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Programa Jovem Agricultor Aprendiz revela talentos para o futuro do campo

Histórias de jovens que mudaram de rumo, descobriram a vocação rural e hoje atuam como produtores, instrutores e profissionais do agro reforçam o papel do programa do Sistema Faep na sucessão e na inovação das propriedades paranaenses.

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Fotos: Divulgação/Sistema Faep

Em 2005, uma jovem de 15 anos do município de Paula Freitas, na região Sul do Paraná, decidiu se inscrever no recém-criado Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) do Sistema Faep. Daniele Miroslava Kloc, filha de produtores rurais, sempre teve o campo como cenário de sua infância e adolescência. Enquanto colegas buscavam outras áreas, a jovem queria provar que a mulher podia ocupar qualquer espaço no agronegócio.

“Sempre me chamou atenção que todas as mulheres optavam por outras áreas. Tinha vontade de provar que a mulher poderia estar onde quisesse”, lembra Daniele, que desde cedo, se apaixonou pelo estudo dos solos e pela gestão da propriedade. A experiência no JAA só reforçou a vocação para cursar Agronomia.

Daniele (em pé, de jaqueta azul e verde) atualmente é uma das instrutoras do JAA no Paraná

Hoje, 20 anos depois, Daniele é instrutora do próprio programa que a inspirou. Durante as aulas, ela transmite aos jovens o mesmo entusiasmo pelo campo que sentiu ainda adolescente. Além disso, toca com o marido a propriedade da família, onde cria ovinos, caprinos, galinhas caipiras, gado de corte, e ensina ao filho a importância do trabalho rural.

“O que ajuda a inspirar esses jovens é o fato de eu estar na propriedade. Falo sobre a importância de acreditar e permanecer no campo. Eles não são apenas moradores, mas empresários rurais. É possível trabalhar com tecnologia, empreender e ainda ter uma vida conectada com a natureza”, afirma Daniele.

O JAA surgiu exatamente para isso: preparar adolescentes de 14 a 18 anos para atuar com segurança, eficiência e responsabilidade no meio rural. Lançado pelo Sistema Faep em 2005, o programa nasceu a partir de experiências-piloto em municípios como Astorga, Rolândia, Palmas e Tijucas do Sul, e, desde então, passou por constantes aprimoramentos. Hoje, oferece cursos de gestão, bovinocultura, fruticultura, mecanização, olericultura e piscicultura, além de oficinas práticas sobre agrofloresta, meliponicultura e trânsito rural, sempre com foco na aplicação prática e no desenvolvimento integral dos jovens.

“O JAA é uma das iniciativas mais transformadoras do Sistema Faep. Em 20 anos, vimos jovens que poderiam ter deixado o campo se tornarem profissionais, empreendedores e até instrutores que multiplicam esse conhecimento. Isso mostra a força da educação para o futuro do agronegócio e para a sucessão na propriedade”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

Ao longo de 20 anos, mais de 64 mil jovens já passaram pelo programa, com uma distribuição equilibrada entre os gêneros: 50,95% homens e 49,05% mulheres. Esses números mostram o pioneirismo do JAA, refletindo o compromisso em oferecer oportunidades iguais, mostrando que, no campo, mulheres e homens têm espaço para aprender, crescer e assumir papéis de liderança.

Retorno como instrutores

Entre os exemplos de jovens que enxergaram oportunidades de carreira dentro do agronegócio a partir do JAA, está Vinicius Romagnollo, de São Pedro do Ivaí, na região Norte do Paraná. Filho de produtores rurais, ele morou na propriedade até os 18 anos e iniciou no JAA aos 14, em 2013, no módulo “Preparando para gestão”. “Eu já mexia com lavoura de grãos, tinha vontade de ser produtor, mas não sabia se queria fazer faculdade. Foi uma baita experiência”, lembra.

