Conectado com

Suínos Suínos

Projeções para o mercado de suínos em 2020 indicam que exportações seguirão em alta

A previsão é de novo recorde de embarques e estima-se um aumento na produção brasileira de carne suína, segundo USDA

Publicado em

em

Inicio de ano é tempo de se planejar e de preparar os próximos passos para cumprimento de metas. E se tratando do mercado de suínos, o setor já se organiza para tomar decisões. Para isso, a ABCS traz uma análise da produção brasileira, da produção mundial e das exportações durante o período de 2019 e também as previsões para 2020. Dentre as principais observações, identificou-se que as exportações devem continuar crescendo, além de um aumento na produção brasileira de carne suína. No entanto, no cenário global a realidade é de queda na produção e de elevação dos custos para criação de suínos. Os dados mostram que a atual conjuntura exige atenção dos profissionais que atuam na área, especialmente dos produtores.

Exportação recorde em 2019 e janeiro de 2020 mantendo embarques em alta

O ano de 2019 atingiu recorde de exportação com o volume de 750,3 mil toneladas entre in natura (649,38 mil ton.) e processados e um faturamento de US$ 1,597 bilhão (ABPA). A China permanece o carro chefe das exportações brasileiras fechando o ano com 38,1% da carne suína in natura exportada pelo Brasil (tabela 1).

Tabela 1. Volumes exportados de carne suína brasileira in natura para os cinco principais destinos de 2019 (China, Hong Kong, Chile, Uruguai e Rússia) e quantidades para os mesmos destinos nos anos anteriores. 

Comparando com 2016, o ano que detinha o recorde anterior de exportação de carne suína, em 2019, com novo recorde de volume total embarcado (649,38 mil toneladas), observa-se a China praticamente substituindo a Rússia como principal destino, com volumes muito próximos quando comparamos a Rússia em 2016 e 2017 com a China em 2019. Em 2018, o mercado russo estava embargado por quase todo o período, mas no ano passado voltou em ritmo muito baixo. Por outro lado, chama a atenção o crescimento de embarques para Chile e Uruguai.

Os três estados do sul do Brasil lideraram os embarques com mais de 95% da exportação de carne suína in natura em 2019 (tabela 2).

Tabela 2. Os 10 estados maiores exportadores de carne suína in natura em 2019, em toneladas (MDIC).

Mudanças no câmbio e seus reflexos na produção

Outro dado que chama a atenção é o aumento expressivo do faturamento com exportação. Na tabela 3, observa-se que não somente o valor unitário em dólar subiu em 2019, mas também o valor recebido em reais, em função do câmbio favorável às exportações. Enquanto em 2018 o faturamento dos embarques de carne suína in natura totalizou pouco mais 1,07 bilhões de dólares, em 2019 superou 1,47 bilhões, um crescimento de 37,5%. Se aplicarmos o câmbio médio do ano sobre estes valores (tabela 3), considerando que o dólar encareceu mais de 3% de 2018 para 2019, então estima-se em reais um aumento de faturamento total de 42,4% de 2018 para 2019.

Tabela 3 – Exportação brasileira de carne suína in natura, volumes e valores de 2016 a 2019. Devido à elevação do câmbio em 2019, também o valor recebido por kg de carcaça em reais foi recorde. (Dados de volume e valores em dólar do MDIC).

* não considerada inflação no período

** trata-se de uma estimativa baseada em valores cambiais médios do ano, não obrigatoriamente representam o valor efetivamente convertido na comercialização, pois há diferenças em contratos e prazos e oscilações de volumes e valores ao longo dos meses do ano

Em janeiro de 2020 (tabela 4) as exportações continuaram em alta e a China este ano já representa pouco mais da metade dos embarques.

Tabela 4. Volumes de carne suína in natura (ton) exportados pelo Brasil no total e para China em janeiro de 2020 e o comparativo com o mesmo período de 2019. MDIC.

Acordos comerciais e recorde nos embarques

Em meados de janeiro foi assinada a primeira fase do acordo comercial entre EUA e China. A China deve comprar US$ 12,5 bilhões a mais que em 2017 em produtos agrícolas dos EUA no primeiro ano e US$ 19,5 bilhões no segundo ano. Caso o acordo seja cumprido, isso significaria uma elevação nas exportações dos EUA para a China de 149% e 197% em relação ao ano de 2019. Segundo a consultoria MBAgro, para os produtos agropecuários os efeitos não devem ser muito significativos, uma vez que o balanço de oferta e demanda mundial é o que interessa para a precificação dos produtos e o quadro mundial segue apertado tanto para carnes como para grãos. A tendência é que haja apenas uma reorganização nos destinos dos produtos transacionados entre os países.

