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Projeto da UFSM fortalece piscicultura familiar no Rio Grande do Sul

Iniciativa reúne pesquisas científicas para capacitar produtores familiares e melhorar produtividade, qualidade e rentabilidade do pescado.

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Foto: Yara Novo

A produção de peixes exige atenção a vários fatores, como qualidade da água, conforto térmico, higienização dos tanques e nutrição adequada com o fornecimento correto de ração. Esses cuidados, já estudados em pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), servirão agora de base para o projeto de extensão ProgeAqua – Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado.

Um dos açudes monitorados pelo ProgeAqua na edição de 2015 – Fotos: Divulgação/UFSM

Selecionada no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), a iniciativa reúne dados científicos já publicados e validados para orientar produtores no aprimoramento do manejo e da produção. Segundo o coordenador do projeto, Rafael Lazzari, o objetivo é ampliar os conhecimentos técnicos no campo, fortalecendo a piscicultura como fonte de renda. “A produção de peixe que trabalhamos tem finalidade comercial – seja para a venda na Semana Santa, seja para o processamento em filés ao longo do ano, de forma que os produtores familiares da região possam garantir uma renda extra, com mais rentabilidade, melhorando suas condições de vida e seus sistemas produtivos”, explica Lazzari.

Para o pesquisador, a piscicultura tem potencial para crescer ainda mais, não apenas pelo aspecto econômico, mas também pelo valor nutricional que oferece. “O projeto não busca apenas estimular a produção, mas também incentivar o consumo de pescado. O peixe é uma proteína de alta qualidade, fácil digestão e rico em vitaminas e ácidos graxos essenciais à saúde”, destaca o coordenador.

Fortalecimento da piscicultura familiar

No Norte do Rio Grande do Sul, a piscicultura já conta com sistemas produtivos mais consolidados. Agora, o objetivo do projeto ProgeAqua é expandir essa alternativa também para os agricultores familiares da região de Santa Maria.

Neste momento, o ProgeAqua está preparando materiais com orientações técnicas para capacitar os produtores. O próximo passo, previsto para os próximos meses, será o contato direto com as famílias por meio de visitas técnicas. “Incorporar as ações de extensão é também cumprir o papel da universidade, que é levar o conhecimento gerado nas nossas pesquisas para a sociedade”, afirma Lazzari.

Foco em segurança alimentar e produtividade

O ProgeAqua atua com base em dois eixos principais: segurança alimentar e aumento da produtividade. Segundo Lazzari, produzir um pescado de qualidade depende tanto de cuidados sanitários, garantindo boas condições de higiene, quanto sensoriais, relacionados ao sabor do peixe. “Esses cuidados estão diretamente ligados ao manejo. Vamos abordar essas práticas nas capacitações para que os produtores possam aplicar no dia a dia e garantir um peixe de qualidade”, explica.

Os aspectos produtivos que influenciam a qualidade do pescado impactam diretamente a segurança alimentar e a eficiência do sistema. Embora reconheça que o tema segurança alimentar costuma ser complexo, o pesquisador destaca que oferecer peixes criados em condições sanitárias adequadas ajuda a ampliar o consumo entre crianças, jovens, adultos e idosos. Além disso, aponta, a segurança alimentar está relacionada ao acesso. “Nem sempre o peixe chega ao mercado a um custo acessível. Mas, ao produzir de forma mais eficiente, conseguimos reduzir o custo de produção e, consequentemente, melhorar o preço final para os consumidores”, destaca Lazzari.

Com o objetivo de fortalecer a piscicultura comercial e ampliar a renda das famílias da agricultura familiar, o coordenador do projeto ressalta que o foco reside em ensinar como produzir peixes dentro de condições técnicas adequadas e com cuidados intensivos. “As orientações oferecidas pelo programa cobrem desde a construção e manutenção de açudes, passando pelo monitoramento da qualidade da água, até estratégias eficientes de alimentação dos peixes”, expõe.

Além das questões ambientais, o projeto também aborda aspectos gerenciais, incluindo custos de produção, manejo e acompanhamento de indicadores tanto da água quanto do próprio pescado. “A piscicultura comercial e intensiva exige conhecimento técnico-científico para garantir bons índices de produção e assegurar ao produtor uma rentabilidade satisfatória”, ressalta Lazzari.

ProgeAqua prepara produtores para os desafios do inverno

As capacitações oferecidas pelo ProgeAqua vão preparar os produtores para o manejo dos peixes durante o inverno, período em que a queda da temperatura da água afeta diretamente o metabolismo dos animais, reduzindo seu apetite e, consequentemente, o ganho de peso. Para minimizar os impactos do frio, são necessárias práticas de manejo e monitoramento, como o cuidado com o conforto térmico, o controle da qualidade da água (oxigênio e pH) e a observação do comportamento dos peixes.

