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Projeto do IP-Apta coleta mais de uma tonelada de redes de pesca para reciclagem

Cerca de 2,5 toneladas de petrechos inservíveis foram recebidas pelo projeto, sendo os materiais separados conforme o tipo de plástico de que são produzidos.

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Foto: Divulgação/SAA SP

Recolhido pelo Projeto Petrechos de Pesca, mais de uma tonelada de redes de pesca foi destinada à reciclagem em dezembro. A iniciativa foi criada pelo Instituto de Pesca (IP-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e financiamento da Petrobras.

O projeto, que vem sendo realizado desde fevereiro de 2023, no Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Norte, em Ubatuba-SP, foi criado em atendimento à condicionante nº 12 da autorização para licenciamento de empreendimento dentro da área de Unidade de Conservação ou em sua Zona de Amortecimento nº 11/2018 (Fundação Florestal), referente ao Licenciamento Ambiental da Atividade de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos – Etapa 3, com duração de três anos.

Uma das ações de destaque do projeto é o Ecoponto do Pescador, instalado no Píer do Saco da Ribeira, composto por um Ponto de Entrega Voluntária (uma caçamba de acesso público) e um contêiner para armazenamento de materiais que não são mais utilizados na pesca. Além disso, outros três pontos estão em operação no Cais do Frediani, no Cais do Alemão e em Perequê-Açu, sendo este último gerido pelos próprios pescadores colaboradores do projeto. Tal ação reforça o compromisso e o interesse da pesca artesanal no processo de descarte adequado desse tipo de material.

Fotos: Divulgação/Projeto Petrechos de Pesca – IP

Desde a instalação dos ecopontos, cerca de 2,5 toneladas de petrechos inservíveis foram recebidas pelo projeto, sendo os materiais separados conforme o tipo de plástico de que são produzidos. No caso das redes de pesca de emalhe, feitas de poliamida, essas são recicladas e transformadas em pellets – bolinhas de plástico puro – que, posteriormente, serão utilizados na fabricação de novos produtos, como bandejas e agulhas de pesca, que serão retornados aos pescadores para uso em suas atividades.

O projeto também realiza pesquisas inovadoras, incluindo mapeamento do fundo do mar, com foco na área do Parque Estadual da Ilha Anchieta, que integra a Zona de Proteção da Geobiodiversidade da APA Marinha Litoral Norte. As pesquisas e ações realizadas objetivam o melhor entendimento do ecossistema marinho e a garantia da sustentabilidade dos recursos pesqueiros, para assegurar o futuro das comunidades que dependem dessas atividades. As ações de resgate de petrechos submersos e o mapeamento das áreas impactadas contribuem diretamente para a preservação dos ecossistemas marinhos.

Neste ano, visando atender uma linha educacional, o projeto ainda reuniu alunos do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba. Em 2025, entre os encontros a serem realizados, estão previstas duas oficinas abordando importantes questões sobre a pesquisa e o empreendedorismo voltados ao oceano.
Os resultados que o projeto vem obtendo só estão sendo alcançados graças à participação e colaboração de pescadores artesanais e demais pessoas da comunidade. Segundo um dos coordenadores do projeto e diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Instituto de Pesca em Ubatuba, Venâncio Guedes de Azevedo, “a parceria com pescadores e a comunidade é essencial para o sucesso do projeto, uma vez que com colaboração entre a sociedade e o poder público é possível conciliar as atividades econômicas com a proteção do meio ambiente. Juntos, estamos promovendo a economia circular e protegendo o meio ambiente. Por isso, agradecemos a todos que colaboraram de diversas formas”.

Fonte: Assessoria IP-Apta

Peixes

Santa Catarina produz 63,4 mil toneladas de peixes em 2025

Estado mantém a 4ª posição entre os maiores produtores de peixe de cultivo do Brasil, com crescimento de 7,28% impulsionado principalmente pela tilápia.

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Foto: Pixabay

Santa Catarina tem apenas a 20ª maior extensão territorial do Brasil, mas se destaca quando o assunto é piscicultura. O estado encerrou 2025 como o quarto maior produtor de peixe de cultivo do país, com 63.400 toneladas, volume 7,28% superior ao registrado no ano anterior. As informações são do Anuário Brasileiro de Piscicultura PeixeBR 2026.

Foto: Shutterstock

A tilápia, principal espécie cultivada em território catarinense, lidera a produção. Em 2025, foram 52.700 toneladas, resultado que representa crescimento de 10,94% em relação ao ano anterior.

