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Projeto O Brasil Pecuário acontece aqui é lançado em Goiânia
Evento ocorrerá em setembro e será uma junção do Interconf e Goiás Genética, com o objetivo de trazer resultados significativos para o setor agropecuário
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), a Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) e o Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec-GO) lançaram, na sede da Federação, o projeto ‘O Brasil Pecuário acontece aqui’. Integram esta iniciativa, a edição de 10 anos da Interconf, realizada pela Assocon, nos dias 18 e 19 de setembro, e a Goiás Genética, promovida pela AGCZ, de 16 a 23 de setembro.
Segundo o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, a ideia é fortalecer a pecuária brasileira. “Esta junção, somatória e sinergia, formada com o Goiás Genética e o Interconf, é uma parceria importante, que nos trará resultados significativos, com palestrantes de renomes, oferecendo o que nosso estado tem de melhor, que é o setor agropecuário”, pontua. Para Schreiner, o evento é uma oportunidade de tratar a pecuária de forma extremamente profissional. “É nosso dever destacar um setor que tem dados resultados para o nosso país. Nossa estimativa do valor bruto agropecuária, é de crescer mais de 4,5% ao ano. Ao passo que o PIB brasileiro está no 0,3%, puxados, sobretudo, para o setor agropecuário”, explica.
A proposta da realização, em conjunto, da Interconf e Goiás Genética, é de exatamente fortalecer a pecuária brasileira e mostrar a força do setor em todo o país. O projeto será realizado de 16 a 23 de setembro, no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, na capital goiana, e discutirá diversos temas ligados ao ‘mundo da pecuária brasileira’. A organização é da Terraviva Eventos, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Expectativa
O presidente da AGCZ, Wagner Miranda, diz que a Goiás Genética é uma feira de biotecnologia diferenciada, criada há sete anos, para o melhoramento genético bovino. “A Expogenética, como assim denominamos, apresenta ao nosso público ferramentas zootécnicas para o melhoramento dos animais bovinos. Uma seleção de animais, com avaliação técnica, metodologias científicas integradas, agregando um crescimento de produtividade de características desejadas na pecuária, sobretudo na de corte. A ideia é mudar a história da produção de nossa pecuária dentro do país”, explica.
Esta é sétima edição do Goiás Genética, em Goiânia. O Interconf está em sua décima edição, um encontro internacional de confinadores, promovido pela Assocon, que tem sua sede em São Paulo. “Estes dois eventos juntos têm a capacidade de repercutir com um público qualificado, agregando numa semana só uma quantidade maior de produtores, palestrantes de vários locais do Brasil, tonando o evento muito mais grandioso. Isso integra nosso setor também com entidades representativas da cadeia de Pecuária de Corte, como a Faeg, a SGPA, o Fundepec e tantas outras que contribuem com o desenvolvimento do nosso setor”, destaca.
O gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade, diz que atualmente o setor tem passado por uma insegurança, por parte do produtor, em relação ao mercado. “O Brasil passa por um momento difícil no cenário macroeconômico, por isso a ideia do evento é mostrar o cenário futuro de esperança para o produtor”, diz. Ele destaca ainda, que o produtor precisa investir em tecnologia, utilizando as ferramentas disponíveis no mercado, para que tenha uma rentabilidade favorável em seu negócio.
Segundo Bruno, neste ano o evento será bem maior do que vem sendo feito. “Esta ideia de unir o evento, em uma semana, é justamente para superar nossas expectativas. Para isso, vamos oferecer palestras técnicas sobre o mercado, abordando assuntos sobre inovação tecnológica, para conseguirmos trazer mais conhecimento ao nosso produtor. Então, os dois eventos se complementam”, conclui.
Fonte: Assessoria

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Entressafra mantém preços do trigo em trajetória de alta
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, dólar valorizado, baixa liquidez no mercado interno e incertezas no cenário global sustentaram a valorização da saca durante junho.