Romagnollo (à frente) é instrutor do JAA desde 2022

O contato com a dinâmica do agronegócio, aliado ao estímulo da instrutora, despertou em Romagnollo o interesse por uma graduação. Em 2015, aproveitou a chance de cursar o módulo específico de mecanização agrícola. “Ali decidi seguir uma faculdade em que pudesse trabalhar na área. O JAA deu visão profissional e confirmou minha escolha”, conta.

Após se formar em Engenharia Agrícola na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2022, Romagnollo retornou ao JAA como instrutor, conduzindo turmas dos módulos “Gestão rural” – antigo “Preparando para gestão” – e “Mecanização agrícola”, além de outros cursos do Sistema Faep. Hoje, ele concilia a atividade de instrutoria com o trabalho na propriedade dos pais, cultivando soja e milho.

“O JAA abriu minha visão para o mundo, pois foi a primeira oportunidade de sair da propriedade. Mesmo quem não vai seguir no agro leva aprendizados para a vida”, destaca Romagnollo.

Já em Prudentópolis, na região Centro-Sul do Paraná, Gian Ricardo Grechinski tinha planos de deixar o campo e fazer curso técnico em informática. Mas, no último ano do Ensino Médio, o JAA mudou o rumo de sua trajetória. Os módulos de gestão e olericultura abriram sua visão para as oportunidades do meio rural e despertaram o interesse pela Agronomia.

A experiência foi tão marcante que Grechinski ingressou na faculdade já com a meta de se tornar instrutor do Sistema Faep. “Sempre gostei de ensinar e pensei em usar esse conhecimento para transformar a realidade das propriedades rurais”, lembra. Formou-se em 2018 e, dois anos depois, voltou às salas de aula como instrutor. “É especial poder dizer aos alunos que já estive no lugar deles, com as mesmas dificuldades. Isso aproxima e mostra que o jovem pode trilhar esse caminho, basta acreditar e se dedicar”, afirma.

Hoje, além do JAA, ele atua em cursos voltados para o cultivo de morango, sua área de especialização, e se dedica à suinocultura, atividade da família há 30 anos. “O JAA também ajudou na questão da sucessão e da gestão para a viabilidade do negócio rural”, complementa.

Para Grechinski, o programa foi determinante na escolha profissional e também na forma de enxergar a propriedade rural como um negócio viável e lucrativo. “Hoje, sei que é possível viver bem no campo, empreender em pequenas áreas e transformar a realidade local. Resumindo, o JAA prepara a nova geração para o futuro do campo”, conclui.

Mudança de rota

Para outros jovens, o programa serviu de ponto de virada. Paola Cristine Arboit, de Mangueirinha, no Sudoeste do Estado, entrou no JAA em 2018, planejando cursar Medicina. Apesar de ter crescido na propriedade da família, não pensava em trabalhar na área.

Paola desistiu de cursar Medicina para seguir no agronegócio

“Eu via o agro como algo comum da rotina da família, mas não entendia a dimensão e a importância que tem para o Brasil e para o mundo. Com o JAA, compreendi melhor esse universo e passei a valorizar ainda mais estar presente e trabalhar no campo”, conta. “Eu estava decidida a cursar Medicina, mas percebi que não me identificava com essa profissão. No JAA, conheci a função do engenheiro agrônomo e todas as áreas em que pode atuar. Então percebi que, escolhendo essa profissão, estaria fazendo algo que realmente gosto e ainda daria continuidade à nossa propriedade”, complementa.

Hoje, prestes a se formar em Agronomia, Paola atua ao lado do pai na propriedade, onde a família cria bovinos de leite e cultiva soja, milho, feijão e trigo. Ela reconhece que o programa ampliou sua visão sobre planejamento e organização dentro da propriedade, além de despertar sua verdadeira vocação.

“O JAA aproxima teoria e prática, traz aos jovens uma visão técnica daquilo que muitos já vivenciam no dia a dia, estimula a permanência nas propriedades e abre espaço para inovação. É uma forma de preparar as novas gerações para enfrentar os desafios do agro e aproveitar as oportunidades que o setor oferece”, afirma.