No dia 10 de janeiro, o USDA atualizou as projeções para 2020 para a produção, consumo e exportações/importações dos principais mercados de carnes. Para este ano, o USDA projeta uma importação chinesa de carne (boi, porco e frango) da ordem de 7,15 milhões de toneladas, 27% acima do importado pelo país em 2019. Outros destaques do relatório do USDA são a previsão do aumento das exportações do Brasil em relação a 2019 da ordem de 9,5% para carne bovina, 20% da carne suína, sem crescimento significativo dos embarques de frango.

Tomando como base o segundo semestre de 2019, que foi quando a China elevou as compras da carne suína brasileira a outro patamar, projeta-se novo recorde de embarques para este ano de 2020, conforme a tabela 5, a seguir.

Tabela 5. Projeções de embarque de carne suína in natura para 2020, baseadas nos volumes exportados no segundo semestre e no último trimestre de 2019. Simulação baseada em dados de exportação de 2019 do MDIC.

Se por um lado o USDA projeta um aumento da produção brasileira de carne suína em 2020, ao redor de 4,5%, por outro lado, o órgão norte americano estima uma queda na produção mundial de carne suína ao redor de 10%, puxada principalmente pela China (-25%), Filipinas (-16%) e Vietnã (-6%).

No tocante a sanidade, além da peste suína africana (PSA) ainda não controlada na China e com focos recentes em outros países asiáticos e na europa oriental, 2020 iniciou com uma série de ocorrências como gripe aviária na China e Febre Aftosa em bovinos na Rússia, que podem afetar não somente o mercado de carnes, como a economia mundial, esta última mais relacionada ao Coronavirus.

Oscilações de preço no mercado doméstico de carnes

De dezembro de 2019 até o momento houve uma oscilação significativa nos valores pagos ao produtor brasileiro, tanto na carne suína, quanto na bovina (gráficos 1 e 3) que atingiram preços recorde no final do ano passado e experimentaram queda acentuada em janeiro. Segundo MBAgro, na média mensal, o suíno fechou o mês de janeiro com preços 6% abaixo do mês anterior, enquanto a carne suína fechou em queda de 12% no atacado em São Paulo. Porém, vale destacar que mesmo com as recentes quedas, o preço do suíno continua em um patamar histórico elevado. De fato, no início do mês de fevereiro tanto o suíno (gráfico 2) como o boi já demonstram uma retomada da subida de preços de forma mais lenta.

Gráfico 1. Evolução preço do suíno vivo, em cinco estados (MG, SP, PR, RS e SC), nos últimos 2 anos (até 07/02/2020). Fonte: CEPEA.


Gráfico 2. Evolução preço do suíno vivo, em cinco estados (MG, SP, PR, RS e SC), nos últimos 30 dias (até 07/02/2020). Mês de fevereiro já apresenta viés de retomada da subida de preço. Fonte: CEPEA.


Gráfico 3. Evolução dos preços do boi gordo no estado de São Paulo (valor da arroba), nos últimos dois anos (até 07/02/2020). Fonte: CEPEA.

Já o movimento de queda do valor da arroba do boi gordo esteve dentro da sazonalidade, pois janeiro é um mês onde o consumo costuma se retrair, em função das férias escolares e do início da “safra” do boi, com maior disponibilidade de animais para o abate (MBAGro). Além disso, as exportações sofreram uma espécie de ressaca, principalmente por parte da China, que foi o principal destino dos embarques em 2019 e se abasteceu para as comemorações do Ano Novo Chinês (25 de janeiro). Ainda segundo o MBAgro, apesar desta queda, a carne bovina deve continuar com preços elevados no mercado interno, por conta da forte demanda externa, mantendo as carnes de frango e suína mais competitivas frente às altas do boi.

Custo de produção: o grande desafio do suinocultor para 2020

Apesar da safra recorde de milho em 2018/2019, o volume exportado do grão (mais de 43 milhões de toneladas no ano, segundo o MDIC) foi o principal determinante de uma alta acumulada de 24% ao longo de 2019, com sucessivos acréscimos de preços desde o mês de setembro (gráfico 4).

