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Programa Paraná Trifásico avança 12 quilômetros por dia no campo
Além disso, o investimento adiciona tecnologia de automação ao fornecimento de energia à área rural, reduzindo os desligamentos acidentais. Desde o início do programa 315 municípios foram beneficiados com redes trifásicas de energia.

O primeiro trimestre de 2023 foi de avanços em programas da Copel que estão levando mais tecnologia ao campo e às cidades paranaenses. Na Região Metropolitana de Curitiba, os medidores convencionais começaram a ser trocados pelo modelo digital da Rede Elétrica Inteligente, que se comunica diretamente com a distribuidora de energia e irá agilizar o atendimento aos casos de falta de luz, além de dar informações em tempo real aos clientes sobre seu consumo.
A instalação já chegou a 31 mil domicílios, só neste ano, sem custos para o consumidor. O trabalho está perto de ser concluído em Contenda, e segue em andamento no município de Araucária. Ainda em abril, Fazenda Rio Grande também começa a receber a instalação, a um ritmo superior a 200 domicílios por dia. O próximo município que vai receber a nova tecnologia será a Lapa.
Os medidores inteligentes representam o futuro do setor de energia elétrica, pois são peças-chave para a transformação dos centros urbanos em smart cities, ou cidades inteligentes. Iniciado em 2021, o programa já está em 73 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, e agora avança para mais 28 cidades da Região Metropolitana, Campos Gerais e Ilha do Mel.
O presidente da Companhia, Daniel Pimentel Slaviero, comenta o ritmo dos investimentos em tecnologia e expansão da malha elétrica no Estado. “Começamos o ano a todo vapor, com nove subestações de energia em construção e outras 22 unidades em ampliação, tanto na área de distribuição, quanto de transmissão de energia”, diz ele. “São mais de R$ 600 milhões de investimentos só nestas obras, que se somam aos nossos programas que estão modernizando a gestão da energia, nas áreas urbanas e rurais”, acrescenta.
Mais energia no campo
Nas áreas rurais, o Programa Paraná Trifásico avança uma média de 12 quilômetros diários, em todas as regiões do Estado. Foram 1.163 quilômetros concluídos até o momento, em 2023, tornando mais robusta a espinha dorsal da distribuição de energia. As novas redes substituem a antiga fiação rural monofásica, modernizando a infraestrutura elétrica no campo e garantindo acesso mais barato à eletricidade.
Além disso, o investimento adiciona tecnologia de automação ao fornecimento de energia à área rural, reduzindo os desligamentos acidentais. Desde o início do programa 315 municípios foram beneficiados com redes trifásicas de energia.
Economia
Os primeiros cem dias do ano marcaram, também, o início das obras decorrentes de uma chamada pública realizada pelo Programa de Eficiência Energética da Copel, exclusivamente para o incentivo de ações que tornarão mais eficiente o consumo da energia em hospitais públicos e beneficentes do Paraná. Foram 41 projetos aprovados no edital do programa regulado pela Aneel, dos quais 37 estão sendo contemplados também com plantas de geração de energia fotovoltaica.
Um exemplo é o hospital Doutor Feitosa, em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais. Com um investimento aproximado de R$ 1,5 milhão, além de instalar a unidade geradora com 419 painéis fotovoltaicos e dois inversores (que convertem a energia gerada para uso e garantem a segurança do sistema), o hospital está trocando 95 lâmpadas e dez equipamentos de ar-condicionado por modelos mais eficientes.
Ao todo, serão 33 municípios contemplados, totalizando um investimento de R$ 35 milhões. A redução média no valor da conta de luz é estimada em 75%, permitindo a reserva de recursos para investir em serviços voltados para a população.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



