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Projeto Campo Futuro gera informação sobre mercado agrícola em SC

O projeto também contempla o oeste catarinense nas culturas de trigo, soja e milho e o sul do Estado, com o arroz

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), promove nesta semana o projeto Campo Futuro desenvolvido, em âmbito nacional, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na terça-feira (31) o município de Joinville sediou, na parte da manhã, o painel sobre tilápia, durante a tarde ocorreu uma visita técnica a um piscicultor. Na quarta-feira (1º), ocorre, em Florianópolis, uma visita técnica a dois maricultores no período da manhã e, à tarde, o painel sobre ostras. A última cidade será Tubarão que participará, na quinta-feira (2) do painel sobre produção de Tilápia em tanque escavado, durante a tarde e na sexta-feira (3), pela manhã terá a visita a um piscicultor.

De acordo com o presidente do sistema FAESC/SENAR-SC José Zeferino Pedrozo, o Campo Futuro alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, custos e de produção na propriedade rural. Também participam desse esforço instrucional a Embrapa, a Epagri e os Sindicatos Rurais.

O projeto também contempla o oeste catarinense nas culturas de trigo, soja e milho e o sul do Estado, com o arroz.

A geração de informações é desenvolvida pela CNA e consiste na elaboração de indicadores de conjuntura e de desempenho da cana-de-açúcar, café, fruticultura, grãos, bovinocultura de corte e de leite. “Esses indicadores têm como base os levantamentos de dados – chamados de painéis – realizados nos municípios representativos na produção agropecuária. Depois, é feito o acompanhamento mensal dos preços dos insumos e dos custos de produção nessas localidades”, enfatiza Pedrozo.

Capacitação

A capacitação dos produtores rurais é realizada por instrutores do Senar. Os produtores rurais aprendem, de forma prática, a elaborar o orçamento e o custo de produção da sua propriedade, além de utilizar instrumentos para o gerenciamento de riscos de preços, como derivativos agropecuários ou de produção e o seguro rural.

O Campo Futuro disponibiliza informações estratégicas para facilitar a tomada de decisões do produtor rural, mediante o acesso a um completo banco de dados do setor agropecuário, com a evolução sistemática dos custos de produção e da rentabilidade das principais atividades agrícolas e pecuárias e da publicação Ativos do Campo.

A geração de informações compreende o desenvolvimento de quatro ações: realização de painéis com instrumentos metodológicos para identificar os sistemas e coeficientes de produção de cada atividade rural em uma região específica; desenvolvimento de indicadores com informações de custo de produção e rentabilidade das culturas agrícolas e da pecuária nos estados; criação de um sistema de informação e consolidação das informações geradas pelo projeto de forma acessível ao produtor rural e ao público em geral; divulgação de publicações a partir de análises e relatórios setoriais de desempenho da agropecuária brasileira.

Um dos fundamentos da metodologia de acompanhamento dos custos de produção e da rentabilidade da agropecuária são os painéis que consiste em um procedimento de obtenção de informações que proporciona mais agilidade e versatilidade na atualização dos dados.

O superintendente do SENAR/SC Gilmar Antonio Zanluchi esclarece que a metodologia do painel consiste na definição da propriedade típica de produção em cada região de estudo. A propriedade típica se refere à realidade mais comum da região e de um determinado produto, considerado no estudo. Um grupo formado por técnicos e produtores conhecedores da realidade local se reúne para construir um sistema de produção mediante um debate aberto. “Juntos, eles montam uma planilha de custos de insumos e receita da faixa mais representativa da produção naquele município”, finaliza o superintendente.

Fonte: Assessoria

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Notícias Entrevista exclusiva

Queijo foi – e tende a continuar sendo – o queridinho do Brasil

Supervisor de Fomento e Política Leiteira na Frimesa, Eduardo Portugal, fez uma avalição de como está se comportando e o que esperar do mercado de lácteos

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O mercado de lácteos é bastante variável. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, ano de 2020 foi marcado por adversidades. Do lado da demanda, a pandemia de coronavírus resultou em mudanças bruscas no comportamento do consumidor. Do lado da oferta, o clima prejudicou a atividade, devido às irregularidades das chuvas e às secas extremas, especialmente no Sul do país. Esses dois fatores, combinados, proporcionaram um ano de desequilíbrios entre a oferta e a demanda e de elevação substancial dos preços no campo.

