Notícias Inovação e tecnologia
Programa Inova anuncia propostas vencedoras
Participaram da final cinco propostas nas categorias InovaPork e InovaAvi. As três melhores classificadas receberam premiação, além do troféu.

Inovação, expectativas e tendências esteve em evidência na final do Programa Inova: Fuçar, Chocar, Inovar. O evento, realizado na última sexta-feira (29), anunciou as três propostas vencedoras de cada iniciativa de inovação da Embrapa Suínos e Aves – o InovaPork e o InovaAvi.
Estavam participando da final cinco propostas em cada categoria. “O que fica claro é o potencial do Brasil no sentido de gerar tecnologias através de tantas mentes brilhantes. Espero também que todos que enviaram suas propostas tenham conseguido, em maior ou menor grau, avançar no conhecimento através do Programa Inova”, destacou o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, pesquisador Everton Krabbe. “Tenho um agradecimento especial às equipes que submeterem suas propostas. Aqueles que não concorreram, sintam-se estimulados a concorrer na próxima edição”, convidou.
O chefe geral agradeceu também aos parceiros e patrocinadores que contribuíram muito com o sucesso do programa e destacou ainda que “inovação é o que nos move. Por isso, o Programa Inova é uma ação tão bem-sucedida”. E lançou o desafio: “Que nas próximas edições tenhamos grandes ideias sendo apresentadas aqui, permitindo alcançar grandes soluções e inovações para a suinocultura e avicultura, e assim nossas cadeias de produção se tornarem ainda mais eficientes, sustentáveis e competitivas”.
A abertura contou com a presença do pesquisador Maurício Antônio Lopes, ex-presidente da Embrapa, que abordou o tema “O consumidor é o arquiteto das mudanças”. A grande mensagem enfatizada pelo pesquisador foi a de que vivemos numa era complexa, de uma sociedade cada vez mais exigente e informada, então o futuro deverá ser enfrentado com conhecimento e relações. A participação dele foi mediada pela pesquisadora Janice Zanella.
Vencedores do InovaPork
Na iniciativa InovaPork as soluções que se destacaram envolveram automação
e suplementos. Com o primeiro lugar ficou a solução Robotização inteligente 4.0 na suinocultura de precisão, da equipe Roboagro, do Rio Grande do Sul.
Em segundo lugar ficou a equipe da Agros Nutrition, de Santa Catarina, com a proposta SU-MAX – Suplemento mineral à base de aminoácidos para incremento de produtividade com benefícios diretos na redução da contaminação ambiental por dejetos suínos.
E, também de Santa Catarina, o terceiro lugar foi da PigScale – Pesagem automatizada de suínos através de visão computacional e inteligência artificial, da SmartPIXEL.
Ganhadores do InovaAvi
No desafio de ideias para a avicultura, as propostas permearam a automação e
a inteligência artificial. A primeira colocação ficou para a equipe da QualyFull Sistemas, de Santa Catarina, com a proposta Solução Tecnológica para o Auto Controle Digital Agro 5.0.
A equipe da Cooltivando Consultoria Ltda, do Paraná, ficou com o segundo lugar com a proposta Cooltivando Vida. E a Ecotrace Solutions, de São Paulo, levou o terceiro, com a proposta IA pra Frangos.
Para o analista Cássio Wilbert, um dos coordenadores do Programa Inova, esta edição de 2021 avançou na busca de um modelo adequado para oportunizar conexões e ajudar os setores de suinocultura e avicultura por meio de soluções de impacto. “Começamos esse processo de inovação fuçando, depois chocamos e agora estamos mais maduros para avançar nas entregas de impacto”, comentou ele. “Por meio da trilha de inovação oportunizamos e abrimos as portas da Embrapa e dos parceiros para jovens empreendedores que podem contribuir muito com a vida dos nossos produtores e do país”.
Outro destaque enfatizado pelo analista é que o mais importante de toda a ação não é a premiação. “Acredito que não temos aqui vencedores e não vencedores. Mas sim que cada uma da dessas startups e nossas equipes de pesquisa farão a partir da segunda-feira. A nossa expectativa é continuar a trabalhar com essas equipes de startups, reforçando a imagem da Embrapa como principal catalizadora de inovações do agro”, finalizou.
Premiação
As três propostas melhores classificadas receberão premiação, além do troféu. Para o primeiro lugar será até cinco “passes livres”, com acesso a todos os cursos da empresa por seis meses, na plataforma da Academia Suína ou Academia da Avicultura, relacionado ao tema da inscrição.
Para o segundo lugar até cinco cursos a escolher na plataforma da Academia Suína ou Academia da Avicultura, relacionado ao tema da inscrição. E, para o terceiro até três cursos a escolher na plataforma da Academia Suína ou Academia da Avicultura, relacionado ao tema da inscrição.
Para todas as dez equipes a premiação inclui a oportunidade de visibilidade das soluções tecnológicas para representantes de agroindústrias e investidores; Mentoria com especialistas em agronegócio, tecnologia e negócios; e Trabalho com a equipe da Embrapa, Unochapecó e INCTECh para desenvolvimento da solução tecnológica durante a “Trilha de Inovação”.
O programa Inova é uma realização da Embrapa Suínos e Aves com correalização da Acate Agronegócio, Faped, INCTECh Incubadora Tecnológica e Pollen Parque Científico e Tecnológico.

