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Projeto brasileiro de planta piloto de rações recebe aporte internacional
Instituto de Tecnologia de Rações da UFPR vai receber cerca de R$ 600 mil da Fundação Victam para implantar fábrica experimental em Curitiba (PR), fortalecendo inovação e capacitação no setor de nutrição animal.

A 2ª edição da Victam Latam, aberta na terça-feira (16), em São Paulo, foi palco do anúncio da implantação de uma planta piloto de rações para o Instituto de Tecnologia de Rações (FTI/UFPR), em Curitiba (PR), com recursos viabilizados da Fundação Victam, que destinou cerca de R$ 600 mil à iniciativa, dentro de seu programa global de financiamento para iniciativas de pesquisa e capacitação no setor de nutrição animal.
A fábrica experimental terá capacidade de produção de três toneladas/hora e funcionará em modelo de parceria público-privada com a Universidade Federal do Paraná. Mais do que uma estrutura de produção, a planta será um centro de capacitação para profissionais do setor e de desenvolvimento de processos aplicados à realidade latino-americana. “Até hoje, nossas principais referências em tecnologia e processos de nutrição animal estavam na Europa ou nos Estados Unidos. Essa fábrica experimental vem para preencher uma lacuna histórica, aproximando ciência e indústria em benefício da região”, destacou o diretor do FTI/UFPR, Marco Lara.
O anúncio reforça uma demanda discutida há quase uma década no setor: a criação de um polo de excelência em nutrição e processamento de rações na América Latina. A iniciativa brasileira foi selecionada entre 35 propostas enviadas de diferentes países ao programa da Fundação Victam, que ao todo destinou € 600 mil a sete projetos em 2025.
Além do Brasil, foram contempladas iniciativas no Benin, Alemanha, Holanda e Tailândia, que vão de pesquisas sobre aproveitamento de resíduos agrícolas até novas tecnologias de extração de compostos bioativos.
O primeiro dia da Victam Latam também foi marcado pela entrega do Feed Formulation Latin America Innovation Award 2025, promovido em parceria com a editora britânica Perendale Publishers. O prêmio reconheceu projetos de inovação em formulação e moagem de ração, com destaque para a brasileira Grandfood e menções ao trabalho da C.Vale e do Moinho Globo Alimentos.
Com corredores movimentados, debates técnicos e prêmios internacionais, a feira confirmou sua relevância. Mas foi o anúncio da planta piloto de rações da UFPR que simbolizou o passo mais concreto rumo a um futuro de inovação e autonomia tecnológica para o setor na América Latina.

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Acordo Mercosul-UE impulsiona interesse de empresários alemães pelos portos do Paraná
Agenda reúne representantes de diferentes setores e reforça o papel logístico de Paranaguá e Antonina no fluxo bilateral Brasil-Alemanha.

Uma comitiva de empresários ligados à Câmara Brasil-Alemanha no Paraná visitou nesta semana os portos de Paranaguá e Antonina para conhecer de perto a operação, a capacidade logística e os indicadores de produtividade dos terminais paranaenses. O grupo, formado por 16 representantes de nove empresas de diferentes setores, foi recebido pela Portos do Paraná e participou de agenda técnica no Porto de Paranaguá.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
A visita ocorre em um momento de mudança no ambiente de comércio exterior, com a entrada em vigor, a partir de 1º de maio, do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O tratado amplia o acesso a um mercado estimado em 451 milhões de consumidores e tende a intensificar o fluxo bilateral de mercadorias, especialmente entre Brasil e Alemanha, um dos principais parceiros comerciais europeus do país.
Durante a agenda, o diretor empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama, destacou o interesse dos visitantes nas oportunidades geradas pelo novo acordo, sobretudo no que se refere à ampliação das exportações e à diversificação de destinos.
A programação integra o projeto Inspiration Tour, iniciativa da Câmara Brasil-Alemanha que prevê uma série de visitas

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
técnicas a empresas estratégicas do estado. Segundo o gerente executivo da entidade, Augusto Michells, o objetivo é aproximar o setor empresarial das estruturas logísticas que sustentam o comércio internacional. Ele ressalta que os portos paranaenses têm papel relevante como pontos de entrada e saída de produtos nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha.
A comitiva reuniu representantes de segmentos como indústria de papel, metalurgia e serviços, incluindo organização de feiras e assessoria jurídica, refletindo o interesse transversal de diferentes cadeias produtivas na infraestrutura portuária do estado.
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Cleber Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária
Médico-veterinário com trajetória em inovação e pesquisa agropecuária, possui ampla experiência na administração pública.

