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Programa Integra Rio Grande do Sul reforça expansão do sistema lavoura, pecuária e floresta

Debate durante a Expointer destacou metas, capacitação e impacto do programa no campo gaúcho.

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Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

O Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), promoveu nesta quinta-feira (04), durante a 48ª Expointer, um debate sobre o Programa Integra RS. A iniciativa busca ampliar a adoção do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Estado, com a meta de expandir em 1 milhão de hectares a prática que alia produtividade, sustentabilidade e diversificação de renda no campo.

O encontro reuniu o titular da Seapi, Edivilson Brum, e representes de entidades, que reforçaram a importância da difusão de tecnologias e da capacitação de técnicos para levar o sistema aos produtores rurais gaúchos. Brum afirmou que a maioria das propriedades no Estado tem de um a 50 bovinos e que a vocação do gaúcho para criar e produzir é decisiva no que se refere ao futuro da agropecuária. O secretário lembrou que as mudanças climáticas já impactam o setor produtivo e que todos, dos grandes aos pequenos produtores, precisam se adaptar.

Qualificar e comunicar

Dentre os participantes do evento, estava o coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, segundo o qual a expansão da ILPF depende da articulação entre governo, entidades e a rede de extensão rural. “O programa fomenta a qualificação da equipe técnica, especialmente da extensão, para que a aplicação das práticas chegue às propriedades em todo o Estado”, disse Brilhante.

Foto: Elstor Hanznen

Para o diretor de projetos da Rede ILPF, William Marchió, a produção brasileira já está entre as mais sustentáveis do mundo. “O desafio é comunicar essa expertise, reconhecida no setor, também para a população urbana, mostrando como a tecnologia sustentável gera valor. É uma estratégia que beneficia as famílias rurais e fortalece comunidades.”

O presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, por sua vez, avaliou a Expointer como espaço de oportunidade para conexões e estratégias. “A feira tem permitido debater o futuro da agropecuária e apresentar projetos como o Integra RS, que pode transformar a realidade no campo.”

Já o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Eduardo Bonotto, pontuou que a capacitação e a sensibilização dos produtores são fundamentais para consolidar o sistema. Ele destacou que o setor do arroz também está alinhado com a pauta da integração.

Resultados mapeados

O mapeamento da Emater/RS sobre experiências em sistemas integrados evidenciou ganhos expressivos para a produção e o meio rural. Os dados apontam aumento da produtividade, especialmente na produção leiteira em áreas silvipastoris, recuperação de áreas degradadas, maior acúmulo de matéria orgânica no solo e melhora no bem-estar animal, garantido pelo sombreamento das árvores.

Os agricultores relatam ainda diversificação da produção, fortalecimento da agroecologia e inserção em mercados institucionais e feiras locais. A troca de experiências em mutirões aparece como fator relevante para o aprendizado coletivo. Entre as práticas mais consolidadas está a integração lavoura-pecuária, presente, sobretudo, em pequenas propriedades, combinando soja e milho no verão com aveia e azevém no inverno, o que tem gerado benefícios tanto para a lavoura quanto para a pecuária.

Início do programa

O Integra RS foi lançado em 2024 numa caravana de eventos itinerantes que percorreu municípios como Porto Alegre, Bagé, Ijuí, Passo Fundo e Rosário do Sul. Com base nessa experiência, o governo e parceiros estruturaram o programa para ir além dos encontros, investindo na formação de técnicos e no estímulo à adoção em larga escala. Logo no início, o Estado assinou o termo de cooperação com os envolvidos no projeto.

Sustentabilidade e renda em diferentes prazos

A integração lavoura-pecuária-floresta garante retorno financeiro em etapas: a curto prazo, com grãos; a médio prazo, com a pecuária; e, a longo prazo, com a silvicultura. O modelo proporciona o uso mais eficiente do solo, diversificação da produção e redução de custos, além de ganhos ambientais, como sequestro de carbono, menor emissão de gases de efeito estufa e melhoria na qualidade da água e do solo.

Adaptável a pequenas, médias e grandes propriedades, a ILPF pode ser aplicada em diferentes biomas brasileiros. Entre as práticas mais comuns estão o cultivo de soja, milho e algodão, a bovinocultura de corte e leite e o plantio de eucalipto.

Fonte: Assessoria Ascom Expointer

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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