Notícias
Agro brasileiro transforma agricultura tropical em ativo estratégico na agenda climática
No Dia do Agronegócio, setor destaca protagonismo na COP 30, avanço de tecnologias de baixo carbono e ganhos de produtividade que ampliam a oferta de alimentos sem expansão proporcional de área.

A celebração do Dia do Agronegócio em 25 de fevereiro ganha relevância em um momento em que o Brasil apresenta a agricultura tropical como um ativo estratégico e conectado ao futuro, onde a inovação tecnológica no campo se traduz em mais sustentabilidade.

O modelo de produção desenvolvido no Brasil é um aliado que pode contribuir para mitigar a crise climática, apoiar a transição energética e garantir segurança alimentar no mundo. Esta foi a mensagem levada pelo setor para o público da COP 30. “A consolidação desta agenda é vital para a competitividade brasileira em acordos como o Mercosul-União Europeia. Ao liderar a discussão, o Brasil combate barreiras comerciais unilaterais e se antecipa a exigências globais em comércio sustentável, o que demanda a implementação plena do Código Florestal e o combate rigoroso ao desmatamento ilegal”, avalia Fernando Sampaio, membro do Grupo Estratégico (GE) da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
Diferente das nações desenvolvidas, cujas emissões concentram-se em energia e transporte, o perfil brasileiro é dominado pelas emissões oriundas do uso da terra. O setor agropecuário tem avançado na demonstração de que práticas sustentáveis não apenas aumentam a produtividade, mas funcionam como sumidouros de carbono.

Entre as tecnologias e práticas desenvolvidas no Brasil estão o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, a integração lavoura-pecuária-floresta, a recuperação de áreas degradadas e a terminação intensiva de gado a pasto, além de bioinsumos. A biomassa e os biocombustíveis contribuem para que a matriz brasileira possua 49% de fontes renováveis, o triplo da média global, o que permite também ampliar a economia circular no setor, com aproveitamento de resíduos. “Os desafios estão em como ampliar o uso das práticas sustentáveis, o que demanda, de um lado mais produção e difusão de tecnologia e, de outro, mais investimentos chegando no campo”, analisa Sampaio.
“Outro desafio está em mensurar a contribuição dessa agricultura para o clima. É preciso tropicalizar os fatores de emissão, e também rediscutir no cenário internacional como são feitas essas métricas. Por exemplo, padrões internacionais medem carbono no solo apenas nos primeiros 20 centímetros de profundidade. No Brasil, as raízes das pastagens podem fazer o mesmo a profundidades superiores a 2 metros, revelando um ativo ambiental subestimado”, salienta Sampaio.
Mais produção, menos desmatamento
Historicamente, o ambiente tropical era considerado desafiador para a produção devido a solos de baixa fertilidade, alta incidência de pragas e irregularidades climáticas. Contudo, nas últimas cinco décadas, o Brasil protagonizou uma revolução científica que transformou o país de grande importador de alimentos em um dos maiores exportadores globais. Dados oficiais mostram que o agronegócio responde por 23,2% do PIB nacional e 49% das exportações.

