Conectado com

Notícias

Programação do Circuito ExpoCorte foca na gestão das propriedades

Publicado em

em

Nos dias 30 e 31 de julho, Campo Grande (MS) será sede de um dos mais importantes eventos de pecuária do Brasil. O Circuito ExpoCorte será realizado pelo terceiro ano consecutivo na capital sulmatogrossense, no Centro de Convenções Albano Franco, e deve reunir centenas de pecuaristas, técnicos, empresários e profissionais ligados ao setor. A promoção é da Verum Eventos e da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul.
A programação do workshop está dividia em quatro blocos: “O ambiente produtivo”, “Minha propriedade, meu negócio”, “Tecnologia na prática” e “Questões do MS” que discutirão por meio de palestras e debates o tema principal da edição deste ano do evento: “Como conseguir o máximo de minha propriedade”.
No dia 30, o primeiro bloco “O ambiente produtivo” será aberto com a palestra “Cenário da pecuária de corte: 2014 é um divisor de águas?” do especialista em proteína animal, Osler Desouzart. “Pretendo mostrar o que devemos esperar no mercado internacional de carnes nos próximos 10 anos, que espécies prevalecerão, qual será a quantificação da demanda, onde essa ocorrerá e no caso específico da carne bovina, quem são e serão os principais atores na produção, importação e exportação hoje e nos próximos 10 anos. Se antes todos os esforços de melhoria se centravam da porteira para dentro, buscando aumentar eficiência e produtividade, hoje constatamos que o produtor bovino mostra um grande interesse em aprimorar seus conhecimentos da porteira para fora”, avalia o consultor.
Em seguida, Fabiano Tito Rosa, do Minerva Foods discutirá os desafios da cadeia produtiva do pasto ao prato. “O consumo de carnes deve aumentar significativamente ao longo das próximas décadas, mais de 80%, em função de crescimento de população, urbanização e melhoria de renda. Essa é a nossa grande oportunidade que, para ser bem aproveitada, leva à necessidade de aumento de produção, em termos quantitativos e qualitativos. Tratarei desse tema, abordando tendências de mercado, incorporação de tecnologia, aumento de produtividade e melhoria de qualidade”, adianta o executivo. A programação da manhã se encerra com um debate entre o palestrante e os produtores, mediado pelo pecuarista André Bartocci.
O segundo bloco “Minha propriedade, meu negócio” tratará de questões relacionadas à gestão. O produtor Ricardo Buonarotti compartilhará com os presentes seu case na apresentação “Vivendo da minha fazenda e tomando as melhores decisões”, seguida pela palestra do consultor Antonio Chacker sobre “Mão de obra ou recursos humanos?”. “O fator que identificamos de maior diferença entre as fazendas é relacionado à capacidade de realização das pessoas. Existem fazendas de muito alto nível de execução de tarefas, enquanto outras cumprem muito pouco do combinado. Quando encontramos um time que foca na realização, encara os desafios e fazem mais, consideramos que ali existe a Gestão de RECURSOS HUMANOS; por outro lado, quando as pessoas da fazenda fazem menos que o combinado, o ambiente é de conflito e reclamações, definimos que está presente a conhecida e tradicional MÃO DE OBRA”, conceitua o consultor.
Na sequência, o consultor Alberto Belentani tratará dos aspectos práticos da regularização ambiental e suas interações, seguido pelo diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e coordenador de conteúdo do Circuito ExpoCorte, Francisco Vila, que abordará uma das questões mais problemáticas e desafiadoras do campo: a sucessão dos negócios. “Em alguns anos, um terço dos herdeiros não dará continuidade ao empreendimento da família e isso significa que 30% das terras das propriedades rurais estarão disponíveis no mercado. Precisamos criar um negócio atrativo  para os nossos filhos, para isso, precisamos reestruturar, reinventar, fazer uma reengenharia dos nossos negócios", afirma Vila.
A programação da tarde do primeiro dia será concluída com uma apresentação do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Junqueira a respeito de uma nova estratégia para a agropecuária, seguida de um debate sobre associativismo, com a participação do presidente da Famasul, Eduardo Riedel e do secretário de Política Agrícola do MAPA, Seneri Paludo, com mediação de Cleber Oliveira Soares, da Embrapa.
 

