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Programação de palestras do Congresso de Ovos já está definida
Evento acontece entre os dias 26 e 28 de março em Ribeirão Preto, SP

A cargo do Professor Lúcio Araújo, da USP, o temário do XVII Congresso de Produção e Comercialização de Ovos APA, que acontece entre os dias 26 e 28 de março de 2019 em Ribeirão Preto, SP, já está finalizado.
A avicultura de postura terá a oportunidade de participar de palestras sobre as oportunidades para ampliar os canais de distribuição de ovos, o uso das plataformas digitais para a promoção do consumo de ovos, as boas práticas em fábricas de ração e um painel sobre Laringotraqueíte, entre outros. Palestras internacionais, como Arthur Bruce Webster, do Poultry Science Department da Universidade da Georgia, que vai falar sobre os conceitos e perspectivas para o comportamento e bem-estar de galinhas poedeiras em gaiolas também fazem parte da programação.
Confira a programação do Congresso de Ovos APA
26 de março
12h Inscrição; entrega de material; almoço
13h45 Abertura
14h Ambiência para poedeiras comerciais – Gabriela Pereira – Plasson, Criciúma, SC
14h45 Comportamento e bem-estar de galinhas poedeiras em gaiolas: conceitos e perspectivas – Arthur Bruce Webster – Poultry Science Department – University of Georgia, USA
15h30 Egg Break
16h – Ambiência para codornas e resultados zootécnicos
16h45 Debate
17h Apresentação dos trabalhos científicos premiados (sanidade e outras áreas)
17h30 Palestra Magistral: Marketing no agronegócio com foco no ovo – Marcos Fava Neves – Markestrat, Ribeirão Preto, SP
18h30 Abertura oficial (Hino Nacional)
19h45 Coquetel
27 de março
08h Econômico social: perspectiva futura – Arthur Igreja
09h Plataformas digitais para a promoção do consumo de ovos – Jose Mauro Gonçalves Nunes – FGV, São Paulo, SP
09h40 Debate
09h55 Egg Break
10h25 Espaço Empresarial – CEVA
11h25 Controle da Laringotraqueíte – Guillermo Zavalla – MSD
12h15 Debate
12h25 Almoço
13h55 BPF em fábrica de ração – Ângela Pellegrino Missaglia – Sindirações, São Paulo, SP
14h35 Produção e comercialização de ovos na realidade Européia – CAGE FREE
15h15 Debate
15h30 Egg Break
16h Tecnologias disponíveis para a Avicultura de Postura 4.0 – desafios, impactos e benefícios ao negócio –
Leonardo Santiago – BigDutchman, Araraquara, SP
16h40 Debate
16h45 Espaço Empresarial – MSD
17h45 Reavaliando a nutrição de cálcio e fósforo para poedeiras comerciais
18h35 Debate
18h40 Happy Hour & Jantar de Confraternização
28 de março
08h Apresentação dos trabalhos científicos premiados (manejo e nutrição)
08h30 Plataformas digitais para a promoção do consumo de ovos
09h15 Produção de ovos líquidos na granja – Ivana Faria – Ultra, Lavras, MG
10h Debate
10h15 Egg Break
10h45 Influência da digestão de proteinas e carboidratos no desempenho e saúde intestinal de poedeiras – Carlos Enrique de la Cruz Sierra – Evonik, Hessen, Alemanha
11h30 Debate
11h40 Big Data na avicultura
12h25 Debate
12h35 Encerramento e Almoço de Confraternização e sorteio do brinde da ficha de avaliação
Pré Congresso gratuito
A comissão também preparou um pré congresso gratuito, na manhã do primeiro dia do encontro (26/03), no mesmo modelo do que foi realizado em 2018. Para 2019, o tema gira em torno das preocupações atuais da avicultura de postura sobre as salmoneloses. Entre os palestrantes estão Edir Nepomuceno (Facta), que vai falar sobre os princípios básicos da biosseguridade, e Ângelo Berchieri (Unesp), que aborda a epidemiologia das salmonelas. Já Anderlise Borsoi (UTPR) fala sobre as ferramentas de controle. Na sequência, as empresas fornecedoras de produtos para a avicultura também terão a oportunidade de se expressarem.
O Congresso de Ovos é realizado pela Associação Paulista de Avicultura (APA) e em 2019 chega à sua 17ª com o desafio de manter a qualidade de palestras e o recorde de público alcançados na edição de 2018, que contou com mais de 700 participantes.
Confira a programação do pré-congresso
08h Credenciamento e Abertura
08h Epidemiologia – Angelo Berchieri Jr – Unesp, Jaboticabal, SP
09h Princípios básicos da biosseguridade – Edir Nepomuceno da Silva – FACTA, Campinas, SP
09h30 Ferramentas de controle – Anderlise Borsoi – UTPR, Curitiba, PR
10h Coffee Break
10h30 BIOCAMP – Ivan Lee
10h40 BIOVET – Cristiano Andrades
10h50 BOEHRINGER
11h CEVA
11h10 ELANCO – Leticia Dal Berto
11h20 LAUDO – Marcio Botrel
11h30 MSD – Gustavo Perdoncini
11h40 ZOETIS – Eva Hunka
11h50 Debate e encerramento

Notícias
Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029
Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.
O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.
Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.
O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.
Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.
Notícias
Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná
Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).
“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.
O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.
“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.
Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.
“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.
Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.
Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.
Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.
Colunistas
Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro
Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock
O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.
Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.
Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.
Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.
Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.
O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação
Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio. Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.
Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.
No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.
O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.
Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.
A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.