Outra história inspiradora é a de Ellen Elaine Wojcik, de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que participou dos módulos de gestão do JAA em 2012 e de pecuária leiteira em 2013. Na época, Ellen acreditava que seguiria carreira na fotografia e até fez um curso na área. Apesar de ajudar a família nas atividades rurais, não se via no agro. Mas tudo mudou com a experiência no programa. “O JAA mostrou que essa área tinha mais a oferecer do que eu imaginava. Abriu minha mente para novas possibilidades. Foi aí que deixei a fotografia de lado e decidi buscar uma carreira ligada ao campo e aos animais”, conta Ellen.

Durante o programa, atividades práticas envolvendo gestão, liderança e contato direto com a agropecuária despertaram sua vocação pela Medicina Veterinária. Ela lembra do aprendizado sobre planejamento da propriedade e cuidados com os animais, como castração e manejo de bezerros, ensinamentos aplicados na propriedade da família. “Nunca esqueço o dia em que pude colocar esse aprendizado em prática em casa: castrei meu primeiro porquinho, ajudando meu avô, que já não tinha mais condições de fazer isso por questões de saúde. Me senti realizada, porque realmente tinha habilidade e paixão para seguir nessa área”, recorda, emocionada.

Hoje, Ellen é médica veterinária, pós-graduada em clínica médica de pequenos animais, e administra uma clínica em Araucária. Recentemente, o espaço passou por uma ampliação, com mais estrutura e serviços, tornando-se referência no município e já recebendo prêmios.

Do JAA, ela guarda aprendizados que aplica até hoje, como controle financeiro, gestão da equipe e comunicação. “Esses aprendizados foram essenciais para transformar a clínica em referência”, resume. “O JAA foi a porta de entrada que transformou minhas dúvidas em propósito”, define.

Da sucessão à inovação

Entre os casos de transformação promovidos pelo JAA, também estão jovens que assumiram a sucessão das propriedades com visão profissional e inovação. Em Santana do Itararé, no Norte Pioneiro, os irmãos Thiago e Iago Alves transformaram a produção de leite da família em um negócio estruturado e lucrativo.

Os irmãos Thiago e Iago decidiram seguir no campo após formação no JAA

“Logo após comprarmos o sítio, meu pai sofreu um acidente, e eu e meu irmão tivemos que assumir a propriedade junto com nossa mãe. A produção era pequena, o trabalho pesado, e eu não via perspectiva. Eu imaginava que, quando crescesse, teria que buscar outra forma de renda, porque era complicado se sustentar com o sítio”, lembra Thiago. Na época, a família tirava leite manualmente de cinco vacas e produzia queijo para vender na cidade.

A participação no JAA, entre 2005 e 2006, foi decisiva para abrir a visão dos irmãos, que aprenderam técnicas de manejo, fluxo de caixa e gestão. “Ali eu enxerguei que poderia ter um futuro dentro da nossa propriedade como uma empresa, não apenas como um lugar para trabalhar”, afirma Thiago.

Incentivado pela instrutora do JAA, Thiago ingressou no colégio agrícola de Cambará, onde se formou técnico agrícola em 2009. Já com outro olhar sobre o futuro e sem pensar em trabalhar fora, ele decidiu aplicar o conhecimento adquirido na propriedade da família, dando continuidade ao sonho do pai.

Com estudo, dedicação e outros cursos do Sistema FAEP, os irmãos ampliaram e modernizaram a produção leiteira da família. Hoje, a propriedade conta com 75 animais, sendo 35 em lactação, sala de ordenha canalizada e barracão free stall, com capacidade para 50 animais. A produção média é de 30 litros de leite por vaca por dia. Atualmente, Thiago também participa do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faep. “O JAA foi essencial para mudar nossa mentalidade, mostrando que, com conhecimento e trabalho em família, podemos transformar um sonho antigo em realidade. É um programa que pode mudar a vida”, conclui Thiago.