O desempenho da piscicultura no estado está associado ao avanço das boas práticas de manejo, além de investimentos em genética e nutrição, fatores que contribuem para aumentar a produtividade nas propriedades.

Outro ponto importante é a organização da cadeia produtiva, especialmente com o fortalecimento da indústria de processamento, que amplia a oferta de produtos com maior valor agregado. Essa estrutura tem ajudado a consolidar a piscicultura catarinense e a preparar o setor para enfrentar desafios de mercado e de produção.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Tilápia domina a produção de peixes em São Paulo

Municípios do leste paulista concentram os maiores viveiros, enquanto a combinação de gestão e recursos garante estabilidade ao setor.

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Foto: Shutterstock

O estado de São Paulo mantém-se como um dos principais polos da piscicultura no Brasil, com destaque para a produção de tilápia. A força do setor está ligada à estrutura do agronegócio paulista, que combina tecnologia, investimento e ampla oferta de insumos e mercados. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Piscicultura PeixeBR 2026, o estado se beneficia de um sistema de integração que conecta produtores, fornecedores e indústrias, garantindo eficiência e competitividade.

O mapa de produção mostra que os municípios com maior área de viveiros de criação de peixes estão concentrados principalmente na região leste do estado, com Campinas, Amparo e São João da Boa Vista liderando o ranking, com 363 ha, 288 ha e 263 ha, respectivamente. Em termos de quantidade de tanques, municípios como Paraibuna e Santa Clara d’Oeste se destacam, com 1.420 e 1.153 unidades.

A tilápia representa a maior parte da produção estadual, com aproximadamente 88.500 toneladas cultivadas, enquanto espécies nativas somam cerca de 3.500 toneladas e outras espécies totalizam 1.700 toneladas. A combinação de infraestrutura, gestão e disponibilidade de recursos faz com que a piscicultura paulista seja reconhecida pela estabilidade e pelo potencial de crescimento, reforçando seu papel estratégico no agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Peixes

Produtores reforçam papel estratégico no avanço da piscicultura brasileira

Ano de 2025 foi marcado por dificuldades sanitárias, oscilações de mercado e ajustes na comercialização do pescado.

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A piscicultura brasileira enfrentou um ano desafiador em 2025, marcado por condições climáticas adversas, instabilidade de preços, excesso de oferta em alguns períodos e incertezas de mercado. Questões sanitárias, decisões governamentais e até disputas geopolíticas também impactaram a atividade. Mesmo diante desse cenário, produtores seguem atuando para manter a oferta de pescado e garantir o funcionamento da cadeia produtiva. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o setor continua em expansão no país, reforçando a importância da produção aquícola para o abastecimento do mercado.

Na base dessa cadeia produtiva, os piscicultores têm desempenhado papel central para manter o ritmo de produção. Responsáveis por grande parte das etapas do cultivo, eles lidam diretamente com variáveis como clima, qualidade da água, alimentação dos peixes e sanidade dos plantéis. Diante das oscilações do mercado e das mudanças nas condições de produção, muitos produtores têm buscado aprimorar a gestão das propriedades, investir em tecnologia e adotar práticas de manejo mais eficientes para reduzir riscos e garantir produtividade.

Entre os principais desafios registrados no último ano estiveram as questões sanitárias nas criações. A presença de vírus e novas bactérias tem aumentado a pressão sobre os sistemas produtivos, tornando mais complexa a identificação precoce de problemas e o manejo adequado dos peixes. Esse cenário exige atenção constante dos produtores para evitar perdas e manter os níveis de produção.

Outro ponto de atenção envolve a comercialização do pescado. Oscilações na demanda e mudanças nas operações de compradores podem afetar diretamente as vendas, especialmente em períodos de maior consumo, como datas religiosas e feriados. Diante desse cenário, produtores têm buscado alternativas para reduzir riscos e garantir maior estabilidade nas negociações, ampliando canais de venda e diversificando compradores.

As transformações no comportamento do consumidor também influenciam o setor. Em diversas regiões do país, a compra de peixe inteiro ainda é comum, mas a busca por praticidade no preparo dos alimentos tende a crescer, o que pode ampliar a demanda por produtos processados e cortes prontos para consumo.

Além disso, a procura por alimentos associados a uma dieta mais saudável tem contribuído para o aumento do interesse por pescados. A tendência reforça o potencial de crescimento da piscicultura no Brasil, mesmo diante de desafios produtivos e de mercado enfrentados ao longo do último ano, com os produtores mantendo papel fundamental na sustentação da atividade.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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