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Projeções para 2023 apontam um ano desafiador para a cadeia do trigo paulista

7º Encontro do Trigo, realizado pelo Sindustrigo, promoveu amplo debate sobre o cenário econômico do setor, assim como tendências, inovações e o papel do mercado consumidor.

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Evento teve como principal objetivo integrar o setor produtivo e promover o conhecimento

Promover a troca de informações e analisar as tendências e os desafios do mercado foram os principais temas abordados na 7ª edição do Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo, realizado pelo Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), que reuniu representantes da indústria de moagem, da panificação, da alimentação, produtores, cooperativas e empresas de insumos na manhã de nesta sexta-feira (11), na Fiesp, em São Paulo (SP).

O evento, que tem como principal objetivo integrar o setor produtivo e promover o conhecimento, abordou em quatro painéis o cenário econômico atual, as tendências da cadeia do trigo e o panorama dos mercados consumidores do cereal, além de painéis técnicos sobre a conjuntura mercadológica e inovações.

Para o presidente do Sindustrigo, Amedeo de San Marzano, o evento se mostrou muito positivo. “Debatemos temas de relevância para o nosso setor, além de promovermos a troca de informações e experiências entre todos os elos da cadeia, proporcionando assim um panorama do nosso mercado e auxiliando a todos nas tomadas de decisão para os próximos meses”.

San Marzano destacou ainda como o setor é dinâmico e unido, citando a Câmara Setorial do Trigo, as atividades do Sindustrigo, assim como a presença de representantes de outras entidades que representam a cadeia produtiva, do produtor ao consumidor final.

Cenário econômico

A programação teve início com o panorama sobre “Cenário Econômico”, ministrado pelo Economista-Chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita.  O economista iniciou o painel trazendo a macroeconomia ao centro do debate, com informações do contexto internacional e os impactos que os mercados americano, europeu e chinês têm sofrido em razão dos efeitos colaterais da pandemia de Covid-19, além da problemática do conflito entre Ucrânia e Rússia.

Fotos: Divulgação/Sindustrigo

A consequência desse cenário refletiu em um processo inflacionário global. “A inflação americana decolou. Em setembro, ela surpreendeu e os juros subiram 5,5%, um percentual raro na história da economia americana”, comentou.

Neste ambiente de alta dos juros, o dólar estende o ciclo de força e, hoje, em um dos patamares mais fortes, não tem sinal de reversão, rompendo a paridade do euro. Segundo o economista, a China apresenta sinais modestos de melhora em suas atividades, mas ainda há desafios nos setores imobiliário e de serviços.

Ainda sobre o Brasil, o economista trouxe a evolução de 2,5% do PIB em 2022, mas com previsão de crescimento em torno de 0,5% para o próximo ano. Sobre a inflação, assim como o resto do mundo, o país também foi atingido. “No entanto, a inflação do Brasil tem recuado, mas só deve cair na segunda metade do próximo ano”, finalizou.

Conjuntura de Mercado

O painel “Conjuntura Mercadológica do Trigo” trouxe o Consultor em Gestão de Risco da StoneX, Fábio Lima, que compartilhou sobre o panorama de mercado do cereal. Na esteira do primeiro painel, o cenário para o trigo apresenta alguns desafios. Para o consultor, os preços do cereal estão altos e o setor tem “condenado” a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

No entanto, para Lima, a geopolítica ainda traz incertezas para o setor, dada a concentração da produção de trigo no Mar Negro, mas não é apenas o conflito que resultará em desafios para o setor. O consultor trouxe à lembrança do “primeiro choque” para o setor, em 2020, quando a China dobrou o mercado de importações. E, em 2021, com a “quebra” do Hemisfério Norte, o setor de desestabilizou e, atualmente, a guerra também tem contribuído para essa conjuntura desafiante.

“Foram uma série de acontecimentos ao longo dos anos. Mas, sobre a guerra, devemos ter esse legado de reorganização geopolítica. Vamos levar, para o próximo ano, dúvidas sobre quais países poderemos fazer negócios. Não há como ficarmos fazendo os mesmos negócios como temos feito há 20 anos”, pontuou.

Diante disso, o especialista prevê que a guerra deve continuar afetando toda a cadeia de suprimentos. “Como outros desafios esperados também temos oferta apertada, de estoques muito baixos, além de o custo de produção, que será muito alto, não só no Brasil, mas no mundo todo”, afirmou.

No entanto, para Lima, os preços podem cair se houver garantia da exportação do Mar Negro, se a Rússia reduzir a taxa de exportação. Lima salientou ainda que a recessão e a inflação devem afetar o consumo de bens duráveis e não comida.

Em números, para o Brasil, o consultor informou que a estimativa da StoneX, em relação à produção – safra 2022/23 – será de 10.6 milhões de toneladas do cereal.

Tendências e Inovações

A química responsável pela área de Pesquisa & Desenvolvimento da Bakery da Prozyn Biosolutions, Karoline Dornella, trouxe uma pesquisa realizada pela Euromonitor. “Precisamos entender o que o consumidor quer, privilegiando o seu pertencimento, informação, saudabilidade, indulgência, experiência e praticidade”, disse. “A exigência é cada vez maior por produtos 100% naturais, sem conservantes e sem açúcar.  O consumidor quer manter o poder de escolha, com informação. As empresas precisam entender o porquê da escolha de uma marca e não de outra”, ressaltou.

