Notícias Edição 2024
Programação do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural vai de doenças respiratórias a eficiência energética
Palestras vão atender às necessidades reais da atualidade nas duas cadeias produtivas dentro das propriedades rurais.

Nos dias 11 e 12 de junho, Marechal Cândido Rondon (PR) se torna o centro de debates da avicultura e suinocultura no Brasil. Mais de 800 produtores rurais, proprietários de granjas e aviários, líderes cooperativistas e profissionais da indústria de insumos e implementos se reúnem para participar do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural.
O evento, que anteriormente era conhecido como Dia do Avicultor, agora se fundiu ao Dia do Suinocultor, criando uma plataforma unificada para abordar os desafios e as oportunidades em ambas as áreas. Além de uma programação técnica abrangente, o Congresso tem mais uma novidade: uma feira onde algumas das principais empresas do setor terão a oportunidade de expor suas últimas inovações e soluções.
A programação técnica acaba de ser divulgada e promete dividir a atenção entre as palestras e os lounges que vão integrar o centro de eventos da igreja católica, em Marechal Cândido Rondon. No primeiro dia, o assunto é suinocultura.
A programação começa às 08 horas, com recepção e café de boas-vindas e abertura e visitação da feira. Às 09h40 acontece a palestra de abertura com o presidente da Frimesa, Elias José Zydek, que vai abordar os desafios e oportunidades da indústria. Às 10 horas sobe ao palco presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, que trará suas percepções sobre a produção e o mercado da carne suína no cenário atual e futuro. Às 10h45 o papel do suinocultor no bem-estar animal será abordado pela diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke. Às 11h30 encerram as palestras da manhã, com tempo livre para interação entre profissionais e produtores. Às 12 horas começa ser servido o almoço.
As atividades retornam às 13h30, com o Painel Sanidade. A primeira palestra será “Identificando e tratando doenças em suínos com expertise”, com a presidente da regional da Associação Brasileira dos Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves-PR), Luciana Diniz dos Santos da Silveira. Às 14h15, com o tema “Respire aliviado: desvendando causas, prevenção e impactos de doenças respiratórias em suínos”, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Mores, promete abordar a identificação dos agentes causadores de problemas respiratórios em suínos, explorando os efeitos adversos no campo e as implicações nas condenações em frigoríficos.
A programação segue às 15 horas com a palestra “Pontos de atenção que ameaçam a biosseguridade na granja suína”, com o gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias. A programação técnica termina às 15h45, com visita aos estandes e happy hour para todos os participantes.
Avicultura
No dia 12 a avicultura será o destaque do congresso técnico. A programação começa às 08 horas, com recepção e café de boas-vindas e abertura e visitação da feira. Às 09h30 acontece a palestra de abertura sobre “O mercado de carnes: cenário atual e perspectivas para a avicultura”, com o diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Paulo Cândido. Tema de suma importância, o atual status da Influenza aviária, seus impactos na avicultura comercial a medidas de controle e prevenção é o pilar da apresentação do Gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a partir das 10h15. Em seguida, às 11 horas, a “Escolha de equipamentos e uma relação com a eficiência energética” é tema para profissional ainda a ser definido da Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas).
Às 11h45 encerra a programação, com intervalo para interação entre os participantes. Às 12h15 começa a ser servido o almoço. O Congresso retorna às 14 horas com a palestra inicial do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Mores, que vai destacar “Estratégias de prevenção e manejo eficiente para evitar a entrada de doenças nos aviários”. Às 14h45 acontece a palestra de encerramento, sobre “Os 25 anos da avicultura da Lar Cooperativa Agroindustrial e uma visão para o futuro”, com o superintendente de Suprimentos e Alimentos na Lar, Jair Meyer.

Foto: Giuliano De Luca/OP Rural
Reais necessidades
O diretor de Comunicação e Marketing do jornal O Presente Rural, Selmar Marquesin, ressalta que a seleção dos temas abordados no Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural foi elaborada em colaboração com a indústria. “Essa abordagem visa atender às necessidades reais da atualidade em duas cadeias produtivas dentro das propriedades rurais. Através dessa parceria entre os organizadores do evento e os representantes da indústria, buscamos fornecer um ambiente de aprendizado e troca de conhecimento que seja realmente relevante e impactante para os produtores, capacitando avicultores e suinocultores a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades”, ressalta.
Transmissão ao vivo amplia alcance
Apesar de contar com a presença de mais de 800 profissionais esperados no evento presencial, a transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube do Jornal O Presente Rural permite que um público ainda maior tenha acesso ao conteúdo durante o Congresso. Essa abordagem não apenas democratiza o acesso ao conhecimento e às inovações, mas também possibilita que produtores rurais de todo o país participem virtualmente.
Com a transmissão ao vivo, o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural se torna um ponto de encontro não apenas para os participantes presenciais, mas também para uma audiência virtual direcionada e engajada.
Ainda dá tempo de participar!
Ainda há cotas disponíveis para patrocinadores que desejam ter acesso ao Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural. Essas cotas oferecem uma oportunidade para empresas do setor avícola e suinícola se destacarem diante de uma audiência altamente desenvolvida, composta por produtores rurais, líderes cooperativistas e profissionais da indústria.
Além do reconhecimento da marca e da exposição durante o evento, os patrocinadores também têm acesso a benefícios exclusivos, como longes na feira, marca presente em todos os materiais de divulgação antes, durante e depois do evento e interação direta com os participantes. “Ao se associarem ao Congresso, os patrocinadores não apenas fortalecem sua presença no mercado, mas também são valiosos para o enriquecimento e o sucesso do evento como um todo”, menciona Selmar Marquesin.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação
das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik
Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

Foto: Divulgação
pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

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A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

Foto: Divulgação
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.



