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Programa Patrulheiros da Sustentabilidade capacita 3 mil operadores para recuperar estradas rurais e nascentes no Paraná
Com R$ 7,5 milhões, iniciativa da UEM chega ao Oeste com formação técnica de operadores de máquinas, mapeamento de estradas e fontes de água e atuação em 23 municípios para conter erosão e assoreamento

O Programa Patrulheiros da Sustentabilidade, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), avançou mais um passo com o lançamento em Toledo, no Oeste do Paraná. A cerimônia, realizada na última quinta-feira (16), no Centro de Eventos do município, envolveu entregas do Manual de Boas Práticas e da história em quadrinhos da Tropa Sustentável. Além disso, marcou a última etapa da formação dos multiplicadores, que iniciaram capacitação técnica nesta sexta-feira (17).
Mais de 3 mil operadores de maquinário da linha amarela, como motoniveladoras, tratores, pás carregadeiras, escavadeiras e rolos compactadores serão capacitados na etapa dentro do programa, que reebe investimentos de R$ 7,5 milhões e busca melhorar a trafegabilidade de estradas rurais, diminuir o assoreamento de rios, aumentar a proteção do solo, formar mão de obra técnica e fortalecer a competitividade agrícola no Estado.
O principal objetivo é fortalecer a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. A UEM e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fadec-UEM) são responsáveis pela realização técnica e científica do programa, que tem apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Os bolsistas selecionados como multiplicadores também estiveram presentes no evento.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, o programa é de fundamental importância para o Estado. “É um momento de reconhecimento, pois estamos olhando para as capacidades instaladas nas nossas universidades estaduais, aliando o conhecimento produzido na academia com a aplicação prática na vida do cidadão, da população. Temos condições de fazer o melhor trabalho para ajudar o Paraná a se desenvolver”, afirmou.
O reitor da UEM, Leandro Vanalli, parabenizou a equipe da universidade que está à frente do projeto. “O programa vai, de fato, transformar a vida das pessoas nos municípios que operam essas máquinas. Elas serão treinadas para essa grande missão de cuidar mais e melhor do meio ambiente, das estradas rurais, das reservas, das minas de água, então farão a diferença na sociedade, assim como os professores, pesquisadores, servidores e estudantes de várias áreas envolvidas”, disse.
As ações abrangem 23 municípios, com atuação dos núcleos regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e envolvem mapeamento de estradas e nascentes, capacitação de equipes locais, apoio técnico às prefeituras e difusão de boas práticas ambientais.
O projeto também prevê a recuperação de 23 nascentes, a criação de uma plataforma digital para monitoramento territorial, certificações, desenvolvimento de materiais didáticos e capacitação de mais de 2,7 mil profissionais envolvidos na rotina de manutenção rural.
Tropa sustentável
O programa é baseado na tríade pesquisa-extensão-inovação e se propõe a ser um agente transformador na construção de soluções sustentáveis. O Patrulheiros da Sustentabilidade tem também o apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Seti. Além da capacitação, os operadores receberão uniformes e equipamentos de proteção individual padronizados, reforçando a profissionalização e a segurança durante o trabalho.
Os materiais gráficos desenvolvidos para o projeto foram apresentados na solenidade pelo coordenador técnico do Escritório de Projetos e Processos (EPP) da UEM, Sidinei Silvério da Silva. Ele explicou que a capacitação será dividida em dois módulos de 40 horas, sendo um de sustentabilidade e o outro de mecanização conservacionista sustentável. “A expectativa é criar uma governança estadual para que, de forma perene, nós possamos fazer intervenções em estradas rurais que estão com erosão e fontes de água que estão secando. Estamos muito otimistas e planejando ações a longo prazo.”
Planejamento ambiental
O geógrafo Marcelo Augusto Melo Cason é um dos patrulheiros da sustentabilidade e vai atuar como multiplicador nas regiões de Londrina Norte. e Jacarezinho (Norte Pioneiro). Segundo ele, o programa está diretamente relacionado com o planejamento ambiental, área que fez parte do trabalhou no Trabalho de Conclusão de Curso, com produtores rurais. “O projeto é exatamente o que buscamos quando entramos na universidade, pois faz a união da teoria com a prática, com a sociedade, e traz benefícios para os dois lados. Estou ansioso e empolgado para começar”, disse.