Já para 2021, o Cepea observa que a disponibilidade de matéria-prima deve permanecer limitada, especialmente no primeiro trimestre do ano, com volumes de leite abaixo da média registrada para o mesmo período de 2020. Esse cenário se deve ao clima desfavorável no ano passado (tempo seco e temperaturas elevadas, que prejudicaram as pastagens) e ao aumento contínuo nos custos de produção (os valores dos dois principais componentes da ração, o milho e o farelo de soja, atingiram patamares recordes).

Para o supervisor de Fomento e Política Leiteira na Frimesa, presidente do Conselho de Sanidade de Marechal Cândido Rondon e participante do comitê técnica da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Eduardo Portugal, o queijo deve continuar sendo o “queridinho” neste ano, assim como os preços pagos aos produtores deve ser melhor para aqueles que focarem na qualidade do produto ofertado.

O Presente Rural – Estamos praticamente entrando fase crítica da pastagem e ela ainda é uma ferramenta importante na alimentação dos animais da produção de leite. Qual a perspectiva para os produtores de leite nesse inverno?

Eduardo Portugal – Nós temos que entender que o inverno sempre favoreceu a cadeia láctea total, do produtor até a indústria. Nós estamos vivendo um momento instável pela falta de chuvas e querendo ou não a nossa região (Oeste do Paraná) tem a cultura das pastagens de inverno. Então a necessidade de você ter uma comida disponível é fundamental. Então a gente está aguardando com essa expectativa do período de parição das vacas. Porque o inverno sempre elevou os preços do consumidor, porque consumidor brasileiro tem essa cultura de aumentar o consumo do café com leite, do queijo. Aliás, o queijo foi o produto da pandemia, o produto mais vendido no país durante a pandemia, o queridinho do Brasil. Dessa forma, deu esse boom do consumo e agora houve uma reação invertida pelo aumento da soja e do milho e o custo de produção da ração ficou muito caro. Mas existe um aumento relativo na entrada de leite. Para você ter uma ideia, se for comparar o trimestre janeiro, fevereiro e março de 2021 com o mesmo período de 2020 houve um aumento de 40% na entrada de leite.

O Presente Rural – A Frimesa hoje entrou em várias regiões do Paraná e outros Estados. Qual é a perspectiva do rebanho leiteiro nessas regiões onde a Frimesa atua?

Eduardo Portugal – Nós temos uma semente muito bem plantada, não somente no Oeste do Paraná, mas também no Sudoeste, nas cidades de Capanema e São João, em Santa Catarina, na cidade de Aurora, e no Mato Grosso do Sul, temos em Mundo Novo uma unidade nossa.

No Paraná tudo começou com a importação das novilhas uruguaias, lá no final dos anos 1980 quando importamos 14 mil novilhas uruguaias, junto com as cinco cooperativas filiadas. E concomitante a isso, no Governo do Estado entrou o PIA (Programa de Inseminação Artificial). A nossa região, naquela época, consumia 40% do sêmen do Estado. Então houve um boom, porque a nossa média de vaca há 30 anos era três litros de leite, a partir do momento que foi trazido animais de fora, com genética holandesa, e mais sêmen disponíveis foi aumentando. Quando o produtor viu uma novilha de primeira lactação chegando a 20, 25 litros ele não acreditava.

O Presente Rural – Hoje, qual a média da produção?

Eduardo Portugal – Hoje há aproximadamente 1,1 milhão de produtores de leite no país. Para se ter uma ideia, 30% destes produtores produz 70% da produção nacional. Então ainda estamos tecnificando a atividade. Temos que aumentar.

Temos que entender que a atividade do leite, é a única atividade mensal, tirando hortifrúti granjeiro é a única atividade que o produtor sabe que existia o famoso cheque do leite alguns anos atrás. Isso dá uma sustentação grande do giro do dinheiro.

O Presente Rural – Quais são as perspectivas de preço para o produtor? São boas?

