quais precisariam deslocar-se até os locais onde nossos eventos são tradicionalmente realizados, tais como Campinas e São Paulo. Queremos tornar a ciência avícola e o conhecimento ainda mais acessível para todos”, pontua Mendes.
Ele reitera que todas as temáticas abordadas nos eventos e capacitações que integrarão o projeto foram propostas pelo Corpo Técnico da Facta, que é composto por especialistas atuantes nas diversas áreas da avicultura.
“Atualmente, as reuniões mensais do Corpo Técnico ocorrem de forma remota, o que permite a participação de um maior número de membros de diferentes regiões do País. Cientes da missão de difundir a ciência avícola, nossos especialistas estão sempre em busca de temas que sejam atuais e demandados pelo setor”, resume Mendes.
Conferência bienal
Tradicional na programação de eventos da Fundação, a Conferência passará por uma atualização e trará novidades. O evento deixa de ser anual e passa para o formato bienal, com a próxima edição projetada para 2025. O diretor-presidente detalha que o novo modelo se complementa com os demais eventos, debates e fóruns de difusão de tecnologia e temas de grande importância na produção animal.
“Nos últimos anos, observamos um crescimento considerável do número de eventos técnico-científicos realizados nas diversas regiões do Brasil. E isso é muito bom e muitos desses eventos surgiram inspirados na Conferência Facta. A proposta da realização da conferência no formato bienal é justamente para proporcionar espaço para todos iniciativas. Além disso, pretendemos aumentar a realização de cursos, workshops e simpósios com nosso projeto ‘pé na estrada’. Acreditamos que a conferência realizada bienalmente será mais robusta, inovadora e com a apresentação de trabalhos científicos de grande impacto e qualidade no Prêmio Lamas. Estamos trabalhando arduamente com o apoio do corpo técnico para trazer grandes surpresas para o público na Conferência Facta 2025. Peço que sigam nossa entidade nas redes sociais e acessem o nosso site para acompanharem as novidades”, reforça Mendes.
União de parceiros
Destacando a atuação sem fins lucrativos da entidade e reiterando que todo trabalho desempenhado pelos membros da Diretoria, Corpo Técnico e Conselho Curador é realizado de forma totalmente voluntária, o diretor-presidente da entidade frisa que o auxílio de empresas e organizações parceiras é fundamental para dar vida aos projetos da fundação.
“A colaboração das empresas e entidades parceiras fez e sempre fará toda a diferença para o sucesso de nossa missão. Com a colaboração dos nossos mantenedores, patrocinadores e apoiadores, a Facta consegue desenvolver suas ações em prol da avicultura, proporcionando ao público eventos modernos, com a participação de palestrantes renomados e temáticas atuais, manter as publicações e a atualização da coleção de livros da Editora Facta”, explica Mendes.
Ele também reforça o incentivo da Facta ao desenvolvimento de publicações e materiais com viés mais científicos e já adianta o lançamento de uma obra voltada para o setor de frango de corte.
“A Facta mantém a Brazilian Journal of Poultry Science, que muito nos orgulha por ser considerada uma das melhores revistas científicas do mundo na área de avicultura. Quero aproveitar a oportunidade para divulgar o lançamento da 3ª edição do livro ‘Produção de Frangos de Corte’, previsto para o início de 2024”, conclui o diretor-presidente da Facta.
Na sequência, a lista dos eventos do “Facta na Estrada” para o próximo ano:
Março
26 e 27 – Frango de corte: sanidade e manejo / Local: Maringá (PR)
Maio
21 e 22 – Incubação e qualidade de pintos / Local: Uberlândia (MG)
Setembro
17 a 19 – 8ª Feira da Avicultura e Suinocultura do Nordeste e Simpósio Nordestino de Avicultura e Suinocultura / Local: Tacaimbó (PE)
Outubro
15 e 16 – Matrizes: sanidade, ambiência e qualidade intestinal / Local: Chapecó (SC)
Novembro
A definir – Doenças imunossupressoras / Local: a definir

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Entenda impasse entre bancada do agro e governo sobre dívidas rurais
Reunião entre parlamentares e governo termina sem acordo em Brasília.

A reunião entre representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na terça-feira (07) terminou sem acordo sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, e uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda.

As negociações continuarão nos próximos dias. O principal objetivo é chegar a um consenso sobre as condições de refinanciamento antes da definição do texto que será encaminhado ao Congresso.
Pontos divergentes
O governo apresentou uma proposta de medida provisória para substituir parte do conteúdo do projeto aprovado pelo Senado. No entanto, permanecem divergências sobre os seguintes pontos:
- critérios para enquadramento dos produtores;
- taxas de juros;
- prazo de carência;
- montante de recursos disponíveis;
- custo fiscal da operação.
Outra questão que gera impasse é a abrangência da medida. O governo defende que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos nas últimas safras.
Os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma solução mais ampla, que também contemple produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda.
Pauta-bomba

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o Executivo está disposto a construir uma solução para agricultores prejudicados por eventos climáticos, mas considera inadequado ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do país, devido ao impacto fiscal da proposta.
O Ministério da Fazenda considera como uma pauta-bomba o texto aprovado pelo Senado. A pasta estima que o formato atual do projeto gere impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, cálculo contestado pela bancada ruralista.
O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que participou das negociações, afirmou que houve avanços nas conversas, e que as equipes técnicas seguem trabalhando para aproximar as posições. Segundo ele, a intenção é apresentar uma proposta consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por intermediar as negociações.
Próximos passos