Descobrindo a vocação no campo

Nos Campos Gerais, a vida de Gean Augusto Vesselovitz mudou radicalmente aos 12 anos, quando seus pais deixaram Guarapuava para iniciar a produção de leite em um sítio em Campina do Simão, em meados de 2012. Além da adaptação à rotina no campo, a família não tinha experiência na área. Até que, no primeiro ano do Ensino Médio, Vesselovitz recebeu o convite para participar do JAA do Sistema Faep.

Vesselovitz atualmente trabalha com melhoramento genético de culturas, como soja e milho

“O JAA foi a introdução à agronomia para mim”, recorda. Durante o curso, ele começou a aplicar na propriedade os primeiros aprendizados do programa, como rotação de pastagens em piquete e indicadores de melhoria da qualidade do leite. “Eram coisas básicas, mas, como não éramos daquele meio, foram extremamente importantes”, acrescenta.

Ao concluir o JAA, Vesselovitz já tinha certeza sobre sua vocação. Cursou Agronomia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde se formou em 2020. Em 2019, iniciou um estágio na GDM Seeds, multinacional especializada em melhoramento genético de sementes, e, antes mesmo de receber o diploma, passou em um processo seletivo para o cargo de supervisor de desenvolvimento de produtos.

Nos primeiros anos de carreira, ele trabalhou com o desenvolvimento de novas variedades de soja para o Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina, conduzindo ensaios a campo com dezenas de cultivares, gerenciando equipes e tomando decisões estratégicas baseadas em produtividade, sanidade e ciclo das plantas.

Essa experiência prática e a constante busca por aprendizado, inclusive no inglês, abriram portas para oportunidades internacionais. Em 2022, ele participou de um intercâmbio nos Estados Unidos pela empresa, onde visitou propriedades em 12 Estados ao longo de 50 mil quilômetros. “Foi um período incrível, que permitiu conhecer métodos de trabalho diferentes, aprimorar meu inglês e ampliar a visão sobre produção agrícola em larga escala”, comenta.

Hoje, Vesselovitz é especialista agronômico no setor de estratégia da GDM, trabalhando com melhoramento genético de soja, milho, trigo e girassol, com atuação em localidades como Argentina, Estados Unidos, Europa, África do Sul e China. “Participar do JAA foi o ponto de partida para tudo que construí. O programa não ensina apenas técnica, mas também responsabilidade, visão estratégica e capacidade de colocar a teoria em prática. É uma experiência que molda caráter e abre portas”, conclui Vesselovitz.

Programa do Sistema Faep fomenta inovação entre as novas gerações

Nos últimos anos, novas turmas do JAA continuam a transformar vidas e consolidar histórias de sucesso no agronegócio. No Oeste do Paraná, Marcus Vinicius Batista da Silva, egresso de 2017, em São João do Ivaí, e Carlos Eduardo Silva Ramos, de 2019, em Jussara, têm trajetórias distintas, mas compartilham um ponto em comum: ambos já tinham contato com o meio rural, mas ainda sem a certeza do caminho profissional.

Marcus Vinícius desistiu de ingressar na carreira de engenheiro civil e optou pela Agronomia

Marcus Vinicius cresceu em uma família produtora de soja e milho e, inicialmente, pensava em cursar Engenharia Civil. Já Carlos Eduardo ajudava a mãe e o padrasto nos aviários de frangos de corte, ainda sem planos futuros. Para ambos, o JAA foi um divisor de águas.

“O programa permitiu conhecer equipamentos, culturas da região e a importância da agricultura para o Brasil e o mundo”, lembra Marcus Vinicius. Além do conhecimento técnico, o JAA também desenvolveu habilidades como comunicação, liderança e trabalho em equipe. Hoje, ele cursa Agronomia, e, graças à indicação do instrutor no JAA, trabalha como consultor na Cooperativa Cocari, onde aplica diariamente os aprendizados do programa.