Os preços do trigo seguiram em alta no mercado brasileiro durante junho, impulsionados pela entressafra, pela valorização do dólar e pelo cenário internacional. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a saca foi comercializada a R$ 69,97 no Paraná em 10 de junho, acumulando valorização de 6% nos últimos 30 dias.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A consultoria aponta que o mercado interno segue com baixa liquidez. Enquanto os produtores mantêm postura mais cautelosa durante a entressafra, os moinhos compram de forma mais seletiva devido à dificuldade de repassar os custos aos preços da farinha.
A valorização do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas. Entre os dias 1º e 10 de junho, a moeda norte-americana avançou cerca de 3%, encerrando o período cotada a R$ 5,19, elevando a paridade de importação do cereal.
No mercado internacional, os contratos futuros do trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram forte oscilação entre maio e junho. As cotações chegaram a superar US$ 6,60 por bushel em meados de maio, mas recuaram para US$ 5,86 por bushel em 11 de junho.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a volatilidade foi influenciada pela seca nas planícies dos Estados Unidos durante maio, que elevou os preços. Na sequência, a aproximação da colheita no Hemisfério Norte, o retorno das chuvas nos Estados Unidos e a melhora das perspectivas para a safra da Rússia favoreceram a correção das cotações.

Foto: Freepik
A consultoria destaca que o mercado global continua sensível às condições de produção dos principais países exportadores. Nos Estados Unidos, o trigo de inverno apresentou desempenho abaixo do esperado, enquanto o trigo de primavera registra condições mais favoráveis. Na Rússia, houve melhora recente nas lavouras, embora ainda existam incertezas para o restante do ciclo.
Na Ucrânia, permanecem dúvidas tanto sobre a produtividade quanto sobre a capacidade de exportação da safra, fatores que seguem adicionando incertezas ao mercado internacional.
Já na Argentina, a expectativa é de redução da área cultivada na safra 2026/27 após a forte produção do ciclo anterior. Por outro lado, a boa umidade do solo favorece o plantio, e a redução das retenções sobre as exportações pode estimular novos investimentos pelos produtores.
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Agrária e Castrolanda são homenageadas por trajetória no cooperativismo paranaense
Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná reconhece a contribuição das duas cooperativas para o desenvolvimento do cooperativismo estadual.

As cooperativas paranaenses Agrária e Castrolanda foram homenageadas na noite de quinta-feira (02) durante o Fórum dos Presidentes com o Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná. O troféu, instituído pelo Sistema Ocepar, reconhece as cooperativas que este ano completam 75 anos de atuação, com importante contribuição ao cooperativismo paranaense.
O cerimonial destacou o texto dos dois troféus. No troféu da Castrolanda, está escrito: “Homenagem ao pioneirismo de gerações que transformaram vidas e impulsionaram o desenvolvimento. Obrigado por sua contribuição ao cooperativismo e por ser motivo de grande orgulho por todos nós”.
No troféu da Agrária, está escrito: “Uma história de união, trabalho e pioneirismo da qual temos imenso orgulho. Parabéns pelo legado que alimenta o futuro e fortalece o cooperativismo”.
Ao ser chamado para receber a honraria, o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, chamou os integrantes do conselho da cooperativa para juntos, receberem a homenagem.
“Obrigado, Ocepar e OCB. Para nós, é uma satisfação muito grande receber esse troféu, que vem sendo conquistado há muitos anos. Não é de agora, são 75 anos em que este trabalho vem sendo construído, quando 58 famílias chegaram aqui e com fé e perseverança uniram forças e conduziram seus negócios, sempre confiando no cooperativismo”, declarou o presidente da Castrolanda.
Ao agradecer a homenagem, o presidente da Agrária, Adam Stemmer, fez referência à história dos imigrantes que chegaram em Entre Rios (distrito de Guarapuava), em 1951. “A história de Entre Rios é diferente de todas as outras imigrações, com a cooperativa sendo criada ainda antes de o primeiro imigrante vir para o Brasil e todos os imigrantes eram obrigatoriamente sócios da cooperativa”, contou.
Fórum dos Presidentes
O Fórum dos Presidentes tem como anfitriã a Cooperativa Castrolanda, em celebração pelos seus 75 anos. A abertura aconteceu no Moinho Castrolanda com cerca de 200 dirigentes cooperativistas e lideranças políticas.
A mesa oficial foi composta pelo presidente da cooperativa anfitriã, Willem Berend Bouwman; o presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio; o governador em exercício do Paraná, Darci Piana; o presidente do Conselho de Administração da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o ex-ministro da Agricultura, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional e da OCB, Roberto Rodrigues.
O governador em exercício, Darci Piana, falou sobre o respeito e admiração que tem pelas cooperativas. “Vocês são imprescindíveis para a nossa agricultura, para o nosso estado e para o nosso país. Também importantes para o mundo, como diz o nosso governador Ratinho, vocês alimentam o mundo”, frisou. Piana lembrou do exemplo as seis cooperativas da região que se uniram para criar a Maltaria Campos Gerais que desencadeou uma sequência de investimentos que trouxeram emprego e renda para o Paraná. “Muito obrigada pelo trabalho que vocês fazem pelo nosso estado”, concluiu.
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Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos
Segmento alcança 21,2 milhões de cooperados em 59% dos municípios.