Foto: Marcello Casal
O PL 5.122 prevê mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas de produtores rurais, com prazos maiores e condições especiais de financiamento. O governo tenta construir uma alternativa por meio de medida provisória, que teria aplicação imediata depois de ser editada, mas depende de entendimento com o Congresso.
Novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA devem ocorrer nos próximos dias para tentar reduzir as divergências.
Posição da FPA
Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que não aceita substituir automaticamente o PL 5.122 por uma medida provisória e reiterou que o texto aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. A bancada informou que ainda discorda de pontos como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e disse que seguirá negociando para ampliar o número de produtores beneficiados.
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Cobrança do ITR pode ganhar novas regras para reduzir disputas entre produtores e municípios
Proposta prevê critérios técnicos para definição do Valor da Terra Nua, maior transparência na fiscalização e mudanças na tributação de áreas afetadas por invasões.

Representantes do setor agropecuário defenderam na terça-feira (07) mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), durante debate sobre o Projeto de Lei 1.648/2024. A proposta busca tornar mais transparentes os critérios de definição do Valor da Terra Nua (VTN), utilizado no cálculo do imposto, além de padronizar procedimentos de fiscalização e ampliar a segurança jurídica para os produtores rurais.

Foto: Divulgação
O texto altera a legislação que regula o ITR e estabelece critérios técnicos para a elaboração do VTN pelos municípios, responsáveis pela fiscalização do tributo em parte do país. A proposta também reforça a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de apoio à fiscalização.
Um dos principais pontos discutidos foi a falta de transparência na definição do Valor da Terra Nua. Segundo entidades do setor, muitos produtores encontram dificuldades para acessar os estudos e laudos técnicos que embasam os valores utilizados pelos municípios.
Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o consultor jurídico Anaximandro Doudement Almeida afirmou que a ausência de critérios claros aumenta os conflitos entre produtores e administração pública. “Os produtores relatam casos de supervalorização do Valor da Terra Nua e dificuldade de acesso aos estudos que fundamentam esses valores. Trazer esses critérios para a lei é importante para reduzir a insegurança jurídica”, afirmou.
Segundo Almeida, o projeto estabelece parâmetros para a elaboração dos levantamentos do VTN, incluindo metodologia, responsabilidade técnica e publicidade das informações.

Foto: José Fernando Ogura
Outro tema abordado foi o tratamento tributário de propriedades rurais atingidas por invasões. De acordo com o consultor, o texto prevê que o período em que o imóvel permanecer indisponível para produção seja considerado na incidência do imposto. “O produtor perde a disponibilidade do imóvel e, muitas vezes, não consegue manter a atividade. O critério deve considerar o período da invasão”, frisou.
Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o assessor técnico Érico Melo Goulart afirmou que a proposta pode reduzir disputas tributárias ao ampliar o acesso dos contribuintes às informações utilizadas na cobrança do imposto. “Hoje, os municípios definem o Valor da Terra Nua e conduzem todo o processo, mas nem sempre disponibilizam a metodologia e os laudos técnicos”, expôs.
Segundo Goulart, a falta de transparência limita o direito de defesa dos produtores. “Sem conhecer a metodologia, o produtor não consegue contestar os valores, o que gera insegurança jurídica”, ressaltou.

Foto: Divulgação/FPA
O representante da CNA também defendeu que a legislação estabeleça mecanismos objetivos para comprovar os impactos econômicos provocados por invasões de propriedades rurais, como registros policiais e outros documentos oficiais.
Outro ponto levantado foi a destinação dos recursos arrecadados com o ITR. “A arrecadação do ITR deve ser aplicada em infraestrutura rural, como estradas e pontes”, enfatizou.
Além de uniformizar os critérios de cálculo do Valor da Terra Nua, o Projeto de Lei 1.648/2024 propõe atualizar procedimentos de fiscalização, ampliar a transparência da cobrança e reduzir a judicialização envolvendo o imposto. A proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos antes de seguir para as próximas etapas de tramitação.
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Nigéria e Mauritânia abrem mercado para genética animal brasileira
autorizaram a importação de sêmen, embriões, ovócitos e suínos vivos destinados à reprodução, ampliando as oportunidades para as exportações brasileiras.

As autoridades sanitárias da Nigéria e da Mauritânia comunicaram a abertura de seus mercados para novos produtos agropecuários brasileiros, ampliando as possibilidades de exportação para os dois países.
No caso da Nigéria, foi autorizado o ingresso de sêmen suíno e de suínos vivos destinados à reprodução. A medida permite que o material genético e os animais brasileiros possam ser exportados para atender à demanda do mercado nigeriano.
Já a Mauritânia aprovou a importação de sêmen bovino, embriões bovinos e ovócitos bovinos produzidos no Brasil. A autorização contempla produtos utilizados em programas de reprodução e melhoramento genético dos rebanhos.
Com os novos aceites sanitários, os exportadores brasileiros passam a contar com mais oportunidades de acesso aos mercados da Nigéria e da Mauritânia para esses produtos específicos, conforme as exigências definidas pelas autoridades competentes de cada país.