Parte das pesquisas que embasam os cursos está reunida no e-book Manejo de inverno para a piscicultura no sul do Brasil, disponível online. Entre os pontos destacados, estão:

  • Conforto térmico e temperatura da água: temperaturas muito altas ou muito baixas levam os peixes a reduzir seus movimentos para poupar energia, diminuindo a alimentação e o crescimento. Em casos extremos, podem ocorrer mortes. Cada espécie possui uma faixa ideal de temperatura: carpas conseguem se alimentar abaixo de 15 °C, enquanto tilápias, de origem tropical, precisam de águas entre 24 °C e 28 °C para manter o desempenho.
  • Infraestrutura e manejo da água: quedas bruscas de temperatura, comuns no Rio Grande do Sul, exigem preparo dos produtores. Uma alimentação reforçada antes do inverno ajuda a melhorar a imunidade dos peixes contra o estresse térmico e a prevenir doenças. Manter a qualidade da água e a nutrição adequada são fundamentais para garantir a saúde e a sobrevivência dos animais.
  • Tamanho e posição dos tanques: popularmente chamados de açudes, os tanques de produção de peixes não podem ser muito pequenos, uma vez que volumes de água menores resfriam mais rápido. Também não podem ser muito profundos, para evitar a estratificação térmica da água. Esse é um fenômeno em que a água se divide em pelo menos duas camadas com diferentes temperaturas: no fundo do tanque, a água tende a ser mais fria porque os raios solares não chegam, o que provoca diferentes densidades que não se misturam. “Esse fenômeno é comum na época do inverno, mas, no caso de fortes chuvas, quando há estratificação térmica, a água e os materiais que estão no fundo do açude sobem para a superfície, o que traz matérias orgânicas tóxicas que promovem quedas drásticas no nível do oxigênio. O resultado pode ser uma mortalidade grande dos peixes. Esse fenômeno é chamado de inversão térmica”, salienta Lazzari.
  • O tamanho ideal dos tanques pode variar de acordo com a região. Para o Rio Grande do Sul, as recomendações são de açudes maiores do que 1000m² e com profundidade entre um a um metro e meio. A posição dos tanques também é essencial: não podem estar em locais próximos a áreas de morros e árvores – que podem provocar sombras e prejudicar a exposição ao sol – nem em áreas de baixadas – suscetíveis a geadas.
  • Uso de aeradores: ferramentas que podem ser usadas para homogeneizar a temperatura e densidade da água, o que pode evitar a estratificação e inversão térmicas. Podem ser chafarizes ou ter a forma de pás que se movimentam, e são movidos a energia elétrica, em sua maioria. Tem a função de compensar a diminuição do oxigênio da água em semanas com muito frio e pouco sol.

Aeradores em formato de chafariz. Fonte: Rotta et al, 2023

Aeradores em formato de pá. Fonte: Rotta et al, 2023.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Experiências anteriores
Em 2015, uma primeira edição das capacitações do ProgeAqua foi aplicada na região noroeste do estado. Thamara Schneider é zootecnista e participou desta edição do projeto. Ela conta que o projeto permitiu uma aproximação com a realidade das e dos produtores e favoreceu o diálogo entre o campo e a academia. “O ProgeAqua foi uma oportunidade de ampliar horizontes, conhecer diferentes realidades e dialogar com produtores de distintos perfis, enriquecendo minha formação profissional e pessoal”, relata Thamara.

Além das capacitações técnicas, também foram coletadas amostras de água, para avaliar em laboratório a qualidade

Integrante do ProgeAqua e uma família de produtores

físico-química. Os resultados das análises eram levados aos produtores junto com orientações técnicas de melhoria. Os cursos foram ministrados em 40 municípios, com enfoque em Palmeira das Missões, Sarandi, São Pedro das Missões, Jaboticaba, Novo Barreiro, Ronda Alta, Constantina, Sagrada Família, Frederico Westphalen, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Iraí, Planalto, Nonoai e Trindade do Sul. Foram treinados mais de 800 produtores, que também receberam materiais de divulgação e orientações técnicas. O contato do projeto com os produtores foi feito por intermédio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Fonte: O Presente Rural com informações da assessoria da UFSM

Peixes

Brasil mira 1 milhão de toneladas de peixe cultivado enquanto regulações desafiam setor

Embora ainda não haja dados consolidados para 2025, a piscicultura brasileira chega ao fim do ano com a percepção clara de expansão, mesmo sob um ambiente regulatório considerado adverso pelo setor.