Fernando Sampaio, membro do Grupo Estratégico (GE) da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura: “Florestas em pé são essenciais para regular as chuvas que garantem a produtividade no campo”
Esta ascensão refletiu em ganhos de produtividade: segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos 2025/2026 deve alcançar 353,37 milhões de toneladas, com destaque para a soja, estimada em 178 milhões de toneladas, 3,8% a mais que no ciclo anterior, projeção que, caso confirmada, indica novo recorde histórico.
Esses números reforçam a capacidade do Brasil de ampliar a oferta de alimentos sem expandir proporcionalmente a área cultivada, um crescimento impulsionado por ganhos de eficiência a partir de boas práticas e tecnologia. Isso mostra que o país tem potencial para continuar sendo um grande produtor sem depender do desmatamento. “Florestas em pé são essenciais para regular as chuvas que garantem a produtividade no campo. O equilíbrio do clima é condição vital para a produção agrícola e, por consequência, da segurança alimentar”, acrescenta Sampaio.
Soluções práticas e próximos passos

Foto: Jonathan Campos
O Brasil tem políticas públicas desenhadas para apoiar o crescimento de uma agropecuária sustentável. Entre os destaques estão o Plano ABC+ e o Caminho Verde. O ABC+ é hoje o principal instrumento para consolidar a agricultura de baixo carbono, com metas de ampliar sistemas sustentáveis em mais de 72 milhões de hectares até 2030. O Caminho Verde pretende recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas nos próximos 10 anos. “Precisamos avançar em políticas públicas e ações privadas capazes de democratizar o acesso a tecnologias para pequenos e médios produtores. Mas também é preciso conter a ilegalidade, avançar na implementação do Código Florestal e na remuneração por ativos ambientais em áreas privadas”, ressalta Sampaio, enfatizando: “A consolidação dessa agenda agroambiental no país é um diferencial para garantir resiliência à nossa produção, atrair investimentos, ampliar mercados e mudar a imagem internacional da agricultura brasileira.”
Notícias
Startups do biogás têm inscrições abertas para vitrine no 8º Fórum Sul Brasileiro
Empresas que trazem impactos positivos à cadeia podem se inscrever até 06 de março. As selecionadas irão apresentar pitches durante o evento, de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR).

Startups que desenvolvem soluções inovadoras, em diferentes níveis de maturidade, e que trazem impacto positivo para a cadeia do biogás no Brasil têm uma oportunidade de mostrar seu trabalho. Até o dia 06 de março, será possível se inscrever para participar do Momento Startup de Biogás: de olho no futuro do setor, que integra a programação do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), a ser realizado de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR).
O Momento Startup é uma iniciativa do Fórum em parceria com o Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó, e com a Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS).
As startups inscritas e selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras para produtos, processos e serviços relacionados à cadeia do biogás, como por exemplo, logística e pré-tratamento de substratos, digestão anaeróbia, processamento e uso do biogás, manejo e tratamento do digestato, entre outras atividades. Poderão participar pessoas jurídicas ou pessoas físicas que se enquadrem como startups ou ações inovadoras, segundo o marco legal das startups e do empreendedorismo inovador instituído pela Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021.
A inscrição deverá ser feita mediante preenchimento de formulário no site do 8º FSBBB.
Uma comissão técnica vai avaliar as startups inscritas e suas soluções, considerando critérios como: impacto na cadeia do biogás; modelo de negócio; e qualidade da apresentação. O resultado das selecionadas será divulgado no site oficial do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, até o dia 20 de março. O regulamento está disponível.
Nesta 8ª edição, o FSBBB vai ocorrer no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), apresentando uma programação que inclui painéis, Espaço de Negócios e visitas técnicas, premiação do Melhores do Biogás, além do Momento Startups.
O 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano tem a realização de instituições representativas do setor nos três estados do Sul do Brasil: Centro Internacional de Energias Renováveis – CIBiogás (PR), Embrapa Suínos e Aves (SC), e Universidade de Caxias do Sul – UCS (RS), e é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera). As inscrições para participar do Fórum podem ser feitas no site biogasebiometano.com.br.
Notícias De 12 a 14 de maio
Ciência brasileira pauta eficiência e competitividade da produção animal em encontro nacional do CBNA
Reunião anual em São Paulo reúne referências da academia e da indústria para discutir impacto das Tabelas Brasileiras, novas pesquisas em aves e suínos e os rumos da nutrição animal diante da pressão por produtividade e sustentabilidade.

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

Membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis: “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”- Foto: Divulgação/CBNA
Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.
Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva.
O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.
Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio.
A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações.
As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo WhatsApp (19) 3232-7518.