Gráfico 4. Preço do milho, saca de 60kg (Campinas-SP), nos últimos 2 anos (até 07/02/20). Fonte CEPEA

O custo de produção de suínos calculado pela Embrapa-CNPSA acumulou em 2019 alta de 8,6%. A nutrição foi o item que mais subiu entre os itens dos custos, com 7,2% de aumento no ano. Durante o primeiro semestre de 2020, o mercado de milho deve permanecer pressionado, tendendo a se normalizar durante o segundo semestre, com a entrada da segunda safra. Até lá, o indicativo é de que os custos permaneçam elevados, comprimindo a rentabilidade do produtor (MBAgro).

Embora se estime uma produção muito similar a do ano passado (tabela 6), o atraso na colheita da soja e especialmente no plantio do milho segunda safra já são evidentes em 2020, quando comparados com os números de 2019 (tabelas 7 e 8).

Tabela 6. Oferta e demanda de milho do Brasil (em mil toneladas) nas últimas safras e projeção para safra 2019/2020. Observa-se uma previsão de estoque de passagem de 2020 para 2021 de cerca de 6 milhões de toneladas, a mais baixa dos últimos anos. (Conab/MBAgro). 


Tabela 7. Estimativa de colheita de soja no Brasil até o final de janeiro de 2020. Enquanto no mesmo período do ano passado 17% da área estava colhida, neste ano somente 8%.

Fonte: S&M, MBAGro.


Tabela 8. Estimativa de plantio de milho segunda safra no Centro-Sul do Brasil até o final de janeiro de 2020. Enquanto no mesmo período do ano passado 29% da área estava plantada, neste ano somente 8%.

Fonte: S&M, MBAGro.

Este atraso no plantio da segunda safra determina um risco climático que poderá determinar quebras na produção nacional de milho, pois esta segunda safra tem peso de mais de 70% na produção total do país. O consumo interno está aumentado, em função do crescimento das exportações de carne e também o etanol de milho. As exportações de milho começaram o ano com volume de 2,3 milhões de toneladas em janeiro de 2020 (MDIC), menos do que o primeiro mês de 2019 e 2018 e bem abaixo da média do segundo trimestre de 2019, que beirou os 6 milhões de toneladas mensais. Essa queda nas exportações de milho, aliado ao início da colheita da primeira safra deste grão, fez com que o preço caísse neste início de fevereiro (gráfico 4), depois de 6 meses de alta praticamente contínua.

A queda da produção mundial de carne suína, que deve se manter ao longo de 2020, conforme projeções do USDA, determinou uma inflação das carnes, na qual percebe-se que houve uma mudança de patamar de preço pago ao produtor. Além disso, a valorização dos insumos, em especial o milho, determinam um custo de produção recorde que deverá se manter em alta ao longo de todo o ano, dependendo da colheita e das exportações. Em paralelo, o Brasil está ficando cada vez mais dependente do mercado Chinês para exportar boa parte da produção de suínos. Estas questões aliadas ao dólar em alta recorde em fevereiro, riscos de desaceleração da economia mundial e a demora para que a crise econômica brasileira efetivamente se dissipe, aumentam o risco da atividade para este ano.

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o momento é de cautela. “Precisamos produzir com eficiência, observar os indicadores do mercado de insumos e operar nesse mercado no momento certo são os pontos a serem trabalhados para que o suinocultor mantenha margens positivas ao longo do ano”.

Fonte: ABCS

Suínos

Falta de mão de obra qualificada entra na pauta da suinocultura

18º SBSS debate formação de profissionais, retenção de talentos e desafios para manter a competitividade do setor.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A formação de profissionais qualificados e os impactos da escassez de mão de obra na competitividade da suinocultura estarão entre os temas debatidos no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação” será ministrada pelo médico-veterinário Anderson Queirós, no dia 13 de agosto, às 11h10, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Médico-veterinário Anderson Queirós

A dificuldade para atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados tornou-se um dos principais desafios da cadeia produtiva. Em um cenário de crescente demanda por eficiência, inovação e tecnologia, a qualificação das equipes e a valorização do capital humano são fatores importantes para a sustentabilidade e o crescimento das empresas do setor. A palestra apresentará reflexões sobre esse novo contexto e discutirá caminhos para preparar profissionais e organizações para os desafios do mercado.

Anderson Queirós é técnico em Agropecuária pelo Colégio Agrícola La Salle e médico-veterinário formado pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), campus de Xanxerê. Possui pós-graduação em Gestão de Pessoas e Processos pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e é sócio-fundador da Atualtech Consultoria e Instrutoria.