Eduardo Portugal – Quando você fala em $2 $2,15 você analisa quando vê um caixinha de leite longa vida a $4,50, isso é 50% do valor numa caixinha. Então o problema não é o que ele recebe, é o que sobra no momento pelo custo do insumo alto. A gente tem que lembrar que para cada quilo de ração que o produtor deixa de dar para vaca é de 2,5 a três litros a menos que ele produz por quilo de ração, dependendo do nível genético do animal. Então para você ver agora, vai haver, já está havendo, uma seleção natural. Vimos que no suíno houve esse crescimento, as grandes propriedades de terminação, em aves hoje vemos aviários com 25 mil aves e daí você fala com todo sentimento, produtor de 30 litros por dia. Para os players hoje de leite no Brasil o assunto mais discutido entre as grandes empresas é o sistema de captação. É ali que tem impacto. Se você pega uma empresa que tem custo de recepção de leite de R$ 0,4. Então o que acontece, aí você tem custo de R$ 0,10. Imagina dentro da cadeia láctea na hora que chega no ponto de venda a sua competitividade. Então agora houve uma evolução grande.

O Presente Rural – Tendência produtor de leite é seguir essa tendência dos suíno e aves?

Eduardo Portugal – Com certeza. Diminuir o número de propriedades e aumentar o volume. Porque inclusive, a pedido do diretor executivo (da Frimesa), Elias Zydeck, hoje já estou trabalhando focado em certificação da propriedade. Onde está o leite que eu preciso. A gente acompanha o processo de evolução. A Frimesa fez em abril a primeira exportação de queijo para China. Já temos contato com México, para o leite condensado. No ano passado, quando houve um boom da nossa unidade, que cresceu, tivemos parceira com a Coreia por dois anos, vendemos por dois anos queijo para Coreia. Então vai haver essa seleção natural, a gente vê o crescimento das empresas.

O Presente Rural – Todos os derivados de animais houve evolução de preços, conforme matéria prima. O leite não tem isso, por quê?

Eduardo Portugal – O que acontece, ele passou pelo boom, agora está nós mesmos estamos lançando produtos, como iogurtes, entramos nos gregos, lançamos alguns tipos de queijos diferentes, existe evolução de parcerias. Você precisa ter parceria. Temos produtos finos, agora atinge quem? Qual a camada da população? Leite atinge todas as camadas, porque tem produtos de preços variáveis. Agora atinge de menos renda, como o leite, iogurte, existe alguns produtos mais finos e maios caros, tanto é que o que fez os R$ 600, as seis parcelas, do auxílio emergencial, isso o leite foi o produto maios vendido durante a pandemia. Isso mostrou que o leite é um gênero de primeira necessidade, se o capital fosse, já saiu as outras parcelas do auxílio emergencial, então eu tenho certeza de que por entender qual consumo familiar, o leite vai se destacar. Não com a mesma intensidade do ano passado.

O Presente Rural – Há perspectivas de novos investimentos na Unidade de Marechal Cândido Rondon da Frimesa?

Eduardo Portugal – Nós já elevamos a nossa capacidade. Foram comprados cinco silos de 90 mil litros e três de 125 mil litros. Estamos reestruturando, já foi montado. Nós temos que ter processos de melhoramento sempre.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Mercado

Emirados Árabes são responsáveis por mais de 70% das exportações de ovos brasileiros

Foram exportadas 3,8 mil toneladas do produto, gerando uma receita de US$ 5 milhões, segundo a ABPA

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Divulgação / Katayama Alimentos.

Os ovos brasileiros têm conquistado cada vez mais a mesa internacional. No primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram exportadas 3,8 mil toneladas do produto, gerando uma receita de US$ 5 milhões. Os Emirados Árabes Unidos absorveram mais de 70% das vendas, totalizando uma contribuição de US$ 2,9 milhões para a receita total.

“Os Emirados Árabes deram um salto significativo este ano em importação dos ovos do Brasil. Praticamente, triplicaram sua participação nos primeiros meses deste ano. Sendo responsável por 2,799 mil toneladas, 255% a mais do que o valor importado em 2020. O Oriente Médio é um mercado ávido por mercadorias brasileiras de boa qualidade. E o ovo, como o frango, que tiver a certificação halal, que significa lícito para o consumo árabe muçulmano, abre mais oportunidades de negócios nestes países, porque atesta a segurança do alimento em toda a cadeia produtiva”, conta o gerente de Relações Internacionais da Cdial Halal, Omar Chahine.