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Fotos: Shutterstock

Embora ainda não haja dados consolidados para 2025, a piscicultura brasileira chega ao fim do ano com a percepção clara de expansão, mesmo sob um ambiente regulatório considerado adverso pelo setor. O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, afirma que a atividade cresceu frente a 2024, impulsionada sobretudo pela tilapicultura, ao mesmo tempo em que enfrentou entraves provocados por decisões governamentais que alteraram o ritmo natural do mercado.

A expectativa é que a produção nacional ultrapasse as 968.745 toneladas registradas em 2024 e possa, pela primeira vez, romper a marca de 1 milhão de toneladas. Esse avanço é impulsionado especialmente pela tilápia, cuja produção cresceu 14,36% no ano anterior, respondendo por mais de 68% dos peixes cultivados no país.

Ao longo do último ano, os preços pagos ao produtor de tilápia registraram uma recuperação consistente nas principais regiões produtoras do país. Nos Grandes Lagos, o valor saiu de R$ 7,04 por quilo em janeiro para R$ 9,14 em dezembro. Em Morada Nova de Minas, a elevação foi de R$ 7,55 para R$ 9,23 no mesmo intervalo. No Norte do Paraná, a valorização também foi expressiva, passando de R$ 8,84 para R$ 10,07. No Oeste do Paraná, houve avanço mais moderado, de R$ 7,75 para R$ 8,81. Já no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço subiu de R$ 7,50 para R$ 9,41. “Começamos 2025 com preços baixos pagos ao produtor, agora estamos praticamente na nona semana de recuperação dos preços da tilápia”, celebra Medeiros, enfatizando que apesar das flutuações típicas do mercado houve uma recuperação gradual nos valores pagos aos produtores, o que deve contribuir para o desempenho positivo do setor em 2025.

Na contramão

Apesar do bom desempenho, o desenvolvimento da piscicultura ocorreu em um ambiente político classificado como hostil por Medeiros. O primeiro grande obstáculo foi a liberação da importação de tilápia do Vietnã, um ato que, segundo o dirigente, se trata de uma interferência política. “As condições de produção no Vietnã são completamente diferentes das do Brasil. Lá, é permitido colocar água dentro do peixe, algo proibido por aqui”, diz categoricamente o presidente da Peixe BR, frisando que esse procedimento cria uma desvantagem competitiva para os produtores brasileiros, que cumprem rigorosas exigências ambientais e de produção.

Outro ponto crítico foi o impacto do tarifaço de 50% adotado pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras de tilápia, medida que atingiu especialmente Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, principais produtores da espécie. “Houve queda no volume embarcado, mas a indústria reagiu de forma rápida, realocando produtos e buscando novos destinos, o que evitou desequilíbrios no mercado doméstico”, pontua, ressaltando os efeitos da tarifa já foram totalmente absorvidos pela cadeia e não representam mais risco.

Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros: “Com produto competitivo e abertura comercial, as perspectivas são positivas para 2026” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Contudo, a maior ameaça surgiu em outubro, quando o Ministério do Meio Ambiente anunciou a inclusão da tilápia na lista preliminar de espécies exóticas invasoras. Medeiros avalia que, se essa classificação fosse oficializada, o impacto sobre o setor seria devastador. “Ao integrar a lista, a tilápia passaria a figurar em um documento compartilhado com 188 países, comprometendo a participação de empresas certificadas internacionalmente, já que espécies classificadas como invasoras não podem ser fomentadas, produzidas ou adquiridas por companhias que seguem protocolos globais de sustentabilidade. A medida colocaria em risco um mercado que hoje movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano”, salienta.

Além disso, segundo o dirigente, Vietnã e China também enquadram a tilápia como exótica sob parâmetros similares, mas não avançaram na formalização da classificação, evitando restrições internas que afetariam seus produtores. Para ele, o avanço unilateral do Brasil geraria desvantagem competitiva num setor no qual o país já figura como o quarto maior produtor do mundo e projeta alcançar a segunda posição até 2030. A mobilização técnica e política resultou na suspensão temporária do processo de elaboração da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras Presentes no Brasil pelo governo federal, no início de dezembro. A decisão busca ampliar o diálogo com setores econômicos que utilizam espécies exóticas, como agricultura, pecuária, pesca e indústria, de modo a reunir contribuições consistentes antes da definição de medidas de prevenção e controle.