Com mais de 20 anos de atuação profissional, sendo os últimos 13 dedicados à consultoria em suinocultura, Anderson desenvolve trabalhos voltados ao aprimoramento da gestão, da produtividade e da capacitação de equipes, acompanhando de perto os desafios enfrentados pelas empresas na formação e retenção de talentos.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que discutir pessoas é discutir o futuro da produção animal. “A tecnologia evolui constantemente, mas são as pessoas que fazem toda a cadeia acontecer. Hoje, um dos maiores desafios das empresas é formar profissionais preparados para lidar com sistemas cada vez mais modernos e complexos. Por isso, o SBSS encerra sua programação científica reforçando a importância do desenvolvimento humano para a sustentabilidade da suinocultura”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o tema reflete uma realidade vivida por todo o setor. “A escassez de mão de obra qualificada é um desafio que impacta diretamente a produtividade e a competitividade das empresas. Mais do que identificar esse cenário, é preciso discutir estratégias para desenvolver pessoas, fortalecer lideranças e preparar equipes capazes de atender às demandas da suinocultura moderna. Esse é um debate que envolve toda a cadeia produtiva”, ressalta.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura:
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuiti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
Continue Lendo

Suínos

Suinocultura catarinense enfrenta desequilíbrio entre oferta e rentabilidade

Mesmo com recordes de exportação, produtores acumulam perdas com aumento da produção e queda nas margens.

Publicado em

em

Foto: Ari Dias

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, alertou para a grave crise financeira que atinge os produtores do estado. Apesar de Santa Catarina manter a excelência mundial em sanidade e bater recordes de exportação, o suinocultor amarga prejuízos devido à disparidade entre o alto custo de produção, a baixa remuneração repassada pela indústria e o excesso de oferta de carne no mercado.

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz de Lorenzi: “Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”

Atualmente, o custo para produzir um quilo de suíno atinge a marca de R$ 6,23, enquanto o produtor recebe em média apenas R$ 5,05. Esse déficit inviabiliza a continuidade da atividade nas propriedades rurais, do Sul ao Extremo-Oeste catarinense. “Nós pensávamos que tinha chegado ao fundo do poço, mas infelizmente descobrimos que estamos encontrando alguns alçapões que estão levando cada vez mais nós para esse fundo, onde a margem de lucro não existe”, afirma Lorenzi.

Fatores macroeconômicos, como a cotação baixa do dólar e a queda do poder de compra do consumidor brasileiro, contribuem para o cenário. No entanto, o presidente da ACCS aponta o incentivo desordenado ao crescimento por parte de indústrias e cooperativas como o principal agravante. O mercado foi inundado por um aumento abrupto na oferta, impulsionado pelo acréscimo de 105 mil matrizes, que são as fêmeas reprodutoras. Houve também a elevação dos índices de produtividade e do peso de abate, que ultrapassa os 130 quilos por animal.

Para a entidade, o descompasso atual poderia ter sido evitado com um planejamento mais rigoroso. “É inadmissível de um ano para outro aumentar 105 mil matrizes em um plantel. Se nós tivéssemos uma produção menor, sem dúvida, nós continuaríamos com a margem dentro da propriedade rural e dentro da indústria”, destaca o presidente. Ele ressalta ainda que a desvalorização do suíno no campo não tem chegado às gôndolas dos supermercados. Com exceção de promoções pontuais aos finais de semana, o consumidor final continua pagando preços elevados pela carne suína.

Foto: O Presente Rural

Somado ao desequilíbrio do mercado, o setor é pressionado por cobranças tributárias retroativas. O governo estadual passou a exigir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente aos últimos cinco anos para produtores que venderam animais para fora do Estado. A ACCS critica a falta de orientação anual por parte do fisco, o que gerou dívidas milionárias sem que os suinocultores tivessem a chance de se adequar.

O produtor lida também com os custos das novas normativas de biosseguridade, um conjunto rigoroso de medidas para prevenir a entrada de doenças nas granjas. Assinados no ano passado, durante um período de projeções financeiras otimistas, os protocolos agora exigem investimentos que o suinocultor não tem condições de bancar.

A recuperação do setor, segundo a associação, exige uma ação coordenada e imediata de toda a cadeia produtiva, incluindo a redução do plantel por indústrias, cooperativas e produtores independentes. A ACCS alerta que a crise não será resolvida apenas por governos e cobra o fim da omissão de dados reais de expansão por parte de algumas empresas.

“Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”, conclui Lorenzi.

Fonte: Assessoria ACCS
Continue Lendo

Suínos

ABCS lança plataforma de inteligência de mercado durante a Suinfair

Ferramenta reúne dados da cadeia suinícola e foi apresentada em um dos principais eventos da suinocultura independente do país.

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) marcou presença em  Ponte Nova (MG), para prestigiar a realização da Suinfair 2026, promovida pela Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap), contribuinte do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS). Nos dias 1º e 2 de julho,  a Assuvap reuniu produtores, técnicos, empresas, cooperativas e lideranças em um dos principais encontros da suinocultura independente do país, reforçando o compromisso com o fortalecimento da cadeia produtiva e o desenvolvimento sustentável da atividade.

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “O ABCSData Insights nasce para oferecer inteligência de mercado à cadeia da suinocultura, reunindo, em um único ambiente, dados confiáveis sobre produção, mercado e o impacto econômico da atividade”

Com o conceito “Suinocultura em Movimento”, a edição de 2026 marcou uma nova fase da feira, com um formato mais estratégico, enxuto e qualificado, voltado à geração de negócios, ao compartilhamento de conhecimento e ao fortalecimento das conexões entre os diferentes elos da cadeia suinícola. Realizado na sede da Assuvap e da Coosuiponte, o evento foi pensado para aproximar produtores, empresas e especialistas em um ambiente favorável à construção de parcerias, à apresentação de soluções e à troca de experiências entre profissionais que participam diretamente das decisões do setor.

Para o presidente da Assuvap, Rodrigo Torres, a Suinfair representa um importante espaço de atualização e fortalecimento da cadeia produtiva. “A feira reúne o que há de mais moderno para a suinocultura, desde genética, nutrição, sanidade e manejo até máquinas e equipamentos. Mais do que apresentar tecnologias, é um ambiente que promove conhecimento, relacionamento e visão de futuro, permitindo que produtores e empresas compartilhem experiências e fortaleçam a atividade”, destacou.

A programação contou com um Seminário Técnico dedicado aos principais desafios e oportunidades da suinocultura. Entre os destaques estiveram palestras sobre mentalidade de alta performance no agro e  perspectivas do mercado, custos e margens da atividade, conduzidas pelo escritor, Eduardo Shinyashiki e  pelo professor, Sergio De Zen, a uma palestra técnica de José Henrique Piva, seguida pela participação do empresário e influenciador digital, Netão Bom Beef, que abordou estratégias para agregar valor à carne suína, aproximando a produção do consumidor e discutindo formas de ampliar a demanda pela proteína no mercado brasileiro.

Além do conteúdo técnico, a Suinfair reuniu empresas de diversos segmentos da cadeia produtiva, incluindo genética, nutrição, sanidade, equipamentos para granjas, fábricas de ração, softwares de gestão, rastreabilidade, transporte, projetos, construções e tratamento de água e efluentes, e promoveu a Bolsa de Suínos. A diversidade de expositores proporcionou aos produtores acesso a novas tecnologias, serviços e soluções voltadas ao aumento da eficiência, da produtividade e da competitividade da atividade.

Realizada no Vale do Piranga, região que concentra cerca de 35% do rebanho suíno de Minas Gerais e é reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do país, a Suinfair reafirmou seu papel como um ambiente estratégico para conectar produção, mercado e consumo. O apoio da ABCS à iniciativa reflete o compromisso da entidade em fortalecer suas associações afiliadas, incentivar a capacitação dos produtores e promover ações que contribuam para o crescimento e a valorização da suinocultura brasileira. Na ocasião, a entidade apresentou o ABCSData Insights, uma plataforma de mercado inédita que reúne dados de todo o setor.

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, apresentar a plataforma durante a Suinfair reforça o compromisso da entidade em democratizar o acesso a informações estratégicas para o setor. “O ABCSData Insights nasce para oferecer inteligência de mercado à cadeia da suinocultura, reunindo, em um único ambiente, dados confiáveis sobre produção, mercado e o impacto econômico da atividade. Trazer essa ferramenta para Minas Gerais, um dos principais polos da suinocultura brasileira, é uma oportunidade de colocar essas informações nas mãos de quem toma decisões e fortalecer ainda mais a competitividade do setor”, afirmou.

Fonte: Assessoria ABCS
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.