Conectado com

Notícias Passaporte verde

Programa pioneiro de Mato Grosso é destaque na maior feira de alimentos da Ásia

Lançado em 2022, o Passaporte Verde tem como objetivo valorizar a carne produzida no estado, promovendo a adequação da pecuária às normas ambientais e reinserindo produtores no mercado formal.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Imac

Um programa inovador desenvolvido em Mato Grosso ganhou projeção internacional ao ser apresentado, na última terça-feira (20), durante a Sial Shanghai, a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e a terceira maior do mundo, que reuniu mais de 180 mil profissionais de 110 países. O Passaporte Verde, criado pelo Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) em parceria com os setores público e privado, foi apresentado durante a feira na “Conferência do Comércio de Carne Bovina Sustentável Brasil-China”.

Presidente do Imac, Caio Penido: ” O Passaporte Verde oferece as ferramentas necessárias para que os pecuaristas com irregularidades se organizem e produzam de forma responsável, atendendo aos critérios dos mercados globais”

Lançado em 2022, o Passaporte Verde tem como objetivo valorizar a carne produzida no estado, promovendo a adequação da pecuária às normas ambientais e reinserindo produtores no mercado formal. A iniciativa também busca impulsionar as exportações, especialmente para mercados que buscam padrões de sustentabilidade monitoráveis.

“Vamos mostrar ao mundo que, em Mato Grosso, sustentabilidade não é tendência e nem nicho, é realidade. O Passaporte Verde oferece as ferramentas necessárias para que os pecuaristas com irregularidades se organizem e produzam de forma responsável, atendendo aos critérios dos mercados globais”, afirma o presidente do Imac, Caio Penido.

Durante a apresentação na Sial Shanghai, foram detalhados os principais critérios de adesão ao Programa Passaporte Verde, que, de forma inclusiva, faseada e alinhada ao plano nacional, pretende atingir o monitoramento do gado do estado, do nascimento ao abate, demonstrando a conformidade com a legislação ambiental e trabalhista, além do compromisso com a regeneração de áreas desmatadas ilegalmente.

Para apoiar os produtores nesse processo, o Imac oferece o Programa de Reinserção e Monitoramento, com orientações técnicas e ferramentas voltadas à regularização ambiental. Somente nos últimos três anos, mais de 1,4 mil hectares foram recuperados, permitindo que diversos pecuaristas voltassem a comercializar sua produção no mercado formal.

Reconhecida como uma das principais feiras de negócios internacionais, a Sial Shanghai é a porta de entrada para o mercado de alimentos e bebidas na China e conecta expositores a compradores qualificados de todo o mundo. A feira tem registrado crescimento contínuo na participação de representantes de países do Sudeste Asiático, como Malásia, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, mercados considerados estratégicos e em franca expansão no consumo de proteína bovina.

Por meio de uma estratégia integrada de marketing e relacionamento, a feira fortalece marcas, amplia parcerias comerciais e gera oportunidades que vão muito além dos dias de exposição. “Por isso, a importância de o Imac estar participando dessa conferência sobre carne bovina sustentável. Se eles querem carne sustentável, nós temos. Carne de qualidade, que conserva biodiversidade por lei e é de baixo carbono por clima tropical e sistema majoritariamente a pasto. E agora poderemos provar”, finaliza Caio Penido.

Fonte: Assessoria Imac

Notícias

Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva

Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

Publicado em

em

Foto: Gilson Abreu/AEN

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.

O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.

Benefício

Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.

O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.

O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.

Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados

PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Calor extremo já ameaça sistemas de produção de alimentos no mundo

Relatório da FAO e da OMM aponta que mais de 1 bilhão de pessoas já são afetadas pelos impactos do aumento das temperaturas.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Embrapa Soja

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o calor extremo já está colocando os sistemas agroalimentares globais sob forte pressão e ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.

O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). As agências destacam que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras, com impactos diretos sobre a agricultura, a pecuária, a pesca e as florestas.

Segundo o relatório, o cenário indica um futuro de maior incerteza, com o aquecimento global em aceleração. Dados recentes mostram que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, o que tem intensificado eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.

Foto: Pixabay

O documento aponta ainda que o calor extremo atua como um “multiplicador de riscos”, agravando secas, incêndios florestais, surtos de pragas e reduzindo a produtividade das lavouras quando são ultrapassados limites críticos de temperatura. Em geral, há queda na produtividade das principais culturas quando os termômetros passam de cerca de 30°C.

O relatório também cita casos como o do Marrocos, que enfrenta seis anos consecutivos de seca, seguidos por ondas de calor recordes.

Outro ponto de alerta é o aumento das ondas de calor marinhas. Segundo o estudo, esses eventos estão mais frequentes e têm reduzido os níveis de oxigênio nos oceanos, afetando estoques pesqueiros. Em 2024, cerca de 91% dos oceanos do mundo registraram ao menos uma onda de calor marinha.

Foto: Divulgação/IDR

As projeções indicam que os riscos tendem a crescer com o avanço do aquecimento global. O relatório estima que a intensidade dos eventos extremos de calor pode dobrar com 2°C de aquecimento e quadruplicar com 3°C, em comparação ao cenário de 1,5°C.

Também foi destacado que cada aumento de 1°C na temperatura média global pode reduzir em cerca de 6% a produção das quatro principais culturas agrícolas do mundo: milho, arroz, soja e trigo.

Diante desse cenário, FAO e OMM defendem maior coordenação entre países e o fortalecimento de sistemas de alerta climático para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões. As agências afirmam ainda que ações de adaptação, isoladamente, não são suficientes para conter os impactos, e que será necessária uma resposta mais ampla diante da intensificação do calor extremo.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.