Entraves internos

A complexidade regulatória interna segue como outro entrave. A piscicultura é, segundo Medeiros, a atividade mais regulada do país, demandando até 13 registros para operação, um nível de exigência que ele afirma não existir em nenhum outro mercado no mundo. “Hoje o maior risco à competitividade do setor não é a burocracia, mas a interferência política”, aponta.

Como exemplo, cita a decisão do governo de permitir a importação de tilápia do Vietnã após um acordo comercial envolvendo a JBS, que ampliou as vendas de carne bovina ao país asiático em troca da entrada do pescado vietnamita no Brasil. “São 32 contêineres de filé que chegaram ao mercado interno, volume equivalente a cerca de 4% da produção mensal nacional. Cada contêiner representa 160 toneladas de filé que deixam de ser vendidas pelo produtor brasileiro e a redução de aproximadamente 70 mil tilápias na produção interna”, salienta.

O presidente da Peixe BR demonstra confiança no futuro da tilapicultura brasileira e acredita que os entraves serão superados. Ele destaca que o Brasil possui vantagens competitivas claras, especialmente frente a concorrentes asiáticos. “O Vietnã não tem condição de competir com o Brasil, seja nos custos ou na produtividade. Para se ter uma ideia, o Oeste do Paraná tem produtividade 2,5% superior à do Vietnã e da China”, reforça.

Medeiros aposta que o alinhamento político e institucional será determinante para manter o ritmo de expansão do setor. “Acreditamos que nossos congressistas e governadores irão resolver essa questão e que, em 2026, continuaremos nessa curva de crescimento. Eu acredito na resolução desses problemas e na continuidade da produtividade e da produção da tilapicultura nacional”, disse, confiante.

Medeiros reforça que o setor não se opõe às importações, desde que ocorram com isonomia e segurança sanitária. Ele lembra que, na primeira tentativa de entrada da tilápia vietnamita, a Peixe BR entregou uma nota técnica alertando para doenças presentes no Vietnã e ausentes no Brasil, levando o Ministério da Agricultura a barrar a operação. Agora, afirma, esses riscos persistem, mas foram relativizados, configurando mais uma interferência política em um segmento já pressionado por excesso de normas.

Consumo per capita

No mercado consumidor, a tilápia tem sido protagonista na dinâmica de crescimento. O consumo per capita de pescado no Brasil permanece ao redor de 10 kg por ano, somando produtos da aquicultura, pesca e importações. A tilapicultura, que cresce a uma média anual de 10,3% na última década, sustentou o aumento do consumo interno, especialmente em um cenário de perda de força da pesca extrativa. Dados recentes do Ministério da Pesca mostram que a aquicultura já produz o dobro do volume proveniente da pesca, reforçando a mudança estrutural da oferta. Medeiros projeta que o consumo siga no patamar atual em 2025 e que, na próxima década, o país possa alcançar entre 12 e 13 kg per capita. “A preocupação, porém, é evitar que esse crescimento ocorra apoiado em maiores importações, o que, não faz sentido nenhum para um país com forte capacidade produtiva”, analisa Medeiros.

Custos de produção

O cenário de custos em 2025 foi marcado por estabilidade nos insumos mais relevantes e pressão em itens operacionais. A ração, maior componente do orçamento do produtor, manteve preços estáveis graças ao bom desempenho das safras de grãos. Por outro lado, energia elétrica, transporte, combustíveis, fretes e encargos trabalhistas registraram altas, comprimindo a rentabilidade principalmente no primeiro semestre, quando os preços pagos ao produtor estavam mais baixos. A recuperação observada no segundo semestre aliviou parte da pressão.

Futuro da atividade

Medeiros diz que vê oportunidades otimistas para o setor desde que haja estabilidade regulatória e políticas alinhadas à competitividade. “É preciso que o governo federal busque soluções que favoreçam a atividade sem prejudicar os pequenos produtores, que representam 98% da produção nacional e dependem de previsibilidade para manter investimentos”, aponta.

Segundo o executivo, a grandes perspectivas de crescimento para a tilápia nos próximos anos, com a previsão de aumentar sua participação na produção total de peixe de cultivo para 80% até 2030. “Com forte investimento em tecnologia, genética e nutrição, acredito que o Brasil poderá liderar a produção global de tilápia em um curto espaço de tempo. Hoje os principais players são China, Indonésia e Egito”, anseia Medeiros.