Para Karoline, melhoria e conhecimento sobre os ingredientes e processos, aliados a uma comunicação transparente, favorecem o desenvolvimento do mercado. “A escolha do consumidor passa por saber se aquele produto é sustentável, inclusive do ponto de vista da embalagem, com informações mais objetivas, deixando clara a inclusão de aditivos, ou até mesmo a ausência destes, dentro do conceito ‘menos é mais’, muito valorizado atualmente”, afirmou.

Ela abordou também como trazer este apelo para as farinhas de trigo. “Em nossa linha clean label, por exemplo, baseamos em enzimas de maciez para frescor, livres de ADA e emulsificantes, para pães crocantes e macios, a adoção de farinha para pão caseiro, com o apelo da exclusão de aditivos”. O mercado para as padarias também foi destacado. “É importante avaliar o uso de farinha para mistura clean label com foco em produção própria, com a possibilidade de agregar massa madre na indústria visando a inovação”, complementou.

Mercados consumidores

Já durante o painel “Panorama dos Mercados consumidores”, contou com a participação do Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) e do Sindicato das Indústrias de Biscoitos e Massas Alimentícias no Estado de São Paulo (Simabesp), Cláudio Zanão, do Diretor do Sindicato dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão), Eduardo Gamboa, e do CEO da Food Consulting, Sério Molinari.

Cláudio Zanão apresentou o mercado de massas, pães e biscoitos, que atinge a cifra de R$ 50,4 bilhões de valor anualmente, com grande representatividade de atuação em toda a cadeia de valor, atingindo número de R$ 4,8 milhões de toneladas em vendas a cada ano. “Mas temos um grande desafio envolvendo a quebra de paradigmas para aumentar a frequência semanal de consumo de nossos produtos”, explicou.

No pós-pandemia, o mercado, segundo Zanão, verificou a intensificação no consumo dentro de casa e a não retomada fora do lar. “A retomada do consumo é desafiada pela menor frequência e volume por ocasião”, detalhou.

Na sequência, Eduardo Gamboa destacou a contribuição dos moinhos para as padarias frente ao cenário macroeconômico. As padarias, segundo ele, atendem a diversos públicos em suas mais variadas necessidades em todas as horas do dia. “Atualmente existem 87 mil padarias no Brasil e 22 mil em SP. No Brasil, elas faturam R$ 106 bilhões, sendo R$ 40 bi somente em SP”, destacou. “São 920 mil empregos diretos no Brasil e 330 mil em SP, com 1,6 milhão de empregos indiretos no país e 560 mil em SP”, ressaltou.

Finalizando o Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, o programa setorial do foodservice foi apresentado por Sério Molinari. Ele destacou que na trajetória de recuperação, o foodservice movimentou perto de R$ 177 bilhões em mercadorias em 2021. “O Brasil é o 5º maior mercado do mundo e qualquer ganho de renda e aumento no poder aquisitivo impulsiona muito nosso mercado”, destacou. “É importante avaliar que saímos da pior década de Produto Interno Bruto per capita em 100 anos. Nunca existiram duas décadas seguidas em queda e essa é, com certeza, uma década de crescimento”, afirmou.

De acordo com Molinari, o movimento do foodservice no Brasil caracteriza-se por uma atividade econômica que gera emprego e renda. “Apesar de ainda inferior a anos passados, o rendimento médio do trabalhador também vem em recuperação”, disse. “Além disso, o pico de inflação nos preços de alimentos já passou e mantém seu movimento de queda”.

Molinari apresentou o dado que aponta a previsão de crescimento de 5% no mercado foodservice em 2023, acima do que se previa. “O desafio para o segmento é fazer melhor do que os seus ‘pares’ para ganhar mercado, afinal, poucas empresas estão preparadas para este aumento”, disse.

Fonte: Ascom

Notícias No Oeste do Paraná

Biometano ganha protagonismo em debate nacional no 8º FSBBB

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre em abril de 2026 em Foz do Iguaçu, reúne especialistas para discutir produção, políticas públicas, mercado e os desafios de expansão do biometano no Brasil.

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Foto: Divulgação

“Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído”. Esse é o tema do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril de 2026. Diversos painéis temáticos na programação do evento vão apresentar diferentes aspectos a respeito da produção, de políticas públicas, mercado de certificados, da mobilidade com o uso do biometano, de investimentos na cadeia de produção, a relação com o gás natural e oportunidades e desafios setoriais.

Realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), o evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas em primeiro lote até o dia 16 de janeiro, acesse clicando aqui, ou enquanto durarem as 100 unidades disponíveis nesse lote.

Potencial e oportunidades

O coordenador geral do Fórum, diretor presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques, destaca que o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024. O marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição. Temos muito a crescer se soubermos aproveitar essa oportunidade”, antecipa Felipe.