Carlos Eduardo, por sua vez, viu no JAA um caminho para descobrir sua paixão pelo agro. “O programa mostrou que o campo poderia ser meu futuro, com a valorização do jovem no meio rural”, recorda. Após o JAA, ele cursou Zootecnia, que concluiu este ano, e atualmente trabalha na Cooperativa C.Vale. Além disso, é vice-presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas Jovens. “No meu dia a dia profissional, levo do JAA lições de liderança, disciplina e a importância de ouvir os produtores”, afirma.

Ambos destacam momentos marcantes do JAA que reforçaram o aprendizado prático. Marcus Vinicius lembra das gincanas finais, que uniam teoria e prática de forma divertida e colaborativa, enquanto Carlos Eduardo recorda atividades de manejo e sanidade, que, mais tarde, puderam ser aplicadas durante a graduação.

O legado do JAA é claro para os dois: transformar o contato com o campo em propósito e futuro. “A experiência mais marcante que pude ter na carreira”, resume Marcus Vinicius. “O JAA me mostrou que o campo não é apenas um lugar de trabalho, mas um espaço de realização e futuro”, complementa Carlos Eduardo.

JAA forma jovens para o futuro do campo paranaense

O Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) foi criado pelo Sistema FAEP para atender à demanda por capacitação profissional de jovens inseridos no meio rural paranaense. Inicialmente voltado para filhos de agricultores, o programa oferece formação prática e teórica, preparando-os para desempenhar atividades agrossilvipastoris de forma qualificada e consciente.

As primeiras turmas-piloto, realizadas em 2004, permitiram identificar desafios, como evasão escolar e dificuldade de contratação, além de apontar soluções eficazes, como parcerias com universidades e a melhoria da infraestrutura. Desde então, o JAA passou por constantes atualizações, ampliando conteúdo, carga horária e módulos especializados, sempre alinhado às necessidades da juventude rural e à realidade das propriedades familiares.

O programa combina formação em gestão rural com módulos específicos, preparando os jovens para o mercado de trabalho. No JAA, os participantes adquirem não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades de liderança e empreendedorismo, podendo escolher áreas de atuação compatíveis com seus interesses e com a cadeia produtiva regional.

Em 2023, o programa ampliou suas ações com oficinas educativas, fortalecendo habilidades práticas e desenvolvimento pessoal. Com isso, o programa busca desenvolver conhecimentos e atitudes que contribuem para a qualidade de vida, a participação social e o crescimento sustentável das comunidades rurais. “O JAA prioriza metodologias ativas, estimulando a participação, a construção coletiva do conhecimento e a aplicação prática do aprendizado. As aulas criam um ambiente de confiança e acolhimento, propício ao desenvolvimento de cada participante”, resume Márcia Pereira Salles, técnica do Sistema Faep responsável pelo programa. “Com mais de 20 anos de história, o JAA consolidou-se como referência nacional na formação de jovens rurais, promovendo inovação, sustentabilidade, valorização cultural e desenvolvimento profissional no meio rural paranaense”, conclui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

Notícias Oeste do Paraná

Copagril realiza Assembleia Geral Ordinária nesta sexta-feira em Marechal Cândido Rondon

Encontro reúne cooperados para apresentação dos resultados de 2025 e marca estreia do Relatório Anual em formato digital.

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Foto: Divulgação/Copagril

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realiza nesta sexta-feira (30) a Assembleia Geral Ordinária (AGO), um dos principais compromissos do calendário institucional da cooperativa. O encontro está marcado para as 14h30, no Salão Social da AACC, em Marechal Cândido Rondon (PR), e reunirá cooperados para a apresentação dos resultados, números da cooperativa e o balanço do exercício de 2025.

A AGO é o momento central de prestação de contas e compartilhamento de informações, fortalecendo a gestão democrática e permitindo que os cooperados acompanhem, de forma direta, o desempenho e as perspectivas da Copagril.

Segundo o diretor-presidente, Eloi Darci Podkowa, a participação dos associados é fundamental para o fortalecimento da cooperativa. “A Assembleia Geral Ordinária é o momento em que o cooperado exerce plenamente o seu papel dentro da cooperativa, acompanhando os resultados, entendendo as decisões e contribuindo para a construção do nosso futuro coletivo”, afirma.