De acordo com o presidente da Peixe BR, a tilapicultura brasileira, classificada por ele como a mais tecnológica, sustentável e produtiva do mundo, deve aprofundar ganhos de eficiência e buscar novas frentes no comércio exterior. “Os Estados Unidos ainda absorvem metade das exportações brasileiras, mas há expansão potencial no Canadá e em outros mercados. Com produto competitivo e abertura comercial, as perspectivas são positivas para 2026”, enfatiza, destacando que espera que o alinhamento institucional elimine ruídos políticos, permitindo ao país consolidar sua posição entre os maiores produtores globais de tilápia.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Preços da tilápia iniciam 2026 com estabilidade nos principais polos produtores

Levantamento do Cepea aponta variações pontuais nas cotações, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda no começo do ano.

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Os preços da tilápia apresentaram comportamento predominantemente estável na semana encerrada em 02 de janeiro, segundo dados do Cepea. Em importantes polos produtores do País, as variações foram pontuais, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no início do ano.

Na região dos Grandes Lagos, a cotação permaneceu em R$ 9,27 por quilo, sem variação em relação à semana anterior. Estabilidade semelhante foi observada no Norte do Paraná, onde o preço médio ficou em R$ 10,11/kg. Já em Morada Nova de Minas, houve leve alta de 0,31%, com o valor alcançando R$ 9,44/kg.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi comercializada a R$ 9,57/kg, registrando a maior elevação semanal entre as regiões acompanhadas, com avanço de 0,39%. Em sentido oposto, o Oeste do Paraná apresentou pequena retração de 0,19%, com o preço médio recuando para R$ 8,76/kg.

De acordo com o Cepea, as oscilações discretas refletem um mercado ajustado, típico do período, sem movimentos bruscos de oferta ou pressão significativa da demanda sobre as cotações.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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Peixes

Instituto de Pesca inicia 2026 com foco em ciência e inovação para aquicultura

Com atuação em diferentes regiões de São Paulo, o IP-Apta reforça pesquisas e soluções sustentáveis que fortalecem a produção de alimentos aquáticos, a segurança alimentar e a geração de renda.

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“Promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura” é a missão do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que inicia o ano a reforçando, comprometido com a geração de conhecimento científico e com o fortalecimento do setor, contribuindo diretamente para a segurança alimentar, a geração de renda e o uso sustentável dos recursos naturais.

Foto: Divulgação/IP-Apta

Com atuação altamente relevante e presença em diferentes regiões do estado, o Instituto desenvolve pesquisas que impactam desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos, apoiando pescadores artesanais, aquicultores, técnicos, gestores públicos e instituições sociais. O trabalho científico realizado se traduz em tecnologias, orientações técnicas, inovação em produtos e soluções que chegam a laboratórios, universidades e até à mesa da população.

Na pesca artesanal, o Instituto de Pesca atua no desenvolvimento de estudos, monitoramentos e ações de apoio que valorizam o conhecimento tradicional, promovem o uso sustentável dos recursos pesqueiros e contribuem para a manutenção da atividade como fonte de alimento, trabalho e identidade cultural para diversas comunidades. Essas iniciativas buscam fortalecer a pesca artesanal de forma responsável, aliando preservação ambiental e inclusão social.

Na aquicultura, as pesquisas e ações desenvolvidas pelo Instituto contribuem para o aprimoramento dos sistemas produtivos, o aumento da eficiência, a melhoria da qualidade dos produtos e a adoção de práticas sustentáveis. O apoio técnico e científico ao setor aquícola favorece a competitividade dos produtores, a geração de renda e a expansão de uma produção alinhada às demandas ambientais e de segurança alimentar.

Foto: Divulgação/IP-Apta

Entre as principais frentes de atuação da instituição também estão a valorização do pescado como alimento saudável e acessível, a melhoria dos processos produtivos e o aproveitamento integral dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica e ambiental.

As pesquisas conduzidas pela instituição subsidiam políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento regional, contribuindo para a inclusão produtiva, o fortalecimento das economias locais, a promoção de sistemas alimentares mais justos e resilientes, além da preservação e proteção dos recursos hídricos.

Ao conectar ciência, produção e sociedade, o Instituto reafirma seu papel estratégico como referência em pesquisa aplicada e inovação, alinhando tradição e conhecimento técnico aos desafios contemporâneos da sustentabilidade, da segurança alimentar e das mudanças climáticas. “Neste novo ano a instituição segue comprometida com sua missão e busca ampliar parcerias, disseminar conhecimento, conquistar novos programas e gerar impactos positivos que beneficiem tanto o setor produtivo quanto a população, fortalecendo o pescado como um aliado da saúde, da economia e do meio ambiente”, ressalta o vice-coordenador do IP, Eduardo de Medeiros Ferraz.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
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