O avanço no potencial de mercado traz também desafios, como a qualidade empregada na produção, a necessidade de ampliação do volume gerado e das redes de distribuição. O biometano tem sido usado, por exemplo, em frotas de caminhões e em processos industriais, em substituição aos combustíveis fósseis, como parte do processo de descarbonização.

O volume de biometano produzido já deu um salto em 2024, em relação a 2023. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil de 2024, publicação do CIBiogás, o aumento foi de 58%. Também expandiu o número de plantas de biometano em processo de autorização na Agência Nacional do Petróleo em comparação ao levantamento anterior.

Esses novos contextos estarão norteando os debates no 8º FSBBB. Além das plenárias temáticas com a participação de especialistas que são referência na área, o evento incluirá o Espaço de Negócios, a presença de startups, a premiação Melhores do Biogás e cinco roteiros de Visitas Técnicas a plantas produtoras, entre outras agendas na programação.

Visitas Técnicas

A região Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil, com unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. Os participantes do 8º Fórum terão a oportunidade de conhecer, na prática, o funcionamento de unidades geradoras de biogás e biometano, no último dia do evento, dia 16 de abril, durante as Visitas Técnicas, que são opcionais e contratadas separadamente ao ingresso para o Fórum.

Cinco opções de roteiros mostram experiências que envolvem o aproveitamento de diferentes tipos de resíduos para obtenção de biogás destinado a aplicações energéticas (energia elétrica, térmica e biometano).

Fonte: Assessoria
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Rio de Janeiro reforça controle do uso de agrotóxicos com regulamentação da aplicação por drones

Estado avança na fiscalização ambiental e sanitária ao estabelecer regras para uso da tecnologia, com foco em segurança, rastreabilidade e proteção à saúde da população.

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Foto: Divulgação

No Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destaca o fortalecimento das ações de fiscalização e controle do uso de agrotóxicos com a regulamentação da aplicação por drones no Estado do Rio.

A medida estabelece regras claras para o uso dessa tecnologia na agricultura, com foco em segurança, transparência, responsabilidade ambiental e proteção à saúde da população, ampliando o monitoramento das atividades no campo. “O Governo do Estado tem o compromisso de conciliar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental. Essa regulamentação garante que o uso de drones na agricultura ocorra de forma segura, com controle rigoroso e respeito ao meio ambiente e à saúde da população”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Com a resolução, publicada em fevereiro de 2025, tornou-se obrigatório o cadastro das empresas prestadoras de serviços de aplicação de agrotóxicos com drones no Sistema de Controle Informatizado de Monitoramento de Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta permite o acompanhamento detalhado das operações, fortalecendo as ações de fiscalização e da Defesa Sanitária Vegetal.

A norma define os procedimentos para o registro e a operação das empresas, incluindo exigências como licenciamento ambiental, indicação de responsável técnico habilitado e cumprimento das boas práticas na aplicação de agrotóxicos. Outro ponto importante é a obrigatoriedade de que todas as operações realizadas com drones sejam registradas no sistema da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal em até 72 horas após a aplicação, garantindo rastreabilidade e maior controle das atividades. “O uso de drones na aplicação de agrotóxicos já é uma realidade no campo. Com essa regulamentação, avançamos no controle sanitário e asseguramos que essa tecnologia seja utilizada de maneira responsável, protegendo o produtor rural, o meio ambiente e a sociedade”, destacou o secretário interino de Agricultura, Felipe Brasil.

Descarte de agrotóxicos

O regulamento também estabelece obrigações relacionadas às boas práticas no uso e no descarte de agrotóxicos, determinando que as empresas mantenham responsável técnico habilitado, garantam a capacitação dos operadores e possuam credenciamento para o recebimento e a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias.

Essas informações devem constar em um projeto técnico, que orienta os usuários quanto ao uso correto e seguro dos produtos e incentiva a devolução adequada das embalagens. “Estamos unindo inovação, fiscalização e sustentabilidade. Essa regulamentação reforça o compromisso do Estado com uma agricultura moderna, segura e ambientalmente responsável”, ressaltou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Ilso Lopes.

Fonte: Assessoria Governo Rio de Janeiro
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Produtor rural tem até o fim de janeiro para definir forma de recolhimento do Funrural

Escolha entre contribuição sobre a folha ou sobre a comercialização vale para todo o ano e impacta os custos da produção.

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Foto: Shutterstock

O produtor rural tem até o final de janeiro para decidir ou alterar a forma de recolhimento da contribuição do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Conforme a Lei 13.606, a opção escolhida entre pagar pela folha de salários ou pela comercialização da produção será válida para todo o ano.

Para auxiliar nessa decisão, que impacta diretamente os custos da produção, o Sistema FAEP disponibiliza gratuitamente um simulador desde 2019. A ferramenta é especialmente útil para produtores com empregados registrados, pois calcula qual das duas modalidades é mais vantajosa.

O produtor interessado pode realizar essa simulação e obter orientação presencial, basta comparecer ao sindicato rural da sua região. Consulte a lista de sindicatos rurais do Paraná para encontrar o mais próximo de você e agendar o atendimento.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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