Relatório Anual em formato digital

A edição de 2025 da Assembleia traz uma novidade: o Relatório Anual da Copagril passa a ser disponibilizado exclusivamente em formato digital. A iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com a inovação, a sustentabilidade e a modernização dos processos, além de ampliar o acesso às informações e reduzir o uso de papel.

O documento reúne dados, resultados e informações estratégicas que permitem ao cooperado acompanhar, de forma clara e detalhada, a atuação da cooperativa ao longo do último exercício, contribuindo para uma tomada de decisão mais consciente e participativa. “A disponibilização do relatório em formato digital é um avanço importante. Ele ficará disponível no site oficial da cooperativa, facilitando o acesso às informações e demonstrando a responsabilidade da Copagril com a sustentabilidade e a evolução dos seus processos de gestão”, destaca Podkowa.

A diretoria executiva reforça o convite para que os cooperados participem da Assembleia Geral Ordinária, considerada um instrumento essencial para o fortalecimento do cooperativismo e para a construção dos próximos passos da Copagril.

Fonte: O Presente Rural com Copagril
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Reunião Anual do CBNA leva a São Paulo debates sobre inovação e eficiência na nutrição animal

A 36ª edição ocorre de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com mais de 20 palestras, cinco painéis temáticos e a participação de pesquisadores, executivos da agroindústria e especialistas em aves, suínos e bovinos.

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Foto: Divulgação

A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) será realizada entre os dias 12 e 14 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerado um dos encontros mais tradicionais da nutrição animal no país, o evento reunirá pesquisadores, profissionais da agroindústria e representantes das principais empresas do setor para discutir tendências, tecnologias e os desafios que moldam o futuro da alimentação de aves, suínos e bovinos.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg – Foto: Divulgação/CBNA

Com o tema “Nutrição além da nutrição”, a programação contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis técnicos, que abordarão desde o impacto da pesquisa científica brasileira na produção animal até temas ligados à eficiência econômica, soluções integradas e o uso de inteligência artificial no suporte às decisões nutricionais.

A abertura do evento ocorre no dia 12 de maio, a partir das 14 horas, com o painel Impacto da pesquisa brasileira na produção animal, que dará o tom das discussões ao longo dos três dias. No dia 13, os debates seguem com os painéis Retorno do investimento na nutrição e Nutrição de bovinos, enquanto o encerramento, no dia 14, será dedicado aos temas Soluções além da nutrição e Inteligência Artificial.

Segundo o presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, a proposta da edição de 2026 é trazer à agenda questões que hoje desafiam nutricionistas e gestores da cadeia produtiva. “São temas que impactam diretamente a tomada de decisão e a competitividade do setor, e que exigem uma visão cada vez mais integrada entre ciência, tecnologia e mercado”, destaca.

Entre os palestrantes confirmados estão nomes de referência da pesquisa brasileira, como Horacio Rostagno, da Universidade Federal de Viçosa (UFV); José Henrique Stringhini, da Universidade Federal de Goiás (UFG); Everton Krabbe, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves; Marcelo Miele, do Centro de Inteligência em Avicultura e Suinocultura da Embrapa; e Cesar Garbossa, da Universidade de São Paulo (USP).

O encontro também contará com a participação de executivos e especialistas da agroindústria e de empresas fornecedoras de insumos, como Bruno Reis de Carvalho, da JBS; Keysuke Muramatsu, da BRF; Leopoldo Malcorra de Almeida, da Seara; Pedro Veiga, da Cargill; Marco Aurélio Porcinato, da Trouw Nutrition; Luiz Victor Carvalho, da Alltech; Aaron Cowieson, da dsm-firmenich; Luiz Romero, da Biofractal, de Portugal; Vitor Hugo Moita, da ADM; e Pedro Terêncio, da Tecnobeef, entre outros.