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Programa seleciona 113 projetos e amplia investimentos no cooperativismo da agricultura familiar no Paraná
Volume aprovado chega a R$ 170 milhões e supera orçamento inicial, com foco em modernização, infraestrutura e acesso a mercado para cooperativas e associações.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) publicou, na sexta-feira (17), o resultado final das avaliações do Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025, vinculado ao Programa Coopera Paraná. Após a conclusão das etapas de análise técnica, classificação preliminar e o julgamento de recursos, dos 220 projetos de negócios inscritos, 113 foram formalmente selecionados para receber investimentos que visam modernizar o cooperativismo da agricultura familiar no Estado. Confira aqui o resultado

Foto: Divulgação
Os 113 projetos selecionados e classificados somam aproximadamente R$ 170 milhões, ultrapassando o valor R$ 100 milhões reservado para este chamamento público e, marcando esta edição como a maior desde a criação do Programa Coopera Paraná, em 2019.
O edital em curso estabeleceu o teto de repasse de recursos financeiros em R$ 2,20 milhões por projeto de negócio, maior valor já viabilizado em um edital do Coopera Paraná, desde o início do programa. No edital anterior, os valores eram de até R$ 300 mil para associações e R$ 720 mil para cooperativas. A iniciativa se firma como uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar no Estado
Avaliação rigorosa
Esta etapa encerra o ciclo de avaliação rigorosa conduzido pela coordenação do Coopera Paraná. As propostas aprovadas representam o que há de mais estratégico em termos de viabilidade econômica e sustentabilidade socioambiental, conforme as regras do edital, abrangendo diversas cadeias produtivas das 10 macrorregiões do Paraná.

Foto: Valdelino Pontes
Para a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, chegar ao número final de 113 projetos foi um desafio gratificante para toda a equipe técnica. “O critério de seleção não foi apenas o volume de investimento, mas a sustentabilidade real de cada proposta. Avaliamos detalhadamente, dentro das regras do edital, a capacidade de gestão e o impacto econômico, social e ambiental que esses recursos terão na ponta, garantindo que o dinheiro público seja aplicado em negócios que realmente tenham perenidade no mercado e que tenham cumprido os quesitos eliminatórios, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável”, disse.
Próximos passos
Os interessados já podem consultar a lista final detalhada com a pontuação e a classificação de cada cooperativa e associação diretamente no site oficial da Seab. O documento apresenta a hierarquização das propostas com base nos critérios técnicos estabelecidos no edital, refletindo o esforço das organizações da agricultura familiar em profissionalizar sua gestão, buscar novos mercados para seus produtos, preservar o meio ambiente e promover a inclusão socioprodutiva. Confira aqui o resultado final do Coopera Paraná.
Com a divulgação do resultado final, as organizações proponentes dos projetos selecionados agora seguem para a fase de habilitação, em que será verificada a sua regularidade fiscal e jurídica.
Na sequência, as associações e cooperativas formalmente habilitadas e cujos projetos tenham sido selecionados serão convocadas para apresentação de plano de trabalho, seguindo-se as etapas de formalização dos termos de fomento.
Os recursos serão destinados, por exemplo, à aquisição de máquinas agrícolas, infraestrutura de processamento e logística, além de ao suporte técnico e gerencial que permite às pequenas

