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Programa Reconstrói realiza primeira etapa de pagamento em Santa Catarina
Iniciativa contempla neste primeiro momento 150 contratos, totalizando de R$ 1,5 milhão. Recursos foram liberados aos agricultores beneficiados na quarta-feira (27).

Os recursos dos programas emergenciais destinados aos agricultores atingidos pelas fortes chuvas está chegando aos municípios. O governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária realizou o pagamento de 150 contratos, no valor total de R$ 1,5 milhão, correspondentes ao Programa Reconstrói. O valor foi depositado na conta bancária dos agricultores beneficiados da primeira etapa na quarta-feira (27).

Agricultor Dilvair Constantino, de Barra do Cipriano, do município de Salete, teve problemas no acesso à propriedade
O Programa Reconstrói faz parte do Recupera SC 2ª etapa – que também contempla na área da agricultura a prorrogação de parcelas do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR); ampliação do Programa Terra Boa; Pronampe Agro Emergencial, e Indenização de animais mortos nas enchentes. Os recursos somam mais de R$ 123,4 milhões na área da agricultura, investimentos previstos de 2023 até 2025.
Nesta primeira etapa de pagamento do Reconstrói estão sendo contemplados 35 municípios. Estão em andamento 923 projetos, que somam R$ 10,1 milhões. “Esses recursos são importantes para dar um novo fôlego aos nossos agricultores, é um apoio para recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos, destruídos ou danificados pelos eventos climáticos. Esses recursos são mais uma força para os agricultores voltarem a produzir”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.
O Reconstrói SC prevê a destinação total de R$ 50 milhões, por meio do financiamento para atendimento emergencial às propriedades rurais e pesqueiras de Santa Catarina, em municípios com decreto de emergência ou calamidade pública. Atende às famílias que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até cinco anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.
O agricultor Dilvair Constantino, de Barra do Cipriano, do município de Salete, teve muitos prejuízos com as chuvas do ano passado, que ocasionaram desmoronamento, inclusive de parte da estrada. Para o agricultor, esses recursos irão auxiliar, já que foi preciso investir no acesso à propriedade, “hoje o gado consegue passar, tivemos acesso de novo a toda propriedade, que estava intransitável”, afirma.
Para o agricultor Divanir de Souza, da comunidade Santa Bárbara, de Alfredo Wagner, esses recursos também irão ajudar, “esse projeto vai ser muito bom para gente, tivemos danos na propriedade. Dois bueiros foram arrancados, açudes estourados. Caiu uma barreira, ficamos sem acesso dos animais para chegar nos piquetes, esse valor vai ajudar a gente, tivemos prejuízo muito grande”, destaca.
Liberação de recursos

Agricultor Divanir de Souza, da comunidade Santa Bárbara, de Alfredo Wagner irá investir na infraestrutura da propriedade
O Fundo de Defesa Sanitária Animal (Fundesa), da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária indenizou os criadores que comunicaram perdas de animais nas enchentes, por afogamento ou soterramento. Até então foram pagos no total R$ 785,5 mil, para 74 produtores.
Por meio do programa de prorrogação de parcelas do FDR, até março de 2024 foi postergado para os agricultores o pagamento de R$ 4,4 milhões. Com isso, os agricultores poderão utilizar esses recursos para investir na recuperação das propriedades e saldar essas parcelas futuramente.

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Superávit comercial pode saltar para US$ 90 bilhões em 2026 após exportações crescerem 11,5% no semestre
Revisão eleva em US$ 17,9 bilhões a projeção do saldo da balança comercial. Junho teve exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, impulsionadas pelo petróleo, soja e carnes, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio e às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
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Brasil rebate tarifa de 25% proposta pelos EUA e afirma que medida elevaria custos para empresas e consumidores norte-americanos
Em resposta de 29 páginas enviada ao governo dos Estados Unidos, o Itamaraty contesta os argumentos do relatório do USTR, defende o Pix, decisões do STF e políticas comerciais brasileiras, além de afirmar que a proposta pode comprometer o diálogo bilateral e até interferir no cenário eleitoral brasileiro.

O governo brasileiro enviou aos Estados Unidos um documento de 29 páginas contestando a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na resposta oficial ao relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Itamaraty sustenta que a medida não apenas prejudicaria o Brasil, como também aumentaria os custos para empresas, indústrias e consumidores norte-americanos.
Assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documento afirma que uma tarifa ampla sobre produtos brasileiros produziria efeitos contrários aos objetivos declarados pelo governo dos Estados Unidos. “Amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA”, afirma.

