Conectado com

Notícias Nos três estados do Sul

Programa Encadeamento Produtivo supera 61 mil participantes em 27 anos de atuação

Programa reforça resultados em genética, sustentabilidade, energia e gestão, e projeta novo ciclo a partir de 2026.

Publicado em

em

Reunião de avaliação do Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae em 2025 - Fotos: Karina Ogliari/MB Comunicação

Mais de 61 mil participantes, ao longo de 27 anos de atuação, e um ciclo que segue se renovando com resultados e novos desafios. Esses foram alguns dos destaques da reunião de avaliação do Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae em 2025, realizado na última semana, na sede do Ser Aurora Coop, em Chapecó. O encontro reuniu representantes do Sebrae/SC, Rio Grande do Sul e Paraná, além de entidades cooperativas e de crédito parceiras. O foco foi avaliar entregas, alinhar indicadores e projetar os próximos passos da cooperação.

Para o gerente de Desenvolvimento Rural Cooperativo da Aurora Coop, Marcos Lopes, o encontro foi um marco de celebração por reunir os parceiros do Programa. “Nesses 27 anos de programa já são quase 62 mil pessoas atendidas e mais de 37 mil famílias contempladas com treinamentos de qualidade”, afirmou. Ele também destacou que as soluções do Sebrae são aplicadas, com participação expressiva dos associados das cooperativas filiadas nos quatro estados.

No recorte de Santa Catarina, Lopes apontou os treinamentos de eficiência energética, voltados tanto à prevenção de acidentes quanto à economia de energia, além da participação crescente de jovens e mulheres, considerada relevante no contexto de sucessão familiar. Outro ponto de destaque é o engajamento como centro do ciclo, o crescimento e desenvolvimento do produtor.

No período de 1998 a 2025 o programa somou mais de 61 mil participantes em ações do Sebrae como De Olho na Qualidade, QT/Qualidade Total, Times de Excelência, Sustentabilidade aplicada em empresas rurais, Resgate do De Olho, capacitação e diagnóstico de eficiência energética.

Melhoramento genético

O encontro reuniu representantes do SebraeSC, Rio Grande do Sul e Paraná, além de entidades cooperativas e de crédito parceiras

O gerente de captação de leite da Aurora Coop, Selvino Giesel, apresentou dados de melhoramento genético, destacou a parceria com o Sebrae/SC para alavancar resultados. Na apresentação, o Modelo Genético Aurora Coop foi reforçado com objetivos e resultados voltados à constituição genética de características de interesse econômico, com melhorias em sólidos do leite (proteína e gordura), diminuição das taxas de doenças genéticas, correções associadas ao sistema mamário e características de estrutura, além do aumento de índices de saúde e bem-estar animal.

Suínos e propriedades sustentáveis

No bloco da suinocultura, foi apresentado que a genômica já é uma realidade na Aurora Coop, em um projeto iniciado em 2020 com parceria do Sebrae. A metodologia envolve a coleta de material genético, permitindo a leitura e a seleção de fêmeas com melhor qualidade. Entre os avanços citados, estão os indicadores de desempenho que apontam crescimento de produtividade na Aurora Coop em comparação ao cenário nacional.

Foram apresentados os resultados do Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop, com destaque para o apoio do Sebrae/SC preparando as empresas para certificação.                                       

Outro eixo apresentado foi a eficiência energética, com foco na avaliação das condições das instalações elétricas em empresas rurais e na conscientização sobre riscos para produtores, animais e estruturas físicas.

Sebrae nacional projeta continuidade da parceria

O evento contou com a palestra União que gera valor -engajamento e cooperativismo no campo, com o professor, engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Agronomia, Dieisson Pivoto

A coordenadora de agronegócios do Sebrae nacional, Claudia Stehling, reforçou que a parceria com a Aurora Coop é histórica, mas se renova a cada etapa. Ela citou que, no último ciclo, foi incorporada à cadeia de grãos em Santa Catarina e apontou o engajamento crescente no campo como motivo de celebração. Claudia também destacou a abrangência do projeto nos quatro estados e informou que este novo ciclo deve encerrar com atendimento a quase 4 mil produtores, com expectativa de estender a parceria para um novo ciclo a partir de abril de 2026, por mais dois anos. Para ela, a continuidade amplia benefícios como aumento de produtividade, aumento de qualidade e profissionalismo na gestão dos negócios rurais.

Coordenadora do programa Conexões Corporativas do Sebrae/SC, Josiane Minuzzi, explicou que a agenda foi pensada para aproveitar a presença dos consultores reunidos e ampliar a troca entre as regiões. “A nossa expectativa é ter consultores dos quatro estados para trazer as percepções de cada região também”, afirmou.

Josiane também detalhou como os projetos são construídos em conjunto com a grande empresa, a partir de demandas e objetivos pactuados, que se transformam em indicadores. Segundo ela, o trabalho de revisão começou há cerca de dois meses, com conversas com os setores de leite, aves e suínos, para mapear desafios e identificar o que deveria ser incorporado à parceria. “Na sequência, ocorreram agendas com um grupo de consultores, avaliando se as metodologias existentes conseguiriam atender os desafios. Este último encontro marcou o momento de ampliar essa construção com um grupo maior, para delimitar quais soluções e indicadores serão monitorados no próximo ciclo”, explicou.

Cooperativismo e engajamento

O diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antonio Zordan, também deixou uma mensagem ressaltando a importância do cooperativismo no relacionamento com as filiadas e famílias do campo. Para ele, é um trabalho que gera relação de confiança: “Não existe cooperação sem confiança”, destacou.

Para finalizar, o evento contou com a palestra União que gera valor – engajamento e cooperativismo no campo, com o professor, engenheiro agrônomo, mestre e doutor em agronomia, Dieisson Pivoto. A apresentação conectou o tema ao planejamento estratégico da Aurora Coop, enfatizou pontos como fortalecer e comunicar o cooperativismo, e provocou reflexões sobre desempenho em grupo, a partir de propósitos comuns e metas claras, governanças democráticas e papéis definidos e a influência do modo de interagir nos resultados.

Programa

O Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae é uma iniciativa do Sebrae com o apoio de vários parceiros. Em Santa Catarina com a Aurora Coop, Senar, Sescoop, Sicoob, Cooperalfa, Cooper Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1, Copercampos e Coopervil. No Rio Grande do Sul, conta com a parceria do Sebrae, Sicredi, Cooperalfa, Cooper A1, Copercampos, Auriverde e Copérdia. No Paraná participam o Sebrae, a Cocari, Frisia, Capal, Castrolanda, Cooper Itaipu, Copérdia e Cooper Alfa, no Mato Grosso do Sul, Sebrae, a Cooasgo, Copérdia e Cooperalfa.

Fonte: Assessoria Aurora Coop

Notícias

Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Notícias

Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

Publicado em

em

Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.