Foto: José Fernando Ogura/AEN
cooperativas competirem com grandes players do mercado.
Coopera Paraná
Criado em 2019, a iniciativa chega à quarta edição e está no eixo central da Política Agrícola de promover o desenvolvimento rural sustentável. Desde o lançamento, a Seab já repassou por meio do programa em torno de R$ 94 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar.
No edital de 2019 o repasse foi de quase R$ 30 milhões, em 2021 foram R$ 42 milhões e em 2023 R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram atendidas 116 cooperativas e 75 associações.
O programa tem parceiros importantes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), bem como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).
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Governo federal amplia interlocução com o setor produtivo
Reunião entre Ministério da Agricultura e Sociedade Rural Brasileira resulta em compromisso de atuação coordenada em políticas públicas e articulação direta com produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta semana, em Brasília, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, em uma agenda voltada ao ajuste da interlocução entre o governo federal e o setor produtivo.
A reunião teve como foco a coordenação de pautas e o papel das entidades na construção de políticas públicas. O ministro enfatizou a necessidade de integração nas ações. “Vamos trabalhar juntos pelo agro. Esse é o nosso papel como incentivadores e formuladores de políticas públicas para o setor”, afirmou.
Com atuação na representação de produtores rurais, a SRB reúne lideranças e participa da elaboração de propostas voltadas à eficiência e à competitividade da agropecuária. No encontro, Bortolozzo convidou o ministro a visitar a sede da entidade, em São Paulo, para ampliar o diálogo com diretores e conselheiros. “É uma instituição centenária, com a missão de unir forças em prol do setor”, disse.
Também participaram da reunião o secretário-executivo do ministério, Cleber Soares, e a diretora-executiva da SRB, Patrícia Arantes.
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Cooperação com Japão amplia uso de dados e conecta sistemas no agro brasileiro
CoPADi consolida uso de APIs, testes em campo e desenvolvimento de plataforma para ampliar soluções digitais na produção.

Brasil e Japão reforçaram a parceria bilateral em agricultura digital durante o encerramento do projeto de Desenvolvimento Colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital para o Fortalecimento do Ecossistema de Inovação e a Sustentabilidade do Agro Brasileiro (CoPADi), realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília.

Foto: Divulgação/Mapa
A reunião ocorreu no âmbito do 3º Joint Coordination Committee (JCC) e reuniu representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e da Embaixada do Japão no Brasil.
Durante a cerimônia, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância institucional do projeto e afirmou que o encerramento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo de anos, desde a concepção até a entrega dos resultados.
Criado para impulsionar a agricultura de precisão e digital no Brasil com bases econômica e ambientalmente sustentáveis, o CoPADi articulou ações voltadas à construção de um ecossistema de inovação, ao desenvolvimento de soluções para integração de dados, à realização de experimentos em campo e à disseminação de conhecimento entre instituições públicas e privadas dos dois países.
Entre os principais resultados estão o avanço de estratégias de transformação digital, a integração técnica entre equipes brasileiras e japonesas, o fortalecimento do

Fotos: Divulgação/Arquivos OPR
uso de APIs no sistema AgroAPI da Embrapa e a realização de pilotos e testes em campo.
Em uma etapa recente, o projeto também apresentou a plataforma API-CoPADi, desenvolvida para integrar dados agrícolas e ampliar a interoperabilidade entre sistemas e futuros parceiros do setor.
Além dos resultados imediatos, a iniciativa deixa como legado uma base estruturante para o avanço de uma agricultura orientada por dados, com potencial para apoiar novos aplicativos, ampliar o uso de big data, fortalecer ecossistemas digitais e incorporar soluções de inteligência artificial ao campo.
O encerramento do CoPADi reforça a cooperação histórica entre Brasil e Japão e evidencia o papel das parcerias internacionais no desenvolvimento de tecnologias voltadas a uma agropecuária mais conectada, eficiente e sustentável. Com foco em ciência, inovação e articulação institucional, a iniciativa também contribui para consolidar o Brasil como referência na agenda da agricultura digital.