Foto: Allan Santos/PR
Segundo o ministro, o próprio setor empresarial norte-americano tem manifestado preocupação com a proposta. O documento destaca que 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos fossem excluídos de eventuais tarifas.
Essas entidades, segundo o Itamaraty, argumentaram que muitos dos produtos importados do Brasil não possuem substitutos produzidos internamente, o que poderia elevar custos para a indústria e resultar em aumento de preços ao consumidor. “Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA”, salienta.
A resposta brasileira foi encaminhada ao USTR na última quarta-feira (1º), em reação ao relatório publicado em junho, resultado de uma investigação iniciada há um ano durante o governo de Donald Trump com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O documento norte-americano acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “desleais” no comércio internacional.
Além de contestar os fundamentos do relatório, o governo brasileiro afirma que a adoção do tarifaço reduziria o espaço para negociações entre os dois países. “Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, menciona.
O Itamaraty também sustenta que a discussão sobre as tarifas foi politizada por autoridades norte-americanas com foco nas eleições brasileiras de outubro, utilizando o processo como forma de

Foto: Divulgação
influenciar a escolha dos eleitores.
Brasil rejeita acusações contra o Pix
Um dos principais pontos da resposta brasileira é a defesa do Pix. O USTR afirma que o sistema de pagamentos instantâneos favoreceria empresas nacionais e discriminaria companhias dos Estados Unidos.
O governo brasileiro rebate esse entendimento afirmando que empresas norte-americanas participam normalmente do ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa. “Esses fatos contradizem diretamente a sugestão de que o Pix opera como um campeão nacional fechado do qual as empresas americanas são excluídas ou ao qual são submetidas em termos discriminatórios”, ressalta.
O documento também lembra que os próprios Estados Unidos criaram uma infraestrutura pública de pagamentos instantâneos, o FedNow, desenvolvido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.
Segundo o governo brasileiro, as críticas ao Pix decorrem da expansão de um sistema gratuito de pagamentos que reduziu espaço para serviços privados oferecidos por empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay, que cobram pela realização de operações semelhantes.
Itamaraty defende decisões do STF
Outro ponto contestado diz respeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos. O relatório do USTR utiliza decisões judiciais brasileiras para sustentar a alegação de que empresas norte-americanas estariam sendo discriminadas no país.

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O Itamaraty afirma que a acusação não encontra respaldo jurídico. “Qualquer alegação de irrazoabilidade a esse respeito é totalmente infundada, visto que o USTR sequer identifica, muito menos analisa, os fundamentos e o raciocínio articulados pelos juízes brasileiros ao ordenarem a restrição de conteúdo digital”, enfatiza,
O ministro Mauro Vieira também rebate a afirmação de que essas decisões seriam “secretas”, argumentando que a confidencialidade em determinados processos é necessária para preservar a integridade das investigações.
Segundo o documento, o USTR não identifica qualquer norma brasileira que imponha restrições específicas a plataformas estrangeiras ou pertencentes a empresas norte-americanas. “Empresas que atuam em qualquer grande mercado estrangeiro podem ser obrigadas a cumprir as determinações legais internas e sofrer penalidades caso não o façam. Isso é uma consequência comum de operar sob a jurisdição de outro país soberano”, relata.
Governo rebate críticas sobre acordos comerciais, corrupção e etanol
O documento também contesta os argumentos utilizados pelo USTR para justificar a adoção das tarifas envolvendo corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol e

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acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia.
Segundo o governo brasileiro, os acordos comerciais celebrados com esses países foram negociados em conformidade com as regras internacionais. “A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar acordos legais preferenciais como ‘irrazoáveis’ simplesmente porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar a concorrência dos beneficiários desses acordos no mercado brasileiro”, expõe.
Na área de combate à corrupção, Mauro Vieira cita avaliações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico para sustentar que o Brasil possui um sistema robusto de prevenção e repressão a ilícitos. “As avaliações das organizações internacionais relevantes corroboram o histórico de aplicação da lei no Brasil e contradizem diretamente a caracterização de falha sistêmica feita pelo USTR”, frisa.

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Sobre o mercado de etanol, o governo brasileiro rejeita a alegação de que o país restringe o acesso do produto norte-americano. Segundo a resposta enviada aos Estados Unidos, a tarifa aplicada ao etanol segue o princípio da isonomia. “A tarifa [sobre o etanol] se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina os EUA”, enaltece.
Itamaraty destaca avanços no combate ao desmatamento ilegal
Em relação ao desmatamento ilegal, o Itamaraty afirma que o governo brasileiro ampliou investimentos em monitoramento, fiscalização e combate aos crimes ambientais. O documento ressalta que o próprio relatório do USTR reconhece a existência de uma legislação ambiental rigorosa e admite que o Brasil reforçou recentemente as ações de fiscalização. “O USTR reconhece expressamente que o Brasil possui um arcabouço legal para o combate ao desmatamento ilegal e reconhece que o Brasil adotou recentemente medidas para aprimorar a fiscalização, incluindo investimentos em tecnologia e outras medidas relacionadas à aplicação da lei”, evidencia.
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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

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Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.
No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.
Programação cultural
Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

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Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.
O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.
Ações de rua
Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.
As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

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As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.
Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.
Municípios participantes
As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).
Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.