Ovos da Katayama Alimentos com Certificação Halal conquista mercado árabe – Desde 1942 no mercado, em Guararapes (SP), a Katayama Alimentos produz tanto ovos de galinhas como de codornas. Com um plantel composto de 4 milhões de galinhas (entre recria e postura) e 250 mil codornas, a Katayama Alimentos produz em torno de 1 bilhão de ovos por ano para abastecer o mercado interno, como: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso e o internacional, principalmente, os países árabes. “Nossos principais importadores pertencem ao Oriente Médio – Emirados Árabes Unidos, além de Bangladesh. Mas para exportar para estes países, onde a maioria são muçulmanos, adquirimos a Certificação Halal para atender às normas da jurisprudência islâmica. Temos a honra de sermos uma das poucas indústrias no setor a obter esta certificação e estarmos aptos a atender a uma população que cresce a cada ano. Nossa expectativa é exportar 10% de nossa produção, sendo 20% para os Emirados Árabes”, ressalta o diretor Comercial da Katayama Alimentos, Gilson Katayama.

Mercado Muçulmano

Atualmente, o mercado muçulmano é composto por cerca de 1.8 bilhão das pessoas do mundo e a previsão é que essa parte da população alcance 3 bilhões até 2030. Dentre os países que mais possuem muçulmanos estão Indonésia, Malásia, Paquistão, Índia, Egito, Turquia entre outros localizados no continente asiático. Investir neste mercado tem sido extremamente rentável. Conforme dados do State of the Global Islamic Economy Report (Relatório Global da Economia Isâmica), os gastos com produtos halal no mundo (comida, fármaco, cosmética, lifestyle e outros) podem chegar a simples cifras de US$ 3,2 trilhões em 2024.

A Cdial Halal – uma das maiores e importantes certificadoras halal do Brasil. É única certificadora da América Latina acreditados pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

SC mantém a liderança na suinocultura brasileira

Em março, o agronegócio catarinense embarcou 55,7 mil toneladas de carne suína, faturando US$138,4 milhões

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Presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina, José Antônio Ribas Júnior

A suinocultura catarinense continua liderando a produção e a exportação brasileira, apesar dos fortes incentivos que outras unidades da Federação estão destinando ao setor. O Estado catarinense superou mais um recorde nas exportações mensais do produto. Em março, o agronegócio catarinense embarcou 55,7 mil toneladas de carne suína, faturando US$138,4 milhões. Essa é a maior marca desde o início da série histórica em 1997.

Ao comemorar esses resultados, o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE), José Antônio Ribas Júnior, lembra que Santa Catarina perdeu para o Paraná, no passado, a liderança na avicultura brasileira em razão de vantagens competitivas daquele Estado, como incentivos fiscais, excelente infraestrutura, condições logísticas e abundância de milho. “São facilidades que não temos aqui e que exigem muito esforço para mantermos nossa hegemonia”, observa o dirigente.

O ano iniciou com quedas nas exportações de carne suína, mas Santa Catarina retomou o crescimento e ampliou as vendas para os maiores mercados. Os principais destinos para a carne suína produzida no Estado ampliaram suas compras no último mês, com destaque para a China que proporcionou um incremento de 53,6% em divisas.

Ribas assinala que a cadeia produtiva catarinense continua otimizando a produção e, atualmente, mais de 30 mil suínos são abatidos diariamente. Para manter esse volume de processamento industrial há uma base produtiva formada por mais de 3,9 milhões de animais alojados em campo. Essa cadeia é operada por aproximadamente 6.000 integrados, cooperados e produtores independentes.

O ano de 2020 foi de intensa produção, com um crescimento superior aos 35% em comparação com 2019, atingindo um volume exportado superior aos US$ 1,3 bilhão.

O dirigente enfatiza que esse crescimento extraordinário se deve a conjugação de quatro fatores: produtores competentes, sanidade, nutrição e genética. “Todos esses aspectos são observados pelos produtores integrados,  cooperados e independentes com destaque aos critérios mencionados de sanidade,  nutrição e genética e, claro, o cumprimento das normas de bem-estar animal  (BEA), que é norma imperativa e que não pode jamais ser tangenciada”, expõe.

O presidente do SINDICARNE aponta que “o grande desafio é manter o volume de produção e exportação,  agregando valor ao produto,  mantendo a sanidade como fator predominante na cadeia produtiva, principalmente quando se observa o avanço da PSA (peste suína clássica) pelo mundo”.

Esses são os desafios internos.  Os externos são a necessidade de equilibrar preço de grãos e sua oferta,  redução de custos internos e equilíbrio de contas frente  alta de elementos como energia elétrica,  combustíveis (frete), materiais de construção e mão de obra para expansão, além da escassez de silos de armazenagem. A falta de linhas de crédito é outro obstáculo indicado por José Ribas.

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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