As cooperativas de crédito ultrapassaram pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos em 2025, consolidando a expansão do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Os dados constam no Panorama do SNCC, divulgado pelo Banco Central (BC).

O levantamento aponta crescimento sustentado das operações de crédito, maior captação de recursos e ampliação da presença das cooperativas no país. Ao fim de 2025, os ativos totais do segmento somavam R$ 1,036 trilhão, alta de 17% em relação ao ano anterior.
Crédito impulsiona

De acordo com o levantamento, o avanço foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.
O setor também ampliou as captações, que alcançaram R$ 834,4 bilhões, crescimento anual de 17,6%. O resultado foi favorecido pelo aumento dos depósitos a prazo e pelas emissões de letras de crédito, especialmente a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Os repasses de recursos ao setor também influenciaram o crescimento, com destaque para financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Banco Central, esse movimento reforçou a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas a micro, pequenas e médias empresas, além do setor agroindustrial.
Presença ampliada

O Sistema Nacional de Crédito Cooperativo expandiu sua atuação e passou a atender 59% dos municípios brasileiros em dezembro de 2025.
A base de cooperados também cresceu de forma expressiva, chegando a 21,2 milhões de associados. Desse total, 17,8 milhões são pessoas físicas e 3,4 milhões, pessoas jurídicas.
O percentual da população vinculada a cooperativas de crédito aumentou em todas as regiões do país e atingiu 8,4% ao fim do ano, segundo o relatório.
Participação maior

O Banco Central destacou que a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, ritmo superior ao restante do Sistema Financeiro Nacional, cuja expansão foi 8,5%.
Dessa forma, o cooperativismo ampliou sua participação no mercado de crédito, especialmente nas operações destinadas às pessoas físicas e às micro, pequenas e médias empresas.
Para a autoridade monetária, o crescimento do segmento contribui para fortalecer a concorrência, aumentar a eficiência do sistema financeiro e ampliar a inclusão financeira no país.
Risco monitorado
O relatório também aponta aumento no risco da carteira de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.
Apesar da elevação, o Banco Central afirma que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas, enquanto os resultados do segmento continuaram positivos e os índices de capital seguiram em níveis considerados confortáveis diante das exigências prudenciais.
O levantamento mostra ainda que o número de cooperativas singulares em atividade caiu de 753 para 742 em 2025. Segundo o BC, a diminuição não comprometeu a expansão da rede de atendimento e da base de associados.