Tecnologias na prática e questões do MS

O programa do workshop no segundo dia começa com o bloco “Tecnologia na prática”, que reúne especialistas dos diversos aspectos que envolvem a produtividade na pecuária. O zootecnista Alexandre Zadra, da CRI Genética abordará o planejamento genético na prática considerando eficiência e ambiente; Diede Loureiro, da Philbro falará das ferramentas que deveriam ser usadas no sistema de cria; Roberto Risolia, da Dow AgroSciences, sobre a importante das pastagens para o rendimento na pecuária; Andre Souza, sobre como usar a castração dos animais; e Marcos Baruselli, da DSM-Tortuga, a respeito da evolução da tecnologia de nutrição.
O bloco da manhã se encerra com um debate entre produtores, mediados por Alexandre Scaff, da Associação Sulmatogrossense dos Produtores de Novilho Precoce.
À tarde as questões específicas do estado foram reunidas em um único bloco, que começa com a apresentação de Décio Coutinho, da CNA, aprofundará a ferramenta da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), banco de dados único com informações sobre criação e transporte de animais nos 27 Estados brasileiros, o que garantirá maior controle da movimentação dos rebanhos no País. Serão tratadas ainda de novas questões ambientais pela adovogada Samanta Pineda e trabalhistas nas propriedades rurais, esta última discutida pelo assessor jurídico da CNA, Cristiano Zaranza.
O debate que encerrará o evento contará com a participação de autoridades e lideranças e será mediado pelo presidente da Famasul, Eduardo Riedel. “Abraçamos o Circuito ExpoCorte como uma oportunidade de crescimento para os produtores, que podem avaliar quais tecnologias incorporar ao seu perfil de negócio e como aprimorar a gestão da propriedade”, destaca Riedel.
Às 19h, do dia 31, será realizado o 5° Mega Leilão Virtual Leiloboi, remate oficial do Circuito ExpoCorte de Campo Grande, que ofertará de 6 a 8 mil animais de produção provenientes de diversas regiões do Mato Grosso do Sul. Serão comercializados lotes selecionados de gado de corte, de machos e fêmeas Nelore ou Cruzamento Industrial, padronizados na era e no peso, em lotes de carga fechada.
As inscrições para participar do workshop estão abertas e podem ser feitas pelo site www.circuitoexpocorte.com.br. 
 

Feira de negócios

Além de participar das palestras e debates, os participantes do evento poderão conhecer as novidades apresentadas pelas empresas na feira de negócios. Estarão presentes na etapa de Campo Grande as empresas Dow AgroSciences, Minerva Foods, Philbro, Zoetis, Beckhauser, Ourofino, Taura, Bellman, CRI Genética, ABS Pecplan, Macal, Salus, BML/Sol, RubberTank Brasil e a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol.
 
Programação workshop – etapa Campo Grande podem ser conferidas em  www.circuitoexpocorte.com.br
 
 

Sobre o Circuito ExpoCorte

O Circuito ExpoCorte foi criado com a finalidade de levar tecnologia e discussão para os principais polos de produção pecuária do Brasil. Em sua terceira edição em 2014, o evento passou por Cuiabá (MT), em março, onde reuniu 900 participantes. Após Campo Grande, o Circuito será realizado emJi-Paraná (RO) em 17 e 18 de setembro, Araguaína (TO) em 15 e 16 de outubro e Uberlândia (MG) nos dias 11 e 12 de novembro.
Mais informações podem ser obtidas pelo site www.circuitoexpocorte.com.br

Fonte: Ass. Imprensa da ExpoCorte

Continue Lendo

Notícias São Paulo

Campanha de vacinação contra Brucelose no primeiro semestre acaba na próxima terça-feira, 30 de junho

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

Publicado em

em

Foto e texto: Assessoria

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no primeiro semestre acaba na próxima terça, dia 30 de junho. A campanha subsequente referente ao segundo semestre de 2026 tem início na quarta-feira, dia 1º de julho com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 31 de dezembro.

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.

A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração. 

O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Rio Grande do Sul

Febrac reforça prazo para declaração anual de rebanho no Rio Grande do Sul

Atualização deve ser feita por produtores rurais até 30 de junho e abastece a base de dados da defesa sanitária animal

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça a orientação a criadores, pecuaristas e associados para que façam a atualização dentro do prazo estabelecido.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a campanha busca chamar a atenção para a qualidade dos registros sobre rebanhos e propriedades rurais. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, destaca.

Segundo Martins, a atualização da base de dados ajuda o sistema de defesa agropecuária a organizar respostas em caso de ocorrências sanitárias. Para o dirigente, a precisão dos registros interfere diretamente na capacidade de atuação diante de situações que possam afetar a pecuária gaúcha. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, afirma.

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à declaração do Imposto de Renda, pelo caráter periódico e pela necessidade de atualização dos dados. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser realizada pela internet, no Produtor Online, do Sistema de Defesa Agropecuária, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. O atendimento presencial também ocorre nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins afirma que a orientação da Febrac é para que os produtores não deixem a entrega para o fim do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, conclui.

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias

Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.