Ao reunir academia, indústria e produção, a Reunião Anual do CBNA se consolida como um espaço estratégico para a atualização técnica, o intercâmbio de conhecimento e a construção de caminhos para uma nutrição animal mais eficiente, integrada e alinhada às demandas da cadeia de proteínas.

Fonte: O Presente Rural com CBNA
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Agrishow chega à 31ª edição com foco na força das raízes do agronegócio

Maior feira de tecnologia agrícola da América Latina será realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP), e já iniciou a venda de ingressos.

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Foto: Divulgação/Agrishow

Com uma proposta que valoriza trajetória, conhecimento e evolução tecnológica, a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, chega este ano à sua 31ª edição. O evento será realizado de 27 de abril a 1º de maio, das 08 às 18 horas, em Ribeirão Preto (SP), e terá como mote “A força de nossas raízes”, reforçando os fundamentos que sustentam o agronegócio e orientam seus próximos movimentos.

Foto: Divulgação/Agrishow

A expectativa para este ano é receber mais de 197 mil visitantes, vindos de mais de 50 países, além de mais de 800 marcas, entre empresas nacionais e internacionais. A feira, que ocupa uma área de 520 mil metros quadrados, contará com empresas e delegações de países como Espanha, República Tcheca, Índia, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, China e Hong Kong, reforçando seu posicionamento como ponto de encontro entre o agronegócio brasileiro e o mercado global.

De acordo com o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, mais do que apresentar lançamentos, a Agrishow permite que o público tenha contato direto com soluções que impactam a produtividade, a gestão e a competitividade no campo, além de abrir portas para parcerias comerciais e trocas técnicas com outros mercados.

A força de nossas raízes
Marchesan pontua que o tema deste ano traduz a trajetória construída pelo agronegócio brasileiro ao longo das últimas décadas, pois remete ao conhecimento acumulado no campo, à capacidade de adaptação dos produtores e à evolução tecnológica que sustenta o setor. “A Agrishow nasce dessa base e segue como um espaço onde tradição, inovação e visão de futuro caminham juntas, reforçando o papel do Brasil como um dos grandes protagonistas do agronegócio mundial”, salienta.

Experiência, conteúdo e networking
Ao longo dos cinco dias de evento, o público terá acesso a uma programação que vai além da exposição de máquinas e equipamentos:

Foto: Divulgação/Agrishow

• O Agrishow Labs reúne startups e empresas de base tecnológica que apresentam soluções voltadas à produtividade, eficiência e gestão das propriedades rurais.

• O Agrishow Pra Elas retorna com uma agenda dedicada à atuação feminina no agronegócio, acompanhando o aumento da busca por conhecimento técnico e networking, com auditórios cheios nas edições anteriores.

A edição de 2026 contará ainda com a realização da Rodada Internacional de Negócios e com pavilhões estrangeiros, iniciativa que aproxima empresas brasileiras de compradores e parceiros internacionais, fortalecendo o intercâmbio comercial e tecnológico. “A Agrishow foi pensada para ser um ambiente completo, que vai além da exposição de máquinas e equipamentos. Buscamos oferecer experiências que promovem conhecimento, troca de informações e conexão entre os diferentes públicos do agronegócio. Iniciativas como o Agrishow Labs e o Agrishow Pra Elas reforçam esse papel, ao criar espaços de diálogo, aprendizado e geração de oportunidades ao longo dos cinco dias de evento”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da empresa organizadora da feira.

agrishow

Foto: Divulgação/Agrishow

31ª edição da Agrishow
Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos nesta semana, no site oficial do evento. O primeiro lote ttem o valor de R$ 75,00 por dia, com vendas até 22 de fevereiro, e contará com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No ato da compra, o visitante deverá escolher o dia da semana da visitação.

Também será possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento. A partir de 23 de fevereiro, entra em vigor o segundo lote, com ingressos a R$ 85,00 por dia. Na bilheteria, durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, o valor da entrada será de R$ 150,00.

Fonte: Assessoria Agrishow
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