Cleber Oliveira Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele passa a integrar a equipe do ministro André de Paula na coordenação e execução das políticas públicas voltadas ao setor agropecuário. Soares já atuava na estrutura do ministério como secretário-executivo adjunto desde 2023 e possui ampla experiência na administração pública e na área de inovação aplicada ao agro.
Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias pela mesma instituição, com trajetória acadêmica voltada à pesquisa e ao desenvolvimento científico.
Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, onde contribuiu para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à modernização e sustentabilidade da produção agropecuária.
Também exerceu funções estratégicas na Embrapa, onde foi diretor executivo de Inovação e Tecnologia (2017–2020), chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (2011–2017) e vice-chefe da mesma área (2005–2010), atuando no fortalecimento da pesquisa e da inovação no setor.
No Mapa, foi ainda diretor de Inovação Agropecuária, com atuação na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação entre 2020 e 2021. O novo secretário-executivo também participa de conselhos, comitês e fóruns estratégicos nacionais e internacionais, como a Rede Global de Pesquisa e Inovação em Saúde Animal (Star-Idaz), o Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag-Fiesp) e o Fórum do Instituto Futuro.
Com perfil técnico e experiência consolidada na gestão pública, Cleber Soares assume o cargo com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da governança do ministério.
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Produtor rural deve redobrar planejamento diante de risco no mercado de fertilizantes
Sistema Faep orienta compras escalonadas e gestão de custos para enfrentar incertezas na safra 2026/27.

O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Isso porque Rússia e China, maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, estão restringindo as exportações do produto. Diante deste fato, os produtores rurais podem encontrar dificuldade na compra do insumo para a safra 2026/27, que ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho.
Para contribuir com o planejamento do agricultor, o Sistema FAEP reforça orientações práticas que podem amenizar os efeitos desse cenário de incerteza. “É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O atual cenário global exige uma mudança no ambiente do agronegócio. O produtor rural precisa fortalecer a gestão estratégica dos custos para minimizar os riscos”, complementa.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Somente em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas adquiridas no mercado internacional. Essa dependência torna a agricultura vulnerável a movimentos globais, como as restrições temporárias impostas por Rússia e China, além das incertezas geopolíticas com a guerra no Oriente Médio. Esse contexto pode resultar tanto no aumento dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos dentro da porteira.
As recomendações do Sistema FAEP estão voltadas à gestão estratégica de compra e uso do insumo, como evitar aquisições concentradas em momentos de preços elevados ou instáveis; priorizar compras escalonadas, reduzindo riscos; monitorar a relação de troca (fertilizantes x produtos agrícolas) como fator decisivo; e garantir um volume mínimo para não comprometer a produção.
“O momento exige prudência e estratégia por parte do produtor. É fundamental evitar decisões impulsivas, planejar as compras, utilizar o fertilizante com máxima eficiência técnica e proteger a margem de lucro. A sustentabilidade econômica da safra dependerá da qualidade das decisões tomadas agora”, afirma Meneguette.
Outros impactos
A guerra no Oriente Médio também preocupa o produtor rural em relação a outro insumo fundamental no campo: combustível. No Paraná, o preço do diesel registrou aumento superior a 20% no valor de revenda, comparado a fevereiro.
Com a crescente mecanização no campo, a dependência do diesel se estende por toda a cadeia produtiva. Atualmente, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira são proveniente de combustíveis fósseis. Além disso, o diesel representa cerca de 40% do custo do frete, contribuindo para a elevação das despesas com o escoamento da produção.
No Paraná, culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas, do preparo do solo à colheita. Já cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.



